quarta-feira, março 23, 2005

A Woman's Worth, A. Keys

You could buy me diamonds, you could buy me pearls.
Take me on a cruise around the world,
Baby you know I'm worth it.
Dinner lit by candles run my bubble bath,
Make love tenderly to last and last,
Baby you know I'm worth it.
Wanna please, wanna keep, wanna treat, your woman right,
Not just do, but to show, that you know, she is worth your time.
You will lose, if you choose, to refuse, to put her first.
She will, if she can, find a man, who knows her worth, mhmn

Cuz a real man knows a real woman, when he sees her.
And a real woman knows a real man, ain't afraid to please her.
And a real woman knows a real man, always comes first.
And a real man just can't deny, a woman's worth.

If you treat me fairly I'll give you all my goods,treat you like a real woman should.
Baby I know your worth it.
If you never play me, promise not to bluff
Ill hold you down when SHIT gets ruff.
Baby I know you're worth it.
She walks the mile, makes you smile, all the while being true.
Don't take for granted the passions that she has for you.
You will lose, if you choose, to refuse, to put her, first.
She will if she can find a man who knows her worth. oh

Cuz a real man knows a real woman, when he sees her.
And a real woman knows a real man, ain't afraid to please her.
And a real woman knows a real man, always comes first.
And a real man just can't deny, a woman's worth.

No need to read between the lines, spelled out for you.
Just hear this song cuz you can't go wrong, when you value
A woman, woman, woman, a woman's worth.

Cuz a real man knows a real woman, when he sees her.
And a real woman knows a real man, ain't afraid to please her.
And a real woman knows a real man, always comes first.
And a real man just can't deny, a woman's worth.

Cherish that woman

Bold & Daring



You Are Bold And Brave




But daring? Not usually?
You tend to like to make calculated risks.
So while you may not be base jumping any time soon...
You are up for whatever's new and (a little) exciting!

sexta-feira, março 18, 2005

Uma Casa no fim do Mundo, M. Cunningham (II)

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Nunca cheguei a perceber se era uma questão de ética ou simples falta de imaginação. Por vezes as duas coisas estão tão intimamente ligadas que se tornam indistinguíveis.
Acabamos sempre por nos transformar nas histórias que contamos sobre nós próprios.
Somos criaturas adaptáveis. É essa a fonte do nosso conforto terreno e, suponho, da nossa raiva silenciosa.
A inesperada desvantagem da visa moderna é a nossa vitória sobre os nossos próprios destinos. Somos chamados a decidir sobre quase tudo e conhecemos minuciosamente as repercussões dos nossos actos.
Se bem que pensamos nos mortos como habitantes do passado, acredito agora que eles vivem num presente infinito.
As pessoas que vão muito ao cinema são geralmente capazes de apreciar a ironia de uma grande variedade de situações.
Julgo que, na extravagância da juventude, oferecemos os nossos afectos facilmente, na falsa convicção de que teremos sempre mais para dar.
… nenhum horizonte está verdadeiramente vazio.
…, mas os mortos são um assunto complicado. Aquilo que têm de mais notável é a sua constância.
Começo a compreender a verdadeira diferença entre a juventude e a idade adulta. Os jovens têm tempo para fazer planos e inventar novas ideias. As pessoas mais velhas têm de investir todas as energias na manutenção daquilo que já foi posto em acção.
As pessoas bem comportadas desconhecem a liberdade de se ser má rés.
… que os mortos nos pertencem ainda menos do que os vivos, que a nossa única hipótese de felicidade – uma hipótese bastante remota – reside na aceitação da mudança.
A minha limitação era a minha própria racionalidade. Eu era demasiado equilibrado, demasiado sensato.
Por vezes a obrigação transformava-se em afecto genuíno, em verdadeira preocupação.
Acho que estávamos à espera de que as nossas verdadeiras vidas começassem. Acho que provavelmente cometemos um erro.
Os simples factos da doença e da morte podem parecer-nos remotos desde que não sintamos o cheio da cal imaculada dos medicamentos. Desde que não vejamos um rosto assumir a cor do barro.
As nossas mentiras não afectam grandemente o mundo.
Existe beleza no mundo, embora seja mais austero do que imaginávamos.
…, eu compreendo que um lar é também um sítio ao qual escapar.
… o hiato entre aquilo que imaginamos e aquilo que podemos, de facto criar.

O Problema do Compromisso

É lugar comum dizer que os homens fogem, tal qual diabo da cruz, da palavra compromisso. E quando digo palavra, quero mesmo dizer palavra (se bem que nem sempre se resume a ela, mas…)
É verdade que não gostam de sentir presos, por isso o truque é esse mesmo: não falar a palavra. Porque de resto a maioria até se comporta como “compromissada”, desde que pense que está livre que nem um passarito.
Deixa-os pensar…

quarta-feira, março 16, 2005

E porque hoje é 4ª...

Let's get loud, let's get loud
Turn the music up, let's do it
C'mon people let's get loud
Let's get loud
Turn the music up to hear that sound

Let's get loud, let's get loud
Ain't nobody gotta tell ya
What you gotta do
If you wanna live your life
Live it all the way and don't you waste it
Every feelin' every beat
Can be so very sweet you gotta taste it
You gotta do it, you gotta do it your way
You gotta prove it
You gotta mean what you say
You gotta do it, you gotta do it your way
You gotta prove it
You gotta mean what you say

Life's a party, make it hot
Dance don't ever stop, whatever rhythm
Every minute, every day
Take them all the way you gotta live 'em ('cause I'm going to live my life)

You gotta do it, you gotta do it your way
You gotta prove it
You gotta mean what you say
You gotta do it, you gotta do it your way
You gotta prove it
You gotta mean what you say
Let's get loud, let's get loud
Turn the music up to hear that sound
Let's get loud, let's get loud
Ain't nobody gotta tell you
What you gotta do

Life is meant to be fun
You're not hurtin' anyone

Nobody loses
Let the music make you free
Be what you wanna be
Make no excuses
You gotta do it, you gotta do it your way
To gotta prove it
You gotta mean what you say
You gotta do it, you gotta do it your way
You gotta prove it
You gotta mean what you say


You Have Good Karma



In general, you like to do the right thing when it comes to others.
Your caring personality really shines through.
Sure, you have your moments of weakness - and occasionally act out.
But, all in all, you're karma is good... even with those few dark sports.

terça-feira, março 15, 2005

Um Casa no Fim do Mundo, M. Cunningham (I)

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Por vezes continua a ser difícil distinguir entre o que aconteceu e o que podia ter acontecido.
Por uns momentos esforçamo-nos por subir no ar, (…), uma fracção de centímetro. Doce glória. É nisto que reside o segredo do voo – temos de o fazer imediatamente, antes que o nosso corpo compreenda que está a desafiar as leis.
Março. Depois do degelo. Atravesso o cemitério a pensar na minha vida infinita.
Continua a tentar superar o hábito de esperar pouco da vida.
Sempre acreditei que é possível chegar ao conhecimento através do bluff.
Passaram-se anos – agora vivemos no futuro, que é muito diferente do que tínhamos planeado.
Os mortos são só pessoas que quiseram as mesmas coisas que tu e eu queremos.
Foi outra lição no processo continuo da minha aprendizagem: como qualquer outra prática ilegal, o amor entre rapazes deve ser tratado como uma trivialidade.
Gostava de pensar que podia mudar a minha vida sem abrir mão das pequenas verdades do dia a dia.
Aos treze anos tomamos demasiadas opções sem pensar nas consequências e no modo como podem arrastar-se pelas décadas.
A fé é para a gente nova. Já li tudo o que havia para ler. Já não sou bonita.
É isto que fazemos. Tentamos construir um futuro a partir das matérias-primas disponíveis.
Não éramos amantes, mas quase. Ocupávamos a esfera superior do amor, onde as pessoas acarinham a companhia e excentricidades umas das outras, onde se querem bem.
A diferença entre os vinte e cinco e os trinta e seis anos é que aos vinte e cinco anos não conseguimos ter um ar patético. A juventude permite-nos tudo. Podemos vestir qualquer coisa, fazer seja o que for ao cabelo, sem deixar de ter um aspecto perfeitamente aceitável. Ainda estamos a tentar definir-nos, por isso não há problema. Mas há medida que os anos passam, começamos a ser atraiçoados pelas nossas ilusões.
Não estava seguro daquilo que sentia e não queria que me pedissem para dar um nome a esses sentimentos. Talvez temesse, ao descreve-los tão prematuramente, esgotar-lhes o potencial para o crescimento e a mudança. Talvez tivesse razão.
Neste mundo não conhecemos necessariamente as pessoas. Principalmente se nos deixarmos distrair pela música e pela passagem das horas.
Ocorreu-me que a morte podia ser uma forma mais remota de participação na história continua do mundo.

sábado, março 12, 2005

O que poderia ter acontecido...

O que poderia ter acontecido é uma incógnita neste universo de incertezas. Poderia ter acontecido tanta coisa e talvez até nada. Não me prendo nessas possíveis possibilidades que não me deixam voar mais longe. Tento vislumbrar o futuro à frente e construir as minhas realidades concretas. Seguir o caminho em frente, sabendo que o passado ao passar ficou para trás e não há volta a trás. O passado é uma pedra sólida na construção da minha vida, um pilar que não se move e que suporta o crescimento em direcção ao futuro.
Assim, tão somente assim.

sexta-feira, março 11, 2005

Príncipe Encantado

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Muito tenho lido sobre o príncipe encantado, a pessoa certa ou errada, a cara-metade, a metade da laranja, enfim, essa pessoa especial que é suposto dar sentido e alegria à nossa vida. Cada pessoa tem a sua opinião cada vez mais desiludida e a sua experiência com alguns tombos pelo caminho. E todas elas têm a sua verdade e a sua validade.
Ainda não encontrei a minha pessoa, talvez até já a conheça, mas ainda não a encontrei. Ou talvez até já a tenha conhecido, mas deixei-a escapar. Será? Na verdade não sei.
Sei apenas que ainda espero… e posso até continuar apenas à espera. Essa pode ser a minha opção. Não sei se a compreendem, mas pelo menos aceitem-na.
Por isso não tenho namorado, porque não quero namorar apenas para dizer que sim e ter alguém para apresentar nas reuniões de amigos e família. É essa a minha opção. E é escusado fazerem insinuações sobre as minhas opções sexuais.
Porque se tenho algum problema ou dificuldade em termos de relacionamentos, e eu sei que não sou exactamente uma pessoa fácil, não se deve ao sexo, mas sim aos sentimentos.
No que diz respeito a uma relação amorosa, tenho dificuldade em estabelecer uma relação de confiança. Não porque me tenham feito algo, mas já assisti a tanta coisa. E não adianta dizerem-me, tens de confiar, não podes ser assim. Eu confio quando tenho um grau de conhecimento das pessoas, e o conhecimento obtém-se com tempo e alguma paciência. Mas hoje em dia ninguém tem paciência. Conhece-se alguém, mas na verdade não se conhece.
Encontra-se alguém e parece que é obrigatório que se parta logo para as trocas de cuspos e de outros fluidos. Pois bem, nesta altura da minha vida não quero partir logo para aí. Podem até chamar-me antiquada, mas reservo-me o direito de conhecer alguém, mas realmente conhecer, antes de partir para outra fase. Não adianta sentirmo-nos atraídos fisicamente por alguém se depois não há mais nada em comum. Talvez para certas pessoas seja suficiente, a mim não me chega. Claro que uma boa queca inconsequente é bom, mas não me chega, quero mais. Já sei que me vão chamar exigente, mas não quero saber. Só pergunto: serei eu demasiado exigente, ou contentar-se-ão vocês com tão pouco. Vão dizer que sou uma iludida, que o seja, sou o conscientemente. Em último caso, sou eu, e só eu, a sentir as consequências.

quarta-feira, março 09, 2005

Beleza comprada

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Recorrer ou não à cirurgia estética como factor primordial na obtenção de auto-estima?
A verdade é que tudo na via é relativo e primeiro temos de aprender a lidar e a aceitar essa relatividade. Depois, olhar para nós e tentar perceber se o que nós não gostamos é um factor puramente estético ou tem implicações em termos de saúde. Penso que é também necessário pensar no que podemos alterar no nosso dia a dia e estabelecer metas tangíveis e realistas. Talvez em ultimo caso, uma cirurgia seja a resposta.
A realidade é que todos nós temos algum tipo de insatisfação com o nosso corpo. Ou somos gordos, ou demasiado altos, ou narigudos, orelhudos, com peitos desproporcionais, etc. são tantas as imprecisões, quantas as pessoas. Afinal, cada cabeça sua sentença.
No meu caso, não me estou a ver fazer uma cirurgia por razões meramente estéticas. Apesar de ter excesso de peso, este não interfere no meu dia a dia. Consigo fazer o que as outras pessoas fazem. Também é verdade que como não faço exercício físico, corridas e outras actividades me deixam um pouco sem fôlego. Mas isto deve-se apenas a uma enorme preguiça da minha parte.
À cerca de seis anos atrás encetei uma dieta, que nem gosto exactamente de chamar dieta, porque não me privei de nada, apenas moderei as quantidades de alimentos digeridos e optei por comer mais vegetais. Mas, por exemplo, quando ia a um jantar ou festa de aniversário, nunca deixei de comer doces ou de comer aquilo que gostava somente pela perda de peso. Aproveitava esses dias para me satisfazer e nos outros moderava. E uma das primeiras consequências foi que deixei realmente de sentir a necessidade de comer as quantidades que anteriormente consumia. O mais chato era por vezes a reacção das pessoas: “só comes isso?”, “ficas realmente satisfeita?”. Sim fico, porque se não ficar como mais, disso não tenham dúvida. E o melhor? No período de cerca de dois anos perdi gradualmente cerca de 10 quilos.
É claro que já ganhei algum desse peso, mas a culpa não foi de ninguém a não ser minha, porque nem sempre tomo os mesmos cuidados que tomei durante esse período. Mas a verdade é que é possível perdermos peso, às vezes com coisas muito simples. Mas é claro que cada caso é um caso, e há pessoas que precisam de mais ajuda. E essa ajuda é por vezes mais de factor psicológico do que físico, porque é necessário uma certa disciplina e calma. Não adianta stressar, porque a única consequência vai ser o aumento de apetite.
No entanto, tenho pensado ultimamente em fazer uma cirurgia, que a fazer terá implicações estéticas, mas não são essas que me motivam. Quem me conhece sabe que tenho um grande nível de miopia, então estou a pensar fazer daqui a dois, três anos uma cirurgia laser para corrigi-la. Mas não é o lado estético que me move, é mesmo o pensar um pouco a longo prazo: se hoje tenho a miopia que tenho, como será daqui a 10, 15, 20 anos, quando, naturalmente, o corpo começara a perder as suas qualidades e consequentemente a miopia piorar? Se minimizar a miopia agora, talvez quando a idade avançar eu ainda consiga ver as coisas que me rodeiam.
CWINDOWSDesktoplionking.jpg
Lion King!


What movie Do you Belong in?(many different outcomes!)
brought to you by Quizilla

terça-feira, março 08, 2005

Serei assim tão diferente das outras pessoas?

De vez em quando sou brindada com alguns adjectivos no mínimo curiosos. Desde croma rara, a extravagante, passando por excêntrica e incluindo ainda trocada. Mas qual é o problema?
Não tenho de ser exactamente igual às outras pessoas e acho que até nem sou, simplesmente tento ser coerente nas minhas acções e nas minhas palavras. E tento, acima de tudo, não fazer as coisas só porque os outros o fazem. Talvez para eles façam sentido certas coisas, mas se para mim não fazem, não o vou fazer. Não sou nem mais, nem menos feliz assim, mas continuo a ser feliz. A felicidade não de mede em quantidade, faz-se de pequenos nadas e eu gosto dos meus pequenos nadas.

Biography Chanel

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A última alteração no ordenamento dos canais da TV Cabo trouxe-me o Biography Chanel. Este é composto por pequenos documentários de cerca de 45 minutos dedicados a personalidades das mais variadas áreas da sociedade, desde as artes, à economia, passando, por exemplo, pela politica.
Tem sido interessante ver alguns destes documentários, apesar da sensação de, por vezes, serem superficiais q.b., mas quando se tenta abranger um público generalista muitos pormenores não são suficientemente aliciantes. Tem sido interessante, sobretudo, porque dada a falta de bons e apelativos programas nos canais generalistas nacionais, o Biography Chanel tem sido uma alternativa didáctica.



You Are:

40% Extrovert / 60% Introvert


You're a bit outgoing, a bit reserved
Like most people, you enjoy being social
But you also value the time you have alone
You have struck a good balance!

sábado, março 05, 2005

O Vale dos Pigmeus, I. Allende

“… enfim, um imenso arsenal de objectos fantásticos para atenuar o medo de viver.”
“pode-se fazer o mal ou o bem. Não há recompensa por fazer o bem, só satisfação na tua alma.”
“a sugestão faz milagres.”
“as crenças próprias chamam-se religião, a dos outros chamam-se superstição.”
“o que falamos é idioma, o que os outros falam é dialecto”
“o que os broncos fazem é arte e o que as outras raças fazem é artesanato.”
“o clima dos trópicos esgotava o corpo e provocava uma pesada indiferença na alma.”
“Mas uma vez começado o ritual da caça, não há tempo para ver a ironia da situação, o caçador e a presa sabem que esta dança só acaba com a morte.”
“Os deuses africanos são mais compassivos e razoáveis que os deuses de outros povos. (…) um dues africano jamais mandaria o seu único filho morrer na cruz para salvar os pecados humanos, que pode apagar com um só gesto. Os deuses africanos não criaram os seres humanos `sua imagem e também não os amam, mas ao menos deixam-nos em paz. Os espíritos, pelo contrário, são mais perigosos, porque têm os mesmos defeitos que as pessoas, são avarentos, cruéis, ciumentos.”
“expressar a sua relação por palavras significava defini-la, estabelecer limites, reduzi-la: não a mencionando, continuava livre e incontaminada.”
“A maior parte das pessoas vive desligada do que é divino e não se apercebe dos sinais, das coincidências, das premonições e dos minúsculos milagres quotidianos através dos quais se manifesta o sobrenatural.”
“… cada ser contribui com a sua experiência para a imensa reserva espiritual do universo. Uns fazem-no através do sofrimento causado pela maldade, outros através da luz que se adquire através da compaixão.”
“… a força do inimigo é também a sua fraqueza.”
“… cada um tem a sua verdade e todas são válidas.”

sexta-feira, março 04, 2005

quarta-feira, março 02, 2005

Supermacia

Há cerca de 2,3 anos fui ao cinema, numa daquelas idas desportivas de ver o que calhasse, e vi o “Identidade Desconhecida – The Bourne Identity”. Não sendo um filme extraordinário, é um filme muito bem feito, com boas prestações, bons pormenores técnicos, uma edição dinâmica e um argumento sem grandes falhas.
Agora vi o “Supermacia – The Bourne Supremacy”. Comparando com o primeiro, não fica nem atrás, nem à frente. As interpretações são boas, pormenores engraçados de edição, mas relativamente ao argumento já deixa algo a desejar. Se no primeiro pouco ou nada de sabia de Jason Bourne, neste vão se sabendo mais pormenores do seu passado, o que dá mais oportunidades a que surjam incoerências. Com estes novos pormenores criou-se foi a oportunidade de uma nova aventura de Jason Bourne em busca da sua identidade. Por isso não se admirem de daqui a pouco surgir, sei lá, “The Bourne Rising” ou “the Bourne truth”, etc.

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Resposta

1- Que horas são?19.35
2- Nome? Dinai
3- Quantidade de velas no teu Último bolo de aniversário? 28
4- Furos nas orelhas? 2
5- Tatuagens? não...
6- Piercings? Não...
7. já foste a África? não...
8- Já te embebedaste? Bem…
9- Amaste tanto alguém que choraste muito por ela? sim1
0- Já estiveste envolvido em algum acidente de carro? Iep.
11- Peixe ou carne? carne
12- Restaurante? Comida, hum…
13 - Cerveja ou Champanhe? Blha para os dois…
14- Lençóis de cama lisos ou estampados? lisos
17- Cor das meias? Consoante o resto do out-fit.
18- Programa de televisão? Filmes e algumas séries
19- Sitio onde te beijem? Vários
20- Feriado favorito? natal
21- Canção que estás a ouvir neste momento? Não sei de quem é…
22- Flor(es)? Está bem, aceito.
23- Tema de conversa detestado? politica
24- Coca-Cola simples ou com gelo? Depende da temperatura exterior
25- Tom ou Jerry? Ambos
26- Disney ou Warner Bros? Ambos
27- Quando foi a tua última visita ao hospital? Sei lá…
28- De que cor e a alcatifa do teu quarto? Soalho flutuante, dah…
29- Como chamavas ao teu ursinho de peluche? Não chamava.
30- Quantas vezes reprovaste no exame de condução ? Nenhuma
31- Onde te vês daqui a 10 anos? Haven’t the slightest idea
32- De que pessoa recebeste o e-mail anterior? Epá, não reparei.
34- Quem dos teus amigos vive mais longe? A Carla, em Guarulhos, SP, Brasil.
35- Hora de dormir? Raramente antes da meia-noite.
36- Quem pensas que vai responder a este e-mail mais rapidamente? ??????????
37- Quantas vezes deixas tocar o telemóvel antes de atender? depende do tempo que demoro a acha-lo.
38- O que tens debaixo do rato do computador? Uma secretária
39- CD? Blue, Simply Red
40- Piores sentimentos do mundo? egoísmo, mentira e maldade
41 - Melhores sentimentos do mundo? amor, amizade, respeito
42- O primeiro pensamento que tens ao acordar? Já?
43- Se pudesses ser outra pessoa quem serias? Estou a gostar de ser eu.
44- Algo que tens sempre posto e que nunca tiras? Óculos. lolol
45- O que tens debaixo da cama? Talvez cotão…
46- Qual o carro dos teus sonhos? Carocha cor-de-rosa descapotável
47- Algo para a pessoa que te enviou este mail? Miga
48- Nome da pessoa que talvez Não te responda? Bués, dahh
49- Aquele que de certeza te responde? Vou pensar…
50- Quem gostarias que te respondesse? TODOS!!!
51- O que dirias a alguém mas não tens coragem? Intrigas-me, vamos tentar algo mais?
52- Que horas são? 19:50

e-mail do Dia

Ontem, ao fazer compras no supermercado, fiquei estupefacto com a variedade da linha de papéis higiénicos Neve.
Segundo o seu fabricante, Neve é um produto sofisticado, destinado as classes A e B. Só se for A de Apaleneirado e B de Bicha, pela quantidade de mariquices anunciadas, como o Neve Ultra, que já vem com alguns opcionais: Alto Relevo de flores, perfume e uma microtextura que, segundo o texto da embalagem, proporciona aos seus felizes utilizadores a "suavidade de uma pétala de rosa".
Perguntar não ofende: alguém já limpou o cu a uma pétala de rosa?
Depois, temos o Ultra Soft Color (mais caro, claro!): de cor laranja vem com extracto de pêssego. Como se o cu distingisse a cor e sentisse o cheiro... Mas, o supra sumo é o Neve Ultra Protection, o top de linha. Este Rolls Royce dos papéis higiénicos, além de conter óleo de amêndoas, que "garante maciez superior e um cuidado maior com a sua pele", na sua delicada fórmula encontramos Vitamina E (!!!).
Esta coisa de cagar e sair com o cu vitaminado é coisa de maricas.
Mande esse e-mail para um amigo(a) de cu sensível.
Eu já fiz a minha parte!!

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Desenrascanço

(impossible translation into English) is a Portuguese word
used to describe the capacity to improvise in the most extraordinary
situations possible, against all odds, resulting in a hypothetical
good-enough solution. Portuguese people believe it to be one of the most
valued virtues of theirs.
Wikipedia, the free encyclopedia


Your Brain is

60.00% Female

40.00% Male


Your brain is a healthy mix of male and female
You are both sensitive and savvy
Rational and reasonable, you tend to keep level headed
But you also tend to wear your heart on your sleeve


sábado, fevereiro 19, 2005

Quartas-feiras

Dantes as noites de quarta-feira no Gringo’s eram noites de aventura, em que tudo podia acontecer, mas em que a diversão era certa. Dançávamos, divertíamo-nos, éramos olhadas, desejadas, assediadas, etc. era fácil sair sempre com um novo número de telemóvel nos nossos contactos. Também éramos mais novas e tudo aquilo fazia sentido. Achávamos que íamos encontrar alguém especial, e mesmo que isso não acontecesse divertíamo-nos com algumas das parvoíces dos homens, bem melhor dizendo, dos rapazes.
Hoje, continuo a divertir-me, continuo a adorar dançar, mas já não tem a mesma piada, já não tem o mesmo sentido. Afinal, não espero mesmo que seja ali que vá encontrar esse alguém especial lá e também já não tenho muita paciência para as várias conversas de engate. Mas continua a divertir-me aqueles olhares de carneiro mal morto que os homens põem quando vêem um par de mamas mais avantajado ou uma loura mais oxigenada e continua a valer a pena dançar a noite toda despreocupadamente.

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

Dia de pesca

Quando éramos crianças, uma vez por outra íamos à pesca. É claro que não pescávamos nada, só o meu pai o fazia, e quando tinha sorte. Nós somente o acompanhávamos e brincávamos.
Em dia de pesca éramos obrigados a ser madrugadores. Às vezes, ainda de noite, a minha mãe ia ao nosso quarto acordar-nos, e nós, a contra-gosto, lá nos levantávamos e, meios ensonados, íamos para a casa de banho. E mesmo já no carro ainda dormíamos o resto da manhã, mas desta vez com o cheiro do farnel que a mãe tinha acabado de preparar.
Quando chegávamos ao rio, não sei muito bem porquê mas os meus pais achavam sempre que era mais seguro ir para o rio, cada uma tirava as suas tralhas do carro e preparávamo-nos para mais 1 dia de brincadeira.
O meu pai lá dispunha o seu material, cana para aqui, linhas, para lá, isco para acolá, e chapéu na cabeça devido à exigência materna. A minha mãe abria a toalha de quadrado vermelhos e brancos no chão e dispunha as várias iguarias trazidas, mas tudo tapado por causa das moscas. Depois era a vez de abrir a cadeira e sentar-se com o seu crochet e enriquecer a colecção de naperons lá de casa. De quando a quando gritava por nós.
E nós lá andávamos em explorações, perseguições, aventuras e perigos imaginários. Mas de preferência em silêncio para não assustar os peixes.
E no final do dia, lá tornávamos a arrumar a tralha toda no carro e, enquanto o meu pai mantinha a atenção na estrada e a minha mãe tagarelava sobre qualquer coscuvilhice de rua, nós íamos pouco a pouco escorregando para o terreno dos sonhos e continuávamos a brincar.

A Pessoa Errada, L. F. Veríssimo

Pensando bem
Em tudo o que a gente vê, e vivencia
E ouve e pensa
Não existe uma pessoa certa pra gente
Existe uma pessoa
Que se você for parar pra pensar
É, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa
Faz tudo certinho
Chega na hora certa,
Fala as coisas certas,
Faz as coisas certas,
Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça
Fazer loucuras
Perder a hora
Morrer de amor
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
Que é pra na hora que vocês se encontraremA
entrega ser muito mais verdadeira
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoacerta
Essa pessoa vai te fazer chorar
Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas
Essa pessoa vai tirar seu sono
Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível
Essa pessoa talvez te magoe
E depois te enche de mimos pedindo seu perdão
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado
Mas vai estar 100% da vida dela esperando você
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo
Porque a vida não é certa
Nada aqui é certo
O que é certo mesmo, é que temos que viver
Cada momento
Cada segundo
Amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo,querendo,conseguindo
E só assim
É possível chegar àquele momento do dia
Em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"
Quando na verdadeT
udo o que ele quer
É que a gente encontre a pessoa errada
Pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente...

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

CSI Miami

1- Será impressão minha ou lembra muito o “NYPD”? (pergunta retórica, ok)
2- A personagem do Adam Rodriguez é loura burra, como no “Roswell”?
3- Para quando o CSI NY com o Gary Sinise?

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Durante a infância e a adolescência vamos tecendo sonhos para a nossa vida futura. Mas quando chegamos a certos momentos não podemos deixar de evitar relembrar esses sonhos com nostalgia e alguma tristeza.
A verdade é que nesses momentos dourados de adolescência, não pensei vir a encontrar me onde e como estou. Nessa época dourada imaginava-me noutra realidade, noutra dimensão.
A concretização está ainda por vir. Espero apenas não complicar demasiado as possibilidades futuras e assim afastar irremediavelmente essa concretização.

A esta altura pensei estar casada, a criar a minha própria família, com a ajuda da minha mãe e quem sabe da sogra. No entanto, não casei, ainda não tenho filhos, e, infelizmente, não poderei contar com a minha mãe, que já me foi roubada.
Há momentos em que, como agora, me sinto triste por não ter um amor que me abrace, alguém que me chame mãe. E nem sequer me posso refugiar nos braços da minha mãe para chorar algumas lágrimas. Posso somente ouvir um eco ténue e longínquo das suas palavras: deixa lá, tudo se há-de ajeitar.
Mas mãe… queria tanto que hoje estivesses aqui. Preciso do teu colo.
Hoje a minha memória do teu sorriso não é suficiente. Visita-me esta noite em sonhos e diz-me, por favor, que tudo vai correr bem. Senta-te no sofá da sala e deixa-me deitar a cabeça no teu colo, preciso fechar os olhos e sentir a tua mão na minha cabeça.
Visita-me esta noite num sonho meu…

“As Pessoas Grandes São Mesmo Esquisitas”

Próximas Datas
26 Fev., 21H30m, Salão Paroquial Igreja de Stª Maria, Agualva Cacém
27 Fev., 16h, Paroquial Igreja de Stª Maria, Agualva Cacém
12 Mar., 16h, UPVN, Venda Nova
13 Mar., 11h, Auditório António Silva, Cacém
20 Mar., 11h, Auditório António Silva, Cacém
03 Abr., 16h, Ass. Nova Morada, Oeiras
23 Abr., 16h, Casa da Juventude, Tapada das Mercês
15 Maio, 16h, Salão Paroquial Igreja de Stª Maria, Agualva Cacém
04 Jun., 16h, Salão Bombeiros Voluntários Agualva-Cacém
05 Jun. 16h, Salão Paroquial Igreja de Stª Maria, Agualva Cacém

Era uma vez o espaço

Lá em cima, há planicies sem fim
Há estrelas que parecem correr
Há o sol e a vida a nascer
Nós aqui sem parar numa terra a girar

Lá em cima, há um céu de cetim
Há cometas, há planetas sem fim
Galileu teve um sonho assim
Há uma nave no espaço, a subir passo a passo

Lá em cima pode ser o futuro
A alegria, vamos saltar o muro
E a rir, unidos num abraço
Vamos contar uma história
Era uma vez... o Espaço

Lá em cima, já não há sentinelas
Sinfonia toda feita de estrelas
Uma casa sem portas nem janelas
E se estenderes o braço e tu estás no espaço!

Paulo de Carvalho

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

entrancing
You have an entrancing kiss~ the kind that leaves
your partner bedazzled and maybe even feeling
he/she is dreaming. Quite effective; the kiss
that never lessens and always blows your
partner away like the first time.


What kind of kiss are you?
brought to you by Quizilla

Gothika


É um filme de suspense falhado de tão previsível a sua sequência e conclusão. Ao abordar temas como pedofilia, abuso, violação e snuf movies, este último um território não muito explorado ainda no cinema comercial, apenas retiramos de bom o excelente desempenho de Halle Berry. É pena o argumento não ser mais coerente, este entra inclusive em contra-senso com a mensagem do filme.
“Não podemos confiar em alguém que nos considera loucos” é o slogan do filme e vemos a protagonista a ver espíritos/fantasmas, mas depois a conclusão é tão terrena, como se não houvesse sobrenatural.

terça-feira, janeiro 25, 2005

Convite "As Pessoas Grandes São Mesmo Esquisitas"


A partir de uma adaptação do célebre conto "O Principezinho", de Antoine de Saint-Exupéry, criámos um pequeno "livro de viagens" que nos mostra como as pessoas grandes conseguem ser mesmo esquisitas, sem se aperceberem disso.

A nossa viagem começa com o regresso do Príncipe ao seu planeta, onde tinha deixado a Rosa sozinha, durante um ano inteirinho... e ela vai querer saber o que lhe aconteceu durante esse tempo todo!

Apesar de direccionado para um público mais infantil, é um espectáculo para todas as idades. Não temos todos uma criança sonhadora dentro de nós?

A estreia é no próximo domingo, 30, pelas 16 horas, no Salão da Igreja de Santa Maria de Agualva (sítio do costume).

Em Março (dias 13 e 20), estaremos no Auditório Municipal António Silva (Shopping Flores, Cacém), com sessões às 11h.


Ficha Técnica e Artística:
Encenação e Produção: Alexandra Amaro e Sandra Ferreira
Interpretação: Adelaide Bernardo, Alexandra Amaro, Ana Silva, Filipe Custódio, Nuno Quintão, Raquel Paz, Rute Palmeiro, Sandra Ferreira, Sara Pereira, Susana Ferreira
Contra-Regra (Staff): Susana Pereira
Coreografia: Alexandra Amaro
Cenografia: Rute Palmeiro, Susana Pereira
Figurinos: Adelaide Bernardo
Luminotecnia e Sonoplastia: Nuno Passadinhas, Pedro Pereirinha, Ricardo Simões
Fotografia: Nuno Passadinhas


sábado, janeiro 22, 2005

Eu também fui uma Buchholz’s browser

Percebo agora que faço parte de uma comunidade que deve muita da sua (in)formação a esta livraria situada no coração de Lisboa. Não fiz parte dos seus leitores mais duradouros, nem fiéis, nem mais investidores. A minha ligação à Buchholz durou quatro anos, os mesmos da minha licenciatura, e deveu-se, devo confessar, sobretudo à proximidade física da Universidade e da livraria. Afinal, era só subir a rua.
Mas alguns dos livros que lá descobri, alguns por obrigação, outros por gosto, fazem parte da minha formação e do meu imaginário: Wuthering Heights, Hawk Moon & Motel Chronicles, Paroles, Orfeu Rebelde… Foram vários.
A verdade é que gostava nas horas livres ou nos furos inesperados de deambular no seu tablado e percorrer as lombadas dos livros expostos. E, não dependesse eu monetariamente dos meus pais, teria feito grandes desfalques àquelas prateleiras. Mas, enfim, recordo esse período como sendo de uma grande descoberta e parte dela foi retirada dessa bela instituição denominada Buchholz. Obrigada!

O Quinteto da Morte


Uma vez mais os irmãos Cohen demonstram o seu fascínio pelo sul norte-americano e as suas contradições: o sotaque, a simpatia, a coscuvilhice, o racismo. A isto mistura-se um pouco de Edgar Allen Poe: a sua ironia, a sua busca pelo crime perfeito, que se faz a partir de dentro e não deixa pistas, a justiça poética. Depois, junta-se um grupo de caricatas personagens lideradas por um excelente Tom Hanks, num impecável trabalho de composição. O resultado? Mais uma hilariante demonstração do trabalho dos irmãos Cohen, na linha do “Irmão, onde Estás?”

quinta-feira, janeiro 20, 2005

Esboço de Lucinda

O tempo é agreste como as pessoas. Não sei mesmo quem molda o quê. Sei apenas que aqui tudo é agreste. Sempre foi.
A terra não produz como precisamos e as mulheres da família são tão estéreis como este chão que piso. A terra dá-nos ervas daninhas e as mulheres desta família geram apenas mulheres. Seres que só servem para abrir as pernas e afogar as necessidades dos homens. Para manter uma casa quente e em ordem. Servir de dia e de noite.
Mal amanhadas, mal cultivadas, as terras e as mulheres da família submetem-se aos seus donos e vão sobrevivendo na aridez.

Tentei agarrar-me a esta terra. Compreendo-a. Nunca fomos compreendidas. Mas ela já não me segura. Compreendo-a. Como podemos gerar se os nossos rebentos nos são roubados. Roubam-nos os nossos filhos, ceifam a nossa vida. Tiraram-me a minha filha. Que sou má mãe. Nunca me deixaram ser. Roubaram-me tudo, a minha terra, a minha filha. Resta-me apenas voltar ao pó.

Música em 2004



Vertigo, U2






"The night is full of holes
Those bullets rip the sky
Of ink with gold
They twinkle as the boys play rock and roll"

In 2004 you partied so hard... you forgot how to count.

terça-feira, janeiro 18, 2005

OH, Diz-me a Verdade sobre o Amor, W. H. Auden

Alguns dizem que o amor é um rapazinho,
E outros dizem que é um pássaro,
Alguns dizem que faz girar o mundo,
E outros afirmam que é um absurdo,
E quando questionei o meu vizinho do lado,
Que tinha cara de entendido no assunto,
A mulher ficou bastante irritada,
E disse que ele não servia.

Será que se parece com um par de pijamas,
Ou com um presunto pendurado num hotel?
Será que o seu odor é parecido com o dos lamas,
Ou terá um cheiro reconfortante?
É espinhoso como uma sebe?
Ou suave como um ederdon fofo?
É afiado ou suave nas suas extremidades?
Oh, diz-me a verdade sobre o amor?

Os nossos livros de história referem-se a ele
Em pequenas notas criticas,
É um tópico bastante comum
Nos barcos transatlânticos;
Já encontrei o assunto mencionado
Em Relatos de suicídio
E até já o vi escrito
No verso de guias de comboios.

Será que uiva como um alsaciano esfomeado,
Ou soa como uma banda militar?
Pode-se fazer uma imitação de primeira categoria
Numa serra ou num Steinway Grand?
Será que o seu canto em festas parece um motim?
Será que só gosta de coisas clássicas?
Parará quando quisermos que esteja quieto?
Oh, diz-me a verdade sobre o amor?

Espreitei dentro de uma casa de verão,
Nunca lá tinha estado
Já experimentei o Tamisa em Maidenhead,
E no afluente de Brighton,
Não sei o que o melro cantou,
Ou o que a tulipa disse;
Mas não estava na capoeira,
Nem debaixo da cama.

Consegue fazer caretas extraordinárias?
Enjoa-se facilmente ao mínimo movimento?
Será que passa todo o seu tempo nas corridas?
Ou a tocar com peças de corda?
Terá opiniões próprias sobre o amor?
Terá patriotismo suficiente?
As suas histórias são vulgares mas engraçadas?
Oh, diz-me a verdade sobre o amor?

Quando vier, virá sem aviso,
Tal como estou a mexer no nariz?
Baterá à minha porta de manhã,
Ou pisar-me-á os pés no autocarro?
Virá como uma mudança no tempo?
O seu cumprimento será cortês ou rude?
Ou alterará a minha vida por completo?
Oh, diz-me a verdade sobre o amor?

True

True Love
What Type of Lover Are You?
brought to you by Quizilla

sábado, janeiro 15, 2005

Era uma Vez… Um Pai


Mais uma vez, Kevin Smith volta a juntar o seu gang para uma incursão cinematográfica. Desta feita, oferece-nos uma história mais tradicional, dentro dos cânones da comédia romântica, mas sem deixar de nos brindar com algumas pérolas do seu habitual humor cáustico.
No que diz respeito ao enredo propriamente dito, este fica muito aquém de outros Kevin Smiths. Um jovem publicitário de sucesso (Ben Affleck – e quem mais poderia ser?) vê a sua fulgurante carreira acabar de um momento para o outro após a morte da sua esposa ao dar à luz. Deste modo, vê-se obrigado a voltar à sua terra natal, New Jersey (o título original é Jersey Girl), e a voltar a viver com pai, que o ajudará a criar o rebento. Passados sete anos, vê-se confrontado com a escolha entre voltar à sua carreira de publicitário ou aceitar a vida simples que tem, mas de grande amor e cumplicidade familiar. Em linhas gerais, esta é a história e não se vislumbra nela grandes rasgos de originalidade, como, por exemplo, em Dogma, para mim o mais bem conseguido filme deste realizador.
Mas, mesmo assim, reconhecemos a sua criatividade em alguns diálogos absolutamente deliciosos, principalmente entre a personagem de Affleck e de Liv Taylor, uma empregada de clube de vídeo que despertará nele alguns sentimentos mais libidinosos e não só. Bem como a cena de participação dos membros do gang Jason Lee e Matt Damon, numa hilariante entrevista de emprego, e um diálogo com Will Smith.
No seu todo, é apenas razoável, salvando-se alguns excertos muito bem conseguidos. É o que dá Kevin Smith ter elevado a fasquia e agora não a ter conseguido superar. Seja como for, esperamos por mais.

XXX – Missão Radical


Desportos radicais e espionagem são o mote para este filme protagonizado por Vin Diesel, que de futuro muito dificilmente se desvinculará do cinema de acção. Sobretudo porque o seu físico a sua dicção, digamos monocórdica, não parecem muito adaptáveis a outros géneros.
Em termos de enredo, temos Xander (Diesel), um praticante de desportos radicais com algumas contravenções às costas que se vê obrigado por um agente do governo americano (Samuel L. Jackson) a participar numa missão de espionagem no Leste europeu. E lá vemos o nosso herói a rumar para terras geladas, a entrar no covil de uma máfia russa, a envolver-se com uma bela agente infiltrada (Ásia Argento), e a salvar o mundo de uma contaminação víral. Tudo coisas normais na vida de um herói.
É um filme de puro entretenimento, sem grandes novidades, na tradição de 007.

sexta-feira, janeiro 14, 2005

O Olhar de Sofia

Sofia olha pela janela. Os seus olhos permanecem sobre a sua desinteressante e velha rua. Há muito que já não acontece algo de novo naquele local. São sempre os mesmos prédios, as mesmas cores esbatidas, os mesmos rostos inócuos dos mesmos vizinhos anónimos, a mesma letra desaparecida do nome do café.
Sofia prende-se nos pormenores tristes. Os cães famélicos com olhares vagos e inconsequentes, que nem a morte procura através de um carro descuidado em maior velocidade. As manchas negras nas esquinas a que o vento leva o cheiro fétido - o mesmo que se concentra nas arcadas – batidas e escuras. O carro anteriormente vermelho abandonado - não se sabe se há meses ou anos - e em que a ferrugem vai vencendo a batalha da cor. Debaixo, uma plantação de ervas variadas, outrora sementes soltas ao vento que aqui encontraram o seu porto de abrigo, a sua prisão perpétua. Sementes rebeldes que se quedaram para descansar e ganharam parcas raízes.
Sofia observa o maltratado rosto do Sr. Zé. É difícil perceber o que mais o agrediu, se o tempo, se a bebida. É mesmo impossível dizer se esta serviu sequer para afogar alguma mágoa ou é simplesmente um mar que se vai enchendo copo a copo. As suas feições são quase imperceptíveis, é um esforço hercúleo tentar definir os seus traços.

Amores Possíveis


Mais um resultado do recente cinema brasileiro, este filme conta-nos uma história, como o título indica, de amores possíveis. Tudo começa há 15 anos atrás, quando Carlos (Murilo Benicio) espera por Júlia (Carolina Ferraz) à porta do cinema. Volvidos esses anos, a vida pode levar imensos rumos. Talvez ela tenha aparecido, talvez não. Talvez tenham sido felizes, talvez não. 15 anos depois observamos três Carlos e três Júlias em três vidas diferentes, em três amores possíveis.
Para quem se lembra de “instantes Decisivos”, com a Gwyneth Paltrow, a ideia subjacente é semelhante, mas enquanto nesse as duas realidades apresentadas se dirigem para uma mesma resolução, aqui as realidades têm apenas um ponto inicial comum e finais diferentes.
É um interessante exercício sobre como a vida se pode desenrolar em várias direcções sem que qualquer uma delas seja propriamente errada. Apenas há que fazer escolhas e saber viver com elas.

quinta-feira, janeiro 13, 2005

A minha, a tua verdade

a minha, a tua verdade
o encontro
os (des)encontros
as separações
as nossas verdades
os nossos ódios
os nossos amores
as nossas frustrações
os medos, os receios.

quarta-feira, janeiro 12, 2005

tão raras as vezes
depende a morte
da vontade própria.

Cândida

Cândida acredita que o mundo é como é. Aceita-o sem questionar os seus acontecimentos e as suas misérias. Deixa-se guiar pelos desígnios da Grande Mão e segue na vida recebendo as alegrias e as dores numa estóica aceitação do destino.
Destino. É o destino e não há nada a fazer! Só resta vivê-lo. Cândida vive-o dia a dia com um sorriso afável. Quem por ela passa, não vê o que o seu coração sofreu e ainda sofre com as angústias da vida.
Vinte anos de pancada aceites submissamente, com o choro calado e o corpo fragilizado. Cândida sobreviveu porque as coisas são assim e a natureza do homem não muda. Assim como não muda a natureza dos animais e das bestas.
Até a Grande Mão acabou por findar o castigo e levou o seu carrasco. Se para o céu ou para o inferno não sabe, porque não era mau, apenas tinha as suas coisas. E os homens são assim.
As feridas sararam por fora, pouco a pouco. Mas, por dentro, o seu corpo torturado durante anos começou a ceder. A ceder ao cansaço e ao alívio do medo. Foi baixando as suas defesas.
E pouco a pouco, a doença foi encontrado espaço para crescer, minando as células incautas que encontrou pelo caminho. Cândida foi perdendo as forças e o vigor já tão devastado e aceitou o ataque impiedoso da doença que não se compadece com quem não lhe dá luta.
E candidamente se foi…

terça-feira, janeiro 11, 2005

Desabafo

Na verdade, sou uma miúda bastante insegura. E é esta insegurança que faz com que me considere ainda uma miúda. É uma insegurança que procuro combater, mas que ainda não consegui vencer. Será que, como se diz, consciencializar-me do facto é já um passo em frente?
Esta insegurança acontece quer a nível profissional, quer a nível pessoal. Se a nível profissional julgo que vou conseguindo contornar a questão, porque há tarefas a fazer e estas vão sendo feitas, a nível pessoal sinto-a ainda mais.
Muitas pessoas que me conhecem, não acreditarão nestas palavras. Porque o que vêem é uma máscara de auto-estima e independência que foi desenvolvida ao longo de vários anos. Mas, no fundo, esconde-se muita fragilidade. Fragilidade que raras vezes consigo verbalizar oralmente e somente em alguns momentos consigo pôr por escrito.
Não é fácil admitir que não somos aquilo que queremos ser. Como também não é fácil explicar como realmente somos, sem baixar defesas que foram sendo laboriosamente erguidas. Porque não somos tão fortes, porque somos carentes, porque somos tão pequeninos? E porque passamos tanto tempo e nos empenhamos demasiado em não o mostrar?
Podemos sempre dizer que somos fruto de uma cultura, de uma sociedade que nos impele a que sejamos algo ou alguém de importante, descurando sempre o pequeno e os bastidores. Talvez em parte até seja isso… porque criamos em nós uma imagem daquilo que gostaríamos de ser e nem sempre o conseguimos atingir.
Tinha vários sonhos que fui deixando pelo caminho e porquê? Simplesmente porque não soube lutar por eles, não soube procurar uma forma de os tornar reais, não soube ultrapassar os olhares de “tontices” que me eram dirigidos quando os dizia. Talvez alguns fossem mesmo tontices (talvez ganhar um Oscar seja um pouco complicado), mas ser crítica de cinema é um objectivo mais facilmente atingível, não é?
Então porque é que não lutei veementemente por ele e me acovardei diante desse sonho. Porque não confio nas minhas capacidades e paraliso diante de certas possibilidades? O que é que me impede de enviar para certos media algumas das minhas críticas. Porque tenho medo da recusa e tenho medo de não conseguir ser como gostaria de ser. Chego à conclusão de que tenho medo de não corresponder à imagem que criei.
Também a nível pessoal me acovardo. Durante muito tempo vivi essa insegurança, transformando-a numa culpa pertencente ao sexo oposto que era incapaz de compreender e ver as minhas potencialidades. Custou muito perceber que na verdade nunca dei grandes oportunidades a quem quer que fosse. Que na realidade a culpa não era do sexo oposto (se bem que alguns espécimes deixavam realmente muito a desejar). Mas na verdade, que culpa tinham eles de serem sempre comparados (sem o saberem, claro) à imagem que eu criei do que seria o meu príncipe encantado?
Só que as pessoas são reais. São de carne e osso e têm as suas qualidades e defeitos e tenho de aprender a apreciá-las só por isso, e não por nenhuma imagem que eu tenha criado. Isto é também admitir que estou muito longe de uma qualquer perfeição. Sou só uma miúda normal.
Mas estou a aprender a ver as pessoas por elas mesmo, principalmente uma pessoa em especial, e estou a gostar. E um destes dias terei a coragem suficiente para o dizer a quem de interesse.

sexta-feira, janeiro 07, 2005

So much older

I've grown older,
Older than I ever thought,
Older than the numbers that give away my age.
Old with no wrinkles to prove it.
It's all in the soul.
Wared out by events,
But mostly by me.
This old age in my shoulders,
Above all, in my eyes
Whose bright has gone.
Hidden in dreams
Gone every morning,
Awaken to every sunshine
But absent from its warmth.
I've grown older
So much older than I hoped for.
Sitting in a corner
Watching these same walls
And no will to carry on,
To fight for.
I've grown so much older
Than I'll ever be
My body won't catch up my rovering soul.
Waste in this youth I carry outside.
What made me grow so old?
Why can't time go back,
To the youth I felt inside,
To the happiness I lived,
To the paradise I was in?
Why, my youth, have you grown so much older?
27/01/03

É a vida...



Qual prostituta cinematográfica você é?

Sou uma Estrela



You Are From the Sun



Of all your friends, you're the shining star.
You're dramatic - loving attention and the spotlight.
You're a totally entertainer and the life of the party.
Watch out! The Sun can be stubborn, demanding, and flirty.
Overall, you're a great leader and great friend. The very best!

quinta-feira, janeiro 06, 2005

Nunca um beijo

O meu sonho dói no acordar
na ausência de ti
sinto o amargo
da ilusão desfeita.
Nunca houve um beijo
nunca uma troca de olhares
nunca o teu calor me teve
foram segundos de ti
que se escaparam no raiar do sol.
Na noite te tive
no dia te perdi.
fica a lembrança
de um beijo doce
desejado que me deste,
somente um sentir ausente
baixo os olhos em pesar
por mais uma ilusão sentida.

Daughter, P. Jam

You guys ready...

Alone... listless... breakfast table in an otherwise empty room
Young girl... violins... center of her own attention
The, mother reads aloud, child, tries to understand it
Tries to make her proud

The shades go down, it's in her head
Painted room... can't deny there's something wrong...

Don't call me daughter, not fit to
The picture kept will remind me
Don't call me daughter, not fit to
The picture kept will remind me
Don't call me...

She holds the hand that holds her down
She will...rise above...ooh...oh...
Don't call me daughter, not fit to
The picture kept will remind me

Don't call me daughter, not fit to be
The picture kept will remind me
Don't call me...The shades go down
The shades go, go, go...

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Indagação

Nas sombras da minha mente tecem-se histórias atrás das quais me evado. Saio daqui e sigo na peugada dessas personagens. Sigo-as, escondida, e passo despercebida. Desconfiarão elas que são apenas inventadas?
Ou iludo-me julgando-me real?

Resoluções de Ano Novo?

É normal nesta altura dos acontecimentos fazerem-se avaliações do que correu bem e menos bem durante o ano. É também hábito tecer-se uma lista de resoluções de ano novo com o objectivo de se evitarem erros antigos e mudar aspectos menos apetecíveis na nossa vida.
Pois bem, há já uns poucos de anos que me deixei de fazer essa lista, seja ela composta de intenções prosaicas, como deixar de roer as unhas, ou resoluções mais complexas, simplesmente porque não é uma passagem de ano que vai alterar nada.
As mudanças de comportamento e de atitude existem quando se tornam imperiosas ou quando já a postura anterior já não faz sentido. E nós mudamos quando a vida nos obriga a isso.
Já sei de antemão que a minha vida vai ter bastantes mudanças ao longo deste ano. A começar pelo facto de que saírei do trabalho onde estou a partir de Julho. Depois é claro que mudará muita coisa. Mudará o trabalho, mudarão os colegas, mudarão os horários, terão de ser feitos outros ajustes.
É claro que gostaria que acontecessem várias coisas este ano que não aconteceram no ano passado. Coisas que gostaria de ter feito e não fiz. Como aquela ida ao Fantas ou aquele beijo que não roubei, e talvez já seja tarde demais para o fazer, ou até que as minhas inseguranças fossem dar uma volta.
Mas o que tiver de acontecer, acontecerá, por isso vamos lá viver a vida a cada momento. E se não acontecer tudo que queríamos, que saibamos pelo menos aproveitar o que for acontecendo.

Aderi ao Tunning


quinta-feira, dezembro 30, 2004

Um Ano! Obrigada!

Pois é! Quase num piscar de olhos, volveu-se um ano de escrita na blogosfera. Tem sido uma experiência engraçada e motivante, para mim que sempre gostei destas coisas da escrita, mas que nunca tinha ousado mostrar nada a alguém. Sempre tive uma espécie de diário, onde escrevia as mais variadas coisas, muito semelhante ao blog. Mas expor esses escritos a outros, mais ou menos conhecidos, foi uma experiência nova. E tem sido compensadora. Especialmente quando notamos que alguém se dá ao trabalho de nos visitar regularmente e, mais ainda, comentar. Quer dizer que o que dizemos não é nem totalmente errado nem inócuo. A todos esses visitantes eu agradeço a atenção dispensada e marco encontro durante os próximos meses e anos. Obrigada.

quarta-feira, dezembro 29, 2004

Um Natal que passou

Pois é, passou mais um Natal. Veio depressa e depressa se foi. Que pena já não ser criança para poder apreciar esta quadra na sua plenitude. Realmente, as crianças são quem mais aproveita esta época. Porque será que nós, adultos, vamos sendo abandonados pela sua magia? Serão talvez as responsabilidades que vão surgindo e que nos afastam.
Para mim, este Natal passou muito rápido. Talvez por a família se ter reunido este ano lá em casa, o que, claro, me obrigou a um esforço redobrado de preparação e organização. Seja como for, correu tudo bem. Os miúdos andaram todos eufóricos, como é natural, e a abertura das prendas foi uma autêntica balbúrdia. Confusões como “quem dá o quê a quem” e um diabinho de quase quatro anos que resolveu que tinha de abrir as prendas de toda a gente. Como se vê, o habitual. Até tive direito a surpresas. Não é que os meus irmãos este ano me deram umas prendas catitas! Daquelas que eu gosto, sem sequer recorrerem a inquérito anterior.
O que ainda mereceu umas boas gargalhadas foi vermos os três juntinhos no sofá um bocado do “Homem-Aranha”. Uma das nossas private jokes, correspondente ao “vai ver se estou na esquina”, era o “vê lá se está a dar o “Homem-Aranha a cores no segundo canal?”. Sim, porque nós ainda somos do tempo em não havia outros canais e durante muitos anos só tivemos uma televisão a preto e branco, que nem sequer apanhava o segundo canal.

Be Aware

Doctor Unheimlich has diagnosed me with
Dinai's Disease
Cause:mosquito bite
Symptoms:mildly excess mucus, revolving neck, tunnel vision, heartburn
Cure:paint a black cross on your front door and wait
Enter your name, for your own diagnosis:

quinta-feira, dezembro 23, 2004

Ar



Your Element Is Air


You dislike conflict, and you've been able to rise above the angst of the world.
And when things don't go your way, you know they'll blow over quickly.
Easygoing, you tend to find joy from the simple things in life.
You roll with the punches, and as a result, your life is light and cheerful.
You find it easy to adapt to most situations, and you're an open person.
With you, what you see is what you get... and people love that!

Sabedoria

Metade dos nossos erros na vida nascem do facto de sentirmos quando devíamos pensar e pensarmos quando devíamos sentir.
J. Collins

Quando apontares com um dedo, lembra-te de que outros três dedos teus apontam para ti.
Provérbio inglês

Jamais desesperes, mesmo perante as mais sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda.
Provérbio chinês
O medo do perigo é mil vezes pior do que o perigo real.
D. Defoe

A melhor maneira de prever o futuro é inventá-lo.

A Residência Espanhola


A faculdade é um dos períodos da nossa vida onde mais aprendemos e não apenas catedraticamente. É um período de dupla aprendizagem, sendo o crescimento pessoal o mais significativo. Damos os nossos primeiros passos na vida adulta, com algumas escorregadelas pelo caminho, mas erguemo-nos e seguimos em frente.
Em “A Residência Espanhola” conhecemos um variados grupo de estudantes que durante um ano se encontram em Barcelona no âmbito do programa Erasmus. Oriundos dos mais variados países europeus, eles vão partilhar experiências, amizades, frustrações, angústias e esperanças, ou seja, conjuntamente vão aprender a ser felizes.
E como diz o slogan do filme “onde um ano pode mudar uma vida inteira.”

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Orfeu Rebelde, Torga

Deixo-vos algumas passagens de poemas deste livro em que me revejo, como que decalcada a papel químico.

Chegou a minhas vez, e não hesito:
Quero ao menos falhar em tom agudo.
Cada som como um grito
Que no seu desespero diga tudo.

...
O destino destina,
Mas o resto é comigo.
...
E o que sou por detrás do que pareço!
Que seguida traição desde o começo.
Em cada gesto,
Em cada grito,
Em cada verso!
Sincero sempre, mas obstinado
Numa sinceridade
Que vende ao mesmo preço
O direito e o avesso
Da verdade.
...
é o meu avesso que me desafia.
...
assim me desespero e me consumo,
e cumpro este destino tumular
de não sair de mim, por mais que faça.
...
versos, gritos, protestos…
encho o melhor que posso
cada hora que passa.
...
desço dentro de mim, olho a paisagem,
analiso o que sou, penso o que vejo,
e sempre o mesmo trágico desejo
de dar outra expressão ao que foi dito!
Sempre a mesma vontade de gritar,
Embora de antemão a duvidar
Da exactidão e força desse grito.
...
e os restantes humanos,
há infinitos anos
que apenas tecem
a teia da rotina,
como o instinto os ensina.
...
ter confiança é deslaçar metade
do nó do tempo que o destino aperta.
...
é por dentro que eu gosto que aconteça
A minha vida.
Íntima, profunda, como um sentimento
De que se tem pudor.
...
que o agressor é sempre o agredido,
quando agride a cantar.
...
Mas só quero a fortuna
De me encontrar.

As Horas


Virgínia Woolf é uma das mais emblemáticas escritoras do modernismo e um exemplo de excelência na utilização da técnica narrativa denominada “stream of counscience”, em português “corrente de consciência”. O objectivo desta técnica é acompanhar através da escrita a complexidade e inconstância do pensamento humano.
Mrs. Dalloway é o livro que serve de cenário psicológico a este filme, onde se entrecruzam três histórias aparentemente estanques: a história de Woolf enquanto escreve o romance, uma dona de casa grávida da classe média da década de 40 e uma moderna editora, que encarna a própria Mrs. Dalloway. O que é que as três têm em comum? Todas se encontram encurraladas por uma profunda angústia e falta de sentido para a vida. E assim, de história em história, passo a passo se desenrola a corrente do filme que nos dá três perspectivas femininas sobre a vida e sobre a sua opressão.
É um filme extremamente poético e sensível, com óptimas interpretações e um argumento inteligente e subtil, com algumas surpresas.
E " Sempre o tempo, sempre o amor , sempre as horas ..."

terça-feira, dezembro 21, 2004

Seu Arcano Pessoal é:

3 - A IMPERATRIZ

Palavras-Chave: Beleza e Criação

Acontecimento importante a nível psicológico aos 3 anos de idade; A malta era jovem e não se lembra.
Percebe a mãe como símbolo de alegria e liberdade; Sim.
Espontaneidade; Sim.
Idealismo; Sim.
Sentido estético apurado; Sim.
O Amor é a base de tudo; Acredito que sim.
Capacidade de gerar muitos projectos e ideias; Idiotar é comigo.
Para a mulher: a gravidez é algo fundamental; Um sonho ainda por realizar.
Embevecimento; Sim.
Cuidado com o narcisismo; OK.
Gosto acentuado pela Natureza; sim.
Sentidos apurados: gosta de tocar e sentir o cheiro das coisas; Sim. Não há nada como o cheiro a terra molhada para me deixar bem com a vida.
Caprichos; Alguns.
Vença seus ciúmes; Não devo pecar muito por aí.
Gosta de decorar ou embelezar o ambiente; sim.
Força emocional; Esforçamo-nos.
Romantismo; Também.
Alegria de viver; Sim.
Feminista; Gosto de ser mulher.
Quer se impor socialmente; Impor não, mas gosto de socializar.
Simpatia; Dizem que sim.
Natureza agradável e festiva; Por vezes, o palhaço da festa.
Sensualidade; Hummmm, isso agora…
Atracção por cores alegres e artigos finos ou de alta qualidade; Sim.
Natureza envolvente; Terão de perguntar a outros.
Aprecia namorar e viver momentos afectivos intensamente; Quem não gosta?
Fertilidade; Eh lá. E para quando?
Cuidado com a infidelidade; Dou cabo do gajo.
Aprecia estar à frente dos projectos; Sim.
Vença a inconstância; Estou a fazer por isso.
Atenção à volubilidade; OK.
Progressos materiais; Fixe. Não tenho razões de queixa.
Muitos gastos pessoais; Realmente já tive melhores dias nesse campo.
Indulgência; De quem?
Perigo: não espere que o que quer venha sempre fácil demais; Já deu para perceber.
Libertação de conceitos; Sem grandes problemas.
Falta-lhe bom senso; Por acaso até não.
Regência sobre as gônadas, pele, garganta, glicose, vitaminas; Terei cuidado.
Superficialidade; Parece que sim. O signo diz o mesmo. E às vezes...
Pode atrair a competição de pessoas do mesmo sexo; Em quê?
Riqueza interior; espero que sim.
Motivação pessoal; Algumas.
Evite as chantagens afectivas; OK.
Luta muito pelos seus sonhos; não tanto como devia.
Sedução; Gosto do jogo.
Exigente nas relações; Sim.
Atrai os outros para si; Atrair? Não sei. Mas creio que sou uma companhia agradável.
Expressão corporal; Se for a dançar.
Vitalidade e actividade: Sou um bocado sedentária.

Quem sabe, sabe...


Your Dominant Intelligence is

Linguistic Intelligence



You are excellent with words and language. You explain yourself well.
An elegant speaker, you can converse well with anyone on the fly.
You are also good at remembering information and convicing someone of your point of view.
A master of creative phrasing and unique words, you enjoy expanding your vocabulary.

You would make a fantastic poet, journalist, writer, teacher, lawyer, politician, or translator.

sábado, dezembro 18, 2004

One, U2

Is it getting better?
Or do you feel the same?
Will it make it easier on you now?
You got someone to blame
You say
One love
One life
When it's one need
In the night
One love
We get to share it
Leaves you baby if you
Don't care for it

Did I disappoint you?
Or leave a bad taste in your mouth?
You act like you never had love
And you want me to go without
Well it's
Too late
Tonight
To drag the past out into the light
We're one, but we're not the same
We get to
Carry each other
Carry each other
One

Have you come here for forgiveness?
Have you come to raise the dead?
Have you come here to play Jesus?
To the lepers in your head

Did I ask too much?
More than a lot.
You gave me nothing,
Now it's all I got
We're one
But we're not the same
Well we
Hurt each other
Then we do it again
You say
Love is a temple
Love a higher law
Love is a temple
Love the higher law
You ask me to enter
But then you make me crawl
And I can't be holding on
To what you got
When all you got is hurt

One love
One blood
One life
You got to do what you should
One life
With each other
Sisters
Brothers
One life
But we're not the same
We get to
Carry each other
Carry each other

One

Gente que lê

É uma gente estranha. Essa que percorre com os dedos as linhas de outras vidas. Alimentando-se de outras seivas. Vampiros. Egoístas. Guardam em si segredos. Esqueletos nos armários. Corpos no deserto. Relíquias macabras. Saem do mundo. Entram noutros mundos. Distantes, longínquos. Íntimos, peculiares. Que tipo de gente é essa? Criaturas inadaptadas. Rebeldes incógnitos em oposição solitária. É uma gente rara. Surge no meio do nada e desenvolve-se subtil e vagarosamente. Mesmo em lugares inóspitos. É uma gente estranha.

Mulheres: as eternas insatisfeitas

No outro dia, já não me lembro exactamente onde, talvez num desses mails em cadeia, li algures que somos eternas insatisfeitas. Pus-me a pensar nos actos de amigas e principalmente nos meus e realmente não há outra conclusão. Sim, nós somos insatisfeitas. Ou, melhor dizendo, porque não posso falar por outros, sim, eu sou insatisfeita.
E nem eu mesma sei porquê. Até acho que não tenho razões para tal, no entanto, é a mais pura das verdades. E a culpa não é de mais ninguém, apenas idealizo demasiado certas coisas e é claro que a realidade não foi concebida para me agradar, logo, me sinto insatisfeita.
Por isso, neste momento encontro-me em fase de reflexão sobre as minhas atitudes e objectivos. Quem sabe encontro algumas respostas.

sexta-feira, dezembro 17, 2004

Espírito Natalicio


You Were Nice This Year!



You're an uber-perfect person who is on the top of Santa's list.
You probably didn't even *think* any naughty thoughts this year.
Unless you're a Mormon, you've probably been a little too good.
Is that extra candy cane worth being a sweetheart for 365 days straight?

Were You Naughty or Nice This Year?


Your Christmas is Most Like: A Very Brady Christmas





For you, it's all about sharing times with family.
Even if you all get a bit cheesy at times.


What Movie Is Your Christmas Most Like?

quarta-feira, dezembro 15, 2004

Fantasia real

Desejo o toque que nunca me deste
Num vazio jamais satisfeito.
Vejo promessas jamais proferidas
Nas pequenas palavras sopradas.
Adivinhas nos meus silêncios
Ou nas minhas palavras tontas
O desejo de te ver, de te tocar
Vês nas minhas incertezas
O medo da ilusão
Porque não me queres como queres outras
Porque será que cada palavra tua
É uma migalha com que não me contento
É uma fantasia e tu és real
Não és inalcançável
Mas nunca estás perto
Sempre em fuga
Pela mais pequena fresta
Duvido que alguma vez queiras ficar
És a minha fantasia real
Mas tão pouco possível
Como qualquer celulóide.

Tentar não custa, não é?

Então é assim, este Natal, de presente, quero que seja…

1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer, Steven Jay Schneider
O Grande Sonho do Paraíso, Sam Shepard
Breve História de Quase Tudo, Bill Bryson
As 1000 casas do Sonho e Do Terror, Aliq Kahimi
Persépolis, Marjane Satrapi

Songs About Jane, Maroon 5
Beyond The Sea, OST
Bilhete para Ópera do Malandro
U2 ao vivo

Telemóvel

sexta-feira, dezembro 10, 2004

Os versos que te fiz, F. Espanca

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

quinta-feira, dezembro 09, 2004

Eu, complicada? Não, que ideia...





You Are the Stuffing




You're complicated and complex, yet all your pieces fit together.
People miss you if you're gone - but they're not sure why.


Aquele Inverno, Delfins

Há sempre um piano
um piano selvagem
que nos gela o coração
e nos trás a imagem
daquele inverno
naquele inferno

Há sempre a lembrança
de um olhar a sangrar
de um soldado perdido
em terras do Ultramar
por obrigação
aquela missão

Combater na selva sem saber porquê
e sentir o inferno a matar alguém
e quem regressou
guarda sensação
que lutou numa guerra sem razão...

Há sempre a palavra
a palavra 'nação'
os chefes trazem e usam
pra esconder a razão
da sua vontade
aquela verdade

E para eles aquele inverno
será sempre o mesmo inferno
que ninguém poderá esquecer
ter que matar ou morrer
ao sabor do vento
naquele tormento

Perguntei ao céu: será sempre assim?
poderá o inverno nunca ter um fim?
não sei responder
só talvez lembrar
o que alguém que voltou a veio contar...
recordar...recordar...

sábado, dezembro 04, 2004

A Fuga

Há muito que as minhas mãos não tecem linhas nestas páginas. Há muito que me tento esconder numa falsa ocupação, numa falsa solicitação. Fujo de mim, das minhas contradições. Mas chegou o momento – chega sempre o momento – de uma vez mais as enfrentar, de admitir que sempre lá estiveram e que tudo o mais não foi senão uma fuga.
A fuga. Cada vez a aperfeiçoo mais. Esquivo-me de todos, dizendo-me noutro lado. Crio a imagem de que há algo mais, fomento uma certa inacessibilidade, estimulo uma aúrea inexistente. Será que alguém realmente acredita?
Entretanto, entre tantos tantos, continuo a fugir.

Semana Cultural

Cá estou, depois de uma semana um tanto ou quanto agitada e culturalmente bastante diversificada. É verdade, esta semana foi muito prolífera em acontecimentos culturais.
O ciclo começou na passada quarta-feira, 24, com o concerto no Pavilhão Atlântico da Anastacia. Como a grande maioria dos concertos de produção americana, este não deixou nada ao acaso e não há nada a apontar. Apesar de não ser uma das minhas cantoras favoritas, a mulher tem realmente um vozeirão de fazer inveja a muita gente. Foram duas horas de concerto que se passaram muito bem.
Depois, na quinta-feira, fui ver o mais recente espectáculo dos Tapafuros, o Liberdade, Liberdade! Com um texto original de Filomena Oliveira e Miguel Real, este espectáculo tem como pano de fundo a ditadura salazarista e a busca de liberdade. O texto, muito bem estruturado, alterna momentos dramáticos e cómicos, sendo estes últimos sobretudo de caricatura ao regime e à sua figura central, Salazar. Aliás, esta é sem dúvida uma das mais bem conseguidas personagens, quer a nível de construção, quer a nível de composição e interpretação, bem como a da sua eterna governanta. O cenário é igualmente digno de nota, de uma extrema simplicidade, consegue transportar-nos para o ambiente austero das prisões.
E a semana cultural incluiu ainda uma ida ao circo Victor Hugo Cardinalli, com tudo o que o circo tem de divertido.

sexta-feira, novembro 26, 2004

Aviso à Circulação

JOÃO MANUEL VIEIRA
30-11-04
Terça-Feira
22h30
Paradise Garage
10 Euro (c/ 1 bebida)
Concerto de 20 anos para gravação de DVD


You Are the Enthusiast
7

You are outgoing and playful - always seeing the happy side to life.
You're enthusiastic and excitable. You love anything new.
Multi-talented, you do many things well... and find success easy.
You prefer to keep things light with others. Opening up is hard for you.



Marjane Satrapi

“…, quando se vive em democracia, as pessoas imaginam que, para mudar um regime, basta que o povo assim queira…”
“… escrever era a única maneira de falar sem ser interrompido. Decidi, então, escrever de uma vez por todas a minha história para não ter nunca que voltar a explicar.”
“Não são as culturas que são diferentes, são os costumes, a História, a linguagem é uma forma de nos apercebermos disso.”
“Temos que fazer um esforço para fazer a triagem do que é partilhável do que não é.”
“Não se pode ignorar a política porque cada decisão altera definitivamente a nossa vida.”
“O mundo divide-se entre os que têm medo e os que não têm medo. Quem não tem medo vai para a frente, abre-se aos outros; quem tem medo fecha-se em casa, não vê nada. Nada é mais perigoso do que alguém que tem medo.”
“… é evidente que eu sou eu, mas sou também o fruto dessa história.”
“Vive-se num estado de espírito em que não se pertence a sítio nenhum, o que não me desagrada, até me dá uma certa liberdade.”
“Bebe o vinho antes que te transformes na jarra que o contém.”
“antes, as pessoas tinham direito a ser pobres e dignas. Hoje, quando se é pobre, tiram-nos o direito à dignidade. Há uma exigência de ser rico… de ser novo, de ser belo. É preciso ser tudo.”
“acho indecente, desonesto que seja necessário que morram homens da superpotência para que o mundo faça três minutos de silêncio.”
“Temos sempre de passar pelo sangue para que as pessoas tomem consciência.”
“As pessoas pensam que a democracia é um dado adquirido, ora a democracia é frágil e está fragilizada por estas politicas “securitárias” que se fazem em nome da luta contra o terrorismo.”
“é preciso estar-se muito vigilante, é preciso votar e não esquecer que é possível combater estas derrapagens.”
“O que é um estilo? Um estilo é tudo o que não funciona. O que funciona é o que todos temos em comum, o que todos sabemos fazer. Um estilo é tomar em consideração tudo o que não dominamos e, do que não dominamos, fazer qualquer coisa.”
“são as subtilezas que fazem a diferença.”
“Acredito que há uma frase certa que deve ser encontrada. É por isso que, quando escrevo, reescrevo milhares de vezes, até encontrar a frase que me parece ser a certa na sua simplicidade.”
“Bebe porque a noite é breve, bebe porque não sabes de onde vens, festeja porque não sabes para onde vais.”

Entrevista in Ler #63

Para Rir

THE END IS NIGH (DVD) 3-4 weeks diz:
vou só tomar banho
Heidi On the Rocks (www.dinai.blogspot.com) diz:
badalhoco
THE END IS NIGH (DVD) 3-4 weeks diz:
já volto
THE END IS NIGH (DVD) 3-4 weeks diz:
antes de sexo oral convem
THE END IS NIGH (DVD) 3-4 weeks diz:
entenda-se por sexo oral falar de sexo
Heidi On the Rocks (www.dinai.blogspot.com) diz:
lolololol
THE END IS NIGH (DVD) 3-4 weeks diz:
porque afinal um exame oral não é lamber nem chupar um teste, mas sim falar
Heidi On the Rocks (www.dinai.blogspot.com) diz:
lolololol
THE END IS NIGH (DVD) 3-4 weeks diz:
diz-se que uma pessoa tem uma boa higiene oral quando não dá erros de linguagem

quarta-feira, novembro 24, 2004

Oculto no silêncio

Oculto no silêncio
o desejo ardente
que nem o olhar revela.
apenas o inexperiente palpitar
do meu coração
assim o desmente.

terça-feira, novembro 23, 2004

Amnésia

Espero no momento
A vida esquecida de outrora
Do brilho das luzes
Da euforia do álcool
Do calor dos corpos
Dos desejos cruzados
Do não haver amanhã
Que me persiga ou amedronte
Das ressacas curtidas
Ao sol ofuscante da tarde
Espero relembrar onde foram
Esses momentos perdidos
E talvez descobrir o acontecido.

Junto a ti, longe de ti

Junto a ti, longe de ti
Conheço e desconheço
O que me faz olhar
E descobrir em ti
O que de mim nos liga

sábado, novembro 20, 2004

Wishlist, P. Jam

Wishlist
I wish I was a neutron bomb, for once I could go off,
I wish I was a sacrifice but somehow still lived on,
I wish I was a sentimental ornament you hung on,
The Christmas tree, I wish I was the star that went on top,
I wish I was the evidence, I wish I was the ground,
For 50 million hands up raised and open toward the sky.

I wish I was a sailor with someone who waited for me,
I wish I was as fortunate, as fortunate as me,
I wish I was a messenger and all the news was good,
I wish I was the full moon shining off a Camaro's hood.

I wish I was an alien at home behind the sun,
I wish I was the souvenir you kept your house key on,
I wish I was the pedal brake that you depended on,
I wish I was the verb 'to trust' and never let you down.

I wish I was a radio song, the one that you turned up,
I wish, I wish, I wish, I wish and I guess it carries on.

sexta-feira, novembro 19, 2004

CSI

Esta é a única série que actualmente sigo nas televisões nacionais tradicionais e que me desperta o interesse de voltar a ver o próximo episódio. Vejo porque a medicina e a investigação forense são áreas que me intrigam, o que consequentemente de certa forma me seduzem. E depois os aspectos de importância do mínimo pormenor e dedução lógica são igualmente cativantes.
Muito se tem escrito sobre a série, uma das vertentes normalmente referidas é a profundidade das personagens, mas sinceramente não concordo muito. A informação sobre o back ground das personagens é mínima e a edição bastante rápida e dinâmica não favorecem essa ideia.
O bom do CSI é exactamente o acompanhamento dos casos e o raciocínio a eles inerentes aliados a uma vertente científica. Aliás, esta série é uma espécie de Mega Ciência para mais crescidos. Outro ponto de vista positivo é que vamos ficando com umas luzes de como não cometer certos crimes.

Branca de Neve?

Pois é, há pouco tempo fiz vários testes destes que se encontram na blogosfera e segundo dois deles eu tenho personalidade de Branca de Neve. Querem lá ver?
I am Princess Snow White!

Which Disney Princess Would You Be?


I am Snow White

Which Fables character are you?


quarta-feira, novembro 17, 2004

De intimidade


Li algures numa revista uma constatação, que passe o pleonasmo, já tinha constatado há muito tempo. Para a maioria das pessoas a noção de intimidade tem única e exclusivamente uma vertente sexual. Ou seja, para essas pessoas ser íntimo de alguém é somente ter relações sexuais com essa pessoa.
Já eu e uma minoria não nos revemos neste noção demasiado reduzida da palavra. Ter intimidade com alguém é ter a confiança e o à vontade para confidenciar os nossos pensamentos, os nossos desejos, os nossos complexos e fraquezas com alguém que sabemos que nos vai ouvir. Alguém que nos poderá ou não aconselhar, mas que sobretudo não irá emitir juízos de opinião levianamente. E estabelecer esta relação e nível de intimidade é sim um desafio e uma das mais gratificantes aventuras de conhecimento humano. É ao desenvolver esta intimidade que crescemos.
Por isso há tantas relações que não vingam. As pessoas preocupam-se mais em ter uma intimidade física do que em estabelecer relações de verdadeira intimidade. Já ninguém tem amigos íntimos (que até são platónicos), tem amigos coloridos.
E já tentaram fazer alguém compreender esta grande subtileza? Às vezes é muito complicado. Mas ainda bem que não sou a única a pensar deste modo.

Louras à Força

Louras à Força é mais uma demonstração do potencial dos irmãos Wayans como comediantes de pois de filmes como Scary Movie e O quinteto da Morte. Neste filme temos dois desastrados agentes do FBI que se vêem obrigados a proteger duas jovens e louras herdeiras de uma ameaça de rapto. E qual a melhor maneira de as proteger, do que se fazerem passar por elas, com todas as situações hilárias e equívocos que isso possa provocar. Temos assim um filme despretensioso e divertido, recomendado para uma sexta à noite ou simplesmente para uma reunião de amigos.

Ainda não vi, mas...




Você é "E sua mãe também" de Alfonso Cuaron. Você é imaturo e despretencioso. Mas consegue se divertir e como!!
Faça você também Que bom filme é você? Uma criação deO Mundo Insano da Abyssinia


terça-feira, novembro 16, 2004

20 Anos Live Aid15 Anos The Wall


A semana passada relembraram-se dois dos mais memoráveis concertos musicais da história: o Live Aid (há 20 anos) e o The Wall (após a queda do muro de Berlim, há 15 anos). É claro que não estive presente em nenhum deles, mas fui uma dos milhões de pessoas que por todo o mundo assistiu às suas transmissões na televisão. Foram dois concertos que marcaram uma geração, ou talvez mais, mas creio que pelo menos a geração que agora está entre os trintas e quarentas os relembra e revê com certa nostalgia.
Quando Live Aid foi transmitido era ainda uma criança, mas recordo-me perfeitamente dos meus irmãos (dez e oito anos mais velhos que eu) ficarem presos em frente à tv. De imagens concretas, lembro-me do extravagante fato do Bob Geldof.
Já do The Wall Live in Berlin tenho uma memória bem mais presente. Lembro-me de achar tudo aquilo avassalador e extraordinário. O que me levou a visitar recorrentemente a minha gravação VHS do concerto. Sim, ainda sou do tempo do VHS…
A verdade é que tudo isto me lembrou todos aqueles e-mails que recebemos ocasionalmente sobre tudo o que os jovens que agora têm 18 anos perderam. A verdade é que eles podem ter os Rock in Rio, mas nós temos outras memórias e eu sinceramente não as troco.

Cats

Pois é! Eu fui umas das pessoas a estar na plateia a aplaudir este grande musical. Depois de julgar que não tinha bilhetes, houve alguém que me surpreendeu e muito bem. Então lá fui eu ver os mais famosos gatos do mundo. Julgo eu!
Apesar de conhecer as canções e a história de outras audições, não deixa de ser mágico ver the real thing ao vivo.
Mas mais do que as minhas palavras deixo-vos uma das mais belas canções de musicais…

Midnight, not a sound from the pavement
Has the moon lost her memory?
She is smiling alone
In the lamplight, the withered leaves collect at my feet
And the wind begins to moan

Memory, All alone in the moonlight
I can smile at the old days
I was beautiful then
I remember the time I knew what happiness was
Let the memory live again

Every streetlamp seems to beat
A fatalistic warning
Someone mutters and the street lamp gutters
And soon
It will be morning

Daylight
I must wait for the sunrise
I must think of a new life
And I mustn't give in.
When the dawn comes, tonight will be a memory too
And a new day will begin

Burnt out ends of smoky days
The stale cold smell of morning
The streetlamp dies, another night is over
Another day is dawning...

Optional verse:
Sunlight through the trees in summer,
endless masquerading...
Like a flower, as the day is breaking,
The memory is fading...

Touch me,
It's so easy to leave me
All alone with my memory
Of my days in the sun...
If you touch me, you'll understand what happiness is
Look, a new day has begun.

Bigada Little Pear Tree


Lambe-Me


discover what candy you are @ quiz me