Lenin Oil, de Pedro Rosa Mendes, é uma enigmática história que envolve exploração petrolífera em África e as lutas de poder inerentes à conquista da extracção do mesmo. Tem um enredo complexo, por vezes desconexo, com nomes omitidos em que as personagens são difusas. Ao ler este livro é impossível não estabelecer um paralelo com Syriana. Porque o tema é o mesmo: o impacto da exploração petrolífera nos países e comunidades na qual se efectua e os interesses e guerras veladas de poder que desperta. Apenas o cenário não é exactamente o mesmo.
Este paralelismo livro/filme recorda-me igualmente Heart of Darkness e Apocalipse Now, livro de Josephe Conrad e filme de F. F. Copolla, respectivamente. Há dois cenários diferentes em que os paradigmas do indivíduo, que se crê moralmente superior, se vê confrontado com o outro e colocado em situações limite que o levam a questionar as suas crenças e dogmas ao mais profundo nível.
quinta-feira, junho 22, 2006
quarta-feira, junho 21, 2006
Lenin Oil, P. R. Mendes
- Quem são os nossos melhores amigos de hoje? São os comunistas de ontem . eles não mudaram, nós é que demorámos a entender-nos com eles.
- … os rios do paraíso existem mesmo. Correm, petrificados, tão fundo quanto os nossos sonhos conseguem perfurar. E são negros.
- Os vidros fumados pertencem ao mesmo vício quer os óculos de sol: o luxo da invisibilidade.
- Nem reis nem papas admitiram que nem todos os sítios pertencem a Cristo. E que há sítios, de tão maus, Cristo, na sua humildade, não quis abençoar.
- A realidade é que toda a perfeição do mundo cabe dentro de uma latrina. É altura de reconhecer a merda – com o devido respeito – em que estamos metidos. É muito grande.
- O enredo não muda. Só os acontecidos.
- … o petróleo não mova montanhas mas convoca os profetas.
- Ali estavam, sentados, a esperança, o interesse, a força e o rancor. (A razão raramente assiste. )
- Quando estamos no silêncio de uma cela, os selos que chegam trazem um cheiro de liberdade e de coisas queridas. Cheiram a família. Cheiram a… ilusão.
- A filantropia consiste em não aplicar a força, que é uma questão política, mas tão-só em disponibilizar os meios, que é uma questão de comércio.
- Ser ninguém era melhor do que não ser ninguém.
- … a identidade é uma marginalidade.
- Sendo amorais, não podem ser acusadas de imorais. Não são boas nem más. São.
- Todos morremos de morte, mas a morte não se basta em ser a sua própria causa.
- … os rios do paraíso existem mesmo. Correm, petrificados, tão fundo quanto os nossos sonhos conseguem perfurar. E são negros.
- Os vidros fumados pertencem ao mesmo vício quer os óculos de sol: o luxo da invisibilidade.
- Nem reis nem papas admitiram que nem todos os sítios pertencem a Cristo. E que há sítios, de tão maus, Cristo, na sua humildade, não quis abençoar.
- A realidade é que toda a perfeição do mundo cabe dentro de uma latrina. É altura de reconhecer a merda – com o devido respeito – em que estamos metidos. É muito grande.
- O enredo não muda. Só os acontecidos.
- … o petróleo não mova montanhas mas convoca os profetas.
- Ali estavam, sentados, a esperança, o interesse, a força e o rancor. (A razão raramente assiste. )
- Quando estamos no silêncio de uma cela, os selos que chegam trazem um cheiro de liberdade e de coisas queridas. Cheiram a família. Cheiram a… ilusão.
- A filantropia consiste em não aplicar a força, que é uma questão política, mas tão-só em disponibilizar os meios, que é uma questão de comércio.
- Ser ninguém era melhor do que não ser ninguém.
- … a identidade é uma marginalidade.
- Sendo amorais, não podem ser acusadas de imorais. Não são boas nem más. São.
- Todos morremos de morte, mas a morte não se basta em ser a sua própria causa.
quarta-feira, junho 07, 2006
Syriana
O seu argumento é complexo e nele parece soçobrar várias pontas soltas, mas que apenas reflecte a complexidade da teia de influências e interesses que rodeiam o poder e o desejo de o atingir. Fica a noção de que tudo é “comprável”, tudo é negociável, incluindo as vidas humanas e somente o seu valor de aquisição difere. Há quem valha mais e há quem valha menos que nada.
Há quem decide a estratégia, quem nomeie os peões a perecer e quem dê poder provisório a outrem, mas este jogador é muito pouco visível. A sua face não o demonstra, mas o alcance dos seus tentáculos é longo.
Um filme a não perder.
Há quem decide a estratégia, quem nomeie os peões a perecer e quem dê poder provisório a outrem, mas este jogador é muito pouco visível. A sua face não o demonstra, mas o alcance dos seus tentáculos é longo.
Um filme a não perder.
terça-feira, junho 06, 2006
Dicionário
Matungo - adj. e s. m., Brasil, designativo do cavalo velho e inútil, sem préstimo.
Chimango - s. m., Brasil, espécie de gavião; nome dado aos membros do Partido Liberal que se opunha à restauração de Pedro I; alcunha dada aos adeptos do Partido Republicano.
Ferrabrás - do Fr. Fier-à-Bras, n. pr.; adj. e s. m., valentão; fanfarrão.
Estorcegão - s. m., torcedela violenta e rápida; grande beliscão.
Silente - do Lat. silente; adj. 2 gén., silencioso.
Chimango - s. m., Brasil, espécie de gavião; nome dado aos membros do Partido Liberal que se opunha à restauração de Pedro I; alcunha dada aos adeptos do Partido Republicano.
Ferrabrás - do Fr. Fier-à-Bras, n. pr.; adj. e s. m., valentão; fanfarrão.
Estorcegão - s. m., torcedela violenta e rápida; grande beliscão.
Silente - do Lat. silente; adj. 2 gén., silencioso.
sexta-feira, junho 02, 2006
2 em 1
Bounce / Sliding doors
Um Acaso Con Sentido / Instantes Decisivos
Um Acaso Con Sentido / Instantes Decisivos
Estes dois filmes não serão porventura extraordinários, mas agradam-me bastante. Não por serem interpretados pela mesma actriz, Gwyneth Paltrow, mas pela sua temática: somos o que somos pelo que a vida nos proporciona e os “ses” são apenas “ses”. E esta crença faz parte da minha filosofia de vida.
Em Bounce uma das personagens diz a certo momento algo como: “O Bud existe na tua vida porque o x já não existe. Isso não o torna culpado da sua morte”. A nossa vida desenrola-se com o que existe, não com o que não existe. Isto não quer dizer que eu não possa sonhar ou aspirar com o que não existe e batalhar por isso. Mas não adianta martirizarmo-nos com esse “se” e deixarmo-nos consumir por uma possibilidade que poderá não vir a existir e que nos impede de olhar ao nosso redor.
Costumo por vezes dizer que não adianta conjecturar com bases em “ses” como se fossem realidades, quando não passam de possibilidades. Porque se “se”, eu não estaria aqui neste momento. É o que acontece em Sliding Doors que nos dá duas realidades paralelas baseadas em dois ses: se apanhar o metro a tempo ou se não. Claro que no filme prevalece uma das opções, mas esta vai incorporar o outro se, numa espécie de prémio de consolação. Infelizmente, não tenho essa visão digamos tão positivista. É claro que a vida dá segundas oportunidades, mas nem sempre e não a toda a gente.
Esta é a vida que temos e ela mais do que ninguém sabe todas as regras de uma boa ironia. As nossas acções têm sempre consequências, maiores ou menores ou ainda a curto, médio e logo prazo, que nos apanham desprevenidas e mudam inevitavelmente o rumo do nosso futuro. Disso não tenho dúvidas.
Em Bounce uma das personagens diz a certo momento algo como: “O Bud existe na tua vida porque o x já não existe. Isso não o torna culpado da sua morte”. A nossa vida desenrola-se com o que existe, não com o que não existe. Isto não quer dizer que eu não possa sonhar ou aspirar com o que não existe e batalhar por isso. Mas não adianta martirizarmo-nos com esse “se” e deixarmo-nos consumir por uma possibilidade que poderá não vir a existir e que nos impede de olhar ao nosso redor.
Costumo por vezes dizer que não adianta conjecturar com bases em “ses” como se fossem realidades, quando não passam de possibilidades. Porque se “se”, eu não estaria aqui neste momento. É o que acontece em Sliding Doors que nos dá duas realidades paralelas baseadas em dois ses: se apanhar o metro a tempo ou se não. Claro que no filme prevalece uma das opções, mas esta vai incorporar o outro se, numa espécie de prémio de consolação. Infelizmente, não tenho essa visão digamos tão positivista. É claro que a vida dá segundas oportunidades, mas nem sempre e não a toda a gente.
Esta é a vida que temos e ela mais do que ninguém sabe todas as regras de uma boa ironia. As nossas acções têm sempre consequências, maiores ou menores ou ainda a curto, médio e logo prazo, que nos apanham desprevenidas e mudam inevitavelmente o rumo do nosso futuro. Disso não tenho dúvidas.
Uma vida a 2
Em que momento de numa relação as pequenas coisas que nos atraem no outro se tornam as mais insuportáveis? Em que momento(s) o quotidiano vai minando um amor ou uma paixão. Como o clima que inexoravelmente vai corroendo um edifício, roubando a vivacidade cromática de uma casa, forçando fracturas que cada vez mais se acentuam se não forem reparadas a tempo. Em que momento a atracção passa a indiferença e daí a uma repugnância. Como dois pólos que passam a repelir-se. será possível reverter a atracção? Será possível numa vida a dois ultrapassar sempre os obstáculos que se apresentam? Qual será o segredo ou a fórmula para manter uma certa frescura, uma esperança quando parece já não haver volta a dar.
terça-feira, maio 30, 2006
Dicionário
Abulia - do Gr. aboulia <>boulé, vontade; s. f., doença caracterizada pela ausência ou enfraquecimento da vontade.
Imo - do Lat. imu, o mais baixo, o mais fundo; adj., íntimo; que está no lugar mais fundo; s. m., âmago.
Guanaco s. m., Zool., mamífero camelídeo da América do Sul, espécie de lama.
Cúter - do Ing. cutter; s. m., navio de um só mastro.
Cerúleo - do Lat. caeruleu; adj., da cor do céu ou do mar.
Imo - do Lat. imu, o mais baixo, o mais fundo; adj., íntimo; que está no lugar mais fundo; s. m., âmago.
Guanaco s. m., Zool., mamífero camelídeo da América do Sul, espécie de lama.
Cúter - do Ing. cutter; s. m., navio de um só mastro.
Cerúleo - do Lat. caeruleu; adj., da cor do céu ou do mar.
Sabedorias
Viver intensamente compensa todo o esforço e quase todo o sacrifício.
Viver a meias sempre foi a função e o castigo dos medíocres.
Rolo Diez
… pois só os bobos se poderiam importar com alguma coisa
Rolo Diez
… pois só os bobos se poderiam importar com alguma coisa
que não fosse a arte de continuarem vivos.
Márcio de Sousa
O poeta não é aquele que canta a chuva.
Márcio de Sousa
O poeta não é aquele que canta a chuva.
O poeta é o que faz chover.
Provérbio hindu
Provérbio hindu
sábado, maio 27, 2006
Uma pequena história de mim
A minha família tem origem na freguesia de Cernache do Bonjardim, concelho da Sertã. É lá que está a casa de família construída pelos meus avós paternos e que aquando da morte destes foi herdada pelo meu pai. A casa da terra foi sempre o nosso destino de fim-de-semana e de férias – sempre curtas, pois não duravam mais de uma semana. A sua arquitectura era simples: três quartos, três salas, uma cozinha com lar e no piso térreo a adega e os restantes espaços de armazenagem e criação de animais.
Não tenho qualquer recordação dos meus avós lá. O meu avô morreu ainda eu não tinha nascido e a minha avó quando eu era ainda pequena. As poucas imagens que dela tenho têm como cenário a casa onde nasci e ainda hoje vivo. Mas essas recordações são uma outra história…
Na nossa casa da terra, costumava dormir numa pequena sala contigua ao quarto dos meus pais. Nessa sala, além de mobílias velhas, que não podem ser consideradas antiguidades, foi pendurado a certa altura um quadro com uma menina bailarina. Era um quadro bonito, uma qualquer imitação, penso eu, de um pintor de renome, mas até agora nunca vi nenhuma imagem igual àquela. Esse quadro foi-se deteriorando ao longo dos anos perdendo a cada Inverno a inglória batalha da humidade. Na verdade, sempre me fez questionar quantas obras de arte se perderam no mundo por simples incúria ou ignorância.
O quadro ficava de frente para o pequeno divã em que dormia. Era já velho e o seu formato concavo acusava já os muitos anos de uso. Eu não me importava. Era ai que me anichava e me preparava para dormir e era ai que de manha ao acordar recebia a luz que o sol contrabandeava por entre as ténues frestas da janela.
Uma das primeiras coisa que via era o tecto de madeira num pálido tom de verde que não deveria ser muito diferente do tom original. Em cada canto do tecto havia uma pequena andorinha cerâmica que pareciam voar para o centro da sala. Era o que o tornava único.
Quando anos mais tarde o meu pai resolveu fazer obras que a casa já há muito necessitava quase toda a sua traça foi alterada. E essa sala também deixou de o ser.
Antes de se iniciar o desmancho, o meu pai e o meu tio olharam longamente para aquele tecto num momento que todos respeitámos e não ousamos sequer interromper, pois nos seus olhos tristes se percebia a solenidade da despedida.
Para mim essas andorinhas são parte da minha infância e nunca tinha pensado nelas como parte da infância do mau pai. É estranho e curioso como parece inconcebível que os nossos pais tenham tido uma infância. Para nós são adultos e pouco mais vemos deles além desse estado. É preciso um certo esforço para vermos mais além e isso não significa que o consigamos. Aliás, continuo a não conseguir ver o meu pai como criança. Mas, hoje, que já deixei a infância há alguns anos, compreendo cada vez mais aquele olhar de despedida do meu pai. O olhar resignado e triste com que nos despedimos dos lugares que nunca mais veremos a não ser nas nossas recordações. Reconheço esse olhar. Cada um de nós despediu-se à sua maneira da casa da nossa infância.
Não tenho qualquer recordação dos meus avós lá. O meu avô morreu ainda eu não tinha nascido e a minha avó quando eu era ainda pequena. As poucas imagens que dela tenho têm como cenário a casa onde nasci e ainda hoje vivo. Mas essas recordações são uma outra história…
Na nossa casa da terra, costumava dormir numa pequena sala contigua ao quarto dos meus pais. Nessa sala, além de mobílias velhas, que não podem ser consideradas antiguidades, foi pendurado a certa altura um quadro com uma menina bailarina. Era um quadro bonito, uma qualquer imitação, penso eu, de um pintor de renome, mas até agora nunca vi nenhuma imagem igual àquela. Esse quadro foi-se deteriorando ao longo dos anos perdendo a cada Inverno a inglória batalha da humidade. Na verdade, sempre me fez questionar quantas obras de arte se perderam no mundo por simples incúria ou ignorância.
O quadro ficava de frente para o pequeno divã em que dormia. Era já velho e o seu formato concavo acusava já os muitos anos de uso. Eu não me importava. Era ai que me anichava e me preparava para dormir e era ai que de manha ao acordar recebia a luz que o sol contrabandeava por entre as ténues frestas da janela.
Uma das primeiras coisa que via era o tecto de madeira num pálido tom de verde que não deveria ser muito diferente do tom original. Em cada canto do tecto havia uma pequena andorinha cerâmica que pareciam voar para o centro da sala. Era o que o tornava único.
Quando anos mais tarde o meu pai resolveu fazer obras que a casa já há muito necessitava quase toda a sua traça foi alterada. E essa sala também deixou de o ser.
Antes de se iniciar o desmancho, o meu pai e o meu tio olharam longamente para aquele tecto num momento que todos respeitámos e não ousamos sequer interromper, pois nos seus olhos tristes se percebia a solenidade da despedida.
Para mim essas andorinhas são parte da minha infância e nunca tinha pensado nelas como parte da infância do mau pai. É estranho e curioso como parece inconcebível que os nossos pais tenham tido uma infância. Para nós são adultos e pouco mais vemos deles além desse estado. É preciso um certo esforço para vermos mais além e isso não significa que o consigamos. Aliás, continuo a não conseguir ver o meu pai como criança. Mas, hoje, que já deixei a infância há alguns anos, compreendo cada vez mais aquele olhar de despedida do meu pai. O olhar resignado e triste com que nos despedimos dos lugares que nunca mais veremos a não ser nas nossas recordações. Reconheço esse olhar. Cada um de nós despediu-se à sua maneira da casa da nossa infância.
Nome de Toureiro, L. Sepúlveda
- … nenhuma confissão é limpa quando acompanhada pelo lastro da traição.
- Um homem pode suportar muita dor. O assombroso mecanismo do cérebro oferece recantos, regiões de vazio absoluto, onde é possível a gente esconder-se, e fica sempre a opção final de nos deixamos abraçar pela loucura. Para alcançar esta duas possibilidades é preciso acreditar em “qualquer coisa”, e ver, apalpar, que o silêncio persistente faz com que essa “qualquer coisa” seja inalcançável pelos torturadores.
- Perder é uma questão de método.
- Exila-se o que apenas conheceu um dos lados da medalha e que leva os seus erros mais além de onde os aprendeu, mas o que atravessou todo o túnel descobrindo que os dois extremos são escuros deixa-se ficar preso.
- É recomendável escolher os voluntários entre os menos aptos para a acção heróica ou entre os mais tocados pelos efeitos da guerra na sociedade civil.
- Há sempre um dia em que cada um de nós tem de enfrentar situações sem saída.
- … as retiradas difíceis resultam quando disfarçadas de ataques em massa.
- Eu sou um tipo disciplinado. Não penso, não dou opiniões, não acho nem digo nada. Cumpro ordens.
- Enquanto fumava pensou que tudo estava a acontecer de uma maneira mais difícil do que acreditara. Começavam a intervir os imponderáveis, os inevitáveis acontecimentos imprevistos. - E como o único modo de os enfrentar é conhece-los, decidiu fazer um inventário da situação.
- … porque é que temos tanto medo de olhar de frente para a vida, nós que já vimos as aúreas cintilações da morte.
- Um homem pode suportar muita dor. O assombroso mecanismo do cérebro oferece recantos, regiões de vazio absoluto, onde é possível a gente esconder-se, e fica sempre a opção final de nos deixamos abraçar pela loucura. Para alcançar esta duas possibilidades é preciso acreditar em “qualquer coisa”, e ver, apalpar, que o silêncio persistente faz com que essa “qualquer coisa” seja inalcançável pelos torturadores.
- Perder é uma questão de método.
- Exila-se o que apenas conheceu um dos lados da medalha e que leva os seus erros mais além de onde os aprendeu, mas o que atravessou todo o túnel descobrindo que os dois extremos são escuros deixa-se ficar preso.
- É recomendável escolher os voluntários entre os menos aptos para a acção heróica ou entre os mais tocados pelos efeitos da guerra na sociedade civil.
- Há sempre um dia em que cada um de nós tem de enfrentar situações sem saída.
- … as retiradas difíceis resultam quando disfarçadas de ataques em massa.
- Eu sou um tipo disciplinado. Não penso, não dou opiniões, não acho nem digo nada. Cumpro ordens.
- Enquanto fumava pensou que tudo estava a acontecer de uma maneira mais difícil do que acreditara. Começavam a intervir os imponderáveis, os inevitáveis acontecimentos imprevistos. - E como o único modo de os enfrentar é conhece-los, decidiu fazer um inventário da situação.
- … porque é que temos tanto medo de olhar de frente para a vida, nós que já vimos as aúreas cintilações da morte.
sexta-feira, maio 26, 2006
Piada do Dia
Isto não é para todos...
... somos o único país que consegue perder com um outro país que já nem sequer existe.
in Revolta dos Pastéis de Nata
Critérios de Selecção
Situação 1
- Queres ir com a tia ou com a avó?
- Com a tia. Porque a tia tem lá três bolas: uma pequenina de plástico, uma dura de basquete e uma grande de encher.
Situação 2
Escolhe-se um livro porque...
- Com a tia. Porque a tia tem lá três bolas: uma pequenina de plástico, uma dura de basquete e uma grande de encher.
Situação 2
Escolhe-se um livro porque...
… se lê na bandana: 1968, Cernache do Bonjardim, Sertã.
quinta-feira, maio 25, 2006
quinta-feira, maio 11, 2006
Grease
Não é, com certeza, o melhor musical de sempre, mas é, com certeza, divertido e puro entertenimento.
You better shape up,
'cause I need a man
and my heart is set on you.
You better shape up;
you better understand
to my heart I must be true.
You're the one that I want.
The one I need.
Oh, yes indeed.
terça-feira, maio 09, 2006
é a vidinha...
Você é Como O Macaco Gosta De Banana: Você tem um espírito altamente brincalhão e galhofeiro – que para algumas pessoas em seu redor chega a ser abusivo. Gosta de abanar o sistema e não tem qualquer pudor em criar alguma polémica em seu redor. Preocupa-o mais a banalidade do que a incompreensão.
sábado, maio 06, 2006
De sorte
(Escrito uns dias antes do teste)
Não podemos menosprezar o factor sorte na nossa vida e o quão ele possibilita a realização de algo. É o velhinho adágio: estar no sítio certo, no momento certo. Analisando momentos passados sei que fui por vezes bafejada com esse dom e que a minha resposta foi somente esta: aproveitar a sorte que me foi concedida. Poderá essa sorte ter sido injusta para com outros? Sim, poderá. Não serei cínica ao contraria-lo. Alguns terão sido recompensados, outros não, mas quem me diz que o seriam se a recusasse.
Essa sorte valeu-me bons momentos e acho que os aproveitei bem, sem ela não estaria onde estou hoje. Não me arrependo de ter aproveitado a sorte que tive.
Essa sorte valeu-me bons momentos e acho que os aproveitei bem, sem ela não estaria onde estou hoje. Não me arrependo de ter aproveitado a sorte que tive.
O Teste
| Your Luck Quotient: 78% |
![]() You have a high luck quotient. More often than not, you've felt very lucky in your life. You may be randomly lucky, but it's probably more than that. Optimistic and open minded, you take advantage of all the luck that comes your way. |
quinta-feira, maio 04, 2006
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