| Your Luck Quotient: 78% |
![]() You have a high luck quotient. More often than not, you've felt very lucky in your life. You may be randomly lucky, but it's probably more than that. Optimistic and open minded, you take advantage of all the luck that comes your way. |
sábado, maio 06, 2006
O Teste
quinta-feira, maio 04, 2006
Para grandes males, grandes remédios...
... assim diz o ditado. Mas não é necessariamente assim. Os remédios não são obrigatoriamente grandes, apenas parecem, porque os males que curam têm uma grande amplitude na nossa vida. Mas maioritariamente os remédios são até pequenos. O seu efeito é que de tão reconfortante se apresenta como grande.
E é até curioso como os pequenos, os pequeníssimos remédios conseguem um tão grande alívio. Basta a iniciativa de os tomar.
E é até curioso como os pequenos, os pequeníssimos remédios conseguem um tão grande alívio. Basta a iniciativa de os tomar.
quarta-feira, maio 03, 2006
Uma história de Amor como Outra Qualquer, L. Etxebarría
- Por vezes penso que … aquela forma de pensar insistentemente no prazer, me proporcionava, na verdade, uma satisfação muito mais subtil do que a sua própria realização.
- … sempre defender, contra tudo e contra todos, quão importante é para uma mulher conservar a sua independência e aprender a gozar a sua solidão.
- … a mente está disposta a ignorar a realidade imediata, o que vê, e a adoptar o que julga que dever ver, ou o que deseja ver.
- … não +é esta a própria essência da paixão, este ver-se a si mesmo através dos olhos de um outro?
- Ao amor, borboletas no estômago, seguira-se o orgulho, caranguejos no estômago, as pinças raivosas exigindo uma reparação.
- … no amor, e no jazz, o prazer depende da surpresa, do inesperado, do improviso.
- Paixões consumadas, paixões consumidas, pois nenhum grande amor se ajusta ao ideal de perfeição que todo o Grande Amor postula e de que necessita. Por isso era mais fácil amar no território do desejo do que no da realidade.
- … esta obsessão moderna pelo Grande Amor … serve de desculpa perfeita para repudiar o amor quando este se apresenta.
- … sempre defender, contra tudo e contra todos, quão importante é para uma mulher conservar a sua independência e aprender a gozar a sua solidão.
- … a mente está disposta a ignorar a realidade imediata, o que vê, e a adoptar o que julga que dever ver, ou o que deseja ver.
- … não +é esta a própria essência da paixão, este ver-se a si mesmo através dos olhos de um outro?
- Ao amor, borboletas no estômago, seguira-se o orgulho, caranguejos no estômago, as pinças raivosas exigindo uma reparação.
- … no amor, e no jazz, o prazer depende da surpresa, do inesperado, do improviso.
- Paixões consumadas, paixões consumidas, pois nenhum grande amor se ajusta ao ideal de perfeição que todo o Grande Amor postula e de que necessita. Por isso era mais fácil amar no território do desejo do que no da realidade.
- … esta obsessão moderna pelo Grande Amor … serve de desculpa perfeita para repudiar o amor quando este se apresenta.
Sou uma rapariga sociável, tenho muitas amigas e, além disso, devo ter cara de “conte-me o seu caso”, porque acontece que toda a gente vem ter comigo e me relata as suas penas, talvez porque sabem bem que nunca revelo segredos, habituada como estou, desde pequena, a guardar aquele com que vivo, e garanto que, se continuasse a contar histórias, não pararia até à madrugada. Todas parecidas no essencial: rapariga encontra rapaz, rapariga vê em rapaz o príncipe azul, rapariga descobre que o príncipe azul tem pouco de cor-de-rosa ou de azul e bastante de castanho-escuro. Enfim, sendo assim e assim sendo, não me incomodava especialmente essa coisa de ser solteira e sem compromissos, …, embora talvez fosse verdade que uma parte de mim sentia falta de um corpo quente na cama, ao deitar, e umas quantas palavras bonitas, ao acordar.
terça-feira, maio 02, 2006
FDS Retemperador
Este fds foi de passeio, mas mais do que o turistar, foi um relavar de alma. Nem eu me tinha apercebido antes o quanto eu estava a necessitar de um tempo assim: para descansar, para descobrir coisas novas para libertar toxinas. Sinto-me com as baterias recarregadas para um novo round.
Claro que o início do fds foi do mais enguiçado que houve, pois os planos iniciais foram todos mudados de uma hora para a outra. Mas depois da devida adaptação e numa perspectiva de não fazer mais planos, a road-trip engrenou e tudo correu bem. o caminho levou-nos até Estremoz, Borba, Elvas, Badajoz, Jerez de los Caballeros, Fregenal e Sevilha. E isto quando o plano inicial incluía somente Sevilha. Com todas estas andanças visitar Sevilha acabou por ficar somente como um pequeno aperitivo para uma futura visita com mais tempo. É uma cidade deveras bonita e demasiado grande para ver num só dia. O regresso está previsto.
Adorei a viagem, ou o espírito road trip não me estivesse no sangue, com as paragens, as paisagens alentejanas e espanholas muito semelhantes e repletas de flores em coloridos mantos. Rendi-me à arquitectura e estética árabe com a a sua complexidade e beleza geométrica. Foi realmente o fds que necessitava para me levantar o ânimo que andava tão por baixo. Agora quero mais.
Claro que o início do fds foi do mais enguiçado que houve, pois os planos iniciais foram todos mudados de uma hora para a outra. Mas depois da devida adaptação e numa perspectiva de não fazer mais planos, a road-trip engrenou e tudo correu bem. o caminho levou-nos até Estremoz, Borba, Elvas, Badajoz, Jerez de los Caballeros, Fregenal e Sevilha. E isto quando o plano inicial incluía somente Sevilha. Com todas estas andanças visitar Sevilha acabou por ficar somente como um pequeno aperitivo para uma futura visita com mais tempo. É uma cidade deveras bonita e demasiado grande para ver num só dia. O regresso está previsto.
Adorei a viagem, ou o espírito road trip não me estivesse no sangue, com as paragens, as paisagens alentejanas e espanholas muito semelhantes e repletas de flores em coloridos mantos. Rendi-me à arquitectura e estética árabe com a a sua complexidade e beleza geométrica. Foi realmente o fds que necessitava para me levantar o ânimo que andava tão por baixo. Agora quero mais.
sexta-feira, abril 28, 2006
De obsessão
As nossas obsessões apoderam-se de nós sem que o apercebamos. E um belo dia, quando menos esperamos, somos confrontados com elas. Primeiro, incrédulos, duvidamos, negamos, mas depois observamos cuidadosamente os nossos actos e lá encontramos a constatação. Como um feitiço que se volta contra o feiticeiro. O que primeiro era somente um método para ultrapassar inseguranças enraíza-se e incorpora-se, tornando-se uma dupla insegurança. Porque não colmatou a sua origem, apenas a camuflou. Agora não só há que trabalhar para combate-la como também combater a obsessão que se impregnou em nós e cuja constatação nos dá uma maior sensação de fragilidade. Como um antídoto que tomado em excesso se torna o próprio veneno, por vezes mais poderoso ainda que o primeiro.
Senti-me tomada por cada vez mais inseguranças. Percebo agora a perenidade da minha estratégia, mas não sei combate-la com mais nenhuma arma e a arma utilizada em vez de me proteger destrói, porque me afasta cada vez mais daquilo que ansiava e desejava. Sinto-me fragilizada porque percebo a necessidade de uma nova “aproximação”, mas não consigo perceber qual poderá ser e não consigo deixar de pesar como desperdiçado ou mal empregue parte do tempo passado a desenvolver a primeira.
Como combater a insegurança primeira e evitar os ataques nocivos da minha obsessão?
Senti-me tomada por cada vez mais inseguranças. Percebo agora a perenidade da minha estratégia, mas não sei combate-la com mais nenhuma arma e a arma utilizada em vez de me proteger destrói, porque me afasta cada vez mais daquilo que ansiava e desejava. Sinto-me fragilizada porque percebo a necessidade de uma nova “aproximação”, mas não consigo perceber qual poderá ser e não consigo deixar de pesar como desperdiçado ou mal empregue parte do tempo passado a desenvolver a primeira.
Como combater a insegurança primeira e evitar os ataques nocivos da minha obsessão?
Dicionário
Ignomínia
do Lat. Ignominia; s. f., grande desonra; afronta pública; opróbrio; desdouro.
Linimento
do Lat. Linimentu; s. m., medicamento untuoso, destinado a fricções.
Cloaca
do Lat. Cloaca; s. f., fossa, cano que recebe imundícies; sentina; fig., aquilo que é imundo ou cheira mal; Ornit., Zool., câmara onde se abrem o canal intestinal, o aparelho urinário e os oviductos das aves e dos répteis.
Tonsura
do Lat. tonsura, tosquia; s. f., acto ou efeito de tonsurar; coroa de clérigo. prima - tonsura: cerimónia religiosa em que o prelado dá um corte no cabelo do ordenando, ao conferir-lhe as ordens menores, ou seja, o primeiro grau de clericato.
Bedel
do Prov. bedel, oficial de justiça, arauto; s. m., empregado da universidade que faz a chamada dos estudantes e que aponta a falta destes e dos lentes.
do Lat. Ignominia; s. f., grande desonra; afronta pública; opróbrio; desdouro.
Linimento
do Lat. Linimentu; s. m., medicamento untuoso, destinado a fricções.
Cloaca
do Lat. Cloaca; s. f., fossa, cano que recebe imundícies; sentina; fig., aquilo que é imundo ou cheira mal; Ornit., Zool., câmara onde se abrem o canal intestinal, o aparelho urinário e os oviductos das aves e dos répteis.
Tonsura
do Lat. tonsura, tosquia; s. f., acto ou efeito de tonsurar; coroa de clérigo. prima - tonsura: cerimónia religiosa em que o prelado dá um corte no cabelo do ordenando, ao conferir-lhe as ordens menores, ou seja, o primeiro grau de clericato.
Bedel
do Prov. bedel, oficial de justiça, arauto; s. m., empregado da universidade que faz a chamada dos estudantes e que aponta a falta destes e dos lentes.
quinta-feira, abril 20, 2006
A Aliança
Hoje tive pela primeira vez coragem para retirar a minha, a tua, a nossa aliança. A nossa que tão ingenuamente utilizamos e mostramos ao mundo com orgulho exacerbado. Foi o momento do sublime em que, como dizia a música, we touched the skylight. Pura magia. Pura química. Pura confiança. Pura fé.
A tua perdeste algures tempos depois. No ginásio, pensavas e pensei eu, não percebendo sequer a necessidade que tiveste de a tirar. Mas eu sou mulher, não raciocino do mesmo modo que um homem. Não houve qualquer necessidade de dúvida, não deixaste de me amar e querer, apenas não quiseste comprar uma nova aliança. Disseste que era apenas um objecto, eu sei que é, e que não querias substitui-lo, porque o que sentias era insubstituível. Eu sei que é. Será sempre.
Hoje tive pela primeira vez coragem para retirar a minha. O nosso amor é insubstituível. Eu sei. Amar-te-ei sempre. És parte de mim.
Hoje tirei a aliança que era só minha.
A tua perdeste algures tempos depois. No ginásio, pensavas e pensei eu, não percebendo sequer a necessidade que tiveste de a tirar. Mas eu sou mulher, não raciocino do mesmo modo que um homem. Não houve qualquer necessidade de dúvida, não deixaste de me amar e querer, apenas não quiseste comprar uma nova aliança. Disseste que era apenas um objecto, eu sei que é, e que não querias substitui-lo, porque o que sentias era insubstituível. Eu sei que é. Será sempre.
Hoje tive pela primeira vez coragem para retirar a minha. O nosso amor é insubstituível. Eu sei. Amar-te-ei sempre. És parte de mim.
Hoje tirei a aliança que era só minha.
terça-feira, abril 18, 2006
A Química do Amor
(Adaptado - National Geographic Fevereiro)
Afinal o amor não se explica só por com sendo um sentimento de difícil definição. O amor caracteriza-se por um conjunto de reacções químicas, aparentemente mais fáceis de explicar. Para começar há que ver a sua localização: o amor activa as áreas cerebrais associadas à recompensa e ao prazer, ou seja, a área tegmental ventral e o núcleo caudado.
O estado de paixão está ligado ao aumento de produção de Dopamina, um neurotransmissor, que se pode denominar de poção endógena do amor. O mais curioso é que a paixão tem um comportamento bioquímico em muito semelhante às DOC, doenças obsessivas compulsivas e que resultam de um desequilíbrio nos níveis de serotonina, um outro neurotransmissor.
Este é o comportamento químico do nosso corpo, mas o que nos faz atrair por alguém? São várias a teorias.
Uma é que o amor romântico tem as suas bases em momentos íntimos vividos na primeira infância, ou seja, amamos quem amamos não tanto pelo futuro que esperamos construir, mas pelo passado que pretendemos recuperar.
Outra afirma que se procura no outro o genótipo mais diferente do seu, ou seja, busca-se uma complementaridade biológica. Se o objectivo é a reprodução, a complementaridade biológica permite a formação de seres mais fortes, pois na definição genética do individuo vingam os genes mais fortes.
Fica a constatação: Escolhemos os parceiros, mas raramente se tem consciência das reacções biológicas inatas subjacentes a essa escolha.
Aponta-se para o término de relações ao fim de quatro anos, pois este é o tempo necessário a criar um filho na primeira fase de infância. A paixão afinal é bastante prática. O ser humano na sua primeira infância é completamente dependente dos seus progenitores, então a paixão tem como objectivo mantê-los unidos durante este período, após o qual a criança tem maior nível de independência.
Mas há outros motivos para a paixão se esvair. A paixão tem sempre um prazo de validade porque uma exposição demasiado longa aos seus efeitos pode provocar danos irremediáveis no cérebro. O excesso de dopamina no cérebro tem o mesmo efeito de uma droga.
Mas há maneiras de ajudar a produção de dopamina de modo a manter o “fogo” acesso. A novidade induz a libertação de dopamina, por isso fazer coisas novas juntos ajuda a manter este espírito.
Em quase contraponto à dopamina existe a Oxitocina, hormona que provoca a sensação de ligação, de apego. E que está frequentemente registada em maior nível em indivíduos com relações de longa duração bem sucedidas. mas também a produção desta pode ser ajudada: massajar e fazer amor desencadeiam a produção de oxitocina.
E já agora, sabia que: ma pessoa que corra sem sair do sítio antes de se encontrar com alguém, terá mais probabilidade de achar essa pessoa interessante. Assim, primeiros encontros que envolvam actividades de stress têm mais chance de conduzir a um novo encontro.
O estado de paixão está ligado ao aumento de produção de Dopamina, um neurotransmissor, que se pode denominar de poção endógena do amor. O mais curioso é que a paixão tem um comportamento bioquímico em muito semelhante às DOC, doenças obsessivas compulsivas e que resultam de um desequilíbrio nos níveis de serotonina, um outro neurotransmissor.
Este é o comportamento químico do nosso corpo, mas o que nos faz atrair por alguém? São várias a teorias.
Uma é que o amor romântico tem as suas bases em momentos íntimos vividos na primeira infância, ou seja, amamos quem amamos não tanto pelo futuro que esperamos construir, mas pelo passado que pretendemos recuperar.
Outra afirma que se procura no outro o genótipo mais diferente do seu, ou seja, busca-se uma complementaridade biológica. Se o objectivo é a reprodução, a complementaridade biológica permite a formação de seres mais fortes, pois na definição genética do individuo vingam os genes mais fortes.
Fica a constatação: Escolhemos os parceiros, mas raramente se tem consciência das reacções biológicas inatas subjacentes a essa escolha.
Aponta-se para o término de relações ao fim de quatro anos, pois este é o tempo necessário a criar um filho na primeira fase de infância. A paixão afinal é bastante prática. O ser humano na sua primeira infância é completamente dependente dos seus progenitores, então a paixão tem como objectivo mantê-los unidos durante este período, após o qual a criança tem maior nível de independência.
Mas há outros motivos para a paixão se esvair. A paixão tem sempre um prazo de validade porque uma exposição demasiado longa aos seus efeitos pode provocar danos irremediáveis no cérebro. O excesso de dopamina no cérebro tem o mesmo efeito de uma droga.
Mas há maneiras de ajudar a produção de dopamina de modo a manter o “fogo” acesso. A novidade induz a libertação de dopamina, por isso fazer coisas novas juntos ajuda a manter este espírito.
Em quase contraponto à dopamina existe a Oxitocina, hormona que provoca a sensação de ligação, de apego. E que está frequentemente registada em maior nível em indivíduos com relações de longa duração bem sucedidas. mas também a produção desta pode ser ajudada: massajar e fazer amor desencadeiam a produção de oxitocina.
E já agora, sabia que: ma pessoa que corra sem sair do sítio antes de se encontrar com alguém, terá mais probabilidade de achar essa pessoa interessante. Assim, primeiros encontros que envolvam actividades de stress têm mais chance de conduzir a um novo encontro.
Dicionário
Subitâneo - do Lat. Subitaneu; adj., repentino, súbito.
Emético - do Gr. Emetikós; adj. e s. m., que faz vomitar; vomitório.
Arrostar - v. tr. e int., encarar sem medo; fazer rosto a; enfrentar; afrontar; resistir; v. refl., encontrar-se rosto a rosto.
Núbil - do Lat. Nubile; adj. 2 gén., casadoiro.
Samovar - do Rus. samovar < samo, si mesmo + varit, ferver; s. m., espécie de chaleira metálica empregada, na Rússia, para preparar o chá.
Emético - do Gr. Emetikós; adj. e s. m., que faz vomitar; vomitório.
Arrostar - v. tr. e int., encarar sem medo; fazer rosto a; enfrentar; afrontar; resistir; v. refl., encontrar-se rosto a rosto.
Núbil - do Lat. Nubile; adj. 2 gén., casadoiro.
Samovar - do Rus. samovar < samo, si mesmo + varit, ferver; s. m., espécie de chaleira metálica empregada, na Rússia, para preparar o chá.
sábado, abril 08, 2006
O Museu Britânico ainda vem Abaixo, D. Lodge
- A literatura é quase toda sobre sexo e nada sobre ter filhos. A vida é precisamente o contrário.
- A distracção era tão necessária para a saúde mental como o exercício para a física.
- Eu próprio não tenho qualquer afeição por crianças, mas reconheço a necessidade de as termos para dar continuidade ao espectáculo humano.
- O que importa é o amor. Quanto mais amor, tanto menos pecado.
- … há ocasiões em que, por cobardia, se deixa as pessoas pensar o pior. É a homenagem que a virtude presta ao vício.
- Falar em pureza … gera a impureza.
- … antes do romance ter emergido como a forma literária dominante, a literatura narrativa lidava só com o extraordinário ou com o alegórico – com reis e rainhas, gigantes e dragões, virtude sublime e mal diabólico. Não havia o risco de confundir esse tipo de coisas com a vida, é claro.
- O sexo não é romântico.
- … a vida é a vida e os livros são os livros e se ele fosse mulher não ia precisar que lhe dissessem isso.
- A distracção era tão necessária para a saúde mental como o exercício para a física.
- Eu próprio não tenho qualquer afeição por crianças, mas reconheço a necessidade de as termos para dar continuidade ao espectáculo humano.
- O que importa é o amor. Quanto mais amor, tanto menos pecado.
- … há ocasiões em que, por cobardia, se deixa as pessoas pensar o pior. É a homenagem que a virtude presta ao vício.
- Falar em pureza … gera a impureza.
- … antes do romance ter emergido como a forma literária dominante, a literatura narrativa lidava só com o extraordinário ou com o alegórico – com reis e rainhas, gigantes e dragões, virtude sublime e mal diabólico. Não havia o risco de confundir esse tipo de coisas com a vida, é claro.
- O sexo não é romântico.
- … a vida é a vida e os livros são os livros e se ele fosse mulher não ia precisar que lhe dissessem isso.
sexta-feira, abril 07, 2006
Efeitos Secundários, W. Allen
- A liberdade humana consistia em estar consciente do absurdo da vida.
- Os bons dormiam melhor enquanto os maus pareciam gozar muito melhor as horas em que estavam acordados.
- Digo isto … com a aterrada convicção de que a vida não tem qualquer sentido, o que poderia ser erradamente interpretado como pessimismo. Não é. É apenas um facto salutar para a análise do homem moderno.
- Esta situação aflige uma grande parte dos meus contemporâneos: nunca encontrar todas as qualidades que se procuram, reunidas numa única pessoa do sexo oposto!
- … o homem é livre de escolher a sua própria sorte, e só quando compreender que a morte faz parte da vida perceberá realmente a existência.
- Os bons dormiam melhor enquanto os maus pareciam gozar muito melhor as horas em que estavam acordados.
- Digo isto … com a aterrada convicção de que a vida não tem qualquer sentido, o que poderia ser erradamente interpretado como pessimismo. Não é. É apenas um facto salutar para a análise do homem moderno.
- Esta situação aflige uma grande parte dos meus contemporâneos: nunca encontrar todas as qualidades que se procuram, reunidas numa única pessoa do sexo oposto!
- … o homem é livre de escolher a sua própria sorte, e só quando compreender que a morte faz parte da vida perceberá realmente a existência.
Dicionário
Sarigueia - do Tupi soó-r-iguê, animal de saco; s. f., Zool., mamífero marsupial, cuja fêmea conduz os filhos numa espécie de bolsa que tem sob o ventre.
Pliocénico - do Gr. pleîon, mais + kainós, recente; s. m., período geológico, uma das cinco épocas do era terciária; adj., designativo dos terrenos que formam o sistema superior da era terciária e onde se encontram os fósseis mais recentes; relativo ou pertencente ao Plioceno (como adjectivo, grafa-se com inicial minúscula).
Metrónomo - do Gr. métron, medida, andamento + nómos, lei; s. m., instrumento que serve para regular os diversos andamentos da música, constituído por um pêndulo que oscila por meio de um motor de rotação horária.
Redibição - do Lat. Redhibitione; s. f., acto ou efeito de redibir; anulação de uma venda por se encobrirem os defeitos no acto da transacção.
Alabardeiro - s. m., o que usa alabarda; archeiro.
Pliocénico - do Gr. pleîon, mais + kainós, recente; s. m., período geológico, uma das cinco épocas do era terciária; adj., designativo dos terrenos que formam o sistema superior da era terciária e onde se encontram os fósseis mais recentes; relativo ou pertencente ao Plioceno (como adjectivo, grafa-se com inicial minúscula).
Metrónomo - do Gr. métron, medida, andamento + nómos, lei; s. m., instrumento que serve para regular os diversos andamentos da música, constituído por um pêndulo que oscila por meio de um motor de rotação horária.
Redibição - do Lat. Redhibitione; s. f., acto ou efeito de redibir; anulação de uma venda por se encobrirem os defeitos no acto da transacção.
Alabardeiro - s. m., o que usa alabarda; archeiro.
sexta-feira, março 31, 2006
Sabedorias
Vivemos por um triz, morre-se como chama que tropeça no súbito escuro.
Mia Couto
Toda a infância é um paraíso perdido para sempre.
Proust
Quando um mundo acaba, para o reparar,
só resta a ficção de um outro mundo.
Fernando Guerreiro
E a morte é a mais eficaz das mudanças, não é?
Rui Zink
Fernando Guerreiro
E a morte é a mais eficaz das mudanças, não é?
Rui Zink
o silêncio possível
Às vezes ando tão de um lado para o outro que não paro muito. Entre trabalho, afazeres domésticos, família e amigos, tudo tem sempre um pano de fundo sonoro. São raras as vezes em que me sento e interiorizo o silêncio possível. Ou o som mínimo.
Seja no campo ou na cidade, o silêncio é uma utopia não cumprida. Porque ao silêncio interior chega sempre o som exterior: carros em movimento, caixotes do lixo que se fecham, vizinhos que falam, crianças que brincam, campainhas que tocam, passos nas escadas acompanhados pelo plástico dos sacos de supermercado, elevadores, interruptores, aviões ocasionais, pássaros na árvores.
Hoje ouvi tudo isso no silêncio da minha casa.
Seja no campo ou na cidade, o silêncio é uma utopia não cumprida. Porque ao silêncio interior chega sempre o som exterior: carros em movimento, caixotes do lixo que se fecham, vizinhos que falam, crianças que brincam, campainhas que tocam, passos nas escadas acompanhados pelo plástico dos sacos de supermercado, elevadores, interruptores, aviões ocasionais, pássaros na árvores.
Hoje ouvi tudo isso no silêncio da minha casa.
quarta-feira, março 29, 2006
A Razão do Silêncio
Cheguei a um daqueles momentos de dúvida quanto à continuidade deste blog. Será que se justifica mantê-lo. Pelo menos nestes moldes. Ou será que apenas neste momento este não é o melhor suporte para a necessidade de me exprimir.
O período de reflexão mantém-se.
Os resultados serão publicados brevemente.
O período de reflexão mantém-se.
Os resultados serão publicados brevemente.
sexta-feira, março 17, 2006
Sabedorias
Sem cultura do pensamento não há sínteses próprias.
J. L. Pires
E quem conta as histórias de todos aqueles desconhecidos
que as rodas da engrenagem sonegaram à existência?
José Guardado Moreira
José Guardado Moreira
Todo o poema é circunstância de um tempo e de um lugar.
Jorge Reis-Sá
Jorge Reis-Sá
Nós somos o nosso corpo, não temos o nosso corpo.
Améry
Améry
Quem nunca soube viver no momento certo,
como há-de ele morrer no momento certo?
Nietsche
Nietsche
quarta-feira, março 15, 2006
Vinicius de Morais
Quando mergulhaste na água
Não sentiste como é fria
Como é fria assim na noite
Como é fria, como é fria?
…
sentiste angústia, poeta
ou um espanto de alegria
ao sentires que bulia
um peixe nadando perto?
A tua carne não fremia
À ideia da dança inerte
Que teu corpo dançaria
No pélago submerso?
Não sentiste como é fria
Como é fria assim na noite
Como é fria, como é fria?
…
sentiste angústia, poeta
ou um espanto de alegria
ao sentires que bulia
um peixe nadando perto?
A tua carne não fremia
À ideia da dança inerte
Que teu corpo dançaria
No pélago submerso?
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