A mais reconhecida peça de Shakespeare está em cena nos jardins da Quinta da Regaleira em Sintra até ao próximo dia 09 de Setembro, numa produção a não perder.
A mais recente produção do Teatro Tapafuros mantém os parâmetros a que já nos habituou, demonstrando, no entanto, uma maior maturidade, resultado da qualidade homogénea de todos os elementos que a compõem.
Sendo uma das mais extensas peças shakesperianas, Hamlet requer um enorme esforço físico por parte dos seus actores, nos quais é notória a entrega de corpo e alma às personagens, nunca cedendo a falhas no ritmo intrépido a que é transmitido o texto.
A encenação de Rui Mário é sóbria ao apostar na simplicidade de adereços (utilizando os estritamente necessários), sem deixar de demonstrar as complexidades da trama através de uma coreografia de grande beleza estética, que serve o texto na perfeição. Neste aspecto, é bem coadjuvado pela banda sonora omnipresente que se funde com as várias densidades dramáticas, sem, no entanto, as ofuscar.
De notar ainda, o criativo guarda-roupa que funde influências medievais e modernidade.
Não percam!
quinta-feira, agosto 24, 2006
quarta-feira, agosto 23, 2006
Finalmente...
De Palhaços
Para mim os palhaços perderam grande parte da sua magia quando tinha uns sete, oito anos de idade. Foi quando percebi que a magia para funcionar em pleno exige uma certa distância entre o seu fazedor e o seu público. Uma vez diminuído esse afastamento qualquer momento é propicio ao desmantelar da magia.
Fui ao salão dos bombeiros assistir a um espectáculo para os sócios e uma das atracções era um palhaço para animar as crianças. Sentados todos em roda do palhaço foi uma completa alegria até ao momento em que num gesto aleatório sujei a manga do meu vestido azul com a tinta da maquilhagem dele. A partir desse momento já não consegui desfrutar da brincadeira. Só olhava para a mancha e pensava que o meu vestido tão lindo estava sujo e que a culpa era daquele palhaço e cada vez que olhava para ele já não via o palhaço mas sim alguém assim vestido.
Já não era divertido era algo esquisito e estranho. A roupa era suja nalgumas partes como se não sendo lavada após cada actuação. A maquilhagem estava longe de ser perfeita. Os contornos não eram tão precisos como primeiro pareciam e conseguia perceber a porosidade da sua pele.
E fiquei assim o resto da animação sentada a observar os pormenores a desfazer a ilusão, sorrindo sem convicção quando ele olhava para mim, pois eu percebia que para os outros miúdos aquilo estava a ser uma festa.
Fiquei satisfeita quando acabou e pudemos ir brincar à apanhada.
Fui ao salão dos bombeiros assistir a um espectáculo para os sócios e uma das atracções era um palhaço para animar as crianças. Sentados todos em roda do palhaço foi uma completa alegria até ao momento em que num gesto aleatório sujei a manga do meu vestido azul com a tinta da maquilhagem dele. A partir desse momento já não consegui desfrutar da brincadeira. Só olhava para a mancha e pensava que o meu vestido tão lindo estava sujo e que a culpa era daquele palhaço e cada vez que olhava para ele já não via o palhaço mas sim alguém assim vestido.
Já não era divertido era algo esquisito e estranho. A roupa era suja nalgumas partes como se não sendo lavada após cada actuação. A maquilhagem estava longe de ser perfeita. Os contornos não eram tão precisos como primeiro pareciam e conseguia perceber a porosidade da sua pele.
E fiquei assim o resto da animação sentada a observar os pormenores a desfazer a ilusão, sorrindo sem convicção quando ele olhava para mim, pois eu percebia que para os outros miúdos aquilo estava a ser uma festa.
Fiquei satisfeita quando acabou e pudemos ir brincar à apanhada.
Henry Miller
terça-feira, agosto 22, 2006
Duas Mulheres Em Novembro, V. G. Moura
- … o que vivi, é meu e ninguém mo tira.
- … nada volta para trás quando a roda da vida desanda.
- … nada volta para trás quando a roda da vida desanda.
quinta-feira, agosto 17, 2006
LUCKY NUMBER SLEVIN
Uma excelente surpresa!
Depois da leitura da sinopse promocional a reacção foi: deve ser uma grande banhada, mas depois, há falta de outras boas opções, acabou por ser o título vencedor, e que se revelou um óptimo filme.
Um argumento muito bem construído e sublimado por uma edição excelente. A cinematografia e a trilha sonora a criarem a ambiência perfeitas à história. E, last but not least, as interpretações irrepeensiveis, com J. Hartnett a demonstrar que é muito mais do que um rosto bonito. Há já quem aposte em nomeações...
Como as cerejas
Gosto quando um livro/filme/música/quadro me leva a um filme/quadro/música/livro, sendo a ordem dos factores relativamente irrelevante.
Gosto que ao ver um filme como Mondigliani, assumidamente ficcional, me faça descobrir a veracidade por detrás da verosimilhança e assim rever os quadros de Picasso e de Mondigliani. Descobrir a existência de Utrillo e que Chaim Soutine não é só a personagem calmuca de um dos Contos Imprevistos de Roald Dahl. E para quem não conhece, foi este senhor que escreveu Charlie e a Fábrica de Chocolate que Burton adaptou ao cinema. Assim, chega-se a casa, pega-se na enciclopédia e ocupa-se mais uns bites na base de dados. E talvez seja agora a vez de descobrir Gertrud Stein e Jean Cocteau.
Gosto das invisíveis ligações que se tecem em tudo o que nos rodeia e apreendemos. Como quando ao ler H. Kunzru e Salman Rushdie constato o quão importante é a questão da identidade para um povo colonizado, uma questão próxima da realidade da nossa colonização e tantas vezes abordada por Agualusa. Somos o quê?
Pelo que apreendo a anglicidade e a lusofonia têm diferenças, ou talvez eu assim o sinta por não sentir o completo efeito da lusofonia, pois não é um conceito que me seja imposto. No entanto, sinto que a anglicidade de Dahl, Lodge, Kunzru e Rushdie são um conjunto de regras e convenções sociais quase intransponíveis.
A lusofonia, se é que são realmente conceitos paralelos ou até comparáveis, não o parece ser. Talvez seja devido ao nacional porreirismo.
Mas gosto de receber as linhas que se inscrevem nessas histórias e com elas tecer mas um pouco da minha malha de entendimentos.
Por isso, quando revistas e até iogurtes sugerem livros, não nego à partida um autor que desconheço. Nunca se sabe onde uma nova página nos levará.
P.s. E nem a propósito, entre escrever e postar este artigo comprei o livro Abril Despedaçado de Ismaíl Kandaré que serviu de base ao filme homónimo do brasileiro Walter Salles. Se a história é a mesma o cenário é bastante diferente.
Gosto que ao ver um filme como Mondigliani, assumidamente ficcional, me faça descobrir a veracidade por detrás da verosimilhança e assim rever os quadros de Picasso e de Mondigliani. Descobrir a existência de Utrillo e que Chaim Soutine não é só a personagem calmuca de um dos Contos Imprevistos de Roald Dahl. E para quem não conhece, foi este senhor que escreveu Charlie e a Fábrica de Chocolate que Burton adaptou ao cinema. Assim, chega-se a casa, pega-se na enciclopédia e ocupa-se mais uns bites na base de dados. E talvez seja agora a vez de descobrir Gertrud Stein e Jean Cocteau.
Gosto das invisíveis ligações que se tecem em tudo o que nos rodeia e apreendemos. Como quando ao ler H. Kunzru e Salman Rushdie constato o quão importante é a questão da identidade para um povo colonizado, uma questão próxima da realidade da nossa colonização e tantas vezes abordada por Agualusa. Somos o quê?
Pelo que apreendo a anglicidade e a lusofonia têm diferenças, ou talvez eu assim o sinta por não sentir o completo efeito da lusofonia, pois não é um conceito que me seja imposto. No entanto, sinto que a anglicidade de Dahl, Lodge, Kunzru e Rushdie são um conjunto de regras e convenções sociais quase intransponíveis.
A lusofonia, se é que são realmente conceitos paralelos ou até comparáveis, não o parece ser. Talvez seja devido ao nacional porreirismo.
Mas gosto de receber as linhas que se inscrevem nessas histórias e com elas tecer mas um pouco da minha malha de entendimentos.
Por isso, quando revistas e até iogurtes sugerem livros, não nego à partida um autor que desconheço. Nunca se sabe onde uma nova página nos levará.
P.s. E nem a propósito, entre escrever e postar este artigo comprei o livro Abril Despedaçado de Ismaíl Kandaré que serviu de base ao filme homónimo do brasileiro Walter Salles. Se a história é a mesma o cenário é bastante diferente.
sexta-feira, agosto 11, 2006
O Sorriso ao pé das Escadas, H. Miller
- Sermos nós próprios, unicamente nós próprios, é algo de extraordinário. Mas como chegar a isso, como alcança-lo? Ah!, eis o truque mais difícil de todos. Difícil, exactamente, porque não envolve esforço. Tentas não ser isto nem aquilo, nem hábil nem desajeitado… estás a perceber? Fazes o que te vem à mão. De boa vontade, bien entendu. Porque não há nada que não tenha a sua importância. Nada.
- … há milénios que os seres humanos se enganam no caminho, há milénios que todas as suas buscas e interrogações desaguam num beco sem saída.
- … há milénios que os seres humanos se enganam no caminho, há milénios que todas as suas buscas e interrogações desaguam num beco sem saída.
quinta-feira, agosto 10, 2006
Quando o sol tomba no horizonte
Quando o sol tomba no horizonte
E a luz diáfana já não é suficiente
Para decifrar as letras que leio
Levanto os olhos e recebo
O seu vagaroso diluir
Quando somente uma réstia de luz
Cinza o céu
Olho para dentro e vejo o vazio
E fico triste
Ninguém entrará e tento ocupar o espírito
Até o sono vir
Mas o sono tarda, tarda
E a tristeza cresce
E quando cansada cede finalmente lugar ao sono
Será somente para ganhar forças
Amanha voltar novamente
Quando o sol tombar no horizonte.
E a luz diáfana já não é suficiente
Para decifrar as letras que leio
Levanto os olhos e recebo
O seu vagaroso diluir
Quando somente uma réstia de luz
Cinza o céu
Olho para dentro e vejo o vazio
E fico triste
Ninguém entrará e tento ocupar o espírito
Até o sono vir
Mas o sono tarda, tarda
E a tristeza cresce
E quando cansada cede finalmente lugar ao sono
Será somente para ganhar forças
Amanha voltar novamente
Quando o sol tombar no horizonte.
segunda-feira, agosto 07, 2006
Penguin's 60s
Para comemorar os sessenta anos de existência, a Penguin reeditou 100 dos seus títulos mais emblemáticos, divididos por 20 temas. Alguns, poucos, estão lidos, outros dificilmente alguma vez o serão. No entanto, cá fica a listinha.
THE BEST JOURNEYS
On the Road, Jack Kerouac – na prateleira, iniciado, mas não achei muita piada.
The Odyssey, Homer
The Grapes of Wrath, John Steinbeck
Three Men in a Boat, Jerome K. Jerome
Alice’s Adventures in Wonderland, Lewis Carroll – tenho uma aversão a esta personagem que não consigo explicar, dificilmente lerei o livro, mas nunca se sabe
THE BEST DECADENCE
The Great Gatsby, F. Scott Fitzgerald – na prateleira
Vile Bodies, Evelyn Waugh
The Picture of Dorian Gray , Oscar Wilde
The Beautiful and Damned, F. Scott Fitzgerald
Against Nature, J. K. Huysmans
THE BEST REBELS
The Autobiography of Malcolm X, Malcolm X
The Outsider, Albert Camus – a pergunta dos 12.500
Animal Farm, George Orwell – lido aos 17 contribuiu em muito para o meu cepticismo em relação ao ser humano, mesmo assim continuo a pensar que é preciso acreditar em ideais para que o mundo melhore
The Communist Manifesto, Karl Marx and Friedrich Engels
Les Misérables, Victor Hugo
THE BEST SCIENCE FICTION
The Time Machine, H. G. Wells
The Man in the High Castle, Philip K. Dick
The Invisible Man, H. G. Wells
The Day of the Triffids, John Wyndham
We, Yevgeny Zamyatin
THE BEST VIOLENCE
A Clockwork Orange, Anthony Burgess
Hell’s Angels, Hunter S. Thompson
A Tale of Two Cities, Charles Dickens
Another Country, James Baldwin
In Cold Blood, Truman Capote – na prateleira, iniciado e não me parece que seja acabado tão depressa quanto isso
THE BEST HIGHS – nesta secção só mesmo o Trainspotting, muito Hilário!
Junky, William S. Burroughs
The Moonstone, Wilkie Collins
Confessions of an English Opium-Eater, Thomas De Quincey
The Subterraneans, Jack Kerouac
Monsieur Monde Vanishes, Georges Simenon
THE BEST SUBVERSION
1984, George Orwell
The Monkey Wrench Gang, Edward Abbey
The Prince, Niccolo Machiavelli
Bound for Glory, Woody Guthrie
Death of a Salesman, Arthur Miller
THE BEST CRIMES
Maigret and the Ghost, Georges Simenon
The Woman in White, Wilkie Collins
The Big Sleep, Raymond Chandler
A Study in Scarlet, Arthur Conan Doyle – hum, xiiii, há tantos anos
The Thirty-Nine Steps, John Buchan
THE BEST ADULTERY
Madame Bovary, Gustave Flaubert
Thérèse Raquin, Emile Zola
Les Liaisons dangereuses, Choderlos de Laclos
The Scarlet Letter, Nathaniel Hawthorne – depois de The House of the 7 Gables não me parece que volte a pegar em Hawthorne
Anna Karenina, Leo Tolstoy
THE BEST DEBAUCHERY
I, Claudius, Robert Graves – bem, agora a série está em DVD
Hangover Square, Patrick Hamilton
The Beggar’s Opera, John Gay – quem sabe um destes dias, afinal adorei a Ópera do Malandro do Chico Buarque
The Twelve Caesars, Suetonius
Guys and Dolls, Damon Runyon
THE BEST ACTION
Treasure Island, Robert Louis Stevenson – na prateleira
The Iliad, Homer
The Count Of Monte Cristo, Alexandre Dumas – depois do filme, deve ser difícil lê-lo
From Russia with Love, Ian Fleming
War and Peace, Leo Tolstoy
THE BEST LAUGHS
Cold Comfort Farm, Stella Gibbons
The Diary of a Nobody, George and Weedon Grossmith
The Pickwick Papers, Charles Dickens
Scoop, Evelyn Waugh
Lucky Jim, Kingsley Amis
THE BEST CRAZIES
One Flew Over the Cuckoo’s Nest, Ken Kesey
The Diary of a Madman, Nikolai Gogol
Wide Sargasso Sea, Jean Rhys
Crime and Punishment, Fyodor Dostoyevsky
Notes From Underground, Fyodor Dostoyevsky
THE BEST SEX
Story of the Eye, Georges Bataille
A Spy in the House of Love, Anaïs Nin
Lady Chatterley’s Lover, D. H. Lawrence – na prateleira, grande maluco para a época aquele Lawrence
Venus In Furs, Leopold Von Sacher-Masoch
The Canterbury Tales, Geoffrey Chaucer
THE BEST VILLAINS
The Brothers Karamazov, Fyodor Dostoyevsky
Heart of Darkness, Joseph Conrad – livro excelente, e, pela 59ª vez, afirmo a origem da melhor adaptação cinematográfica que já vi: Apocalipse Now
Diamonds are Forever, Ian Fleming
The Master and Margarita, Mikhail Bulgakov
The Secret Agent, Joseph Conrad
THE BEST LOVERS
A Room with a View, E. M. Forster
Wuthering Heights, Emily Brontë – primeiro ano de faculdade, depois deste, nunca mais li um livro sem um lápis na mão para os sublinhados
Don Juan, Lord Byron
Love In A Cold Climate, Nancy Mitford
Cat on a Hot Tin Roof, Tennessee Williams
THE BEST HEROES
David Copperfield, Charles Dickens
Middlemarch, George Eliot
She, H. Rider Haggard
The Fight, Norman Mailer
No Easy Walk to Freedom, Nelson Mandela
THE BEST TEARJERKERS
Of Mice and Men, John Steinbeck
The Age of Innocence, Edith Wharton – tema de trabalho na faculdade, gostei de pedir à professora se podia personalizar o tema pois não concordava com as duas propostas dela
Notre-Dame De Paris, Victor Hugo
Jude the Obscure, Thomas Hardy – na prateleira
The Old Curiosity Shop, Charles Dickens
THE BEST SPINE-TINGLERS
The Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde, Robert Louis Stevenson
Dracula, Bram Stoke
Frankenstein, Mary Shelley – em tempos de clonagem, deveria ser leitura obrigatória, pois aborda muito claramente o tema da “criação artificial” de um ser e o modo como o tratamos
The Castle of Otranto, Horace Walpole – na prateleira
The Turn of the Screw, Henry James – na prateleira
THE BEST MINXES
Vanity Fair, William Makepeace Thackeray
Lolita, Vladimir Nabokov
Baby Doll, Tennessee Williams
Breakfast at Tiffany’s, Truman Capote – ao contrário da música, adoro o filme
Emma, Jane Austen – filme engraçado
THE BEST JOURNEYS
On the Road, Jack Kerouac – na prateleira, iniciado, mas não achei muita piada.
The Odyssey, Homer
The Grapes of Wrath, John Steinbeck
Three Men in a Boat, Jerome K. Jerome
Alice’s Adventures in Wonderland, Lewis Carroll – tenho uma aversão a esta personagem que não consigo explicar, dificilmente lerei o livro, mas nunca se sabe
THE BEST DECADENCE
The Great Gatsby, F. Scott Fitzgerald – na prateleira
Vile Bodies, Evelyn Waugh
The Picture of Dorian Gray , Oscar Wilde
The Beautiful and Damned, F. Scott Fitzgerald
Against Nature, J. K. Huysmans
THE BEST REBELS
The Autobiography of Malcolm X, Malcolm X
The Outsider, Albert Camus – a pergunta dos 12.500
Animal Farm, George Orwell – lido aos 17 contribuiu em muito para o meu cepticismo em relação ao ser humano, mesmo assim continuo a pensar que é preciso acreditar em ideais para que o mundo melhore
The Communist Manifesto, Karl Marx and Friedrich Engels
Les Misérables, Victor Hugo
THE BEST SCIENCE FICTION
The Time Machine, H. G. Wells
The Man in the High Castle, Philip K. Dick
The Invisible Man, H. G. Wells
The Day of the Triffids, John Wyndham
We, Yevgeny Zamyatin
THE BEST VIOLENCE
A Clockwork Orange, Anthony Burgess
Hell’s Angels, Hunter S. Thompson
A Tale of Two Cities, Charles Dickens
Another Country, James Baldwin
In Cold Blood, Truman Capote – na prateleira, iniciado e não me parece que seja acabado tão depressa quanto isso
THE BEST HIGHS – nesta secção só mesmo o Trainspotting, muito Hilário!
Junky, William S. Burroughs
The Moonstone, Wilkie Collins
Confessions of an English Opium-Eater, Thomas De Quincey
The Subterraneans, Jack Kerouac
Monsieur Monde Vanishes, Georges Simenon
THE BEST SUBVERSION
1984, George Orwell
The Monkey Wrench Gang, Edward Abbey
The Prince, Niccolo Machiavelli
Bound for Glory, Woody Guthrie
Death of a Salesman, Arthur Miller
THE BEST CRIMES
Maigret and the Ghost, Georges Simenon
The Woman in White, Wilkie Collins
The Big Sleep, Raymond Chandler
A Study in Scarlet, Arthur Conan Doyle – hum, xiiii, há tantos anos
The Thirty-Nine Steps, John Buchan
THE BEST ADULTERY
Madame Bovary, Gustave Flaubert
Thérèse Raquin, Emile Zola
Les Liaisons dangereuses, Choderlos de Laclos
The Scarlet Letter, Nathaniel Hawthorne – depois de The House of the 7 Gables não me parece que volte a pegar em Hawthorne
Anna Karenina, Leo Tolstoy
THE BEST DEBAUCHERY
I, Claudius, Robert Graves – bem, agora a série está em DVD
Hangover Square, Patrick Hamilton
The Beggar’s Opera, John Gay – quem sabe um destes dias, afinal adorei a Ópera do Malandro do Chico Buarque
The Twelve Caesars, Suetonius
Guys and Dolls, Damon Runyon
THE BEST ACTION
Treasure Island, Robert Louis Stevenson – na prateleira
The Iliad, Homer
The Count Of Monte Cristo, Alexandre Dumas – depois do filme, deve ser difícil lê-lo
From Russia with Love, Ian Fleming
War and Peace, Leo Tolstoy
THE BEST LAUGHS
Cold Comfort Farm, Stella Gibbons
The Diary of a Nobody, George and Weedon Grossmith
The Pickwick Papers, Charles Dickens
Scoop, Evelyn Waugh
Lucky Jim, Kingsley Amis
THE BEST CRAZIES
One Flew Over the Cuckoo’s Nest, Ken Kesey
The Diary of a Madman, Nikolai Gogol
Wide Sargasso Sea, Jean Rhys
Crime and Punishment, Fyodor Dostoyevsky
Notes From Underground, Fyodor Dostoyevsky
THE BEST SEX
Story of the Eye, Georges Bataille
A Spy in the House of Love, Anaïs Nin
Lady Chatterley’s Lover, D. H. Lawrence – na prateleira, grande maluco para a época aquele Lawrence
Venus In Furs, Leopold Von Sacher-Masoch
The Canterbury Tales, Geoffrey Chaucer
THE BEST VILLAINS
The Brothers Karamazov, Fyodor Dostoyevsky
Heart of Darkness, Joseph Conrad – livro excelente, e, pela 59ª vez, afirmo a origem da melhor adaptação cinematográfica que já vi: Apocalipse Now
Diamonds are Forever, Ian Fleming
The Master and Margarita, Mikhail Bulgakov
The Secret Agent, Joseph Conrad
THE BEST LOVERS
A Room with a View, E. M. Forster
Wuthering Heights, Emily Brontë – primeiro ano de faculdade, depois deste, nunca mais li um livro sem um lápis na mão para os sublinhados
Don Juan, Lord Byron
Love In A Cold Climate, Nancy Mitford
Cat on a Hot Tin Roof, Tennessee Williams
THE BEST HEROES
David Copperfield, Charles Dickens
Middlemarch, George Eliot
She, H. Rider Haggard
The Fight, Norman Mailer
No Easy Walk to Freedom, Nelson Mandela
THE BEST TEARJERKERS
Of Mice and Men, John Steinbeck
The Age of Innocence, Edith Wharton – tema de trabalho na faculdade, gostei de pedir à professora se podia personalizar o tema pois não concordava com as duas propostas dela
Notre-Dame De Paris, Victor Hugo
Jude the Obscure, Thomas Hardy – na prateleira
The Old Curiosity Shop, Charles Dickens
THE BEST SPINE-TINGLERS
The Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde, Robert Louis Stevenson
Dracula, Bram Stoke
Frankenstein, Mary Shelley – em tempos de clonagem, deveria ser leitura obrigatória, pois aborda muito claramente o tema da “criação artificial” de um ser e o modo como o tratamos
The Castle of Otranto, Horace Walpole – na prateleira
The Turn of the Screw, Henry James – na prateleira
THE BEST MINXES
Vanity Fair, William Makepeace Thackeray
Lolita, Vladimir Nabokov
Baby Doll, Tennessee Williams
Breakfast at Tiffany’s, Truman Capote – ao contrário da música, adoro o filme
Emma, Jane Austen – filme engraçado
Dicionário
almofaça - do Ár. Almuhassa, s. f., escova de ferro com que se limpam os cavalos.
engolfado - adj., mergulhado, imerso; fig., absorto, concentrado.
malsão - fem. Malsã de mal + são, adj., doentio; insalubre; enfermiço; mal curado; fig., maldoso; maléfico.
estrénuo - do Lat. Strenuu, adj., tenaz; esforçado; valente; corajoso.
rododendro - do Lat. rododendron < Gr. rhodódendron < rhódon, rosa + déndron, árvore, s. m.,
género de ericáceas ornamentais; loendro; cevadilha.
engolfado - adj., mergulhado, imerso; fig., absorto, concentrado.
malsão - fem. Malsã de mal + são, adj., doentio; insalubre; enfermiço; mal curado; fig., maldoso; maléfico.
estrénuo - do Lat. Strenuu, adj., tenaz; esforçado; valente; corajoso.
rododendro - do Lat. rododendron < Gr. rhodódendron < rhódon, rosa + déndron, árvore, s. m.,
género de ericáceas ornamentais; loendro; cevadilha.
sexta-feira, agosto 04, 2006
Em Valada deixei o meu coração
Nem todas as férias são iguais, nem todas as férias conseguem em nós a sensação de zerar todas as contas. Nem todas as férias ou pausas ou companhias ou locais confluem para um novo ânimo, para a sensação de paz pela qual há muito aspirava. Por isso, quando essas férias acontecem guardamo-las em nós como um tesouro incalculável, feito de risos, de água morna, de tranquilidade, do ar ao fim da tarde a bater no nosso rosto e a secar o nosso cabelo, de um sorriso amistoso, do pôr do sol, do constante e apaziguador chilrear. Saí rejuvenescida, tranquila por ter descoberto um dos segredos da felicidade. Pronta para as próximas contas de cabeça e ciente de que agora basta fechar os olhos para regressar por momentos ao paraíso, não perdido, mas felizmente só partilhado por alguns.
De muitos agradecimentos, um em especial ao Mário pelo convite singelo. Recebi mais do que poderia alguma vez imaginar.
De muitos agradecimentos, um em especial ao Mário pelo convite singelo. Recebi mais do que poderia alguma vez imaginar.
De vozes graves…
Resolvi pesquisar no meu porta CDs (é verdade ainda não aderi ao mp3) e o resultado foi:
Nana Caymi
André Sardet
Sting
Elvis Costello
Joss Stone
Mick Hucknall
André Sardet
Sting
Elvis Costello
Joss Stone
Mick Hucknall
Tori Amos
Bryan Ferry
Marisa Monte
Anne Sofie Von Otter
Bono
Maria Bethânia
George Michael
Chris Isaak
Freddie Mercury
Bruce Springsteen
Amália
Robbie William
Leonard Cohen
Carlos do Carmo
Bryan Ferry
Marisa Monte
Anne Sofie Von Otter
Bono
Maria Bethânia
George Michael
Chris Isaak
Freddie Mercury
Bruce Springsteen
Amália
Robbie William
Leonard Cohen
Carlos do Carmo
Definitivamente, vozes graves…
quarta-feira, agosto 02, 2006
No dia em que eu nasci...
21
São os crianções. Eternamente joviais, têm uma loucurasadia que os faz interessar-se em várias coisas aomesmo tempo. Podem sobressair-se nas artes dramáticasou em qualquer área de expressão que use as palavras.Magnéticos e musicais, amam a beleza, a arte e adança.
quarta-feira, julho 19, 2006
segunda-feira, julho 17, 2006
O Senhor Ventura, M. Torga
- À hora menos esperada da razão, damos connosco a sorrir dos rigores dos nossos critérios.
- Evidentemente que nem todas as existências têm a mesma significação. Mas, em última análise, também as menos relevantes são indispensáveis ao conjunto. Enriquecem-no. sem elas, certas horas intermédias e simples, duma expressividade humilde, ficariam por revelar. E a harmonia é o todo, o grande e o pequeno de braço dado.
- O pior defeito dela era não ser capaz de se mostrar fraca quando a própria vida o pedia. Era não poder atenuar as arestas das suas palavras, nem vestir a expressão nua das suas emoções.
- Ah, eu acredito que esta fidelidade inconsciente ao granito, ao luar e à urgeira encerra uma grande lição de vitalidade e de singularidade. Vejo nela uma prova do nosso destino nacional e universal.
- A lógica de cada vida é tão perfeita, que até mete aflição.
- Evidentemente que nem todas as existências têm a mesma significação. Mas, em última análise, também as menos relevantes são indispensáveis ao conjunto. Enriquecem-no. sem elas, certas horas intermédias e simples, duma expressividade humilde, ficariam por revelar. E a harmonia é o todo, o grande e o pequeno de braço dado.
- O pior defeito dela era não ser capaz de se mostrar fraca quando a própria vida o pedia. Era não poder atenuar as arestas das suas palavras, nem vestir a expressão nua das suas emoções.
- Ah, eu acredito que esta fidelidade inconsciente ao granito, ao luar e à urgeira encerra uma grande lição de vitalidade e de singularidade. Vejo nela uma prova do nosso destino nacional e universal.
- A lógica de cada vida é tão perfeita, que até mete aflição.
sexta-feira, julho 14, 2006
Excissão
Vi-me recentemente utilizada como peão num jogo de forças em que sendo eu o elo mais fraco pouco ou nada podia fazer senão uma participação que me dignificasse, embora não pudesse nunca a vir a ganhar. Primeiro a convicção de participar o melhor possível e depois a raiva pelos obstáculos injustos e sobre os quais fui mantida na ignorância. Depois a percepção de como cada um jogava os seus trunfos e fazia os seus passos. E eu como não vou dar murros em pontas de facas porque quem sai magoado e mutilado sou eu e a minha capacidadade de sacrificio não vai tão longe, corto somente mais um pedaço da minha ingenuidade e o espaço que fica é ocupado pelo crescente cepticismo e cinismo.
sexta-feira, julho 07, 2006
Uma outra história… de mim
Uma das primeiras imagens de que tenho memória é relacionada com a morte. Mas, no entanto, nenhuma delas, alguma vez, me invocou qualquer sentimento de trauma ou dor ou medo. Somente estranheza e intriga.
Segundo relatos, quando a minha avó paterna, que vivia connosco, faleceu, fui eu, com cerca de dois anos, que abria a porta de casa e fui chamar a nossa vizinha. Apesar desse relato, não tenho qualquer memória desse momento. Recordo sim o velório da minha avó, do qual tenho duas imagens.
A primeira corresponde à de dois homens vestidos de negro e empunhando cada um um castiçal a entrarem pela porta adentro. E eu olhava para eles do alto dos meus dois anos e eles pareciam muito grandes e muito estranhos. Dois desconhecidos vestidos de negro.
A segunda imagem é a da minha avó no caixão aberto, creio que forrado a veludo grená, e com as mãos cruzadas sobre o peito. Os ditos castiçais encontravam-se em cada topo do caixão e eu observava tudo isto ao colo do meu pai.
Como já referi, nenhuma destas imagens me traumatizou, nem o facto do velório ter sido naquele onde pouco depois se transformou o meu quarto. Mas para mim toda aquela situação foi estranha. Objectos e pessoas desconhecidos a entrarem assim em nossa casa. E para quê? Sim porque para uma criança dessa idade, o conceito de morte mais não é que uma ausência que não se percebe porquê. Apenas, alguém lá estava antes e agora não está. Foi algo de surreal. Mas também de uma certa naturalidade. Observei aquilo com uma neutralidade que não me afectou.
Talvez por isso quando vejo Sete Palmos de Terra me reveja um pouco naquela família. Porque em nenhum outro filme, série ou livro, tenha reconhecido aquele sentimento de neutralidade relativamente à morte. É algo que vemos, envolve certos rituais institucionalizados que raramente compreendemos, acontece sem uma razão aparente e que apenas podemos observar. Não podemos evitar, apenas aceitar.
Segundo relatos, quando a minha avó paterna, que vivia connosco, faleceu, fui eu, com cerca de dois anos, que abria a porta de casa e fui chamar a nossa vizinha. Apesar desse relato, não tenho qualquer memória desse momento. Recordo sim o velório da minha avó, do qual tenho duas imagens.
A primeira corresponde à de dois homens vestidos de negro e empunhando cada um um castiçal a entrarem pela porta adentro. E eu olhava para eles do alto dos meus dois anos e eles pareciam muito grandes e muito estranhos. Dois desconhecidos vestidos de negro.
A segunda imagem é a da minha avó no caixão aberto, creio que forrado a veludo grená, e com as mãos cruzadas sobre o peito. Os ditos castiçais encontravam-se em cada topo do caixão e eu observava tudo isto ao colo do meu pai.
Como já referi, nenhuma destas imagens me traumatizou, nem o facto do velório ter sido naquele onde pouco depois se transformou o meu quarto. Mas para mim toda aquela situação foi estranha. Objectos e pessoas desconhecidos a entrarem assim em nossa casa. E para quê? Sim porque para uma criança dessa idade, o conceito de morte mais não é que uma ausência que não se percebe porquê. Apenas, alguém lá estava antes e agora não está. Foi algo de surreal. Mas também de uma certa naturalidade. Observei aquilo com uma neutralidade que não me afectou.
Talvez por isso quando vejo Sete Palmos de Terra me reveja um pouco naquela família. Porque em nenhum outro filme, série ou livro, tenha reconhecido aquele sentimento de neutralidade relativamente à morte. É algo que vemos, envolve certos rituais institucionalizados que raramente compreendemos, acontece sem uma razão aparente e que apenas podemos observar. Não podemos evitar, apenas aceitar.
terça-feira, junho 27, 2006
Vinte e Zinco, M. Couto
- Vinte e cinco é para vocês que vivem nos bairros de cimento. Para nós, negros pobres que vivemos na madeira e zinco, o nosso dia ainda está por vir.
- Afinal, onde a noite mais escurece é em volta do pirilampo. S
- Forte, ser forte que o fracos não gozam as História.
- … você não manda, você só dá ordens. Entendeu?
- Só matas os que eles deixam morrer.
- … os vivos têm sombras que se desenham no tempo.
- Cada ser tem duas margens, uma em cada lado do tempo.
- Dois irmãos são como duas abóboras: podem chocar mas nunca quebram.
- Deus criou a bebida, o homem fez o copo.
- Deus fez a árvore para que o homem não sentisse medo do tempo.
- Triste é escolher entre o mau e o pior.
- E dá azar avançar directo num assunto. O besouro, antes de entrar, dá duas voltas à toca.
- Não diga isso, que as palavras chamam as sucedências.
- O que dá estranheza na guerra é que ela não nos sai da memória, de tal modo que dela não recordamos exactamente nada.
- Quem não tem parentesco com a vida não chega nunca a morrer devidamente.
- A guerra é vaidosa: se ostenta mesmo nos lugares onde se diz ser a exclusiva moradia da paz.
- Não era defeito de visão mas falta de outras luzes que nos desvendam para outras vidas.
- A exibição da fragilidade é a defesa do fraco.
- O que importa não é passear de noite mas deixar a noite passear-se em nós.
- Não são os brancos que são gente sozinha. Sua cultura é que é muito solitária.
- Afinal, onde a noite mais escurece é em volta do pirilampo. S
- Forte, ser forte que o fracos não gozam as História.
- … você não manda, você só dá ordens. Entendeu?
- Só matas os que eles deixam morrer.
- … os vivos têm sombras que se desenham no tempo.
- Cada ser tem duas margens, uma em cada lado do tempo.
- Dois irmãos são como duas abóboras: podem chocar mas nunca quebram.
- Deus criou a bebida, o homem fez o copo.
- Deus fez a árvore para que o homem não sentisse medo do tempo.
- Triste é escolher entre o mau e o pior.
- E dá azar avançar directo num assunto. O besouro, antes de entrar, dá duas voltas à toca.
- Não diga isso, que as palavras chamam as sucedências.
- O que dá estranheza na guerra é que ela não nos sai da memória, de tal modo que dela não recordamos exactamente nada.
- Quem não tem parentesco com a vida não chega nunca a morrer devidamente.
- A guerra é vaidosa: se ostenta mesmo nos lugares onde se diz ser a exclusiva moradia da paz.
- Não era defeito de visão mas falta de outras luzes que nos desvendam para outras vidas.
- A exibição da fragilidade é a defesa do fraco.
- O que importa não é passear de noite mas deixar a noite passear-se em nós.
- Não são os brancos que são gente sozinha. Sua cultura é que é muito solitária.
Que a bala do corpo se retire
Num disparo ao avesso se desvire
E o sangue aberto se arrependa
E retorne ao leito onde escorreu
Que, enfim, a espingarda seja morta
E se escreva na campa deste tempo:
- aqui jaz a bala
- sentenciada por mandato
- da vida contra o homem.
Num disparo ao avesso se desvire
E o sangue aberto se arrependa
E retorne ao leito onde escorreu
Que, enfim, a espingarda seja morta
E se escreva na campa deste tempo:
- aqui jaz a bala
- sentenciada por mandato
- da vida contra o homem.
sexta-feira, junho 23, 2006
Dicionário
elanguescer - do Lat. elanguescere; v. int., tornar-se lânguido; enfraquecer pouco a pouco; debilitar-se lentamente.
cilício - do Lat. ciliciu < kilíkion; s. m., ant., pano grosseiro de pele de cabra com que se cobriam os soldados e marinheiros; túnica ou cinto largo de crina ou lã áspera, por vezes provido de puas, que se trazia sobre a pele por mortificação; fig., tormento, martírio, sacrifício voluntário.
sinestesia - do Gr. sýn, juntamente + aísthesis, sensação; s. f., relação subjectiva que se estabelece espontaneamente entre uma percepção e outra que pertence ao domínio de um sentido diferente (por exemplo, um perfume que invoca uma cor ou um som que invoca uma imagem).
lupanar - do Lat. lupanar; s. m., casa de prostituição; bordel; alcoice; prostíbulo.
sambenito - do Cast. sambenito; s. m., hábito ou balandrau, em forma de saco, que se enfiava pela cabeça dos condenados, quando eram levados para os autos-de-fé.
cilício - do Lat. ciliciu < kilíkion; s. m., ant., pano grosseiro de pele de cabra com que se cobriam os soldados e marinheiros; túnica ou cinto largo de crina ou lã áspera, por vezes provido de puas, que se trazia sobre a pele por mortificação; fig., tormento, martírio, sacrifício voluntário.
sinestesia - do Gr. sýn, juntamente + aísthesis, sensação; s. f., relação subjectiva que se estabelece espontaneamente entre uma percepção e outra que pertence ao domínio de um sentido diferente (por exemplo, um perfume que invoca uma cor ou um som que invoca uma imagem).
lupanar - do Lat. lupanar; s. m., casa de prostituição; bordel; alcoice; prostíbulo.
sambenito - do Cast. sambenito; s. m., hábito ou balandrau, em forma de saco, que se enfiava pela cabeça dos condenados, quando eram levados para os autos-de-fé.
quinta-feira, junho 22, 2006
Lenin Syriana Oil
Lenin Oil, de Pedro Rosa Mendes, é uma enigmática história que envolve exploração petrolífera em África e as lutas de poder inerentes à conquista da extracção do mesmo. Tem um enredo complexo, por vezes desconexo, com nomes omitidos em que as personagens são difusas. Ao ler este livro é impossível não estabelecer um paralelo com Syriana. Porque o tema é o mesmo: o impacto da exploração petrolífera nos países e comunidades na qual se efectua e os interesses e guerras veladas de poder que desperta. Apenas o cenário não é exactamente o mesmo.
Este paralelismo livro/filme recorda-me igualmente Heart of Darkness e Apocalipse Now, livro de Josephe Conrad e filme de F. F. Copolla, respectivamente. Há dois cenários diferentes em que os paradigmas do indivíduo, que se crê moralmente superior, se vê confrontado com o outro e colocado em situações limite que o levam a questionar as suas crenças e dogmas ao mais profundo nível.
Este paralelismo livro/filme recorda-me igualmente Heart of Darkness e Apocalipse Now, livro de Josephe Conrad e filme de F. F. Copolla, respectivamente. Há dois cenários diferentes em que os paradigmas do indivíduo, que se crê moralmente superior, se vê confrontado com o outro e colocado em situações limite que o levam a questionar as suas crenças e dogmas ao mais profundo nível.
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