terça-feira, julho 19, 2005

FDS em cheio!

E o pessoal quando quer marcar qualquer coisa não acredita em mim quando digo que tenho de ver na agenda. Mal sabem eles.

Relatório de actividades pós laborais dos últimos dias:
Sexta- café e Gringo’s com a S. e a Nhó-nhós.
Sábado- jantar e café com o L.
Domingo- passeio de fim de tarde com a S. e o C. e a C. e o H. concerto nocturno em Monsanto o D. e a F.
Segunda- babysitter da minha coisa loura e cinema com o Obi Kan e a minha prima.
Hoje- Passeio marítimo com a pandilha (são demasiadas iniciais para enumerar)

sexta-feira, julho 15, 2005

Cavaquear

Quando andava na faculdade, uma das coisas que mais gostava era acabar as aulas por volta das 13.30, almoçar, e chegar a casa lá para as 20, depois de passar a tarde a cavaquear no bar.
Vida de quem não tem mais nada para fazer? Não.
Vida de quem ainda terá muito que fazer e deixará de ter o tempo necessário para se dedicar a estas ociosidades. Depois da escola, o nosso tempo livre reduz-se drasticamente, o que é bom, porque afinal de contas ninguém quer ser apenas um número que engrossa as taxas de desemprego. Mas… há sempre um mas.
Mas o nosso tempo de cavaquear livre e despreocupadamente, esse sim termina. Porque nem sempre se encontra um espaço em que se possa estar sem qualquer pressão, porque é inevitável a certa altura ter alguém a olhar para um relógio porque no outro dia de levantar cedo, porque outras pessoas entram nas nossas vidas que requerem outras intimidades, ou simplesmente porque as pessoas já nem se esforçam por promover alegres e despreocupadas tertúlias.
Felizmente, ainda tenho bons momentos a cavaquear, principalmente depois dos ensaios do teatro, para os quais toda a gente está cansada, mas que para estar, se necessário, duas horas em pé, ninguém se mexe.
É assim, uns piores que os outros.

quinta-feira, julho 14, 2005

Mais uma Ladies’ Night

Pois é, ontem lá fomos a mais uma ladies’ night no Gringo’s depois de um interregno de cerca de dois meses. A casa está mudada: a decoração já não tem os anúncios metálicos que tanto gosto, o andar de baixo é agora mais amplo porque uniram as duas salas e existem vários projectores. A música está mais tipo discoteca. Conclusão: se 6ª feira a música também estiver assim, vemo-nos na contingência e procurar um novo espaço de dança. É o fim de uma era.

A ida de ontem não estava mesmo nada nos planos, mas se a Nhó-nhós não regula bem, eu também não. Ontem foi uma noite com programa completo de gajas: jantar de corte e costura e compras, de roupa é claro. Depois, quando era suposto irmos de regresso para casa, dá-se o seguinte diálogo (ao som do Let’s get Loud da J.Lo – pormenor deveras importante):
Dinai- Ai, esta música, o que eu gosto desta música.
Nhó-nhós- Isto é mesmo Gringo’s.
Dinai- Podes crer.
Nhó-nhós- Bora ir?
Dinai- Sabes que por mim não há problema, não tenho de me levantar cedo.
Nhó-nhós- Então vamos, passamos em tua casa e mudas de roupa e vamos.
E olhem, fomos.

Oh, God, make me good, but not yet!

Algumas fantasias para um verão quente:
* sessões de cinema em que o mais importante não são os filmes
* jogos eróticos de cartas
* massagens intensivas
* praias com recantos escuros (verificar se atrás da duna não há mais ninguém)
* a eterna moita
* improvisar, improvisar, improvisar

terça-feira, julho 12, 2005

Maria Albertina

Meninos, deixem que eu vos diga o quanto gosto desta música. Além de divertida, identifico-me, pois o meu nome mesmo não sendo um espanto, é cá da terra e tem o seu encanto. Mas não se preocupem, Vanessa não está nos meus planos. Prefiro Maria, Lúcia ou Jacinta.

Maria Albertina deixa que eu te diga
Ah... Maria Albertina deixa que eu te diga
Esse teu nome eu sei que não é um espanto
Mas, é cá da terra e tem, tem muito encanto
Esse teu nome eu sei que não é um espanto
Mas, é cá da terra e tem, tem muito encanto

Maria Albertina como foste nessa
De chamar Vanessa à tua menina?
Maria Albertina como foste nessa
De chamar Vanessa à tua menina?

Que é bem cheiinha e muito moreninha
Que é bem cheiinha e muito moreninha
Que é bem cheiinha e muito moreninha
Que é bem cheiinha e muito moreninha

sábado, julho 09, 2005

dúvidas, obsessões e ironias

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Como é que podemos falar das coisas sem realmente as mencionar, para desabafar mas sem que tudo se torne domínio público. Como manter a nossa privacidade e mesmo assim relatar aquilo que nos empolga ou, melhor, aquilo que nos apoquenta.
Tenho muitas vezes esta dúvida… até que ponto expor aqui ou não o meu ego, a minha anima, a minha persona, as minhas máscaras.
Talvez, se todos os leitores que passam por esta páginas fossem ilustres desconhecidos, eu arriscasse mais nas minhas confissões, nas minhas dúvidas, nos meus desejos… mas nem todos os são. E será que tenho coragem para tudo revelar? Não, não tenho…
Talvez porque sinto a necessidade de ter um espaço só meu, sem qualquer hipótese de ser questionada.
Lá vai uma declaração para quem ainda não percebeu: odeio ser questionada. Sinto-me pressionada. Quando pergunto gosto de ser respondida, quando me perguntam gosto de responder. E por vezes não sei o que responder, talvez porque nem tudo está definido e cada resposta é uma tentativa de definição. E não há definição ou a definição não é coerente com o que almejamos.
Lá vai outra declaração: tenho uma certa obsessão com a coerência. E quando me vejo a ser incoerente nas minhas palavras e nos meus actos, sinto-me falsa, imperfeita. Não gosto de me sentir imperfeita. E sim, eu sei que o sou. Mas uma coisa é ter essa ideia e outra é confrontarmo-nos com o facto.
Por isso tenho esta outra obsessão: tentar ser melhor, tentar ser uma pessoa melhor. Encaro a vida como um percurso kármico, mas vejo-me a falhar no meu propósito tantas, tantas vezes. E é por isso que me refúgio tanto na leitura e no cinema. Não é pelo entretenimento que me podem dar, é pelas lições de vida que posso adquirir. Tenho pena de nem sempre as concretizar, de nem sempre ter o discernimento de as utilizar ou de as saber utilizar.
Talvez com o tempo as aproveite melhor…
Tanto talvez na minha vida, já repararam?
E eu que julgava que não era de obsessões.

A IRONIA DE TUDO ISTO.

Boulevard of Broken Dreams x 2

Um título para duas canções diferentes em quase tudo, menos talvez nesse sentimento que assola a alma humana quando percorre essas avenidas de sonhos desfeitos…

By Nat King Cole
I walk along the street of sorrow,
The boulevard of broken dreams.
Where gigolo and gigolette
Can take a kiss without regret
So they forget their broken dreams.

You laugh tonight and cry tomorrow,
When you behold your shattered dreams.
And gigolo and gigolette
Awake to find their eyes are wet
With tears that tell of broken dreams.

Here is where you'll always find me,
Always walking up and down.
But I left my soul behind me
In an old cathedral town.

The joy you find here, you borrow,
You cannot keep it long, it seems.
But gigolo and gigolette
Still sing a song and dance along
The boulevard of broken dreams.

Here is where you'll always find me,
Always walking up and down.
But I left my soul behind me
In an old cathedral town.

The joy you find here, you borrow,
You cannot keep it long, it seems.
But gigolo and gigolette
Still sing a song and dance alongThe boulevard of broken dreams.

By Green Day
I walk a lonely road
The only one that I have ever known
Don't know where it goes
But it's home to me and I walk alone

I walk this empty street
On the Boulevard of Broken Dreams
Where the city sleeps
and I'm the only one and I walk alone

I walk alone
I walk alone
I walk alone
I walk a...

My shadow's the only one that walks beside me
My shallow heart's the only thing that's beating
Sometimes I wish someone out there will find me
'Til then I walk alone

I'm walking down the line
That divides me somewhere in my mind
On the border line
Of the edge and where I walk alone

Read between the lines
What's fucked up and everything's alright
Check my vital signs
To know I'm still alive and I walk alone

I walk alone
I walk alone
I walk alone
I walk a...

My shadow's the only one that walks beside me
My shallow heart's the only thing that's beating
Sometimes I wish someone out there will find me
'Til then I walk alone

I walk this empty street
On the Boulevard of Broken Dreams
Where the city sleeps
And I'm the only one and I walk ah...

My shadow's the only one that walks beside me
My shallow heart's the only thing that's beating
Sometimes I wish someone out there will find me
'Til then I walk alone...

sexta-feira, julho 08, 2005

W.O.W

Felizmente não sou a única a quem a nova Guerra dos Mundos não convence. Acho que não vou mesmo gastar 5 euros no bilhete.
Spielberg, espero por ti noutro filme...

Garden State

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É uma pérola de sensibilidade, cuja beleza se entranha em nós cena a cena, diálogo a diálogo e até silêncio a silêncio.
Garden State é a primeira obra de Zach Braff, mais conhecido do público português pela série Scrubs transmitida pela SIC Radical. Além de dar vida à personagem principal, Braff é igualmente realizador, argumentista e responsável pela selecção musical da banda sonora, pela qual ganhou inclusive um Grammy, apenas um dos muitos galardões granjeados por esta obra.
A história? Um jovem de 26 anos regressa a casa após nove anos para o funeral da mãe e, interrompendo uma medicação de calmantes que faz parte da sua rotina desde a infância, começa a sentir a vida e as suas peculiaridades, como o amor. Assim, acompanhamos Braff ao longo desta viagem iniciática em que se equaciona a família (e as disfuncionalidades que torna cada família única), o amor, a amizade e os sonhos.
Creio que este é um filme bastante apelativo para a geração dos 20 something que durante este período se apercebe que a vida não uma festa, mas que pode ser aquilo que nos propusermos a fazer dela. Como se diria num outro filme: you either make life a chiken salad or a shit salad.
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E agora, algumas citações:
Largeman: We may not be as happy as you always dreamed we would be, but, for the first time let's just allow ourselves to be whatever it is that we are.

Sam: This is your one opportunity to do something that no one has ever done before and that no one will copy throughout human existence. And if nothing else, you will be remembered as the one guy who ever did this. This one thing.

Sam: If you can't laugh at yourself, life is going to seem a whole lot longer than you'd like.

Largeman: Fuck, this hurts so much.
Sam: I know it hurts. But it's life, and it's real. And sometimes it fucking hurts, but it's life, and it's pretty much all we got.

Largeman: You know that point in your life when you realize that the house that you grew up in isn't really your home anymore? All of the sudden even though you have some place where you can put your stuff that idea of home is gone.
Sam: I still feel at home in my house.
Largeman: You'll see when you move out. It just sort of happens one day, one day and it's just gone. And you can never get it back. It's like you get homesick for a place that doesn't exist. I mean it's like this rite of passage, you know. You won't have this feeling again until you create a new idea of home for yourself, you know, for your kids, for the family you start, it's like a cycle or something. I miss the idea of it. Maybe that's all family really is. A group of people who miss the same imaginary place.

terça-feira, julho 05, 2005

Inveja

Não sou pessoa de grandes invejas, mas ninguém é perfeito. Se há algo que invejo são os movimentos de ancas da Shakira, my Godinho.
Eu bem tento treiná-los ao som da música, mas algo me diz que não chego lá só assim. Inveja…

sábado, julho 02, 2005

LIVE8

20 anos na história do mundo é como uma gota no oceano. Talvez por isso se torne necessário este novo concerto para consciencializar certas mentes. Espero que o objectivo se cumpra.
Mas não consigo deixar de ver este Live8 com uma sensação de nostalgia, porque ainda está muito presente na minha mentes certas imagens do Live Aid.
Mas mais do que escrever sobre, prefiro relembrar algumas palavras alheias, porque penso que estas resumem bem melhor a intenção desta iniciativa.

Is this the world we created?, Queen
Just look at all those hungry mouths we have to feed
Take a look at all the suffering we breed
So many lonely faces scattered all around
Searching for what they need
Is this the world we created?
What did we do it for?
Is this the world we invaded
Against the law?
So it seems in the end
Is this what we're all living for today?
The world that we created
You know that every day a helpless child is born
Who needs some loving care inside a happy home
Somewhere a wealthy man is sitting on his throne
Waiting for life to go by
Is this the world we created?
We made it on our own
Is this the world we devastated
Right to the bone?
If there's a God in the sky looking down
What can he think of what we've done
To the world that He created?

Strange little Girl

One day you see a strange little girl look at you
One day you see a strange little girl feeling blue
She'd run to the town one day
Leaving home and her country fair
Just beware
When you're there
Strange little girl

She didn't know how to live in a town that was rough
It didn't take long before she knew she'd had enough
Walking home in her wrapped up world
She survived but she's feeling old
'cause she found
All things cold

Strange little girl
Where are you going?
Strange little girl
Where are you going?
Strange little girl, you
I really should, you
I really should be
Going

I know you are sure
I know you are sure
I know
I know you are sure

One day you see a strange little girl look at you
One day you see a strange little girl feeling blue
Walking home in her wrapped up world
She survived but she's feeling old
'cause she found
All things cold

Strange little girl
Where are you going?
Strange little girl
Where are you going?
Strange little girl, you
I really should, you
I really should, you
I really should
Strange little girl
Where are you going?
Strange little girl
Where are you going?
Strange little girl, I
I really should, you
I really should, you
I really should
Strange little girl
Where are you going?
Strange little girl
Where are you going?
Strange little girl
I
I really should, you
I really should, you
I really should, you
I really should, be – going


That's how i'm feeling today...

sexta-feira, julho 01, 2005

O Príncipio

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O Guardador de Rebanhos/V, A. Caeiro

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(...)
O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.
(...)
a luz do sol não sabe o que faz
e por isso não erra e é comum e boa.
(...)
o único sentido íntimo das coisas
é elas não terem sentido íntimo nenhum.

Não acredito em deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele.
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!

Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e o sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
(...)
mas se Deus é as árvores e as flores
e os montes e o luar e o sol,
para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
(...)

quinta-feira, junho 30, 2005

As Melhores Canções Infantis

Houve quem gozasse comigo, e inclusive não acreditasse, quando ao perguntar-me o que é que eu queria como prenda de anos eu disse: Aquele CD que saiu agora com as músicas do desenhos animados. Mas, lá recebi o CD e ontem diverti-me imenso a ouvi-los. Diverti-me eu e os meus sobrinhos. A seguir ao jantar, resolvi pôr o CD a tocar e andámos os três a dançar e aos pulos no meio de gargalhadas.
E é assim que se partilham momentos com as nossas crianças.
Obrigada P.

Gonçalo M. Tavares, in JL #902

A amizade faz-se de um
Para um, por vezes de dois para um: em matéria de sinceridade
O número quatro assusta-me

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- Não podemos ser verdadeiros para todos ao mesmo tempo. Só me sinto bem de um para um, ou em multidões.
- Vejo mais parado do que a andar de um lado para o outro. Sou um turista sentado.
- É uma questão de imaginação, os meus olhos não precisam de ver.
- A verdadeira literatura é aquela que pode ser relida.
- Em termos de linguagem, acho que uma pessoa deve dizer o que tem a dizer e calar-se o mais rapidamente possível. Há uma responsabilidade no acto de abrir uma frase. Ou seja, antes de o fazer deve-se perguntar se tem alguma coisa para dizer. E devemos ser o mais sintético possível.
- A dignidade só pode ser avaliada em situações limite, de medo, de agressividade, violência, de extrema pobreza.
- Vejo a escrita como um exercício para treinar muscularmente a nossa lucidez. E o principal ginásio é claramente a leitura.
- A literatura começa precisamente quando recusamos ser moralista e instintivamente somos perversos.
- Quem escreve não pode olhar para onde toda a gente está a olhar, mas para o outro lado.
- A linguagem tem uma grande liberdade, mas não me interessa propriamente experimentar. Quero perceber. (…) a tentativa de perceber o ser humano, no que tem de mais fundo, pesado e denso.
- Não tenho a ilusão que um livro possa transformar radicalmente uma pessoa, mas acredito que uma série de livros o pode fazer, ainda que ligeiramente. Se eu não tivesse lido os livros que li, seria completamente diferente. Não consigo apontar só um livro que me tenha transformado, mas sei que todos os que li me transformaram muito.

A Posição Anatómica

(...) há uma posição exacta para descrever os ossos
e uma outra para isolar a alma.
Mas da segunda não ouvi falar; não há desenho.

Mundo Literário
Era uma mulher voluptuosa, mas muito sensível. Escrevia poemas e guardava-os no sempre emocionante espaço que existe entre um seio e outro.
Alguns homens não a largavam à procura de inéditos.


in Senhor Henri
… é verdade que se um homem misturar absinto com a realidade fica com uma realidade melhor.
… mas também é certo que se um homem misturar absinto com a realidade fica com um absinto pior.
… muito cedo tomei as opções essenciais que há a tomar na vida – disse o senhor Henri.
… nunca misturei o absinto com a realidade para não piorar a qualidade do absinto.

terça-feira, junho 28, 2005

Branco?

You are White Chocolate
You have a strong feminine side with a good bit of innocence thrown in.
Whether your girlish ways are an act or not,
men like to take care of you.
You are an understated beauty,
and your power is often underestimated!

Lover Boy – A Educação de Paul

Lover Boy é a primeira experiência de realização de Kevin Bacon e, infelizmente, não é bem sucedida. A história relata o desejo egoísta de uma mulher em ter um filho para poder canalizar a sua necessidade de amar e que se torna incapaz de o dividir com mais alguém. Este amor obsessivo é um tema interessante, mas a sua exploração é quase penosa para o espectador. Bacon usa e abusa de flash-backs com o intuito de exemplificar as carências afectivas desta mãe o que, além de interromper o normal fluir da história, se torna demasiado repetitivo.
O filme conta com a participação de vários actores que ao longo da sua carreira trabalharam com Bacon e Kira Sedgwick, esposa deste e a intérprete desta mãe disfuncional, e que aqui mostra o seu potencial como actriz.
A quem arriscar ver, recomendo uma boa dose de paciência para não desistir pelo caminho.

sexta-feira, junho 24, 2005

O lado bom da fúria

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… é o que aprendemos depois desta passar. Conclusão a que chega uma das personagens no final da história. Uma conclusão supostamente sábia mas que se aplica a quase tudo na vida que é menos agradável. O lado bom é a lição.
O filme é interessante, mas não é nada de extraordinário. Relata a vida de uma família de mulheres após o suposto abandono da figura do pai e o modo como esta encara essa perda. O melhor ainda é Costner que apesar de alguns flops na sua carreira parece talhados para filmes românticos e de preferência a interpretar jogadores de beisebal.
Nota ainda para a jovem actriz Rachel Evan Ward, da série Começar de Novo, cujos trabalhos até ao momento auguram uma carreira promissora.

quinta-feira, junho 23, 2005

Star Wars - A Vingança dos Sith

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É verdade, finalmente o terceiro episódio e com ele o final das sagas que marcaram a nossa geração. E o mais curioso é que as grandes sagas cinematográficas tiveram início e terminam um ciclo exactamente com Star Wars. Digo terminam um ciclo porque não se sabe o que o futuro trará, mas certamente para as gerações dos thirty e fourty someting este é o final de um capítulo.
Voltando à história, é claro que este é talvez o filme com menos surpresas em termos do que irá acontecer, ficando as novidades apenas no como irão acontecer. Assim sendo, gosta do filme quem é fã e quem se deixa ainda deslumbrar pela magia do cinema. Essa magia que é feita de histórias simples e da sedução dos efeitos especiais que mais não são do que uma demonstração da nossa capacidade de imaginação.
Eu deixei me deslumbrar.
Com o crescendo de fatalidade em torno da personagem de Anakin Skywalker, que recorda as grandes tragédias gregas e seu o clímax trágico. Com a eterna luta entre o bem e o mal e como este última pode entrar tão subtilmente na vida de alguém e pouco a pouco minar uma existência. Com a beleza dos efeitos especiais e essa capacidade de nos levarem mais além. Ou como se diria numa outra série de culto: to boldly go where no man has ever been. Com as coreografias das lutas de sabre de luz que sempre me fascinaram.
Sim, a saga não poderia acabar de melhor maneira.
Agora resta-nos uma certa melancolia…

quarta-feira, junho 22, 2005

Memória das Minhas Putas Tristes, G. G. Marquez

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· a moral também é uma questão de tempo, …
· a verdade é que as primeiras mudanças são tão lentas que mal se notam, e continuamo-nos a ver-nos de dentro como sempre tínhamos sido, mas os outros vêem-nas de for a.
· naquela noite descobri o prazer inverosímil de contemplar o corpo de uma mulher adormecida sem as pressas do desejo ou os entraves do pudor.
· Uma mulher não perdoa nunca que um homem despreze a sua estreia.
· … senti na garganta o nó górdio de todos os amores que podiam ter sido e não foram.
· … assim como os factos reais se esquecem, também alguns que nunca existiram podem estar nas recordações como se tivessem existido.
· a idade não é a que temos mas a que sentimos.
· … os que não cantam não podem imaginar o que é a felicidade de cantar.
· Incrível: vendo-a e tocando-lhe em carne e osso, parecia-lhe menos real do que nas minhas recordações.
· O sangue circulava pelas suas veias com a fluidez de uma canção que se ramificava até aos pontos mais recônditos do seu corpo e voltava ao coração purificado pelo amor.
· … não sou disciplinado por virtude, mas como reacção contra a minha negligência.
· Descobri, por fim, que o amor não é um estado de alma mas um signo do Zodíaco.
· … a força invencível que impulsionou o mundo não são os amores felizes mas os contrariados.
· Não se engane: os loucos mansos adiantam-se ao futuro.
· O sexo é o consolo de uma pessoa quando lhe falta o amor.
· O que pensa uma mulher enquanto cose um botão.
· … porque o amor me ensinou demasiado tarde que nos arranjamos para alguém, nos vestimos e perfumamos para alguém, e eu nunca tinha tido ninguém.
· Já pensou o que vai fazer se eu lhe disser que sim?
· … uma vez mais comprovei com horror que se envelhece mais e pior nos retratos do que na realidade.
· … os ciúmes sabem mais do que a verdade.
· É impossível não acabar sendo como os outros julgam que somos.
· Faças o que fizeres, neste ano ou daqui a cem, estarás morto para sempre.

terça-feira, junho 21, 2005

Creio

Creio
Que não há espírito sem carne
E carne nada é sem espírito
Creio
Que primeiro se dá e depois se recebe
E que nem sempre assim é
Creio
Que talvez agora te tenha encontrado
Creio
Não num deus maior
Mas em redenção e aceitação
Creio
Que procuro sempre
Mesmo que não encontre
Creio
Que a verdade também mente
Quando procura suavizar a dor
Que a mentira quando doce
É uma ilusão a ser vivida
Creio
Que tenho muito a dar
E espero ainda aprender
O muito que houver para receber
Creio
Que palavras são só palavras
Mas quero o seu deleite
Creio
Que o olhar engana
Mas por vezes foge a coragem de ir mais além
Creio
Tento crer-me
Para que alguém me creia

Milfontes

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Nunca tinha ido a Vila nova de Milfontes, até este último fim de semana (grande) em que eu mais a Nhó-nhós e o Obi-Kan Pereirinha nos metemos no meu Batmobile e lá fomos serra abaixo, como se costuma dizer. E foi um fim-de-semana super divertido.
Primeiro porque finalmente pude comer um dos tão famigerados gelados do Mabi. E não é que são óptimos, gostei particularmente do de leite creme, mas há para todos os gostos. Depois, depois foi a vez do Café Turco. E para quem ia decidido a conhecer a night milfontense, acabamos por ir sempre ao mesmo sítio, o que não sendo de muitas novidades, quer apenas dizer que gostámos todos do sítio. Uns pelas pipocas, outros pelas morangoskas e outros pela menina que vinha servir às mesas.
Pelo meio ficaram muitas larachas como as do pau grande e fluorescente e os nossos planos para quando ganharmos o totoloto. Aviso que os mesmos incluem a abertura de uma gelataria com sabores um tanto ou quanto sui generis.
Para acabar, nem sequer faltou a loura do circo que tinha mais pancada que todos nós juntos.
A repetir…

sexta-feira, junho 17, 2005

A preguiça é o meu pecado mortal. Quanto deixo por fazer apenas para ficar assim no meu canto docemente abandonada ao ócio, ao calor morno dos lençóis, à doçura da lentidão dos gestos.

Ode à sangria

Queria fazer
uma ode à sangria
Ao seu doce desvario
Que nos engana com sua leveza
De copo em copo
De trago em trago
Esta sangria
E se desatada corre
Não corro, que mais não posso
Travo doce e leve
Pernas bambas
Cabeça pesada
Passos trocados
Palavras fugidias
Que risos provoca
Devia ser sempre assim
A vida inebriante

quinta-feira, junho 16, 2005

Tabacaria, Pessoa

Não sou nada.
Nunca serei nada,
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
(…)
estou hoje dividido entre a lealdade que devo
à Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por for a,
e à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
(…)
que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
(…)
não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim …
(…)
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquista-lo, ainda que tenha razão.
(…)
serei sempre o que não nasceu para isso;

serei sempre só o que tinha qualidades;
(…)
crer em mim? Não, nem em nada.
(…)
e o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
(…)
fiz de mim o que não soube
e o que podia fazer de mim não o fiz.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
(…)
sempre o impossível tão estúpido como o real,
sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Os Poemas da Minha Vida, M. Soares

Os Poemas da Minha Vida é uma edição de colectâneas de poesia com a chancela do jornal Público, ficando a selecção do primeiro volume a cargo de Mário Soares.
A minha primeira impressão, percorrendo antes de mais o índice, é que este volume apresenta opções demasiado coladas aos programas escolares. Vários dos autores e os seus poemas passaram já por mim durante o meu percurso de estudante. Talvez a falha seja minha, que espera conhecer novos autores e sobretudo novos poemas. Com excepção feita aos autores do século XX, esta selecção não apresenta novidades.
Como os olhos também comem, já lá diz o ditado, saliento a simplicidade estética do design desta colecção, marcada simultaneamente pela sobriedade e pela cor.
Este volume fez-me novamente percorrer as cantigas de amigo, que apesar da sua simplicidade não me seduzem. Nunca achei particular piada ao seu paralelismo, apesar de alguns destes poemas apresentarem belas e subtis variações. Fascina-me muito mais a complexidade de outras estruturas poéticas, como por exemplo o soneto. Com a sua rigidez estrutural que o aparenta com uma prisão, parece que esta estrutura é um desafio constante aos poetas. Uma prisão que instiga a portentosa imaginação do poeta agrilhoado.
Mas foi curioso, porque, é claro, descobri poemas que desconhecia.

quarta-feira, junho 15, 2005

A liberdade de ser mulher

A liberdade de ser mulher
Neste cantinho à beira mar
A liberdade de ser mulher
Quando se pode ser mulher
Depois de não se poder ousar sonhar
Viver o que quero como quero

A liberdade de ser mulher
Sem ter nascido
Numa castradora tribo africana
Numa inibidora comunidade
Poder usufruir do meu corpo
E do meu prazer
Sem falsos conceitos
Sem falsos preconceitos
Gozar apenas

A liberdade de ser mulher
De poder gerar uma vida
Ainda que não concretizada
De traçar o rumo e seguir
Ou simplesmente permanecer

Não ter de cobrir o corpo
Não suscitar o pecado só por ser, por existir
De poder erguer a voz e falar
De ouvir e ser ouvida
Respeitar e ser respeitada
Amar e ser amada

De errar e poder corrigir
Do erro não ser fatal
De chorar e sorrir
De criar
de aceitar
De imaginar
De erguer as asas e voar
De desnudar o meu corpo
À luz da lua e do sol

Não poderia ser antes
Não poderia ser algures
Não poderia serSó poderia ser aqui e agora

terça-feira, junho 14, 2005

VOLTEI!

Pois é, voltei das minhas férias e cá estou pronta para novos posts. Por isso, nos próximos dias cá irão ficando as impressões relativas a este últimos mês de ausência por este lados.
E para assinalar este regresso, resolvi mudar para um look mais clean. Afinal simplicidade é um dos segredos do sucesso.

sábado, maio 14, 2005

Voo na Noite, Saint-Exupéry

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· As colinas cavavam já a sua esteira de sombra no ouro do entardecer.
· … as misérias de um homem fazem também parte da sua riqueza…
· Apercebeu-se de que tinha sido, a pouco e pouco, impelido para a velhice, para o “quando tivesse tempo” que torna doce a vida dos homens. Como se, na realidade, pudéssemos ter tempo, um dia, como se ganhássemos, ao fim da vida, esta paz bem-aventurada que imaginamos. Mas não existe paz. Talvez não exista vitória.
· Há em todas as multidões homens que não distinguimos, e que são mensageiros prodigiosos. E sem eles próprios terem consciência disso.
· O regulamento é semelhante aos ritos de uma religião, parecem absurdos, mas formam os homens.
· … ele não pensa nada, isso faz com que não pense disparates.
· … se isso o impede de dormir, vai estimular a sua actividade.
· Ame aqueles que comanda. Mas sem lhes dizer nada.
· … saiu para enganar a espera, e a noite mostrou-se vazia como um teatro sem actor.
· Não sei se o que fiz está certo. Não sei o valor exacto da vida humana, nem da justiça, nem do desgosto. Não conheço o valor exacto da alegria de um homem. Nem de uma mão que treme. Nem da piedade, nem da doçura…
· Pensava em tudo o que era preciso rejeitar para conquistar.
· … é apenas do mistério que se tem medo.
· Tudo o que é vivo remexe tudo para viver, e cria, para viver, as suas próprias leis.
· É a experiência que produz as leis.
· Os revezes fortificam os fortes. Infelizmente, contra os homens jogamos um jogo onde conta tão pouco o verdadeiro sentido das coisas. Ganha-se ou perde-se segundo as aparências, marcam-se pontos miseráveis. E damos por nós atados de pés e mãos por uma aparência de derrota.
· … se a vida humana não tem preço, agimos sempre como se qualquer coisa ultrapassasse, em valor, a vida humana… mas o quê?
· O que perseguem em vocês mesmos morre.
· Não há fatalidade exterior. Mas há uma fatalidade interior: aparece no momento em que nos sentimos vulneráveis; então os erros atraem-nos como um desvario.
· Revelava aos homens o mundo sagrado da felicidade. Revelava que matéria sagrada tocamos, sem o sabermos, quando agimos. Revelava que paz, sem o sabermos, destruímos.
· Nós não pedimos para ser ternos, mas para não vermos os actos e as coisas a perderem de repente o significado.… sente a calma que apenas permitem os grandes desastres, quando a fatalidade liberta o homem.

quinta-feira, maio 12, 2005

Sete anos

Em Junho, perfazem sete anos sobre a conclusão do meu curso. Às vezes parece que foi ontem, mas a verdade é que já foi no século passado. Foram quatro anos em que aprendi muito, não tudo, mas muito.
A verdade é que quando acabei o meu curso (Línguas e Literaturas Modernas – Português / Inglês) sabia muito pouco sobre a vida quotidiana e as suas necessidades. Senti dificuldades por não ter aprendido coisas bastantes práticas necessárias ao mundo do trabalho. Aprendi-as, muitas vezes pelo erro, mas, como todas as outras, também é uma forma de aprendizagem.
Na altura, a minha opção foi não dar aulas - o caminho natural para quem faz este curso. Não me sentia preparada emocionalmente para enfrentar turmas. Não tinha experiência nem segurança que me fizessem pensar que poderia ensinar algo aos meus possíveis alunos. Poderiam ensinar-lhes matéria, mas não lhes poderia ensinar mais nada, porque não tinha vivenciado uma série de coisas. E como sempre acreditei que ser professor é mais do que debitar matéria, enveredei por outro caminho.
Por vezes perguntam-me porque é que não fui dar aulas e para o que serve o meu curso no meu actual trabalho, que uso é que faço dele? O mais engraçado é que lhe dou mais uso do que as pessoas à primeira vista pensam. O facto de escrever português de um modo minimamente correcto ajuda-me a cada momento. É-me por vezes conferida a escrita de documentos e mesmo que não seja eu a escreve-los, sou frequentemente solicitada para fazer revisões ou tirar dúvidas.
Mas, mais do que isso, a literatura ensinou-me a conhecer pessoas. Digo muitas vezes que não fiz psicologia, mas que quase a podia exercer. Tentar perceber os meandros das personagens ensinou-me a observar as pessoas e a tentar percebe-las não somente pelas suas palavras, mas sobretudo pelos seus gestos e acções. E os gestos e acções dizem por vezes mais do que as palavras.
Não compreendo tudo sobre as pessoas com quem convivo, mas consigo percebe-las suficientemente para respeitar a sua postura. Assim, consigo manter uma relação afável com quem me rodeia. Posso gostar mais desta ou outra pessoa, mas não me dou mal com ninguém. Se necessário, afasto-me. Creio que sou uma boa ouvinte, tento perceber várias perspectivas de uma mesma situação, talvez por isso os amigos gostem de saber a minha opinião. Mesmo que não tenha uma inteiramente formada consigo alerta-los para o facto de que a perspectiva deles não é a única e que nem a deles nem a dos outros é errada. São apenas diferentes. Acho até que consigo ser demasiado racional em muitos aspectos.
Sobretudo, o que a faculdade me deu foi um alargamento dos meus horizontes. Ensinou-me a pensar e instigou-me a querer ir mais além do que por vezes é pedido. Aprendi que é sempre bom aprender. Tento sempre aprender algo.
Pode não parecer, mas sinto-me uma pessoa mais rica.

terça-feira, maio 10, 2005

Wicked Games, C. Isaak

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The world was on fire
No one could save me but you.
Strange what desire will make foolish people do
I never dreamed that I'd meet somebody like you
And I never dreamed that I'd lose somebody like you

No, I don't want to fall in love
[This world is only gonna break your heart]
No, I don't want to fall in love
[This world is only gonna break your heart]
With you
With you
[This world is only gonna break your heart]

What a wicked game you play
To make me feel this way
What a wicked thing to do
To let me dream of you
What a wicked thing to say
You never felt this way
What a wicked thing to do
To make me dream of you
And I don't wanna fall in love
[This world is only gonna break your heart]
No I don't want to fall in love
[This world is only gonna break your heart]
With you

{World} was on fire
No one could save me but you
Strange what desire will make foolish people do
I never dreamed that I'd love somebody like you
I never dreamed that I'd lose somebody like you

No I don't wanna fall in love
[This world is only gonna break your heart
No I don't wanna fall in love
[This world is only gonna break your heart]
With you
[This world is only gonna break your heart]
With you
[This world is only gonna break your heart]

No I
[This world is only gonna break your heart]
[This world is only gonna break your heart]

Nobody loves no one

sexta-feira, maio 06, 2005

Xadrez, Truco e outras guerras (II), J. R. Torero

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- O país está contente, mas ainda não contentado.
- A glória só se alimenta de mais glória e raro é aquele que se contenta com o vinagre da obscuridade depois de provar o vinho da fama. Iras e guerras nascem, também, da vaidade.
- Se não fosse a ambição, meu caros, não existiriam as guerras.
- Naquela hora em que a noite ainda lutava com o dia.
- … que isto foi no tempo dos milagres, quando Deus ainda era jovem e gostava de fazer seus truques e exibir suas mágicas.
- … se a mente nos leva ao pecado, também nos ergue ao céu, deixando-nos sempre quites com a consciência.
- Os homens sabiam que o pagamento de tal generosidade poderia ser o reino dos céus, mas desistiram do prêmio quando perceberam que havia risco de lá chegar mais cedo.
- Há palavras que não precisam ser ditas, capítulos que não precisam ser escritos.
- As guerras ganham-se com dinheiro, os empréstimos pagam-se com tempo.
- Um trono não tem preço. / Tem, mas outros é que o pagam.
- É menor uma dor se pensarmos que o que acaba é uma comédia e não uma tragédia.
- A ira é sempre mais forte por quem está mais perto de nós.
- Se nos contentarmos em ser quem somos, nunca seremos o que poderíamos ser.
- Amor também se aprende.
- É bom dizer palavras finais inspiradas, deixando para a posteridade uma ponta de inteligência, nobreza ou sabedoria.
- Não há maior prazer do que satisfazer a ira.
- A vitória tem muitas mães, mas a derrota é sempre órfã.
- Ser derrotado por um subalterno é sempre uma dupla derrota. Já a derrota para um superior é quase um empate, e um empate é quase uma vitória.
- Uma guerra se faz por cobiça, por gula, por soberba, por inveja, por preguiça e até por luxúria, como a de Tróia, mas nunca por ira. A ira é coisa para soldados, não para comandantes.
- … quem ouve essas palavras não quer saber de originalidade, mas de ser amado.
- Se conquistar é difícil, manter a conquista não é fácil.
- Os discursos, tortura que a humanidade inexplicavelmente conserva.
- Viu seu desespero quando percebeu que a morte ia chegar, desespero diante do inevitável, sentimento que, fôssemos regidos somente pela razão, não teríamos, pois se o inevitável é inevitável, de que adianta temê-lo?
- Há tiros que, sem ser de misericórdia, são misericordiosos e nos livram da agonia.
- Quando se deixa de viver passa-se a viver na memória dos outros.

quinta-feira, maio 05, 2005

Ópera do Malandro

Comentário tardio: Fui ver e adorei.
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TERESINHA
O primeiro me chegou
Como quem vem do florista
Trouxe um bicho de pelúcia
Trouxe um broche de ametista
Me contou suas viagens
E as vantagens que ele tinha
Me mostrou o seu relógio
Me chamava de rainha
Me encontrou tão desarmada
Que tocou meu coração
Mas não me negava nada
E, assustada, eu disse não

O segundo me chegou
Como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente
Tão amarga de tragar
Indagou o meu passado
E cheirou minha comida
Vasculhou minha gaveta
Me chamava de perdida
Me encontrou tão desarmada
Que arranhou meu coração
Mas não me entregava nada
E, assustada, eu disse não

O terceiro me chegou
Como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada
Também nada perguntou
Mal sei como ele se chama
Mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama
E me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro
E antes que eu dissesse não
Se instalou feito um posseiro
Dentro do meu coração

14 Days to the Fall

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quarta-feira, maio 04, 2005

xXx 2

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O primeiro era branco e era dado a radicalidades desportivas. O segundo é negro e é dado a radicalidades urbanas. O monocordismo vocal, esse é em tudo semelhante.
Ora bem XXX2 é puro entretenimento e visualmente bem conseguido, embora o argumento tenha várias fraquezas e nenhuma surpresa. O que é que este filme parece? Uma mistura de: James Bond e MTV – Pimp My Ride, tudo passado em Tapada City.
Agora só falta saber quem será XXX3. Será o Frota?

3ª Série

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Já começou a terceira série episódios de uma das melhores produções de televisão de sempre.
Vejam...

terça-feira, maio 03, 2005

Xadrez, Truco e outras guerras, J. R. Torero

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- A ira é um sentimento divino. Deus não mandaria dilúvio, fogo e pestes se não tivesse um bom tanto de ira dentro de si.
- Que seria da vida se não pudéssemos fazer hoje o que fizemos ontem?
- Não é fácil divertir um monarca. Desde pequenos têm tudo e cedo lhes vem o tédio.
- A ira dá-nos agonia quando está presa e alívio quando a libertamos.
- Iria à guerra,. Não por ira aos invasores, mas por amor ao poder.
- Raras vezes nos leva a ira a sábias decisões…
- Iria à guerra. Não por ira aos inimigos, mas por amor ao renome.
- Não iria à guerra por ira ao país vizinho, mas por cobiça de títulos.
- O humor deve ser coisa bem dosada, pois não adianta o termos muito se outros o têm nenhum.
- A ira é para o soldado o que o capim é para o jumento.
- Difícil é resumir os pensamentos e temores da véspera de uma batalha, pois onde há dez mil homens haverá dez mil modos de encarar aquilo que pode ter tantos nomes gloriosos, mas que é, em essência, ir ao encontro da morte.
- … santos, soldados e loucos, se é que vale gastar três palavras para definir três coisas assim tão semelhantes.
- Há uma ira pecaminosa e uma ira santa, uma ira odiosa e uma ira justa, uma ira do Diabo e uma ira de Deus.
- Emoções são preciosas na guerra e é preciso pôr os homens num estado de nervos que seja só nervos.
- Nem sempre se tem a sorte de enfrentar um adversário mais fraco.
- É melhor ser escarnecido sob o céu que louvado sob a terra.
- A morte pode vir por instrumentos diferentes, se bem que isso não faz muita diferença.
- A inveja é a mãe da ira, mas não a única, que a ira tem muitas mães, vários pais e não poucos tios.
- … não há limites para a imaginação de quem ama.
- Uma coisa é sonhar e outra o sonho tornar-se realidade.
- Chegou à conclusão de que a medalha seria melhor, pois, se preciso, ela poderia ser empenhada, sendo ao mesmo temo glória e lucro, lógica que mostra o erro dos que dizem que neste mundo a honra não vale nada.
- Então, duas lágrimas vieram até seus olhos: a da esquerda por ódio aos inimigos, a da direita, por pena dos mortos.

Acho que não gosto de grande coisa

Your Taste in Music:

80's Rock: Medium Influence
80's Pop: Low Influence
90's Alternative: Low Influence
90's Pop: Low Influence
Adult Alternative: Low Influence
Classic Rock: Low Influence

sábado, abril 30, 2005

20 Days to the Fall

Red

You were destined to have a Red Lightsaber.
Red is the color of fire and blood, so it is
associated with energy, war, danger, strength,
power, and determination as well as passion and
desire. You have seen the Strength and Power of
the Dark Side of the Force and have you thirst
for more of it.

What Colored Lightsaber Would You Have?

sexta-feira, abril 29, 2005

De-Lovely

ou a vida musical de Cole Porter
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De-lovely é uma bela história de amor de duas pessoas que viveram, sobretudo, em prol da sua paixão pela música. Cole e Linda Porter viveram mais que uma sentida história de amor, viveram uma história de companheirismo, de aceitação do outro como este é. Mais do que reviver muitos dos grandes êxitos de Porter, este filme assume-se como um grande tributo à garra da sua mulher, que aceitou viver com ele a sua paixão pela música e a sua alegria de viver, mesmo que constantemente afrontada com as traições homossexuais do marido.
O filme celebra o encontro de duas almas gémeas e desenrola-se da única maneira possível, como o musical em que o protagonista é o próprio Porter. Com um magnifica recriação de época, transporta-nos para a magia do musical, que diz a regra: nunca acaba mal, nem com uma balada. Mas como algumas regras são feitas para quebrar, aqui fica a música final.


In the Still Of The Night
In the still of the night
As I gaze from my window
At the moon in its flight
My thoughts all stray to you
In the still of the night
All the world is in slumber
All the times without number
Darling when I say to you
Do you love me, as I love you
Are you my life to be, my dream come true
Or will this dream of mine fade out of sight
Like the moon growing dim, on the rim of the hill
In the chill, still, of the night
Like the moon growing dim, on the rim of the hill
In the chill, still, of the night

Let's Do It (Let's Fall In Love), C. Porter

birds do it,
bees do it
even educated fleas do it
let's do it, let's fall in love
in spain, the best upper sets do it
lithuanians and letts do it
let's do it, let's fall in love
the dutch in old amsterdam do it
not to mention the finns
folks in siam do it
think of siamese twins
some argentines, without means, do it
people say, in boston, even beans do it
let's do it, let's fall in love
romantic sponges, they say, do i
toysters, down in oyster bay, do it
let's do it, let's fall in love
cold cape cod clams, against their wish, do it
even lazy jellyfish do it
let's do it, let's fall in love
electric eels, i might add, do it
though it shocks 'em, i know.
why ask if shad do it
waiter, bring me shad roe.
in shallow shoals, english soles do it
goldfish, in the privacy of bowls, do it
let's do it, let's fall in love

terça-feira, abril 26, 2005

Manual para quem sai à noite

Este manual pode salvar vidas! Por favor use-o.
Causas, efeitos secundários e soluções possíveis derivados do consumo deálcool:

1. Sintoma: Pés húmidos e frios.
Causa: Estás a agarrar o copo com um ângulo incorrecto.
Solução: Vai virando o copo até a parte aberta ficar virada paracima.

2. Sintoma: Pés quentes e molhados.
Causa: Já te mijaste.
Solução: Procura a casa de banho mais próxima e seca-te.

3. Sintoma: A parede à tua frente está cheia de luzes.
Causa: Caíste de costas.
Solução: Posiciona o teu corpo 90º em relação ao chão.

4. Sintoma: Tens a boca cheia de beatas de cigarros.
Causa: Caíste com a fronha dentro do cinzeiro.
Solução: Cospe e enxagua com um bom gin tónico.

5. Sintoma: O chão está desfocado.
Causa: Estás a olhar através de um copo vazio.
Solução: Enche o copo!!!

6. Sintoma: O chão está a mexer-se.
Causa: Estás a ser arrastado.
Solução: Pergunta ao menos para onde é que te estão a levar,casoseja para outro bar está tudo bem, no caso contrário, manifesta-te!

7. Sintoma: Reflexo de caras a olhar para ti através da água.
Causa: Estás no lavatório a tentar ir ao grego.
Solução: Mete o dedo (Na garganta).

8. Sintoma: Ouves as pessoas a falar com um estranho eco.
Causa: Tens o copo na orelha.
Solução: Pára de te armar em parvo.

9. Sintoma: A discoteca mexe-se muito, toda a gente está vestida debranco e a música já começa a ser repetitiva.
Causa: Estás numa ambulância.
Solução: Não te mexas; possível coma alcoólico.

10. Sintoma: O teu pai parece chateado e os teus irmãos olham parati como se não soubessem quem tu és.
Causa: Ups! Casa Errada!!!.
Solução: Pergunta se sabem onde fica a tua.

11. Sintoma: Um enorme foco de luz do disco quase te deixa cego.
Causa: Estás a arrochar no meio da rua e já amanheceu.
Solução: Café e uma boa sorna.

PS: Não guardes esta informação só para ti, partilha-a com os teusamigos,eles hão-de agradecer-te!

sexta-feira, abril 22, 2005

FUNERAL BLUES, W. H. Auden

Parem todos os relógios, desliguem o telefone,
Impeçam os cães de ladrar com um osso apetitoso,
Calem-se os pianos e com ribombares abafados
Tragam o caixão, que as carpideiras chorem.

Que os aviões circulem gemendo sobre nós
Escrevendo no céu a mensagem Ele Está Morto,
Ponham fitas crepe nos pescoços brancos das pombas públicas,
Que os polícias de trânsito usem luvas de algodão preto.

Ele era o meu Norte, o meu Sul, o meu Este e Oeste,
A minha semana de trabalho e o meu descanso de Domingo,
O meu dia, a minha noite, a minha conversa, a minha canção;
Pensava que o amor durava para sempre: estava errado.

As estrelas já não são desejadas; apaguem uma a uma;
Embalem a lua e desmanchem o sol;
Despejem o oceano e varram as florestas;
Pois já nada pode vir a ser bom.

terça-feira, abril 19, 2005

pay attention

There’s so much beauty in the world, and we just can’t see it. We tend to look to the soft lines of a human body and we forget to pay attention to the rough and uncut lines of the scarps that took several thousand years taking its nowadays shape and that will take another several thousand years to change, once more. No, we can’t really perceive the endless changes nature has to offer. We only seem interested in destroying them. We no longer let our world breath. Little by little, we’re suffocating it. Let us mourn our crime.

sábado, abril 16, 2005

Real/Virtual

Há muito que vivo paralelamente em duas versões de mim: a real e a virtual. No quotidiano dos dias que passam sou alguém que vive de acordo com o que as circunstâncias exigem. Aceito o que a vida me dá e tento fazer dela salada de frango. Ou seja, o melhor possível.
Já na minha vida virtual, ou será melhor dizer nas minhas vidas virtuais, sou muitos reflexos daquilo e de como gostaria de ser. Sou a mulher forte e decidida, sensata e empreendedora, sensual e sensível, …, a que almejo. Projecto nesses mundos paralelos o que a não coragem me impede de concretizar neste nosso dia a dia. Aí, não existem barreiras suficientes que me impeçam de arriscar no incerto.
Por isso, se, mesmo que por momentos, o meu olhar vagar para um infinito incerto quer apenas dizer que uma outra eu me ocupa a mente.

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sexta-feira, abril 15, 2005

Construir

A vida é o que acontece enquanto fazemos planos para o futuro. Enquanto esperamos por algo que não sabemos se virá, os dias passam indelevelmente e não retornam. Todo o tempo é gasto na espera e não na construção. É necessário empreender a construção sentida de um projecto. Um projecto que preencha uma vida e lhe dê significado.
Da espera nada advém.

quinta-feira, abril 14, 2005

Desafio Literário

Feito pela Li@

1.Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Infelizmente, no que diz respeito ao Fahrenheit, não posso tecer comentários, porque ainda não passou pela minha apreciação.
Não gostaria de ser um livro, mas talvez passear literalmente por vários.

2.Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?
Apanhadinha??? Não utilizaria a expressão. No entanto, há várias que não me saem da cabeça, nem hão-de sair.

3. Qual foi o último livro que compraste?
Xadrez, truco e outras guerras, José Roberto Torero
(Colecção Plenos Pecados, Editora Objectiva)

4. Qual o último livro que leste?
Uma Casa no Fim do Mundo, M. Cunnhingham
(Autor de As Horas)

5. Que livros estás a ler?
Possessing the secret of joy, Alice Walker
(Autora de A Cor Púrpura)

6. Cinco livros que levarias para uma ilha deserta.
Aqui, concordo como o A. , levaria 5 livros com alguma extensão e que ainda não tenha lido. Isto, se o período de exílio for bem extenso.
A Bíblia
Quixote, de Cervantes
Ulysses, de Joyce
Os outros dois estão em definição, por enquanto.

7.Três pessoas a quem vais passar este testemunho e porquê?
CV , porque consome livros.
Odisseus, por curiosidade.
Sonhadora, porque sim.

Retorno

As nossas mentiras não afectam grandemente o mundo, mas podem destruir o nosso mundo. Mentimos por tantas razões: para não admitir o fracasso, porque a realidade pode não ser tão bonita, para não magoar alguém ou mesmo para o fazer, por vingança, por ignorância. Mas as nossas acções não são inconsequentes. Tarde ou cedo, de algum modo, o seu efeito retorna e na maioria das vezes não com o efeito desejado.

quarta-feira, abril 13, 2005

Fim-de-Semana em Grande

Este fim-de semana foi dedicado ao reencontro de amigos em dois jantares muito, muito divertidos.
Na sexta-feira, jantei com a C., a S. e a V. Elas são na verdade as minhas amizades mais antigas. A C. e a S. foram minhas colegas de turma do 8º ao 11º e a V. juntou-se a nós exactamente nesse ano. No 12º mudei de escola, mas a amizade manteve-se. Seguimos as quatro para a faculdade e até lá, apesar de não estarmos no mesmo curso, mantive como colegas a C. e S. Eu estava em Línguas e Literaturas e elas em Direito. Apesar de vivermos perto, por vezes conseguimos estar meses sem nos ver, mas quando nos juntamos esse tempo nunca parece tanto porque não prejudica a amizade. Quando muito temos mais coisas que o habitual para contar. O que resulta sempre em várias gargalhadas.
No Sábado foi a vez de jantar com a C. e a B. e respectivos conjuges, o R. e o P. Elas foram minhas colegas de faculdade e durante quatro anos partilharam comigo uma das épocas da minha vida que mais gostei. A este grupo falta somente a C. que brevemente estará ao pé de nós outra vez. Já não as via uma há quase um ano e a outra quase há dois, temos somente falado ao telefone. Foi um reencontro fantástico. Elas continuam iguais na sua essencia e fazem-me sempre sentir tão acarinhada e respeitada.
Este foi sem dúvida um óptimo fim-de-semana. Daqueles que nos deixa um sorriso de orelha a orelha de felicidade.

quinta-feira, abril 07, 2005

De Corpo e Alma

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É o novo espectáculo acústico dos Delfins. Numa comemoração de já vinte anos de carreira, o grupo de Cascais decidiu devolver às suas canções a simplicidade das mesmas. É um espectáculo intimista que faz as delícias de quem segue as suas pisadas já há quase tantos anos, como os de existência deles.
Delfins entrou na minha casa pela mão do meu irmão Luís com uma cassete que foi ouvida até à exaustão. Até enjoou. Foi temporariamente banida. Mas depois, ao ouvir novamente ficou em mim também o gosto. E é por isso que vamos sempre juntos aos concertos deles.
Há várias músicas que para mim fazem muito sentido. São exactamente o que sinto ou sentia em determinado momento ou fase da minha vida. Outras, simplesmente as acho bonitas. É por isso que este espectáculo, como todos os outros que assisti, soube a pouco.

quarta-feira, abril 06, 2005

É Oficial!

Pois é, a partir de hoje já podem gozar comigo à vontade, que não me importo. Sim, porque agora é verdade: sou funcionária pública.

terça-feira, abril 05, 2005

Sabedorias

A três de Abril o cuco há-de vir, e se não vier até oito está preso ou morto.

Não planeies demasiado a vida ou podes estragar os planos que a vida tem para ti.

Cuidado com o que desejas, porque pode acontecer.

O problema não é tanto encontrar uma pessoa com quem apeteça dormir, mas sim encontrar uma pessoa com quem apeteça acordar.

“Always look on the bright side of life”

Esta é uma das máximas que sigo na vida: ver sempre o lado positivo das situações. A vida quase nunca se desenrola exactamente como queremos e então há duas opções: ficarmos eternamente insatisfeitos como o que não atingimos ou aprender a apreciar o que temos.
E o que temos é muito mais do que por vezes nos apercebemos. Sinto-me afortunada pelo que tenho. Tenho a minha família que está lá sempre que necessito e sempre me fez sentir amada e acarinhada. O meu pai que é de poucas falas, mas que sempre me deu liberdade para fazer as minhas opções e as aceitou. A minha mãe que me ensinou tantas coisas e me encheu de carinho. Nunca será demais dizer que sinto a tua falta. Os meus manos que mesmo sabendo ser melgas como ninguém são os primeiros a ficar felizes com as minhas conquistas. As minhas cunhadas por termos sabido criar uma amizade cúmplice. Finalmente, last but not least, os meu sobrinhos com quem aprendi o que é realmente a dádiva de amar alguém incondicionalmente e de quem recebi as mais belas declarações de amor.
Tenho também os meus amigos que são fontes diárias de aprendizagem. É com vocês que tenho crescido como pessoa. Obrigado por confiarem em mim para os vossos desabafos. Sabem que apesar não vos estar sempre a telefonar, estou sempre disponível para vocês.
Tenho um trabalho que me permite viver dignamente, tenho boas memórias e tenho bons momentos. Não sou pessoa de muitas ambições.
Sou feliz pelo que tenho, tenho bastante porque tenho o mais importante.
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sexta-feira, abril 01, 2005

A Domadora de Baleias

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Este filme é sobre as pequenas sociedades nativas de estrutura patriarcal e o modo como estas tentam adaptar-se às sociedades modernas e ao papel da mulher no seu seio.
Uma pequena comunidade Maori espera há muito pela vinda de Paikea, o mítico domador de baleias que trouxe o seu povo para a costa da Nova Zelândia. Diz a lenda que Paikea tornará a viver no corpo de um dos membros recém-nascidos da comunidade. Assim, a esperança reside no nascimento do casal de gémeos netos do chefe da comunidade. Mas o destino prega sempre partidas aos homens, e no dia do tão esperado nascimento algo corre mal e só um dos gémeos sobrevive: uma menina. O pai da criança resolve enfrente o poder paternal que parece insensível à sua perda e chama a sua filha de Paikea, nome que deveria ter sido atribuído ao seu irmão.
Entretanto, os anos passam e Paikea é criada pelos avós, criando um laço especial com o seu avô. Mas este, apesar do amor que sente pela neta, não consegue ver nela a encarnação do fundador mítico, o que acaba por conduzir a família a uma situação de conflito. É um filme bastante interessante e com uma temática muito actual. Não só aborda as dificuldades das pequenas comunidades nativas, como também retrata de um modo extremamente sensível e sincero as relações familiares. Especialmente quando nas mesmas se exige algo que os seus membros não conseguem ou podem concretizar, bem como quando não se consegue aceitar que essa concretização não acontece como se idealiza.

Simply Red

Esta é uma das minhas bandas favoritas. Sinto-me bem quando ouço a sua música, esteja eu mais melancólica, bem disposta, com vontade de dançar, a qualquer hora do dia ou da noite.
Tenho todos os álbuns de originais e gosto das diferenças de sonoridade de cada um, por exemplo, o tom mais seventies do “Home”, mais pop do “Stars” ou mais blues do “Blue”. Mas todos eles têm um swing e um cheirinho de reggae que me deixam muito bem.
Fica aqui um pouquinho das minhas músicas favoritas:

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Blue
I'm blue, blue like a Monday morning
Raised up in a way that I can value
All the material things that I could ever really need don't matter
So many ways that I can thank you
But you know that I am here and no-one else in this world will matter

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Every Time we Say Goodbye
Ev'ry time we say goodbye I die a little
Ev'ry time we say goodbye I wonder why a little
Why the gods above me who must be in the know
Think so little of me they allow you to go

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Fairground
And I love the thought of coming home to you
Even if I know we can't make it
Yes I love the thought of giving hope to you
Just a little ray of light shining through

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Home
So fake cool image should be over‘
Cause I long for a feeling of home
Real life, depicted in song
A loving memory
After long, home is a place where I yearn to belong

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Holding Back the Years
Chance for me to escape from all I know.
Holding back the tears.
There's nothing here has grown.
I've wasted all my tears,
Wasted all those years.
Nothing had the chance to be good

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If You Don't Know Me By Now
We've all got our own funny moods
I've got mine, woman you've got yours too
Just trust in me like I trust in you
As long as we've been together it should be so easy to do
Just get yourself together or we might as well say goodbye
What good is a love affair when you can't see eye to eye, oh

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For Your Babies
You've got that look again
The one I hoped I had when I was a lad
Your face is just beaming
Your smile got me boasting, my pulse roller- coastering
Any way the four winds that blow
They're gonna send me sailing home to you
Or I'll fly with the force of a rainbow
The dream of gold will be waiting in your eyes

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Thank you
My souvenirs I hold them and remember
All the days for the rest of my life
Truth is I miss you in all the ways you will imagine
See me, feel me I wanna say

quinta-feira, março 31, 2005





Your Seduction Style: The Dandy





You're a non-traditionalist, not limited by gender roles or expectations.
Your sexuality is more fluid than that - and you defy labels or categories.
It's hard to pin you down, and that's what's fascinating about you.
You have the psychology of both a male and a female, and you can relate to anyone.


quarta-feira, março 30, 2005

Bridget Jones Diary – the Edge of Reason

Que mulher é que nunca se sentiu Bridget Jones? Creio que das várias que conheço, a grande maioria se sente ou já sentiu assim, por isso o primeiro filme teve tanto sucesso.
O que é ser-se Bridget Jones? É sentir que só metemos os pés pelas mãos, que a nossa vida profissional não anda nem desanda, que a idade passa e que as nossas expectativas não se concretizaram, ter a família a melgar que ainda não casámos, ainda não ter encontrado alguém especial, sentir a insegurança tão própria das mulheres em relação ao seu corpo e às suas capacidades. Bridget Jones é a personificação da mulher actual.
E são todas estas características que voltamos a revisitar neste segundo filme e que estão na base dos momentos de humor e das várias peripécias. Não chega a ser tão bom como o primeiro, porque, infelizmente, o factor novidade não existe. A fórmula é repetida com eficácia o que torna o filme um bom momento de entretenimento, mas não chega a surpreender.
O melhor mesmo? Deixar uma réstia de esperança às pobres Brigets de que o nosso Mr. Darcy há-de chegar.
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As Leis da Atracção

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O que tem de bom este filme mediano, sem um argumento inovador e verdadeiramente divertido? Só mesmo a química de ecrã entre os dois actores que dão vida a advogados especialistas em divórcios litigiosos que apesar de se encontrarem em lados opostos se apaixonam irremediavelmente. E é pena que o argumento não peça mais destes excelentes actores que realmente valem mais do que aqui mostram.

terça-feira, março 29, 2005

O melhor da Páscoa

Eu sei que a Páscoa é suposto ser um período de purificação e de abstinência de pecados carnais, mas como é que isso é possível? Eu pequei, foi pena ter sido só em pensamento. Mas uma tarde inteira a ver este moço de perna ao leú não ajudou muito né?
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Quero pecar em carne e osso... ao vivo e a cores... em 3D...

Hoje apetece-me...

Nem sei bem o quê.

quarta-feira, março 23, 2005

A Woman's Worth, A. Keys

You could buy me diamonds, you could buy me pearls.
Take me on a cruise around the world,
Baby you know I'm worth it.
Dinner lit by candles run my bubble bath,
Make love tenderly to last and last,
Baby you know I'm worth it.
Wanna please, wanna keep, wanna treat, your woman right,
Not just do, but to show, that you know, she is worth your time.
You will lose, if you choose, to refuse, to put her first.
She will, if she can, find a man, who knows her worth, mhmn

Cuz a real man knows a real woman, when he sees her.
And a real woman knows a real man, ain't afraid to please her.
And a real woman knows a real man, always comes first.
And a real man just can't deny, a woman's worth.

If you treat me fairly I'll give you all my goods,treat you like a real woman should.
Baby I know your worth it.
If you never play me, promise not to bluff
Ill hold you down when SHIT gets ruff.
Baby I know you're worth it.
She walks the mile, makes you smile, all the while being true.
Don't take for granted the passions that she has for you.
You will lose, if you choose, to refuse, to put her, first.
She will if she can find a man who knows her worth. oh

Cuz a real man knows a real woman, when he sees her.
And a real woman knows a real man, ain't afraid to please her.
And a real woman knows a real man, always comes first.
And a real man just can't deny, a woman's worth.

No need to read between the lines, spelled out for you.
Just hear this song cuz you can't go wrong, when you value
A woman, woman, woman, a woman's worth.

Cuz a real man knows a real woman, when he sees her.
And a real woman knows a real man, ain't afraid to please her.
And a real woman knows a real man, always comes first.
And a real man just can't deny, a woman's worth.

Cherish that woman

Bold & Daring



You Are Bold And Brave




But daring? Not usually?
You tend to like to make calculated risks.
So while you may not be base jumping any time soon...
You are up for whatever's new and (a little) exciting!

sexta-feira, março 18, 2005

Uma Casa no fim do Mundo, M. Cunningham (II)

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Nunca cheguei a perceber se era uma questão de ética ou simples falta de imaginação. Por vezes as duas coisas estão tão intimamente ligadas que se tornam indistinguíveis.
Acabamos sempre por nos transformar nas histórias que contamos sobre nós próprios.
Somos criaturas adaptáveis. É essa a fonte do nosso conforto terreno e, suponho, da nossa raiva silenciosa.
A inesperada desvantagem da visa moderna é a nossa vitória sobre os nossos próprios destinos. Somos chamados a decidir sobre quase tudo e conhecemos minuciosamente as repercussões dos nossos actos.
Se bem que pensamos nos mortos como habitantes do passado, acredito agora que eles vivem num presente infinito.
As pessoas que vão muito ao cinema são geralmente capazes de apreciar a ironia de uma grande variedade de situações.
Julgo que, na extravagância da juventude, oferecemos os nossos afectos facilmente, na falsa convicção de que teremos sempre mais para dar.
… nenhum horizonte está verdadeiramente vazio.
…, mas os mortos são um assunto complicado. Aquilo que têm de mais notável é a sua constância.
Começo a compreender a verdadeira diferença entre a juventude e a idade adulta. Os jovens têm tempo para fazer planos e inventar novas ideias. As pessoas mais velhas têm de investir todas as energias na manutenção daquilo que já foi posto em acção.
As pessoas bem comportadas desconhecem a liberdade de se ser má rés.
… que os mortos nos pertencem ainda menos do que os vivos, que a nossa única hipótese de felicidade – uma hipótese bastante remota – reside na aceitação da mudança.
A minha limitação era a minha própria racionalidade. Eu era demasiado equilibrado, demasiado sensato.
Por vezes a obrigação transformava-se em afecto genuíno, em verdadeira preocupação.
Acho que estávamos à espera de que as nossas verdadeiras vidas começassem. Acho que provavelmente cometemos um erro.
Os simples factos da doença e da morte podem parecer-nos remotos desde que não sintamos o cheio da cal imaculada dos medicamentos. Desde que não vejamos um rosto assumir a cor do barro.
As nossas mentiras não afectam grandemente o mundo.
Existe beleza no mundo, embora seja mais austero do que imaginávamos.
…, eu compreendo que um lar é também um sítio ao qual escapar.
… o hiato entre aquilo que imaginamos e aquilo que podemos, de facto criar.

O Problema do Compromisso

É lugar comum dizer que os homens fogem, tal qual diabo da cruz, da palavra compromisso. E quando digo palavra, quero mesmo dizer palavra (se bem que nem sempre se resume a ela, mas…)
É verdade que não gostam de sentir presos, por isso o truque é esse mesmo: não falar a palavra. Porque de resto a maioria até se comporta como “compromissada”, desde que pense que está livre que nem um passarito.
Deixa-os pensar…

quarta-feira, março 16, 2005

E porque hoje é 4ª...

Let's get loud, let's get loud
Turn the music up, let's do it
C'mon people let's get loud
Let's get loud
Turn the music up to hear that sound

Let's get loud, let's get loud
Ain't nobody gotta tell ya
What you gotta do
If you wanna live your life
Live it all the way and don't you waste it
Every feelin' every beat
Can be so very sweet you gotta taste it
You gotta do it, you gotta do it your way
You gotta prove it
You gotta mean what you say
You gotta do it, you gotta do it your way
You gotta prove it
You gotta mean what you say

Life's a party, make it hot
Dance don't ever stop, whatever rhythm
Every minute, every day
Take them all the way you gotta live 'em ('cause I'm going to live my life)

You gotta do it, you gotta do it your way
You gotta prove it
You gotta mean what you say
You gotta do it, you gotta do it your way
You gotta prove it
You gotta mean what you say
Let's get loud, let's get loud
Turn the music up to hear that sound
Let's get loud, let's get loud
Ain't nobody gotta tell you
What you gotta do

Life is meant to be fun
You're not hurtin' anyone

Nobody loses
Let the music make you free
Be what you wanna be
Make no excuses
You gotta do it, you gotta do it your way
To gotta prove it
You gotta mean what you say
You gotta do it, you gotta do it your way
You gotta prove it
You gotta mean what you say


You Have Good Karma



In general, you like to do the right thing when it comes to others.
Your caring personality really shines through.
Sure, you have your moments of weakness - and occasionally act out.
But, all in all, you're karma is good... even with those few dark sports.

terça-feira, março 15, 2005

Um Casa no Fim do Mundo, M. Cunningham (I)

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Por vezes continua a ser difícil distinguir entre o que aconteceu e o que podia ter acontecido.
Por uns momentos esforçamo-nos por subir no ar, (…), uma fracção de centímetro. Doce glória. É nisto que reside o segredo do voo – temos de o fazer imediatamente, antes que o nosso corpo compreenda que está a desafiar as leis.
Março. Depois do degelo. Atravesso o cemitério a pensar na minha vida infinita.
Continua a tentar superar o hábito de esperar pouco da vida.
Sempre acreditei que é possível chegar ao conhecimento através do bluff.
Passaram-se anos – agora vivemos no futuro, que é muito diferente do que tínhamos planeado.
Os mortos são só pessoas que quiseram as mesmas coisas que tu e eu queremos.
Foi outra lição no processo continuo da minha aprendizagem: como qualquer outra prática ilegal, o amor entre rapazes deve ser tratado como uma trivialidade.
Gostava de pensar que podia mudar a minha vida sem abrir mão das pequenas verdades do dia a dia.
Aos treze anos tomamos demasiadas opções sem pensar nas consequências e no modo como podem arrastar-se pelas décadas.
A fé é para a gente nova. Já li tudo o que havia para ler. Já não sou bonita.
É isto que fazemos. Tentamos construir um futuro a partir das matérias-primas disponíveis.
Não éramos amantes, mas quase. Ocupávamos a esfera superior do amor, onde as pessoas acarinham a companhia e excentricidades umas das outras, onde se querem bem.
A diferença entre os vinte e cinco e os trinta e seis anos é que aos vinte e cinco anos não conseguimos ter um ar patético. A juventude permite-nos tudo. Podemos vestir qualquer coisa, fazer seja o que for ao cabelo, sem deixar de ter um aspecto perfeitamente aceitável. Ainda estamos a tentar definir-nos, por isso não há problema. Mas há medida que os anos passam, começamos a ser atraiçoados pelas nossas ilusões.
Não estava seguro daquilo que sentia e não queria que me pedissem para dar um nome a esses sentimentos. Talvez temesse, ao descreve-los tão prematuramente, esgotar-lhes o potencial para o crescimento e a mudança. Talvez tivesse razão.
Neste mundo não conhecemos necessariamente as pessoas. Principalmente se nos deixarmos distrair pela música e pela passagem das horas.
Ocorreu-me que a morte podia ser uma forma mais remota de participação na história continua do mundo.

sábado, março 12, 2005

O que poderia ter acontecido...

O que poderia ter acontecido é uma incógnita neste universo de incertezas. Poderia ter acontecido tanta coisa e talvez até nada. Não me prendo nessas possíveis possibilidades que não me deixam voar mais longe. Tento vislumbrar o futuro à frente e construir as minhas realidades concretas. Seguir o caminho em frente, sabendo que o passado ao passar ficou para trás e não há volta a trás. O passado é uma pedra sólida na construção da minha vida, um pilar que não se move e que suporta o crescimento em direcção ao futuro.
Assim, tão somente assim.

sexta-feira, março 11, 2005

Príncipe Encantado

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Muito tenho lido sobre o príncipe encantado, a pessoa certa ou errada, a cara-metade, a metade da laranja, enfim, essa pessoa especial que é suposto dar sentido e alegria à nossa vida. Cada pessoa tem a sua opinião cada vez mais desiludida e a sua experiência com alguns tombos pelo caminho. E todas elas têm a sua verdade e a sua validade.
Ainda não encontrei a minha pessoa, talvez até já a conheça, mas ainda não a encontrei. Ou talvez até já a tenha conhecido, mas deixei-a escapar. Será? Na verdade não sei.
Sei apenas que ainda espero… e posso até continuar apenas à espera. Essa pode ser a minha opção. Não sei se a compreendem, mas pelo menos aceitem-na.
Por isso não tenho namorado, porque não quero namorar apenas para dizer que sim e ter alguém para apresentar nas reuniões de amigos e família. É essa a minha opção. E é escusado fazerem insinuações sobre as minhas opções sexuais.
Porque se tenho algum problema ou dificuldade em termos de relacionamentos, e eu sei que não sou exactamente uma pessoa fácil, não se deve ao sexo, mas sim aos sentimentos.
No que diz respeito a uma relação amorosa, tenho dificuldade em estabelecer uma relação de confiança. Não porque me tenham feito algo, mas já assisti a tanta coisa. E não adianta dizerem-me, tens de confiar, não podes ser assim. Eu confio quando tenho um grau de conhecimento das pessoas, e o conhecimento obtém-se com tempo e alguma paciência. Mas hoje em dia ninguém tem paciência. Conhece-se alguém, mas na verdade não se conhece.
Encontra-se alguém e parece que é obrigatório que se parta logo para as trocas de cuspos e de outros fluidos. Pois bem, nesta altura da minha vida não quero partir logo para aí. Podem até chamar-me antiquada, mas reservo-me o direito de conhecer alguém, mas realmente conhecer, antes de partir para outra fase. Não adianta sentirmo-nos atraídos fisicamente por alguém se depois não há mais nada em comum. Talvez para certas pessoas seja suficiente, a mim não me chega. Claro que uma boa queca inconsequente é bom, mas não me chega, quero mais. Já sei que me vão chamar exigente, mas não quero saber. Só pergunto: serei eu demasiado exigente, ou contentar-se-ão vocês com tão pouco. Vão dizer que sou uma iludida, que o seja, sou o conscientemente. Em último caso, sou eu, e só eu, a sentir as consequências.

quarta-feira, março 09, 2005

Beleza comprada

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Recorrer ou não à cirurgia estética como factor primordial na obtenção de auto-estima?
A verdade é que tudo na via é relativo e primeiro temos de aprender a lidar e a aceitar essa relatividade. Depois, olhar para nós e tentar perceber se o que nós não gostamos é um factor puramente estético ou tem implicações em termos de saúde. Penso que é também necessário pensar no que podemos alterar no nosso dia a dia e estabelecer metas tangíveis e realistas. Talvez em ultimo caso, uma cirurgia seja a resposta.
A realidade é que todos nós temos algum tipo de insatisfação com o nosso corpo. Ou somos gordos, ou demasiado altos, ou narigudos, orelhudos, com peitos desproporcionais, etc. são tantas as imprecisões, quantas as pessoas. Afinal, cada cabeça sua sentença.
No meu caso, não me estou a ver fazer uma cirurgia por razões meramente estéticas. Apesar de ter excesso de peso, este não interfere no meu dia a dia. Consigo fazer o que as outras pessoas fazem. Também é verdade que como não faço exercício físico, corridas e outras actividades me deixam um pouco sem fôlego. Mas isto deve-se apenas a uma enorme preguiça da minha parte.
À cerca de seis anos atrás encetei uma dieta, que nem gosto exactamente de chamar dieta, porque não me privei de nada, apenas moderei as quantidades de alimentos digeridos e optei por comer mais vegetais. Mas, por exemplo, quando ia a um jantar ou festa de aniversário, nunca deixei de comer doces ou de comer aquilo que gostava somente pela perda de peso. Aproveitava esses dias para me satisfazer e nos outros moderava. E uma das primeiras consequências foi que deixei realmente de sentir a necessidade de comer as quantidades que anteriormente consumia. O mais chato era por vezes a reacção das pessoas: “só comes isso?”, “ficas realmente satisfeita?”. Sim fico, porque se não ficar como mais, disso não tenham dúvida. E o melhor? No período de cerca de dois anos perdi gradualmente cerca de 10 quilos.
É claro que já ganhei algum desse peso, mas a culpa não foi de ninguém a não ser minha, porque nem sempre tomo os mesmos cuidados que tomei durante esse período. Mas a verdade é que é possível perdermos peso, às vezes com coisas muito simples. Mas é claro que cada caso é um caso, e há pessoas que precisam de mais ajuda. E essa ajuda é por vezes mais de factor psicológico do que físico, porque é necessário uma certa disciplina e calma. Não adianta stressar, porque a única consequência vai ser o aumento de apetite.
No entanto, tenho pensado ultimamente em fazer uma cirurgia, que a fazer terá implicações estéticas, mas não são essas que me motivam. Quem me conhece sabe que tenho um grande nível de miopia, então estou a pensar fazer daqui a dois, três anos uma cirurgia laser para corrigi-la. Mas não é o lado estético que me move, é mesmo o pensar um pouco a longo prazo: se hoje tenho a miopia que tenho, como será daqui a 10, 15, 20 anos, quando, naturalmente, o corpo começara a perder as suas qualidades e consequentemente a miopia piorar? Se minimizar a miopia agora, talvez quando a idade avançar eu ainda consiga ver as coisas que me rodeiam.
CWINDOWSDesktoplionking.jpg
Lion King!


What movie Do you Belong in?(many different outcomes!)
brought to you by Quizilla

terça-feira, março 08, 2005

Serei assim tão diferente das outras pessoas?

De vez em quando sou brindada com alguns adjectivos no mínimo curiosos. Desde croma rara, a extravagante, passando por excêntrica e incluindo ainda trocada. Mas qual é o problema?
Não tenho de ser exactamente igual às outras pessoas e acho que até nem sou, simplesmente tento ser coerente nas minhas acções e nas minhas palavras. E tento, acima de tudo, não fazer as coisas só porque os outros o fazem. Talvez para eles façam sentido certas coisas, mas se para mim não fazem, não o vou fazer. Não sou nem mais, nem menos feliz assim, mas continuo a ser feliz. A felicidade não de mede em quantidade, faz-se de pequenos nadas e eu gosto dos meus pequenos nadas.

Biography Chanel

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A última alteração no ordenamento dos canais da TV Cabo trouxe-me o Biography Chanel. Este é composto por pequenos documentários de cerca de 45 minutos dedicados a personalidades das mais variadas áreas da sociedade, desde as artes, à economia, passando, por exemplo, pela politica.
Tem sido interessante ver alguns destes documentários, apesar da sensação de, por vezes, serem superficiais q.b., mas quando se tenta abranger um público generalista muitos pormenores não são suficientemente aliciantes. Tem sido interessante, sobretudo, porque dada a falta de bons e apelativos programas nos canais generalistas nacionais, o Biography Chanel tem sido uma alternativa didáctica.



You Are:

40% Extrovert / 60% Introvert


You're a bit outgoing, a bit reserved
Like most people, you enjoy being social
But you also value the time you have alone
You have struck a good balance!