sábado, janeiro 07, 2006

A Noiva Cadáver

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Tim Burton está mais doce. Os mais recentes filmes já não têm a negritude e desesperança (não só de cor) dos primeiros. Além da cor, há também uma maior luminosidade. No entanto, Burton continua a mostrar que lida com temas como a morte e o desenquadramento como nenhum outro autor. A morte não é o negro e o fim, é a cor e o princípio de uma nova vida, é o tempo da cor e da esperança. O negro esse pertence aos vivos e à sua mesquinhez.
Considerado à partida por muito como uma espécie de “continuação” de O Estranho Mundo de Jack, a Noiva está, no entanto, a vários níveis muito mais próxima do universo de Beetlejuice. A cor, os pormenores e trocadilhos linguísticos e até a lagarta parecem saídos desse filme.
Não se pode considerar este o melhor ou mais impressionante filme de Burton, mas é com certeza um filme a não perder, que nos deixa com um sorriso nos lábios.

E a cor, sempre a cor…

A vida Aquática

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com Steve Zizzou
A Vida Aquática é um objecto de deleite visual em que a utilização da cor relembra T. Burton e L. Burham. A cor está sempre presente: no guarda-roupa, no cenário, na fotografia. É esta cor que embala esta sátira não só a Costeau mas a todo esse universo científico e de descoberta que povoou a imaginação de uma geração, na qual também se inserem Sagan e Attenborough. Tudo isto servido por um excelente naipe de actores. É daqueles filmes que primeiro se estranha mas depois se entranha.

Tempo do Adeus

DNA
GR
LER

Tempo de Pausa

A pausa é necessária:
ao descanso, ao realinhamento, à simplificação.

sexta-feira, dezembro 30, 2005

Mais 2006

Este é o último post deste ano, por isso não me vou alongar. Quero apenas muito singelamente agradecer a quem me tem acompanhado nesta aventura que perfaz agora dois anos. Tem valido imenso.
Desejo muitas coisas boas para 2006 para todos, mas por vezes esqueço-me que o que tenho é um desejo para muitos mais. Por isso, deixo-vos com uma reflexão um pouco mais séria de Pedro Stretch. Lamento desde já se a visualização não for das melhores. Vale a intenção.
Para todos, mais 2006
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quinta-feira, dezembro 29, 2005

terça-feira, dezembro 27, 2005

Balanço 2005/Perspectivas 2006

No início, este perspectivava-se como um ano difícil e de muita incerteza profissional. Afinal, acabou por ser o ano de estabilização da mesma. Consegui entrar para os quadros da Câmara, logo, grande parte das minhas preocupações cessaram. Agora, o objectivo é conseguir a reclassificação e depois, internamente não sei o que poderá mudar, mas a ideia é aproveitar o aumento de ordenado para fazer uma pós-graduação e assim poder também progredir
No teatro, as coisas não correram exactamente como esperado. Acho que todos nós estamos a precisar de uma lufada de ar fresco. No entanto, uma boa reunião e sempre uma boa reunião. O outro hobbie, a escrita, resumiu-se à partilha com vocês de descobertas, ideias e vários sentimentos. Ainda não foi desta que me aventurei noutras escritas. Será no próximo ano? Veremos. Mas há algo que me está a apetecer fazer: experimentar a pintura. Talvez pinte duas ou três aguarelas e depois vos conte. Sempre é algo novo.
A nível pessoal, fiz é claro novas amizades e lá se continua a fazer alguns malabarismos para que novas e antigas se coordenem. Acabo por nem sempre dar o tempo merecido a cada uma, mas quem me conhece sabe que não é intencional. Com boa vontade de todos os lados, tudo se ajeita. No campo amoroso houve surpresas muito bem-vindas. O final não foi o esperado. Mas tudo valeu a pena. Em família corre tudo sobre rodas.

Natal 2005: Momentos

(Uma grande algazarra e uma vozinha)
Tia tia pudim bebé
(e foi uma tigela tigela cheia)
...
- E correu tudo bem?
- Claro, tirando as putas das batatas, o puré que não é do Pingo Doce e o peru seco!
...
- Gostas mais da tia ou do avião?
- Do avião. Oh, dos dois.
- Mas eu gosto mais de ti.
- Oh. Eu sei.
...
- A Ana?
- Foi fechar os estores.
(uma hora depois)
- Mas a minha Ana ainda não chegou, deve ter acontecido alguma coisa, vou lá ver.
- Não vai nada, deixe lá a rapariga fechar os estores à vontade. Estas coisas demoram tempo.
...
(2ª feira)
- Tia, hoje ainda é Natal?
- Não.
- Oh, que pena. E Quando é o próximo?

quinta-feira, dezembro 22, 2005

valter hugo mãe

Toca-me o sangue. Peço-te que me toques
O sangue. Escuta este rumor
Dentro do meu peito …
Vê como estou vivo. Vê como sabem a terra
As minhas palavras …
Toca-me o sangue. Toca os fios de dor
Que me rasgam a boca

amo-te, mulher desconhecida. Amo-te
amo o jorro de luz da tua boca,
a pequena mancha de tule que dança nos teus olhos
…um grito, um grito rebenta finalmente no meu e no teu peito
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P. Charters d'Azevedo

Eduarda Chiote

Chegámos a um acordo.
Os três.
Ambos, tu e eu, amando, no corpo

como se o desejo
não tivesse retorno e a morte estivesse
a acontecer-nos
pela primeira
vez.

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Beijo Azul, Maria Amaral

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Dormindo Com o Inimigo

Revisto uma série de anos depois, fica a sensação de uma filme inócuo, feito apenas como veículo de afirmação da então emergente Júlia Roberts.
O enredo é escorreito sem grandes perdas de tempo, lógico e também com a previsibilidade própria do género, com duas ou três cenas perfeitamente delicodoces que em quase nada acrescentam à tensão desta história de violência doméstica.
No entanto, foi bom rever Patrick Bergin, um bom actor cuja notoriedade que atingiu no início da década de 90 não conseguiu vingar. Apesar de uma carreira cinematográfica até bastante prolifera. Com ele, recomendo o excelente As Montanhas da Lua, o relato da expedição de Livingstone em busca da nascente do Rio Nilo, o Lago Vitória.

Como Água para Chocolate

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Como Água para Chocolate é um livro de Laura Esquivel que conta a história do amor proibido de Pedro e Tita devido a um tradição familiar em tempos da revolução villista. O mais interessante deste livro creio que é a sua estrutura: a narrativa que percorre mais de 20 anos é dividida em doze meses e cada mês é-nos apresentado por uma receita exótica que se dilui na própria história.
Quanto ao filme, cuja adaptação foi feita pela própria Esquivel, este não deixa transparecer o mais bonito do livro, exactamente a sua estrutura e esse exotismo, tão próprio do realismo mágico das literaturas sul-americanas. Transparece, no entanto, uma das suas mais emblemáticas mensagens: a culinária é uma silenciosa demonstração de amor, rica em cheiros, paladares e texturas.
Será por isso que não há melhor comida que a de mãe? E que a melhor maneira para chegar ao coração de alguém é pelo estômago?

Álbum de Família

Hoje revolvi partilhar com vocês algumas das pessoas mais importantes da minha vida: a minha família.
Os meus pais
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Os Meus Manos
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Os Meus Sobrinhos
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Quem sai aos seus não degenera, pois não?
Falta o André, mas eu tia desnaturada não tenho fotos.

terça-feira, dezembro 20, 2005

Votos do Dia

FELIZ NATAL E BOM ANO 2006!
Um pouco cedo eu sei, mas como conheço montes de gente rica e sexy, pensei em começar pelos ranhosos, feios e de mau feitio.

Nick do dia

Apanhamos três. Um deles pareceu-me que se chamava António André...

sábado, dezembro 17, 2005

Sabedorias

Eu não quero a sabedoria da desilusão,
eu quero a sabedoria da ilusão, que é o sonho.
Cioran

O mais importante no homem não é o que ele mostra,
mas o que ele traz escondido.
Malraux

As mulheres são pressionadas para serem boas mães,
boas profissionais, boas filhas, boas isto e aquilo… e boas.
António Tenente
São precisas várias vidas para fazer uma só pessoa.
Carlos fuentes
O livro só é factor de mudança se for lido.
Marta Lança

A felicidade nunca é grandiosa.
Huxley

Os Caminhos do Livro – Idade Média, M. Lança

O codex foi o modelo de livro surgido no século V, em pleno império romano, e era composto por folhas dobradas em cadernos e cosidas no conjunto. Durante os séculos VI e VIII a escrita destes foi mantida pela mão da religião, fazendo dos mosteiros e conventos os mais fecundos centros de cultura. Nestes, foi desenvolvido a salmodia, leitura praticada em voz alta obedecendo a um ritmo próprio. Um dos mais emblemáticos exemplos dos livros desenvolvidos e copiados neste período são os Livros de Horas, que apresentam recolhas de orações dedicadas a várias horas do dia. No entanto, os manuscritos com iluminuras representam uma parte não substancial da produção.
Com o advento da imprensa mecânica, inventada por Guttenberg em 1440, surgem os incunábulos – os primeiros livros impressos, sobre pergaminho e com iluminuras -, entre 1450 e 1500. Este novo modo de produção do livro preconizou a perda da autoridade da igreja, dando corpo à ideia de que uma instituição é sempre ameaçada por saberes alternativos.
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(adaptado) in Ler#65