sexta-feira, maio 06, 2005

Xadrez, Truco e outras guerras (II), J. R. Torero

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- O país está contente, mas ainda não contentado.
- A glória só se alimenta de mais glória e raro é aquele que se contenta com o vinagre da obscuridade depois de provar o vinho da fama. Iras e guerras nascem, também, da vaidade.
- Se não fosse a ambição, meu caros, não existiriam as guerras.
- Naquela hora em que a noite ainda lutava com o dia.
- … que isto foi no tempo dos milagres, quando Deus ainda era jovem e gostava de fazer seus truques e exibir suas mágicas.
- … se a mente nos leva ao pecado, também nos ergue ao céu, deixando-nos sempre quites com a consciência.
- Os homens sabiam que o pagamento de tal generosidade poderia ser o reino dos céus, mas desistiram do prêmio quando perceberam que havia risco de lá chegar mais cedo.
- Há palavras que não precisam ser ditas, capítulos que não precisam ser escritos.
- As guerras ganham-se com dinheiro, os empréstimos pagam-se com tempo.
- Um trono não tem preço. / Tem, mas outros é que o pagam.
- É menor uma dor se pensarmos que o que acaba é uma comédia e não uma tragédia.
- A ira é sempre mais forte por quem está mais perto de nós.
- Se nos contentarmos em ser quem somos, nunca seremos o que poderíamos ser.
- Amor também se aprende.
- É bom dizer palavras finais inspiradas, deixando para a posteridade uma ponta de inteligência, nobreza ou sabedoria.
- Não há maior prazer do que satisfazer a ira.
- A vitória tem muitas mães, mas a derrota é sempre órfã.
- Ser derrotado por um subalterno é sempre uma dupla derrota. Já a derrota para um superior é quase um empate, e um empate é quase uma vitória.
- Uma guerra se faz por cobiça, por gula, por soberba, por inveja, por preguiça e até por luxúria, como a de Tróia, mas nunca por ira. A ira é coisa para soldados, não para comandantes.
- … quem ouve essas palavras não quer saber de originalidade, mas de ser amado.
- Se conquistar é difícil, manter a conquista não é fácil.
- Os discursos, tortura que a humanidade inexplicavelmente conserva.
- Viu seu desespero quando percebeu que a morte ia chegar, desespero diante do inevitável, sentimento que, fôssemos regidos somente pela razão, não teríamos, pois se o inevitável é inevitável, de que adianta temê-lo?
- Há tiros que, sem ser de misericórdia, são misericordiosos e nos livram da agonia.
- Quando se deixa de viver passa-se a viver na memória dos outros.

quinta-feira, maio 05, 2005

Ópera do Malandro

Comentário tardio: Fui ver e adorei.
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TERESINHA
O primeiro me chegou
Como quem vem do florista
Trouxe um bicho de pelúcia
Trouxe um broche de ametista
Me contou suas viagens
E as vantagens que ele tinha
Me mostrou o seu relógio
Me chamava de rainha
Me encontrou tão desarmada
Que tocou meu coração
Mas não me negava nada
E, assustada, eu disse não

O segundo me chegou
Como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente
Tão amarga de tragar
Indagou o meu passado
E cheirou minha comida
Vasculhou minha gaveta
Me chamava de perdida
Me encontrou tão desarmada
Que arranhou meu coração
Mas não me entregava nada
E, assustada, eu disse não

O terceiro me chegou
Como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada
Também nada perguntou
Mal sei como ele se chama
Mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama
E me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro
E antes que eu dissesse não
Se instalou feito um posseiro
Dentro do meu coração

14 Days to the Fall

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quarta-feira, maio 04, 2005

xXx 2

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O primeiro era branco e era dado a radicalidades desportivas. O segundo é negro e é dado a radicalidades urbanas. O monocordismo vocal, esse é em tudo semelhante.
Ora bem XXX2 é puro entretenimento e visualmente bem conseguido, embora o argumento tenha várias fraquezas e nenhuma surpresa. O que é que este filme parece? Uma mistura de: James Bond e MTV – Pimp My Ride, tudo passado em Tapada City.
Agora só falta saber quem será XXX3. Será o Frota?

3ª Série

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Já começou a terceira série episódios de uma das melhores produções de televisão de sempre.
Vejam...

terça-feira, maio 03, 2005

Xadrez, Truco e outras guerras, J. R. Torero

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- A ira é um sentimento divino. Deus não mandaria dilúvio, fogo e pestes se não tivesse um bom tanto de ira dentro de si.
- Que seria da vida se não pudéssemos fazer hoje o que fizemos ontem?
- Não é fácil divertir um monarca. Desde pequenos têm tudo e cedo lhes vem o tédio.
- A ira dá-nos agonia quando está presa e alívio quando a libertamos.
- Iria à guerra,. Não por ira aos invasores, mas por amor ao poder.
- Raras vezes nos leva a ira a sábias decisões…
- Iria à guerra. Não por ira aos inimigos, mas por amor ao renome.
- Não iria à guerra por ira ao país vizinho, mas por cobiça de títulos.
- O humor deve ser coisa bem dosada, pois não adianta o termos muito se outros o têm nenhum.
- A ira é para o soldado o que o capim é para o jumento.
- Difícil é resumir os pensamentos e temores da véspera de uma batalha, pois onde há dez mil homens haverá dez mil modos de encarar aquilo que pode ter tantos nomes gloriosos, mas que é, em essência, ir ao encontro da morte.
- … santos, soldados e loucos, se é que vale gastar três palavras para definir três coisas assim tão semelhantes.
- Há uma ira pecaminosa e uma ira santa, uma ira odiosa e uma ira justa, uma ira do Diabo e uma ira de Deus.
- Emoções são preciosas na guerra e é preciso pôr os homens num estado de nervos que seja só nervos.
- Nem sempre se tem a sorte de enfrentar um adversário mais fraco.
- É melhor ser escarnecido sob o céu que louvado sob a terra.
- A morte pode vir por instrumentos diferentes, se bem que isso não faz muita diferença.
- A inveja é a mãe da ira, mas não a única, que a ira tem muitas mães, vários pais e não poucos tios.
- … não há limites para a imaginação de quem ama.
- Uma coisa é sonhar e outra o sonho tornar-se realidade.
- Chegou à conclusão de que a medalha seria melhor, pois, se preciso, ela poderia ser empenhada, sendo ao mesmo temo glória e lucro, lógica que mostra o erro dos que dizem que neste mundo a honra não vale nada.
- Então, duas lágrimas vieram até seus olhos: a da esquerda por ódio aos inimigos, a da direita, por pena dos mortos.

Acho que não gosto de grande coisa

Your Taste in Music:

80's Rock: Medium Influence
80's Pop: Low Influence
90's Alternative: Low Influence
90's Pop: Low Influence
Adult Alternative: Low Influence
Classic Rock: Low Influence

sábado, abril 30, 2005

20 Days to the Fall

Red

You were destined to have a Red Lightsaber.
Red is the color of fire and blood, so it is
associated with energy, war, danger, strength,
power, and determination as well as passion and
desire. You have seen the Strength and Power of
the Dark Side of the Force and have you thirst
for more of it.

What Colored Lightsaber Would You Have?

sexta-feira, abril 29, 2005

De-Lovely

ou a vida musical de Cole Porter
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De-lovely é uma bela história de amor de duas pessoas que viveram, sobretudo, em prol da sua paixão pela música. Cole e Linda Porter viveram mais que uma sentida história de amor, viveram uma história de companheirismo, de aceitação do outro como este é. Mais do que reviver muitos dos grandes êxitos de Porter, este filme assume-se como um grande tributo à garra da sua mulher, que aceitou viver com ele a sua paixão pela música e a sua alegria de viver, mesmo que constantemente afrontada com as traições homossexuais do marido.
O filme celebra o encontro de duas almas gémeas e desenrola-se da única maneira possível, como o musical em que o protagonista é o próprio Porter. Com um magnifica recriação de época, transporta-nos para a magia do musical, que diz a regra: nunca acaba mal, nem com uma balada. Mas como algumas regras são feitas para quebrar, aqui fica a música final.


In the Still Of The Night
In the still of the night
As I gaze from my window
At the moon in its flight
My thoughts all stray to you
In the still of the night
All the world is in slumber
All the times without number
Darling when I say to you
Do you love me, as I love you
Are you my life to be, my dream come true
Or will this dream of mine fade out of sight
Like the moon growing dim, on the rim of the hill
In the chill, still, of the night
Like the moon growing dim, on the rim of the hill
In the chill, still, of the night

Let's Do It (Let's Fall In Love), C. Porter

birds do it,
bees do it
even educated fleas do it
let's do it, let's fall in love
in spain, the best upper sets do it
lithuanians and letts do it
let's do it, let's fall in love
the dutch in old amsterdam do it
not to mention the finns
folks in siam do it
think of siamese twins
some argentines, without means, do it
people say, in boston, even beans do it
let's do it, let's fall in love
romantic sponges, they say, do i
toysters, down in oyster bay, do it
let's do it, let's fall in love
cold cape cod clams, against their wish, do it
even lazy jellyfish do it
let's do it, let's fall in love
electric eels, i might add, do it
though it shocks 'em, i know.
why ask if shad do it
waiter, bring me shad roe.
in shallow shoals, english soles do it
goldfish, in the privacy of bowls, do it
let's do it, let's fall in love

terça-feira, abril 26, 2005

Manual para quem sai à noite

Este manual pode salvar vidas! Por favor use-o.
Causas, efeitos secundários e soluções possíveis derivados do consumo deálcool:

1. Sintoma: Pés húmidos e frios.
Causa: Estás a agarrar o copo com um ângulo incorrecto.
Solução: Vai virando o copo até a parte aberta ficar virada paracima.

2. Sintoma: Pés quentes e molhados.
Causa: Já te mijaste.
Solução: Procura a casa de banho mais próxima e seca-te.

3. Sintoma: A parede à tua frente está cheia de luzes.
Causa: Caíste de costas.
Solução: Posiciona o teu corpo 90º em relação ao chão.

4. Sintoma: Tens a boca cheia de beatas de cigarros.
Causa: Caíste com a fronha dentro do cinzeiro.
Solução: Cospe e enxagua com um bom gin tónico.

5. Sintoma: O chão está desfocado.
Causa: Estás a olhar através de um copo vazio.
Solução: Enche o copo!!!

6. Sintoma: O chão está a mexer-se.
Causa: Estás a ser arrastado.
Solução: Pergunta ao menos para onde é que te estão a levar,casoseja para outro bar está tudo bem, no caso contrário, manifesta-te!

7. Sintoma: Reflexo de caras a olhar para ti através da água.
Causa: Estás no lavatório a tentar ir ao grego.
Solução: Mete o dedo (Na garganta).

8. Sintoma: Ouves as pessoas a falar com um estranho eco.
Causa: Tens o copo na orelha.
Solução: Pára de te armar em parvo.

9. Sintoma: A discoteca mexe-se muito, toda a gente está vestida debranco e a música já começa a ser repetitiva.
Causa: Estás numa ambulância.
Solução: Não te mexas; possível coma alcoólico.

10. Sintoma: O teu pai parece chateado e os teus irmãos olham parati como se não soubessem quem tu és.
Causa: Ups! Casa Errada!!!.
Solução: Pergunta se sabem onde fica a tua.

11. Sintoma: Um enorme foco de luz do disco quase te deixa cego.
Causa: Estás a arrochar no meio da rua e já amanheceu.
Solução: Café e uma boa sorna.

PS: Não guardes esta informação só para ti, partilha-a com os teusamigos,eles hão-de agradecer-te!

sexta-feira, abril 22, 2005

FUNERAL BLUES, W. H. Auden

Parem todos os relógios, desliguem o telefone,
Impeçam os cães de ladrar com um osso apetitoso,
Calem-se os pianos e com ribombares abafados
Tragam o caixão, que as carpideiras chorem.

Que os aviões circulem gemendo sobre nós
Escrevendo no céu a mensagem Ele Está Morto,
Ponham fitas crepe nos pescoços brancos das pombas públicas,
Que os polícias de trânsito usem luvas de algodão preto.

Ele era o meu Norte, o meu Sul, o meu Este e Oeste,
A minha semana de trabalho e o meu descanso de Domingo,
O meu dia, a minha noite, a minha conversa, a minha canção;
Pensava que o amor durava para sempre: estava errado.

As estrelas já não são desejadas; apaguem uma a uma;
Embalem a lua e desmanchem o sol;
Despejem o oceano e varram as florestas;
Pois já nada pode vir a ser bom.

terça-feira, abril 19, 2005

pay attention

There’s so much beauty in the world, and we just can’t see it. We tend to look to the soft lines of a human body and we forget to pay attention to the rough and uncut lines of the scarps that took several thousand years taking its nowadays shape and that will take another several thousand years to change, once more. No, we can’t really perceive the endless changes nature has to offer. We only seem interested in destroying them. We no longer let our world breath. Little by little, we’re suffocating it. Let us mourn our crime.

sábado, abril 16, 2005

Real/Virtual

Há muito que vivo paralelamente em duas versões de mim: a real e a virtual. No quotidiano dos dias que passam sou alguém que vive de acordo com o que as circunstâncias exigem. Aceito o que a vida me dá e tento fazer dela salada de frango. Ou seja, o melhor possível.
Já na minha vida virtual, ou será melhor dizer nas minhas vidas virtuais, sou muitos reflexos daquilo e de como gostaria de ser. Sou a mulher forte e decidida, sensata e empreendedora, sensual e sensível, …, a que almejo. Projecto nesses mundos paralelos o que a não coragem me impede de concretizar neste nosso dia a dia. Aí, não existem barreiras suficientes que me impeçam de arriscar no incerto.
Por isso, se, mesmo que por momentos, o meu olhar vagar para um infinito incerto quer apenas dizer que uma outra eu me ocupa a mente.

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sexta-feira, abril 15, 2005

Construir

A vida é o que acontece enquanto fazemos planos para o futuro. Enquanto esperamos por algo que não sabemos se virá, os dias passam indelevelmente e não retornam. Todo o tempo é gasto na espera e não na construção. É necessário empreender a construção sentida de um projecto. Um projecto que preencha uma vida e lhe dê significado.
Da espera nada advém.

quinta-feira, abril 14, 2005

Desafio Literário

Feito pela Li@

1.Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Infelizmente, no que diz respeito ao Fahrenheit, não posso tecer comentários, porque ainda não passou pela minha apreciação.
Não gostaria de ser um livro, mas talvez passear literalmente por vários.

2.Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?
Apanhadinha??? Não utilizaria a expressão. No entanto, há várias que não me saem da cabeça, nem hão-de sair.

3. Qual foi o último livro que compraste?
Xadrez, truco e outras guerras, José Roberto Torero
(Colecção Plenos Pecados, Editora Objectiva)

4. Qual o último livro que leste?
Uma Casa no Fim do Mundo, M. Cunnhingham
(Autor de As Horas)

5. Que livros estás a ler?
Possessing the secret of joy, Alice Walker
(Autora de A Cor Púrpura)

6. Cinco livros que levarias para uma ilha deserta.
Aqui, concordo como o A. , levaria 5 livros com alguma extensão e que ainda não tenha lido. Isto, se o período de exílio for bem extenso.
A Bíblia
Quixote, de Cervantes
Ulysses, de Joyce
Os outros dois estão em definição, por enquanto.

7.Três pessoas a quem vais passar este testemunho e porquê?
CV , porque consome livros.
Odisseus, por curiosidade.
Sonhadora, porque sim.

Retorno

As nossas mentiras não afectam grandemente o mundo, mas podem destruir o nosso mundo. Mentimos por tantas razões: para não admitir o fracasso, porque a realidade pode não ser tão bonita, para não magoar alguém ou mesmo para o fazer, por vingança, por ignorância. Mas as nossas acções não são inconsequentes. Tarde ou cedo, de algum modo, o seu efeito retorna e na maioria das vezes não com o efeito desejado.

quarta-feira, abril 13, 2005

Fim-de-Semana em Grande

Este fim-de semana foi dedicado ao reencontro de amigos em dois jantares muito, muito divertidos.
Na sexta-feira, jantei com a C., a S. e a V. Elas são na verdade as minhas amizades mais antigas. A C. e a S. foram minhas colegas de turma do 8º ao 11º e a V. juntou-se a nós exactamente nesse ano. No 12º mudei de escola, mas a amizade manteve-se. Seguimos as quatro para a faculdade e até lá, apesar de não estarmos no mesmo curso, mantive como colegas a C. e S. Eu estava em Línguas e Literaturas e elas em Direito. Apesar de vivermos perto, por vezes conseguimos estar meses sem nos ver, mas quando nos juntamos esse tempo nunca parece tanto porque não prejudica a amizade. Quando muito temos mais coisas que o habitual para contar. O que resulta sempre em várias gargalhadas.
No Sábado foi a vez de jantar com a C. e a B. e respectivos conjuges, o R. e o P. Elas foram minhas colegas de faculdade e durante quatro anos partilharam comigo uma das épocas da minha vida que mais gostei. A este grupo falta somente a C. que brevemente estará ao pé de nós outra vez. Já não as via uma há quase um ano e a outra quase há dois, temos somente falado ao telefone. Foi um reencontro fantástico. Elas continuam iguais na sua essencia e fazem-me sempre sentir tão acarinhada e respeitada.
Este foi sem dúvida um óptimo fim-de-semana. Daqueles que nos deixa um sorriso de orelha a orelha de felicidade.

quinta-feira, abril 07, 2005

De Corpo e Alma

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É o novo espectáculo acústico dos Delfins. Numa comemoração de já vinte anos de carreira, o grupo de Cascais decidiu devolver às suas canções a simplicidade das mesmas. É um espectáculo intimista que faz as delícias de quem segue as suas pisadas já há quase tantos anos, como os de existência deles.
Delfins entrou na minha casa pela mão do meu irmão Luís com uma cassete que foi ouvida até à exaustão. Até enjoou. Foi temporariamente banida. Mas depois, ao ouvir novamente ficou em mim também o gosto. E é por isso que vamos sempre juntos aos concertos deles.
Há várias músicas que para mim fazem muito sentido. São exactamente o que sinto ou sentia em determinado momento ou fase da minha vida. Outras, simplesmente as acho bonitas. É por isso que este espectáculo, como todos os outros que assisti, soube a pouco.

quarta-feira, abril 06, 2005

É Oficial!

Pois é, a partir de hoje já podem gozar comigo à vontade, que não me importo. Sim, porque agora é verdade: sou funcionária pública.

terça-feira, abril 05, 2005

Sabedorias

A três de Abril o cuco há-de vir, e se não vier até oito está preso ou morto.

Não planeies demasiado a vida ou podes estragar os planos que a vida tem para ti.

Cuidado com o que desejas, porque pode acontecer.

O problema não é tanto encontrar uma pessoa com quem apeteça dormir, mas sim encontrar uma pessoa com quem apeteça acordar.

“Always look on the bright side of life”

Esta é uma das máximas que sigo na vida: ver sempre o lado positivo das situações. A vida quase nunca se desenrola exactamente como queremos e então há duas opções: ficarmos eternamente insatisfeitos como o que não atingimos ou aprender a apreciar o que temos.
E o que temos é muito mais do que por vezes nos apercebemos. Sinto-me afortunada pelo que tenho. Tenho a minha família que está lá sempre que necessito e sempre me fez sentir amada e acarinhada. O meu pai que é de poucas falas, mas que sempre me deu liberdade para fazer as minhas opções e as aceitou. A minha mãe que me ensinou tantas coisas e me encheu de carinho. Nunca será demais dizer que sinto a tua falta. Os meus manos que mesmo sabendo ser melgas como ninguém são os primeiros a ficar felizes com as minhas conquistas. As minhas cunhadas por termos sabido criar uma amizade cúmplice. Finalmente, last but not least, os meu sobrinhos com quem aprendi o que é realmente a dádiva de amar alguém incondicionalmente e de quem recebi as mais belas declarações de amor.
Tenho também os meus amigos que são fontes diárias de aprendizagem. É com vocês que tenho crescido como pessoa. Obrigado por confiarem em mim para os vossos desabafos. Sabem que apesar não vos estar sempre a telefonar, estou sempre disponível para vocês.
Tenho um trabalho que me permite viver dignamente, tenho boas memórias e tenho bons momentos. Não sou pessoa de muitas ambições.
Sou feliz pelo que tenho, tenho bastante porque tenho o mais importante.
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sexta-feira, abril 01, 2005

A Domadora de Baleias

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Este filme é sobre as pequenas sociedades nativas de estrutura patriarcal e o modo como estas tentam adaptar-se às sociedades modernas e ao papel da mulher no seu seio.
Uma pequena comunidade Maori espera há muito pela vinda de Paikea, o mítico domador de baleias que trouxe o seu povo para a costa da Nova Zelândia. Diz a lenda que Paikea tornará a viver no corpo de um dos membros recém-nascidos da comunidade. Assim, a esperança reside no nascimento do casal de gémeos netos do chefe da comunidade. Mas o destino prega sempre partidas aos homens, e no dia do tão esperado nascimento algo corre mal e só um dos gémeos sobrevive: uma menina. O pai da criança resolve enfrente o poder paternal que parece insensível à sua perda e chama a sua filha de Paikea, nome que deveria ter sido atribuído ao seu irmão.
Entretanto, os anos passam e Paikea é criada pelos avós, criando um laço especial com o seu avô. Mas este, apesar do amor que sente pela neta, não consegue ver nela a encarnação do fundador mítico, o que acaba por conduzir a família a uma situação de conflito. É um filme bastante interessante e com uma temática muito actual. Não só aborda as dificuldades das pequenas comunidades nativas, como também retrata de um modo extremamente sensível e sincero as relações familiares. Especialmente quando nas mesmas se exige algo que os seus membros não conseguem ou podem concretizar, bem como quando não se consegue aceitar que essa concretização não acontece como se idealiza.

Simply Red

Esta é uma das minhas bandas favoritas. Sinto-me bem quando ouço a sua música, esteja eu mais melancólica, bem disposta, com vontade de dançar, a qualquer hora do dia ou da noite.
Tenho todos os álbuns de originais e gosto das diferenças de sonoridade de cada um, por exemplo, o tom mais seventies do “Home”, mais pop do “Stars” ou mais blues do “Blue”. Mas todos eles têm um swing e um cheirinho de reggae que me deixam muito bem.
Fica aqui um pouquinho das minhas músicas favoritas:

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Blue
I'm blue, blue like a Monday morning
Raised up in a way that I can value
All the material things that I could ever really need don't matter
So many ways that I can thank you
But you know that I am here and no-one else in this world will matter

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Every Time we Say Goodbye
Ev'ry time we say goodbye I die a little
Ev'ry time we say goodbye I wonder why a little
Why the gods above me who must be in the know
Think so little of me they allow you to go

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Fairground
And I love the thought of coming home to you
Even if I know we can't make it
Yes I love the thought of giving hope to you
Just a little ray of light shining through

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Home
So fake cool image should be over‘
Cause I long for a feeling of home
Real life, depicted in song
A loving memory
After long, home is a place where I yearn to belong

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Holding Back the Years
Chance for me to escape from all I know.
Holding back the tears.
There's nothing here has grown.
I've wasted all my tears,
Wasted all those years.
Nothing had the chance to be good

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If You Don't Know Me By Now
We've all got our own funny moods
I've got mine, woman you've got yours too
Just trust in me like I trust in you
As long as we've been together it should be so easy to do
Just get yourself together or we might as well say goodbye
What good is a love affair when you can't see eye to eye, oh

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For Your Babies
You've got that look again
The one I hoped I had when I was a lad
Your face is just beaming
Your smile got me boasting, my pulse roller- coastering
Any way the four winds that blow
They're gonna send me sailing home to you
Or I'll fly with the force of a rainbow
The dream of gold will be waiting in your eyes

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Thank you
My souvenirs I hold them and remember
All the days for the rest of my life
Truth is I miss you in all the ways you will imagine
See me, feel me I wanna say

quinta-feira, março 31, 2005





Your Seduction Style: The Dandy





You're a non-traditionalist, not limited by gender roles or expectations.
Your sexuality is more fluid than that - and you defy labels or categories.
It's hard to pin you down, and that's what's fascinating about you.
You have the psychology of both a male and a female, and you can relate to anyone.


quarta-feira, março 30, 2005

Bridget Jones Diary – the Edge of Reason

Que mulher é que nunca se sentiu Bridget Jones? Creio que das várias que conheço, a grande maioria se sente ou já sentiu assim, por isso o primeiro filme teve tanto sucesso.
O que é ser-se Bridget Jones? É sentir que só metemos os pés pelas mãos, que a nossa vida profissional não anda nem desanda, que a idade passa e que as nossas expectativas não se concretizaram, ter a família a melgar que ainda não casámos, ainda não ter encontrado alguém especial, sentir a insegurança tão própria das mulheres em relação ao seu corpo e às suas capacidades. Bridget Jones é a personificação da mulher actual.
E são todas estas características que voltamos a revisitar neste segundo filme e que estão na base dos momentos de humor e das várias peripécias. Não chega a ser tão bom como o primeiro, porque, infelizmente, o factor novidade não existe. A fórmula é repetida com eficácia o que torna o filme um bom momento de entretenimento, mas não chega a surpreender.
O melhor mesmo? Deixar uma réstia de esperança às pobres Brigets de que o nosso Mr. Darcy há-de chegar.
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As Leis da Atracção

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O que tem de bom este filme mediano, sem um argumento inovador e verdadeiramente divertido? Só mesmo a química de ecrã entre os dois actores que dão vida a advogados especialistas em divórcios litigiosos que apesar de se encontrarem em lados opostos se apaixonam irremediavelmente. E é pena que o argumento não peça mais destes excelentes actores que realmente valem mais do que aqui mostram.

terça-feira, março 29, 2005

O melhor da Páscoa

Eu sei que a Páscoa é suposto ser um período de purificação e de abstinência de pecados carnais, mas como é que isso é possível? Eu pequei, foi pena ter sido só em pensamento. Mas uma tarde inteira a ver este moço de perna ao leú não ajudou muito né?
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Quero pecar em carne e osso... ao vivo e a cores... em 3D...

Hoje apetece-me...

Nem sei bem o quê.

quarta-feira, março 23, 2005

A Woman's Worth, A. Keys

You could buy me diamonds, you could buy me pearls.
Take me on a cruise around the world,
Baby you know I'm worth it.
Dinner lit by candles run my bubble bath,
Make love tenderly to last and last,
Baby you know I'm worth it.
Wanna please, wanna keep, wanna treat, your woman right,
Not just do, but to show, that you know, she is worth your time.
You will lose, if you choose, to refuse, to put her first.
She will, if she can, find a man, who knows her worth, mhmn

Cuz a real man knows a real woman, when he sees her.
And a real woman knows a real man, ain't afraid to please her.
And a real woman knows a real man, always comes first.
And a real man just can't deny, a woman's worth.

If you treat me fairly I'll give you all my goods,treat you like a real woman should.
Baby I know your worth it.
If you never play me, promise not to bluff
Ill hold you down when SHIT gets ruff.
Baby I know you're worth it.
She walks the mile, makes you smile, all the while being true.
Don't take for granted the passions that she has for you.
You will lose, if you choose, to refuse, to put her, first.
She will if she can find a man who knows her worth. oh

Cuz a real man knows a real woman, when he sees her.
And a real woman knows a real man, ain't afraid to please her.
And a real woman knows a real man, always comes first.
And a real man just can't deny, a woman's worth.

No need to read between the lines, spelled out for you.
Just hear this song cuz you can't go wrong, when you value
A woman, woman, woman, a woman's worth.

Cuz a real man knows a real woman, when he sees her.
And a real woman knows a real man, ain't afraid to please her.
And a real woman knows a real man, always comes first.
And a real man just can't deny, a woman's worth.

Cherish that woman

Bold & Daring



You Are Bold And Brave




But daring? Not usually?
You tend to like to make calculated risks.
So while you may not be base jumping any time soon...
You are up for whatever's new and (a little) exciting!

sexta-feira, março 18, 2005

Uma Casa no fim do Mundo, M. Cunningham (II)

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Nunca cheguei a perceber se era uma questão de ética ou simples falta de imaginação. Por vezes as duas coisas estão tão intimamente ligadas que se tornam indistinguíveis.
Acabamos sempre por nos transformar nas histórias que contamos sobre nós próprios.
Somos criaturas adaptáveis. É essa a fonte do nosso conforto terreno e, suponho, da nossa raiva silenciosa.
A inesperada desvantagem da visa moderna é a nossa vitória sobre os nossos próprios destinos. Somos chamados a decidir sobre quase tudo e conhecemos minuciosamente as repercussões dos nossos actos.
Se bem que pensamos nos mortos como habitantes do passado, acredito agora que eles vivem num presente infinito.
As pessoas que vão muito ao cinema são geralmente capazes de apreciar a ironia de uma grande variedade de situações.
Julgo que, na extravagância da juventude, oferecemos os nossos afectos facilmente, na falsa convicção de que teremos sempre mais para dar.
… nenhum horizonte está verdadeiramente vazio.
…, mas os mortos são um assunto complicado. Aquilo que têm de mais notável é a sua constância.
Começo a compreender a verdadeira diferença entre a juventude e a idade adulta. Os jovens têm tempo para fazer planos e inventar novas ideias. As pessoas mais velhas têm de investir todas as energias na manutenção daquilo que já foi posto em acção.
As pessoas bem comportadas desconhecem a liberdade de se ser má rés.
… que os mortos nos pertencem ainda menos do que os vivos, que a nossa única hipótese de felicidade – uma hipótese bastante remota – reside na aceitação da mudança.
A minha limitação era a minha própria racionalidade. Eu era demasiado equilibrado, demasiado sensato.
Por vezes a obrigação transformava-se em afecto genuíno, em verdadeira preocupação.
Acho que estávamos à espera de que as nossas verdadeiras vidas começassem. Acho que provavelmente cometemos um erro.
Os simples factos da doença e da morte podem parecer-nos remotos desde que não sintamos o cheio da cal imaculada dos medicamentos. Desde que não vejamos um rosto assumir a cor do barro.
As nossas mentiras não afectam grandemente o mundo.
Existe beleza no mundo, embora seja mais austero do que imaginávamos.
…, eu compreendo que um lar é também um sítio ao qual escapar.
… o hiato entre aquilo que imaginamos e aquilo que podemos, de facto criar.

O Problema do Compromisso

É lugar comum dizer que os homens fogem, tal qual diabo da cruz, da palavra compromisso. E quando digo palavra, quero mesmo dizer palavra (se bem que nem sempre se resume a ela, mas…)
É verdade que não gostam de sentir presos, por isso o truque é esse mesmo: não falar a palavra. Porque de resto a maioria até se comporta como “compromissada”, desde que pense que está livre que nem um passarito.
Deixa-os pensar…

quarta-feira, março 16, 2005

E porque hoje é 4ª...

Let's get loud, let's get loud
Turn the music up, let's do it
C'mon people let's get loud
Let's get loud
Turn the music up to hear that sound

Let's get loud, let's get loud
Ain't nobody gotta tell ya
What you gotta do
If you wanna live your life
Live it all the way and don't you waste it
Every feelin' every beat
Can be so very sweet you gotta taste it
You gotta do it, you gotta do it your way
You gotta prove it
You gotta mean what you say
You gotta do it, you gotta do it your way
You gotta prove it
You gotta mean what you say

Life's a party, make it hot
Dance don't ever stop, whatever rhythm
Every minute, every day
Take them all the way you gotta live 'em ('cause I'm going to live my life)

You gotta do it, you gotta do it your way
You gotta prove it
You gotta mean what you say
You gotta do it, you gotta do it your way
You gotta prove it
You gotta mean what you say
Let's get loud, let's get loud
Turn the music up to hear that sound
Let's get loud, let's get loud
Ain't nobody gotta tell you
What you gotta do

Life is meant to be fun
You're not hurtin' anyone

Nobody loses
Let the music make you free
Be what you wanna be
Make no excuses
You gotta do it, you gotta do it your way
To gotta prove it
You gotta mean what you say
You gotta do it, you gotta do it your way
You gotta prove it
You gotta mean what you say


You Have Good Karma



In general, you like to do the right thing when it comes to others.
Your caring personality really shines through.
Sure, you have your moments of weakness - and occasionally act out.
But, all in all, you're karma is good... even with those few dark sports.

terça-feira, março 15, 2005

Um Casa no Fim do Mundo, M. Cunningham (I)

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Por vezes continua a ser difícil distinguir entre o que aconteceu e o que podia ter acontecido.
Por uns momentos esforçamo-nos por subir no ar, (…), uma fracção de centímetro. Doce glória. É nisto que reside o segredo do voo – temos de o fazer imediatamente, antes que o nosso corpo compreenda que está a desafiar as leis.
Março. Depois do degelo. Atravesso o cemitério a pensar na minha vida infinita.
Continua a tentar superar o hábito de esperar pouco da vida.
Sempre acreditei que é possível chegar ao conhecimento através do bluff.
Passaram-se anos – agora vivemos no futuro, que é muito diferente do que tínhamos planeado.
Os mortos são só pessoas que quiseram as mesmas coisas que tu e eu queremos.
Foi outra lição no processo continuo da minha aprendizagem: como qualquer outra prática ilegal, o amor entre rapazes deve ser tratado como uma trivialidade.
Gostava de pensar que podia mudar a minha vida sem abrir mão das pequenas verdades do dia a dia.
Aos treze anos tomamos demasiadas opções sem pensar nas consequências e no modo como podem arrastar-se pelas décadas.
A fé é para a gente nova. Já li tudo o que havia para ler. Já não sou bonita.
É isto que fazemos. Tentamos construir um futuro a partir das matérias-primas disponíveis.
Não éramos amantes, mas quase. Ocupávamos a esfera superior do amor, onde as pessoas acarinham a companhia e excentricidades umas das outras, onde se querem bem.
A diferença entre os vinte e cinco e os trinta e seis anos é que aos vinte e cinco anos não conseguimos ter um ar patético. A juventude permite-nos tudo. Podemos vestir qualquer coisa, fazer seja o que for ao cabelo, sem deixar de ter um aspecto perfeitamente aceitável. Ainda estamos a tentar definir-nos, por isso não há problema. Mas há medida que os anos passam, começamos a ser atraiçoados pelas nossas ilusões.
Não estava seguro daquilo que sentia e não queria que me pedissem para dar um nome a esses sentimentos. Talvez temesse, ao descreve-los tão prematuramente, esgotar-lhes o potencial para o crescimento e a mudança. Talvez tivesse razão.
Neste mundo não conhecemos necessariamente as pessoas. Principalmente se nos deixarmos distrair pela música e pela passagem das horas.
Ocorreu-me que a morte podia ser uma forma mais remota de participação na história continua do mundo.

sábado, março 12, 2005

O que poderia ter acontecido...

O que poderia ter acontecido é uma incógnita neste universo de incertezas. Poderia ter acontecido tanta coisa e talvez até nada. Não me prendo nessas possíveis possibilidades que não me deixam voar mais longe. Tento vislumbrar o futuro à frente e construir as minhas realidades concretas. Seguir o caminho em frente, sabendo que o passado ao passar ficou para trás e não há volta a trás. O passado é uma pedra sólida na construção da minha vida, um pilar que não se move e que suporta o crescimento em direcção ao futuro.
Assim, tão somente assim.

sexta-feira, março 11, 2005

Príncipe Encantado

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Muito tenho lido sobre o príncipe encantado, a pessoa certa ou errada, a cara-metade, a metade da laranja, enfim, essa pessoa especial que é suposto dar sentido e alegria à nossa vida. Cada pessoa tem a sua opinião cada vez mais desiludida e a sua experiência com alguns tombos pelo caminho. E todas elas têm a sua verdade e a sua validade.
Ainda não encontrei a minha pessoa, talvez até já a conheça, mas ainda não a encontrei. Ou talvez até já a tenha conhecido, mas deixei-a escapar. Será? Na verdade não sei.
Sei apenas que ainda espero… e posso até continuar apenas à espera. Essa pode ser a minha opção. Não sei se a compreendem, mas pelo menos aceitem-na.
Por isso não tenho namorado, porque não quero namorar apenas para dizer que sim e ter alguém para apresentar nas reuniões de amigos e família. É essa a minha opção. E é escusado fazerem insinuações sobre as minhas opções sexuais.
Porque se tenho algum problema ou dificuldade em termos de relacionamentos, e eu sei que não sou exactamente uma pessoa fácil, não se deve ao sexo, mas sim aos sentimentos.
No que diz respeito a uma relação amorosa, tenho dificuldade em estabelecer uma relação de confiança. Não porque me tenham feito algo, mas já assisti a tanta coisa. E não adianta dizerem-me, tens de confiar, não podes ser assim. Eu confio quando tenho um grau de conhecimento das pessoas, e o conhecimento obtém-se com tempo e alguma paciência. Mas hoje em dia ninguém tem paciência. Conhece-se alguém, mas na verdade não se conhece.
Encontra-se alguém e parece que é obrigatório que se parta logo para as trocas de cuspos e de outros fluidos. Pois bem, nesta altura da minha vida não quero partir logo para aí. Podem até chamar-me antiquada, mas reservo-me o direito de conhecer alguém, mas realmente conhecer, antes de partir para outra fase. Não adianta sentirmo-nos atraídos fisicamente por alguém se depois não há mais nada em comum. Talvez para certas pessoas seja suficiente, a mim não me chega. Claro que uma boa queca inconsequente é bom, mas não me chega, quero mais. Já sei que me vão chamar exigente, mas não quero saber. Só pergunto: serei eu demasiado exigente, ou contentar-se-ão vocês com tão pouco. Vão dizer que sou uma iludida, que o seja, sou o conscientemente. Em último caso, sou eu, e só eu, a sentir as consequências.

quarta-feira, março 09, 2005

Beleza comprada

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Recorrer ou não à cirurgia estética como factor primordial na obtenção de auto-estima?
A verdade é que tudo na via é relativo e primeiro temos de aprender a lidar e a aceitar essa relatividade. Depois, olhar para nós e tentar perceber se o que nós não gostamos é um factor puramente estético ou tem implicações em termos de saúde. Penso que é também necessário pensar no que podemos alterar no nosso dia a dia e estabelecer metas tangíveis e realistas. Talvez em ultimo caso, uma cirurgia seja a resposta.
A realidade é que todos nós temos algum tipo de insatisfação com o nosso corpo. Ou somos gordos, ou demasiado altos, ou narigudos, orelhudos, com peitos desproporcionais, etc. são tantas as imprecisões, quantas as pessoas. Afinal, cada cabeça sua sentença.
No meu caso, não me estou a ver fazer uma cirurgia por razões meramente estéticas. Apesar de ter excesso de peso, este não interfere no meu dia a dia. Consigo fazer o que as outras pessoas fazem. Também é verdade que como não faço exercício físico, corridas e outras actividades me deixam um pouco sem fôlego. Mas isto deve-se apenas a uma enorme preguiça da minha parte.
À cerca de seis anos atrás encetei uma dieta, que nem gosto exactamente de chamar dieta, porque não me privei de nada, apenas moderei as quantidades de alimentos digeridos e optei por comer mais vegetais. Mas, por exemplo, quando ia a um jantar ou festa de aniversário, nunca deixei de comer doces ou de comer aquilo que gostava somente pela perda de peso. Aproveitava esses dias para me satisfazer e nos outros moderava. E uma das primeiras consequências foi que deixei realmente de sentir a necessidade de comer as quantidades que anteriormente consumia. O mais chato era por vezes a reacção das pessoas: “só comes isso?”, “ficas realmente satisfeita?”. Sim fico, porque se não ficar como mais, disso não tenham dúvida. E o melhor? No período de cerca de dois anos perdi gradualmente cerca de 10 quilos.
É claro que já ganhei algum desse peso, mas a culpa não foi de ninguém a não ser minha, porque nem sempre tomo os mesmos cuidados que tomei durante esse período. Mas a verdade é que é possível perdermos peso, às vezes com coisas muito simples. Mas é claro que cada caso é um caso, e há pessoas que precisam de mais ajuda. E essa ajuda é por vezes mais de factor psicológico do que físico, porque é necessário uma certa disciplina e calma. Não adianta stressar, porque a única consequência vai ser o aumento de apetite.
No entanto, tenho pensado ultimamente em fazer uma cirurgia, que a fazer terá implicações estéticas, mas não são essas que me motivam. Quem me conhece sabe que tenho um grande nível de miopia, então estou a pensar fazer daqui a dois, três anos uma cirurgia laser para corrigi-la. Mas não é o lado estético que me move, é mesmo o pensar um pouco a longo prazo: se hoje tenho a miopia que tenho, como será daqui a 10, 15, 20 anos, quando, naturalmente, o corpo começara a perder as suas qualidades e consequentemente a miopia piorar? Se minimizar a miopia agora, talvez quando a idade avançar eu ainda consiga ver as coisas que me rodeiam.
CWINDOWSDesktoplionking.jpg
Lion King!


What movie Do you Belong in?(many different outcomes!)
brought to you by Quizilla

terça-feira, março 08, 2005

Serei assim tão diferente das outras pessoas?

De vez em quando sou brindada com alguns adjectivos no mínimo curiosos. Desde croma rara, a extravagante, passando por excêntrica e incluindo ainda trocada. Mas qual é o problema?
Não tenho de ser exactamente igual às outras pessoas e acho que até nem sou, simplesmente tento ser coerente nas minhas acções e nas minhas palavras. E tento, acima de tudo, não fazer as coisas só porque os outros o fazem. Talvez para eles façam sentido certas coisas, mas se para mim não fazem, não o vou fazer. Não sou nem mais, nem menos feliz assim, mas continuo a ser feliz. A felicidade não de mede em quantidade, faz-se de pequenos nadas e eu gosto dos meus pequenos nadas.

Biography Chanel

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A última alteração no ordenamento dos canais da TV Cabo trouxe-me o Biography Chanel. Este é composto por pequenos documentários de cerca de 45 minutos dedicados a personalidades das mais variadas áreas da sociedade, desde as artes, à economia, passando, por exemplo, pela politica.
Tem sido interessante ver alguns destes documentários, apesar da sensação de, por vezes, serem superficiais q.b., mas quando se tenta abranger um público generalista muitos pormenores não são suficientemente aliciantes. Tem sido interessante, sobretudo, porque dada a falta de bons e apelativos programas nos canais generalistas nacionais, o Biography Chanel tem sido uma alternativa didáctica.



You Are:

40% Extrovert / 60% Introvert


You're a bit outgoing, a bit reserved
Like most people, you enjoy being social
But you also value the time you have alone
You have struck a good balance!

sábado, março 05, 2005

O Vale dos Pigmeus, I. Allende

“… enfim, um imenso arsenal de objectos fantásticos para atenuar o medo de viver.”
“pode-se fazer o mal ou o bem. Não há recompensa por fazer o bem, só satisfação na tua alma.”
“a sugestão faz milagres.”
“as crenças próprias chamam-se religião, a dos outros chamam-se superstição.”
“o que falamos é idioma, o que os outros falam é dialecto”
“o que os broncos fazem é arte e o que as outras raças fazem é artesanato.”
“o clima dos trópicos esgotava o corpo e provocava uma pesada indiferença na alma.”
“Mas uma vez começado o ritual da caça, não há tempo para ver a ironia da situação, o caçador e a presa sabem que esta dança só acaba com a morte.”
“Os deuses africanos são mais compassivos e razoáveis que os deuses de outros povos. (…) um dues africano jamais mandaria o seu único filho morrer na cruz para salvar os pecados humanos, que pode apagar com um só gesto. Os deuses africanos não criaram os seres humanos `sua imagem e também não os amam, mas ao menos deixam-nos em paz. Os espíritos, pelo contrário, são mais perigosos, porque têm os mesmos defeitos que as pessoas, são avarentos, cruéis, ciumentos.”
“expressar a sua relação por palavras significava defini-la, estabelecer limites, reduzi-la: não a mencionando, continuava livre e incontaminada.”
“A maior parte das pessoas vive desligada do que é divino e não se apercebe dos sinais, das coincidências, das premonições e dos minúsculos milagres quotidianos através dos quais se manifesta o sobrenatural.”
“… cada ser contribui com a sua experiência para a imensa reserva espiritual do universo. Uns fazem-no através do sofrimento causado pela maldade, outros através da luz que se adquire através da compaixão.”
“… a força do inimigo é também a sua fraqueza.”
“… cada um tem a sua verdade e todas são válidas.”

sexta-feira, março 04, 2005

quarta-feira, março 02, 2005

Supermacia

Há cerca de 2,3 anos fui ao cinema, numa daquelas idas desportivas de ver o que calhasse, e vi o “Identidade Desconhecida – The Bourne Identity”. Não sendo um filme extraordinário, é um filme muito bem feito, com boas prestações, bons pormenores técnicos, uma edição dinâmica e um argumento sem grandes falhas.
Agora vi o “Supermacia – The Bourne Supremacy”. Comparando com o primeiro, não fica nem atrás, nem à frente. As interpretações são boas, pormenores engraçados de edição, mas relativamente ao argumento já deixa algo a desejar. Se no primeiro pouco ou nada de sabia de Jason Bourne, neste vão se sabendo mais pormenores do seu passado, o que dá mais oportunidades a que surjam incoerências. Com estes novos pormenores criou-se foi a oportunidade de uma nova aventura de Jason Bourne em busca da sua identidade. Por isso não se admirem de daqui a pouco surgir, sei lá, “The Bourne Rising” ou “the Bourne truth”, etc.

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Resposta

1- Que horas são?19.35
2- Nome? Dinai
3- Quantidade de velas no teu Último bolo de aniversário? 28
4- Furos nas orelhas? 2
5- Tatuagens? não...
6- Piercings? Não...
7. já foste a África? não...
8- Já te embebedaste? Bem…
9- Amaste tanto alguém que choraste muito por ela? sim1
0- Já estiveste envolvido em algum acidente de carro? Iep.
11- Peixe ou carne? carne
12- Restaurante? Comida, hum…
13 - Cerveja ou Champanhe? Blha para os dois…
14- Lençóis de cama lisos ou estampados? lisos
17- Cor das meias? Consoante o resto do out-fit.
18- Programa de televisão? Filmes e algumas séries
19- Sitio onde te beijem? Vários
20- Feriado favorito? natal
21- Canção que estás a ouvir neste momento? Não sei de quem é…
22- Flor(es)? Está bem, aceito.
23- Tema de conversa detestado? politica
24- Coca-Cola simples ou com gelo? Depende da temperatura exterior
25- Tom ou Jerry? Ambos
26- Disney ou Warner Bros? Ambos
27- Quando foi a tua última visita ao hospital? Sei lá…
28- De que cor e a alcatifa do teu quarto? Soalho flutuante, dah…
29- Como chamavas ao teu ursinho de peluche? Não chamava.
30- Quantas vezes reprovaste no exame de condução ? Nenhuma
31- Onde te vês daqui a 10 anos? Haven’t the slightest idea
32- De que pessoa recebeste o e-mail anterior? Epá, não reparei.
34- Quem dos teus amigos vive mais longe? A Carla, em Guarulhos, SP, Brasil.
35- Hora de dormir? Raramente antes da meia-noite.
36- Quem pensas que vai responder a este e-mail mais rapidamente? ??????????
37- Quantas vezes deixas tocar o telemóvel antes de atender? depende do tempo que demoro a acha-lo.
38- O que tens debaixo do rato do computador? Uma secretária
39- CD? Blue, Simply Red
40- Piores sentimentos do mundo? egoísmo, mentira e maldade
41 - Melhores sentimentos do mundo? amor, amizade, respeito
42- O primeiro pensamento que tens ao acordar? Já?
43- Se pudesses ser outra pessoa quem serias? Estou a gostar de ser eu.
44- Algo que tens sempre posto e que nunca tiras? Óculos. lolol
45- O que tens debaixo da cama? Talvez cotão…
46- Qual o carro dos teus sonhos? Carocha cor-de-rosa descapotável
47- Algo para a pessoa que te enviou este mail? Miga
48- Nome da pessoa que talvez Não te responda? Bués, dahh
49- Aquele que de certeza te responde? Vou pensar…
50- Quem gostarias que te respondesse? TODOS!!!
51- O que dirias a alguém mas não tens coragem? Intrigas-me, vamos tentar algo mais?
52- Que horas são? 19:50

e-mail do Dia

Ontem, ao fazer compras no supermercado, fiquei estupefacto com a variedade da linha de papéis higiénicos Neve.
Segundo o seu fabricante, Neve é um produto sofisticado, destinado as classes A e B. Só se for A de Apaleneirado e B de Bicha, pela quantidade de mariquices anunciadas, como o Neve Ultra, que já vem com alguns opcionais: Alto Relevo de flores, perfume e uma microtextura que, segundo o texto da embalagem, proporciona aos seus felizes utilizadores a "suavidade de uma pétala de rosa".
Perguntar não ofende: alguém já limpou o cu a uma pétala de rosa?
Depois, temos o Ultra Soft Color (mais caro, claro!): de cor laranja vem com extracto de pêssego. Como se o cu distingisse a cor e sentisse o cheiro... Mas, o supra sumo é o Neve Ultra Protection, o top de linha. Este Rolls Royce dos papéis higiénicos, além de conter óleo de amêndoas, que "garante maciez superior e um cuidado maior com a sua pele", na sua delicada fórmula encontramos Vitamina E (!!!).
Esta coisa de cagar e sair com o cu vitaminado é coisa de maricas.
Mande esse e-mail para um amigo(a) de cu sensível.
Eu já fiz a minha parte!!

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Desenrascanço

(impossible translation into English) is a Portuguese word
used to describe the capacity to improvise in the most extraordinary
situations possible, against all odds, resulting in a hypothetical
good-enough solution. Portuguese people believe it to be one of the most
valued virtues of theirs.
Wikipedia, the free encyclopedia


Your Brain is

60.00% Female

40.00% Male


Your brain is a healthy mix of male and female
You are both sensitive and savvy
Rational and reasonable, you tend to keep level headed
But you also tend to wear your heart on your sleeve


sábado, fevereiro 19, 2005

Quartas-feiras

Dantes as noites de quarta-feira no Gringo’s eram noites de aventura, em que tudo podia acontecer, mas em que a diversão era certa. Dançávamos, divertíamo-nos, éramos olhadas, desejadas, assediadas, etc. era fácil sair sempre com um novo número de telemóvel nos nossos contactos. Também éramos mais novas e tudo aquilo fazia sentido. Achávamos que íamos encontrar alguém especial, e mesmo que isso não acontecesse divertíamo-nos com algumas das parvoíces dos homens, bem melhor dizendo, dos rapazes.
Hoje, continuo a divertir-me, continuo a adorar dançar, mas já não tem a mesma piada, já não tem o mesmo sentido. Afinal, não espero mesmo que seja ali que vá encontrar esse alguém especial lá e também já não tenho muita paciência para as várias conversas de engate. Mas continua a divertir-me aqueles olhares de carneiro mal morto que os homens põem quando vêem um par de mamas mais avantajado ou uma loura mais oxigenada e continua a valer a pena dançar a noite toda despreocupadamente.

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

Dia de pesca

Quando éramos crianças, uma vez por outra íamos à pesca. É claro que não pescávamos nada, só o meu pai o fazia, e quando tinha sorte. Nós somente o acompanhávamos e brincávamos.
Em dia de pesca éramos obrigados a ser madrugadores. Às vezes, ainda de noite, a minha mãe ia ao nosso quarto acordar-nos, e nós, a contra-gosto, lá nos levantávamos e, meios ensonados, íamos para a casa de banho. E mesmo já no carro ainda dormíamos o resto da manhã, mas desta vez com o cheiro do farnel que a mãe tinha acabado de preparar.
Quando chegávamos ao rio, não sei muito bem porquê mas os meus pais achavam sempre que era mais seguro ir para o rio, cada uma tirava as suas tralhas do carro e preparávamo-nos para mais 1 dia de brincadeira.
O meu pai lá dispunha o seu material, cana para aqui, linhas, para lá, isco para acolá, e chapéu na cabeça devido à exigência materna. A minha mãe abria a toalha de quadrado vermelhos e brancos no chão e dispunha as várias iguarias trazidas, mas tudo tapado por causa das moscas. Depois era a vez de abrir a cadeira e sentar-se com o seu crochet e enriquecer a colecção de naperons lá de casa. De quando a quando gritava por nós.
E nós lá andávamos em explorações, perseguições, aventuras e perigos imaginários. Mas de preferência em silêncio para não assustar os peixes.
E no final do dia, lá tornávamos a arrumar a tralha toda no carro e, enquanto o meu pai mantinha a atenção na estrada e a minha mãe tagarelava sobre qualquer coscuvilhice de rua, nós íamos pouco a pouco escorregando para o terreno dos sonhos e continuávamos a brincar.

A Pessoa Errada, L. F. Veríssimo

Pensando bem
Em tudo o que a gente vê, e vivencia
E ouve e pensa
Não existe uma pessoa certa pra gente
Existe uma pessoa
Que se você for parar pra pensar
É, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa
Faz tudo certinho
Chega na hora certa,
Fala as coisas certas,
Faz as coisas certas,
Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça
Fazer loucuras
Perder a hora
Morrer de amor
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
Que é pra na hora que vocês se encontraremA
entrega ser muito mais verdadeira
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoacerta
Essa pessoa vai te fazer chorar
Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas
Essa pessoa vai tirar seu sono
Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível
Essa pessoa talvez te magoe
E depois te enche de mimos pedindo seu perdão
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado
Mas vai estar 100% da vida dela esperando você
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo
Porque a vida não é certa
Nada aqui é certo
O que é certo mesmo, é que temos que viver
Cada momento
Cada segundo
Amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo,querendo,conseguindo
E só assim
É possível chegar àquele momento do dia
Em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"
Quando na verdadeT
udo o que ele quer
É que a gente encontre a pessoa errada
Pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente...

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

CSI Miami

1- Será impressão minha ou lembra muito o “NYPD”? (pergunta retórica, ok)
2- A personagem do Adam Rodriguez é loura burra, como no “Roswell”?
3- Para quando o CSI NY com o Gary Sinise?

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Durante a infância e a adolescência vamos tecendo sonhos para a nossa vida futura. Mas quando chegamos a certos momentos não podemos deixar de evitar relembrar esses sonhos com nostalgia e alguma tristeza.
A verdade é que nesses momentos dourados de adolescência, não pensei vir a encontrar me onde e como estou. Nessa época dourada imaginava-me noutra realidade, noutra dimensão.
A concretização está ainda por vir. Espero apenas não complicar demasiado as possibilidades futuras e assim afastar irremediavelmente essa concretização.

A esta altura pensei estar casada, a criar a minha própria família, com a ajuda da minha mãe e quem sabe da sogra. No entanto, não casei, ainda não tenho filhos, e, infelizmente, não poderei contar com a minha mãe, que já me foi roubada.
Há momentos em que, como agora, me sinto triste por não ter um amor que me abrace, alguém que me chame mãe. E nem sequer me posso refugiar nos braços da minha mãe para chorar algumas lágrimas. Posso somente ouvir um eco ténue e longínquo das suas palavras: deixa lá, tudo se há-de ajeitar.
Mas mãe… queria tanto que hoje estivesses aqui. Preciso do teu colo.
Hoje a minha memória do teu sorriso não é suficiente. Visita-me esta noite em sonhos e diz-me, por favor, que tudo vai correr bem. Senta-te no sofá da sala e deixa-me deitar a cabeça no teu colo, preciso fechar os olhos e sentir a tua mão na minha cabeça.
Visita-me esta noite num sonho meu…

“As Pessoas Grandes São Mesmo Esquisitas”

Próximas Datas
26 Fev., 21H30m, Salão Paroquial Igreja de Stª Maria, Agualva Cacém
27 Fev., 16h, Paroquial Igreja de Stª Maria, Agualva Cacém
12 Mar., 16h, UPVN, Venda Nova
13 Mar., 11h, Auditório António Silva, Cacém
20 Mar., 11h, Auditório António Silva, Cacém
03 Abr., 16h, Ass. Nova Morada, Oeiras
23 Abr., 16h, Casa da Juventude, Tapada das Mercês
15 Maio, 16h, Salão Paroquial Igreja de Stª Maria, Agualva Cacém
04 Jun., 16h, Salão Bombeiros Voluntários Agualva-Cacém
05 Jun. 16h, Salão Paroquial Igreja de Stª Maria, Agualva Cacém

Era uma vez o espaço

Lá em cima, há planicies sem fim
Há estrelas que parecem correr
Há o sol e a vida a nascer
Nós aqui sem parar numa terra a girar

Lá em cima, há um céu de cetim
Há cometas, há planetas sem fim
Galileu teve um sonho assim
Há uma nave no espaço, a subir passo a passo

Lá em cima pode ser o futuro
A alegria, vamos saltar o muro
E a rir, unidos num abraço
Vamos contar uma história
Era uma vez... o Espaço

Lá em cima, já não há sentinelas
Sinfonia toda feita de estrelas
Uma casa sem portas nem janelas
E se estenderes o braço e tu estás no espaço!

Paulo de Carvalho

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

entrancing
You have an entrancing kiss~ the kind that leaves
your partner bedazzled and maybe even feeling
he/she is dreaming. Quite effective; the kiss
that never lessens and always blows your
partner away like the first time.


What kind of kiss are you?
brought to you by Quizilla

Gothika


É um filme de suspense falhado de tão previsível a sua sequência e conclusão. Ao abordar temas como pedofilia, abuso, violação e snuf movies, este último um território não muito explorado ainda no cinema comercial, apenas retiramos de bom o excelente desempenho de Halle Berry. É pena o argumento não ser mais coerente, este entra inclusive em contra-senso com a mensagem do filme.
“Não podemos confiar em alguém que nos considera loucos” é o slogan do filme e vemos a protagonista a ver espíritos/fantasmas, mas depois a conclusão é tão terrena, como se não houvesse sobrenatural.

terça-feira, janeiro 25, 2005

Convite "As Pessoas Grandes São Mesmo Esquisitas"


A partir de uma adaptação do célebre conto "O Principezinho", de Antoine de Saint-Exupéry, criámos um pequeno "livro de viagens" que nos mostra como as pessoas grandes conseguem ser mesmo esquisitas, sem se aperceberem disso.

A nossa viagem começa com o regresso do Príncipe ao seu planeta, onde tinha deixado a Rosa sozinha, durante um ano inteirinho... e ela vai querer saber o que lhe aconteceu durante esse tempo todo!

Apesar de direccionado para um público mais infantil, é um espectáculo para todas as idades. Não temos todos uma criança sonhadora dentro de nós?

A estreia é no próximo domingo, 30, pelas 16 horas, no Salão da Igreja de Santa Maria de Agualva (sítio do costume).

Em Março (dias 13 e 20), estaremos no Auditório Municipal António Silva (Shopping Flores, Cacém), com sessões às 11h.


Ficha Técnica e Artística:
Encenação e Produção: Alexandra Amaro e Sandra Ferreira
Interpretação: Adelaide Bernardo, Alexandra Amaro, Ana Silva, Filipe Custódio, Nuno Quintão, Raquel Paz, Rute Palmeiro, Sandra Ferreira, Sara Pereira, Susana Ferreira
Contra-Regra (Staff): Susana Pereira
Coreografia: Alexandra Amaro
Cenografia: Rute Palmeiro, Susana Pereira
Figurinos: Adelaide Bernardo
Luminotecnia e Sonoplastia: Nuno Passadinhas, Pedro Pereirinha, Ricardo Simões
Fotografia: Nuno Passadinhas


sábado, janeiro 22, 2005

Eu também fui uma Buchholz’s browser

Percebo agora que faço parte de uma comunidade que deve muita da sua (in)formação a esta livraria situada no coração de Lisboa. Não fiz parte dos seus leitores mais duradouros, nem fiéis, nem mais investidores. A minha ligação à Buchholz durou quatro anos, os mesmos da minha licenciatura, e deveu-se, devo confessar, sobretudo à proximidade física da Universidade e da livraria. Afinal, era só subir a rua.
Mas alguns dos livros que lá descobri, alguns por obrigação, outros por gosto, fazem parte da minha formação e do meu imaginário: Wuthering Heights, Hawk Moon & Motel Chronicles, Paroles, Orfeu Rebelde… Foram vários.
A verdade é que gostava nas horas livres ou nos furos inesperados de deambular no seu tablado e percorrer as lombadas dos livros expostos. E, não dependesse eu monetariamente dos meus pais, teria feito grandes desfalques àquelas prateleiras. Mas, enfim, recordo esse período como sendo de uma grande descoberta e parte dela foi retirada dessa bela instituição denominada Buchholz. Obrigada!

O Quinteto da Morte


Uma vez mais os irmãos Cohen demonstram o seu fascínio pelo sul norte-americano e as suas contradições: o sotaque, a simpatia, a coscuvilhice, o racismo. A isto mistura-se um pouco de Edgar Allen Poe: a sua ironia, a sua busca pelo crime perfeito, que se faz a partir de dentro e não deixa pistas, a justiça poética. Depois, junta-se um grupo de caricatas personagens lideradas por um excelente Tom Hanks, num impecável trabalho de composição. O resultado? Mais uma hilariante demonstração do trabalho dos irmãos Cohen, na linha do “Irmão, onde Estás?”

quinta-feira, janeiro 20, 2005

Esboço de Lucinda

O tempo é agreste como as pessoas. Não sei mesmo quem molda o quê. Sei apenas que aqui tudo é agreste. Sempre foi.
A terra não produz como precisamos e as mulheres da família são tão estéreis como este chão que piso. A terra dá-nos ervas daninhas e as mulheres desta família geram apenas mulheres. Seres que só servem para abrir as pernas e afogar as necessidades dos homens. Para manter uma casa quente e em ordem. Servir de dia e de noite.
Mal amanhadas, mal cultivadas, as terras e as mulheres da família submetem-se aos seus donos e vão sobrevivendo na aridez.

Tentei agarrar-me a esta terra. Compreendo-a. Nunca fomos compreendidas. Mas ela já não me segura. Compreendo-a. Como podemos gerar se os nossos rebentos nos são roubados. Roubam-nos os nossos filhos, ceifam a nossa vida. Tiraram-me a minha filha. Que sou má mãe. Nunca me deixaram ser. Roubaram-me tudo, a minha terra, a minha filha. Resta-me apenas voltar ao pó.

Música em 2004



Vertigo, U2






"The night is full of holes
Those bullets rip the sky
Of ink with gold
They twinkle as the boys play rock and roll"

In 2004 you partied so hard... you forgot how to count.

terça-feira, janeiro 18, 2005

OH, Diz-me a Verdade sobre o Amor, W. H. Auden

Alguns dizem que o amor é um rapazinho,
E outros dizem que é um pássaro,
Alguns dizem que faz girar o mundo,
E outros afirmam que é um absurdo,
E quando questionei o meu vizinho do lado,
Que tinha cara de entendido no assunto,
A mulher ficou bastante irritada,
E disse que ele não servia.

Será que se parece com um par de pijamas,
Ou com um presunto pendurado num hotel?
Será que o seu odor é parecido com o dos lamas,
Ou terá um cheiro reconfortante?
É espinhoso como uma sebe?
Ou suave como um ederdon fofo?
É afiado ou suave nas suas extremidades?
Oh, diz-me a verdade sobre o amor?

Os nossos livros de história referem-se a ele
Em pequenas notas criticas,
É um tópico bastante comum
Nos barcos transatlânticos;
Já encontrei o assunto mencionado
Em Relatos de suicídio
E até já o vi escrito
No verso de guias de comboios.

Será que uiva como um alsaciano esfomeado,
Ou soa como uma banda militar?
Pode-se fazer uma imitação de primeira categoria
Numa serra ou num Steinway Grand?
Será que o seu canto em festas parece um motim?
Será que só gosta de coisas clássicas?
Parará quando quisermos que esteja quieto?
Oh, diz-me a verdade sobre o amor?

Espreitei dentro de uma casa de verão,
Nunca lá tinha estado
Já experimentei o Tamisa em Maidenhead,
E no afluente de Brighton,
Não sei o que o melro cantou,
Ou o que a tulipa disse;
Mas não estava na capoeira,
Nem debaixo da cama.

Consegue fazer caretas extraordinárias?
Enjoa-se facilmente ao mínimo movimento?
Será que passa todo o seu tempo nas corridas?
Ou a tocar com peças de corda?
Terá opiniões próprias sobre o amor?
Terá patriotismo suficiente?
As suas histórias são vulgares mas engraçadas?
Oh, diz-me a verdade sobre o amor?

Quando vier, virá sem aviso,
Tal como estou a mexer no nariz?
Baterá à minha porta de manhã,
Ou pisar-me-á os pés no autocarro?
Virá como uma mudança no tempo?
O seu cumprimento será cortês ou rude?
Ou alterará a minha vida por completo?
Oh, diz-me a verdade sobre o amor?

True

True Love
What Type of Lover Are You?
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sábado, janeiro 15, 2005

Era uma Vez… Um Pai


Mais uma vez, Kevin Smith volta a juntar o seu gang para uma incursão cinematográfica. Desta feita, oferece-nos uma história mais tradicional, dentro dos cânones da comédia romântica, mas sem deixar de nos brindar com algumas pérolas do seu habitual humor cáustico.
No que diz respeito ao enredo propriamente dito, este fica muito aquém de outros Kevin Smiths. Um jovem publicitário de sucesso (Ben Affleck – e quem mais poderia ser?) vê a sua fulgurante carreira acabar de um momento para o outro após a morte da sua esposa ao dar à luz. Deste modo, vê-se obrigado a voltar à sua terra natal, New Jersey (o título original é Jersey Girl), e a voltar a viver com pai, que o ajudará a criar o rebento. Passados sete anos, vê-se confrontado com a escolha entre voltar à sua carreira de publicitário ou aceitar a vida simples que tem, mas de grande amor e cumplicidade familiar. Em linhas gerais, esta é a história e não se vislumbra nela grandes rasgos de originalidade, como, por exemplo, em Dogma, para mim o mais bem conseguido filme deste realizador.
Mas, mesmo assim, reconhecemos a sua criatividade em alguns diálogos absolutamente deliciosos, principalmente entre a personagem de Affleck e de Liv Taylor, uma empregada de clube de vídeo que despertará nele alguns sentimentos mais libidinosos e não só. Bem como a cena de participação dos membros do gang Jason Lee e Matt Damon, numa hilariante entrevista de emprego, e um diálogo com Will Smith.
No seu todo, é apenas razoável, salvando-se alguns excertos muito bem conseguidos. É o que dá Kevin Smith ter elevado a fasquia e agora não a ter conseguido superar. Seja como for, esperamos por mais.

XXX – Missão Radical


Desportos radicais e espionagem são o mote para este filme protagonizado por Vin Diesel, que de futuro muito dificilmente se desvinculará do cinema de acção. Sobretudo porque o seu físico a sua dicção, digamos monocórdica, não parecem muito adaptáveis a outros géneros.
Em termos de enredo, temos Xander (Diesel), um praticante de desportos radicais com algumas contravenções às costas que se vê obrigado por um agente do governo americano (Samuel L. Jackson) a participar numa missão de espionagem no Leste europeu. E lá vemos o nosso herói a rumar para terras geladas, a entrar no covil de uma máfia russa, a envolver-se com uma bela agente infiltrada (Ásia Argento), e a salvar o mundo de uma contaminação víral. Tudo coisas normais na vida de um herói.
É um filme de puro entretenimento, sem grandes novidades, na tradição de 007.

sexta-feira, janeiro 14, 2005

O Olhar de Sofia

Sofia olha pela janela. Os seus olhos permanecem sobre a sua desinteressante e velha rua. Há muito que já não acontece algo de novo naquele local. São sempre os mesmos prédios, as mesmas cores esbatidas, os mesmos rostos inócuos dos mesmos vizinhos anónimos, a mesma letra desaparecida do nome do café.
Sofia prende-se nos pormenores tristes. Os cães famélicos com olhares vagos e inconsequentes, que nem a morte procura através de um carro descuidado em maior velocidade. As manchas negras nas esquinas a que o vento leva o cheiro fétido - o mesmo que se concentra nas arcadas – batidas e escuras. O carro anteriormente vermelho abandonado - não se sabe se há meses ou anos - e em que a ferrugem vai vencendo a batalha da cor. Debaixo, uma plantação de ervas variadas, outrora sementes soltas ao vento que aqui encontraram o seu porto de abrigo, a sua prisão perpétua. Sementes rebeldes que se quedaram para descansar e ganharam parcas raízes.
Sofia observa o maltratado rosto do Sr. Zé. É difícil perceber o que mais o agrediu, se o tempo, se a bebida. É mesmo impossível dizer se esta serviu sequer para afogar alguma mágoa ou é simplesmente um mar que se vai enchendo copo a copo. As suas feições são quase imperceptíveis, é um esforço hercúleo tentar definir os seus traços.

Amores Possíveis


Mais um resultado do recente cinema brasileiro, este filme conta-nos uma história, como o título indica, de amores possíveis. Tudo começa há 15 anos atrás, quando Carlos (Murilo Benicio) espera por Júlia (Carolina Ferraz) à porta do cinema. Volvidos esses anos, a vida pode levar imensos rumos. Talvez ela tenha aparecido, talvez não. Talvez tenham sido felizes, talvez não. 15 anos depois observamos três Carlos e três Júlias em três vidas diferentes, em três amores possíveis.
Para quem se lembra de “instantes Decisivos”, com a Gwyneth Paltrow, a ideia subjacente é semelhante, mas enquanto nesse as duas realidades apresentadas se dirigem para uma mesma resolução, aqui as realidades têm apenas um ponto inicial comum e finais diferentes.
É um interessante exercício sobre como a vida se pode desenrolar em várias direcções sem que qualquer uma delas seja propriamente errada. Apenas há que fazer escolhas e saber viver com elas.

quinta-feira, janeiro 13, 2005

A minha, a tua verdade

a minha, a tua verdade
o encontro
os (des)encontros
as separações
as nossas verdades
os nossos ódios
os nossos amores
as nossas frustrações
os medos, os receios.

quarta-feira, janeiro 12, 2005

tão raras as vezes
depende a morte
da vontade própria.

Cândida

Cândida acredita que o mundo é como é. Aceita-o sem questionar os seus acontecimentos e as suas misérias. Deixa-se guiar pelos desígnios da Grande Mão e segue na vida recebendo as alegrias e as dores numa estóica aceitação do destino.
Destino. É o destino e não há nada a fazer! Só resta vivê-lo. Cândida vive-o dia a dia com um sorriso afável. Quem por ela passa, não vê o que o seu coração sofreu e ainda sofre com as angústias da vida.
Vinte anos de pancada aceites submissamente, com o choro calado e o corpo fragilizado. Cândida sobreviveu porque as coisas são assim e a natureza do homem não muda. Assim como não muda a natureza dos animais e das bestas.
Até a Grande Mão acabou por findar o castigo e levou o seu carrasco. Se para o céu ou para o inferno não sabe, porque não era mau, apenas tinha as suas coisas. E os homens são assim.
As feridas sararam por fora, pouco a pouco. Mas, por dentro, o seu corpo torturado durante anos começou a ceder. A ceder ao cansaço e ao alívio do medo. Foi baixando as suas defesas.
E pouco a pouco, a doença foi encontrado espaço para crescer, minando as células incautas que encontrou pelo caminho. Cândida foi perdendo as forças e o vigor já tão devastado e aceitou o ataque impiedoso da doença que não se compadece com quem não lhe dá luta.
E candidamente se foi…

terça-feira, janeiro 11, 2005

Desabafo

Na verdade, sou uma miúda bastante insegura. E é esta insegurança que faz com que me considere ainda uma miúda. É uma insegurança que procuro combater, mas que ainda não consegui vencer. Será que, como se diz, consciencializar-me do facto é já um passo em frente?
Esta insegurança acontece quer a nível profissional, quer a nível pessoal. Se a nível profissional julgo que vou conseguindo contornar a questão, porque há tarefas a fazer e estas vão sendo feitas, a nível pessoal sinto-a ainda mais.
Muitas pessoas que me conhecem, não acreditarão nestas palavras. Porque o que vêem é uma máscara de auto-estima e independência que foi desenvolvida ao longo de vários anos. Mas, no fundo, esconde-se muita fragilidade. Fragilidade que raras vezes consigo verbalizar oralmente e somente em alguns momentos consigo pôr por escrito.
Não é fácil admitir que não somos aquilo que queremos ser. Como também não é fácil explicar como realmente somos, sem baixar defesas que foram sendo laboriosamente erguidas. Porque não somos tão fortes, porque somos carentes, porque somos tão pequeninos? E porque passamos tanto tempo e nos empenhamos demasiado em não o mostrar?
Podemos sempre dizer que somos fruto de uma cultura, de uma sociedade que nos impele a que sejamos algo ou alguém de importante, descurando sempre o pequeno e os bastidores. Talvez em parte até seja isso… porque criamos em nós uma imagem daquilo que gostaríamos de ser e nem sempre o conseguimos atingir.
Tinha vários sonhos que fui deixando pelo caminho e porquê? Simplesmente porque não soube lutar por eles, não soube procurar uma forma de os tornar reais, não soube ultrapassar os olhares de “tontices” que me eram dirigidos quando os dizia. Talvez alguns fossem mesmo tontices (talvez ganhar um Oscar seja um pouco complicado), mas ser crítica de cinema é um objectivo mais facilmente atingível, não é?
Então porque é que não lutei veementemente por ele e me acovardei diante desse sonho. Porque não confio nas minhas capacidades e paraliso diante de certas possibilidades? O que é que me impede de enviar para certos media algumas das minhas críticas. Porque tenho medo da recusa e tenho medo de não conseguir ser como gostaria de ser. Chego à conclusão de que tenho medo de não corresponder à imagem que criei.
Também a nível pessoal me acovardo. Durante muito tempo vivi essa insegurança, transformando-a numa culpa pertencente ao sexo oposto que era incapaz de compreender e ver as minhas potencialidades. Custou muito perceber que na verdade nunca dei grandes oportunidades a quem quer que fosse. Que na realidade a culpa não era do sexo oposto (se bem que alguns espécimes deixavam realmente muito a desejar). Mas na verdade, que culpa tinham eles de serem sempre comparados (sem o saberem, claro) à imagem que eu criei do que seria o meu príncipe encantado?
Só que as pessoas são reais. São de carne e osso e têm as suas qualidades e defeitos e tenho de aprender a apreciá-las só por isso, e não por nenhuma imagem que eu tenha criado. Isto é também admitir que estou muito longe de uma qualquer perfeição. Sou só uma miúda normal.
Mas estou a aprender a ver as pessoas por elas mesmo, principalmente uma pessoa em especial, e estou a gostar. E um destes dias terei a coragem suficiente para o dizer a quem de interesse.

sexta-feira, janeiro 07, 2005

So much older

I've grown older,
Older than I ever thought,
Older than the numbers that give away my age.
Old with no wrinkles to prove it.
It's all in the soul.
Wared out by events,
But mostly by me.
This old age in my shoulders,
Above all, in my eyes
Whose bright has gone.
Hidden in dreams
Gone every morning,
Awaken to every sunshine
But absent from its warmth.
I've grown older
So much older than I hoped for.
Sitting in a corner
Watching these same walls
And no will to carry on,
To fight for.
I've grown so much older
Than I'll ever be
My body won't catch up my rovering soul.
Waste in this youth I carry outside.
What made me grow so old?
Why can't time go back,
To the youth I felt inside,
To the happiness I lived,
To the paradise I was in?
Why, my youth, have you grown so much older?
27/01/03

É a vida...



Qual prostituta cinematográfica você é?

Sou uma Estrela



You Are From the Sun



Of all your friends, you're the shining star.
You're dramatic - loving attention and the spotlight.
You're a totally entertainer and the life of the party.
Watch out! The Sun can be stubborn, demanding, and flirty.
Overall, you're a great leader and great friend. The very best!

quinta-feira, janeiro 06, 2005

Nunca um beijo

O meu sonho dói no acordar
na ausência de ti
sinto o amargo
da ilusão desfeita.
Nunca houve um beijo
nunca uma troca de olhares
nunca o teu calor me teve
foram segundos de ti
que se escaparam no raiar do sol.
Na noite te tive
no dia te perdi.
fica a lembrança
de um beijo doce
desejado que me deste,
somente um sentir ausente
baixo os olhos em pesar
por mais uma ilusão sentida.

Daughter, P. Jam

You guys ready...

Alone... listless... breakfast table in an otherwise empty room
Young girl... violins... center of her own attention
The, mother reads aloud, child, tries to understand it
Tries to make her proud

The shades go down, it's in her head
Painted room... can't deny there's something wrong...

Don't call me daughter, not fit to
The picture kept will remind me
Don't call me daughter, not fit to
The picture kept will remind me
Don't call me...

She holds the hand that holds her down
She will...rise above...ooh...oh...
Don't call me daughter, not fit to
The picture kept will remind me

Don't call me daughter, not fit to be
The picture kept will remind me
Don't call me...The shades go down
The shades go, go, go...

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Indagação

Nas sombras da minha mente tecem-se histórias atrás das quais me evado. Saio daqui e sigo na peugada dessas personagens. Sigo-as, escondida, e passo despercebida. Desconfiarão elas que são apenas inventadas?
Ou iludo-me julgando-me real?

Resoluções de Ano Novo?

É normal nesta altura dos acontecimentos fazerem-se avaliações do que correu bem e menos bem durante o ano. É também hábito tecer-se uma lista de resoluções de ano novo com o objectivo de se evitarem erros antigos e mudar aspectos menos apetecíveis na nossa vida.
Pois bem, há já uns poucos de anos que me deixei de fazer essa lista, seja ela composta de intenções prosaicas, como deixar de roer as unhas, ou resoluções mais complexas, simplesmente porque não é uma passagem de ano que vai alterar nada.
As mudanças de comportamento e de atitude existem quando se tornam imperiosas ou quando já a postura anterior já não faz sentido. E nós mudamos quando a vida nos obriga a isso.
Já sei de antemão que a minha vida vai ter bastantes mudanças ao longo deste ano. A começar pelo facto de que saírei do trabalho onde estou a partir de Julho. Depois é claro que mudará muita coisa. Mudará o trabalho, mudarão os colegas, mudarão os horários, terão de ser feitos outros ajustes.
É claro que gostaria que acontecessem várias coisas este ano que não aconteceram no ano passado. Coisas que gostaria de ter feito e não fiz. Como aquela ida ao Fantas ou aquele beijo que não roubei, e talvez já seja tarde demais para o fazer, ou até que as minhas inseguranças fossem dar uma volta.
Mas o que tiver de acontecer, acontecerá, por isso vamos lá viver a vida a cada momento. E se não acontecer tudo que queríamos, que saibamos pelo menos aproveitar o que for acontecendo.

Aderi ao Tunning


quinta-feira, dezembro 30, 2004

Um Ano! Obrigada!

Pois é! Quase num piscar de olhos, volveu-se um ano de escrita na blogosfera. Tem sido uma experiência engraçada e motivante, para mim que sempre gostei destas coisas da escrita, mas que nunca tinha ousado mostrar nada a alguém. Sempre tive uma espécie de diário, onde escrevia as mais variadas coisas, muito semelhante ao blog. Mas expor esses escritos a outros, mais ou menos conhecidos, foi uma experiência nova. E tem sido compensadora. Especialmente quando notamos que alguém se dá ao trabalho de nos visitar regularmente e, mais ainda, comentar. Quer dizer que o que dizemos não é nem totalmente errado nem inócuo. A todos esses visitantes eu agradeço a atenção dispensada e marco encontro durante os próximos meses e anos. Obrigada.