sexta-feira, novembro 26, 2004

Aviso à Circulação

JOÃO MANUEL VIEIRA
30-11-04
Terça-Feira
22h30
Paradise Garage
10 Euro (c/ 1 bebida)
Concerto de 20 anos para gravação de DVD


You Are the Enthusiast
7

You are outgoing and playful - always seeing the happy side to life.
You're enthusiastic and excitable. You love anything new.
Multi-talented, you do many things well... and find success easy.
You prefer to keep things light with others. Opening up is hard for you.



Marjane Satrapi

“…, quando se vive em democracia, as pessoas imaginam que, para mudar um regime, basta que o povo assim queira…”
“… escrever era a única maneira de falar sem ser interrompido. Decidi, então, escrever de uma vez por todas a minha história para não ter nunca que voltar a explicar.”
“Não são as culturas que são diferentes, são os costumes, a História, a linguagem é uma forma de nos apercebermos disso.”
“Temos que fazer um esforço para fazer a triagem do que é partilhável do que não é.”
“Não se pode ignorar a política porque cada decisão altera definitivamente a nossa vida.”
“O mundo divide-se entre os que têm medo e os que não têm medo. Quem não tem medo vai para a frente, abre-se aos outros; quem tem medo fecha-se em casa, não vê nada. Nada é mais perigoso do que alguém que tem medo.”
“… é evidente que eu sou eu, mas sou também o fruto dessa história.”
“Vive-se num estado de espírito em que não se pertence a sítio nenhum, o que não me desagrada, até me dá uma certa liberdade.”
“Bebe o vinho antes que te transformes na jarra que o contém.”
“antes, as pessoas tinham direito a ser pobres e dignas. Hoje, quando se é pobre, tiram-nos o direito à dignidade. Há uma exigência de ser rico… de ser novo, de ser belo. É preciso ser tudo.”
“acho indecente, desonesto que seja necessário que morram homens da superpotência para que o mundo faça três minutos de silêncio.”
“Temos sempre de passar pelo sangue para que as pessoas tomem consciência.”
“As pessoas pensam que a democracia é um dado adquirido, ora a democracia é frágil e está fragilizada por estas politicas “securitárias” que se fazem em nome da luta contra o terrorismo.”
“é preciso estar-se muito vigilante, é preciso votar e não esquecer que é possível combater estas derrapagens.”
“O que é um estilo? Um estilo é tudo o que não funciona. O que funciona é o que todos temos em comum, o que todos sabemos fazer. Um estilo é tomar em consideração tudo o que não dominamos e, do que não dominamos, fazer qualquer coisa.”
“são as subtilezas que fazem a diferença.”
“Acredito que há uma frase certa que deve ser encontrada. É por isso que, quando escrevo, reescrevo milhares de vezes, até encontrar a frase que me parece ser a certa na sua simplicidade.”
“Bebe porque a noite é breve, bebe porque não sabes de onde vens, festeja porque não sabes para onde vais.”

Entrevista in Ler #63

Para Rir

THE END IS NIGH (DVD) 3-4 weeks diz:
vou só tomar banho
Heidi On the Rocks (www.dinai.blogspot.com) diz:
badalhoco
THE END IS NIGH (DVD) 3-4 weeks diz:
já volto
THE END IS NIGH (DVD) 3-4 weeks diz:
antes de sexo oral convem
THE END IS NIGH (DVD) 3-4 weeks diz:
entenda-se por sexo oral falar de sexo
Heidi On the Rocks (www.dinai.blogspot.com) diz:
lolololol
THE END IS NIGH (DVD) 3-4 weeks diz:
porque afinal um exame oral não é lamber nem chupar um teste, mas sim falar
Heidi On the Rocks (www.dinai.blogspot.com) diz:
lolololol
THE END IS NIGH (DVD) 3-4 weeks diz:
diz-se que uma pessoa tem uma boa higiene oral quando não dá erros de linguagem

quarta-feira, novembro 24, 2004

Oculto no silêncio

Oculto no silêncio
o desejo ardente
que nem o olhar revela.
apenas o inexperiente palpitar
do meu coração
assim o desmente.

terça-feira, novembro 23, 2004

Amnésia

Espero no momento
A vida esquecida de outrora
Do brilho das luzes
Da euforia do álcool
Do calor dos corpos
Dos desejos cruzados
Do não haver amanhã
Que me persiga ou amedronte
Das ressacas curtidas
Ao sol ofuscante da tarde
Espero relembrar onde foram
Esses momentos perdidos
E talvez descobrir o acontecido.

Junto a ti, longe de ti

Junto a ti, longe de ti
Conheço e desconheço
O que me faz olhar
E descobrir em ti
O que de mim nos liga

sábado, novembro 20, 2004

Wishlist, P. Jam

Wishlist
I wish I was a neutron bomb, for once I could go off,
I wish I was a sacrifice but somehow still lived on,
I wish I was a sentimental ornament you hung on,
The Christmas tree, I wish I was the star that went on top,
I wish I was the evidence, I wish I was the ground,
For 50 million hands up raised and open toward the sky.

I wish I was a sailor with someone who waited for me,
I wish I was as fortunate, as fortunate as me,
I wish I was a messenger and all the news was good,
I wish I was the full moon shining off a Camaro's hood.

I wish I was an alien at home behind the sun,
I wish I was the souvenir you kept your house key on,
I wish I was the pedal brake that you depended on,
I wish I was the verb 'to trust' and never let you down.

I wish I was a radio song, the one that you turned up,
I wish, I wish, I wish, I wish and I guess it carries on.

sexta-feira, novembro 19, 2004

CSI

Esta é a única série que actualmente sigo nas televisões nacionais tradicionais e que me desperta o interesse de voltar a ver o próximo episódio. Vejo porque a medicina e a investigação forense são áreas que me intrigam, o que consequentemente de certa forma me seduzem. E depois os aspectos de importância do mínimo pormenor e dedução lógica são igualmente cativantes.
Muito se tem escrito sobre a série, uma das vertentes normalmente referidas é a profundidade das personagens, mas sinceramente não concordo muito. A informação sobre o back ground das personagens é mínima e a edição bastante rápida e dinâmica não favorecem essa ideia.
O bom do CSI é exactamente o acompanhamento dos casos e o raciocínio a eles inerentes aliados a uma vertente científica. Aliás, esta série é uma espécie de Mega Ciência para mais crescidos. Outro ponto de vista positivo é que vamos ficando com umas luzes de como não cometer certos crimes.

Branca de Neve?

Pois é, há pouco tempo fiz vários testes destes que se encontram na blogosfera e segundo dois deles eu tenho personalidade de Branca de Neve. Querem lá ver?
I am Princess Snow White!

Which Disney Princess Would You Be?


I am Snow White

Which Fables character are you?


quarta-feira, novembro 17, 2004

De intimidade


Li algures numa revista uma constatação, que passe o pleonasmo, já tinha constatado há muito tempo. Para a maioria das pessoas a noção de intimidade tem única e exclusivamente uma vertente sexual. Ou seja, para essas pessoas ser íntimo de alguém é somente ter relações sexuais com essa pessoa.
Já eu e uma minoria não nos revemos neste noção demasiado reduzida da palavra. Ter intimidade com alguém é ter a confiança e o à vontade para confidenciar os nossos pensamentos, os nossos desejos, os nossos complexos e fraquezas com alguém que sabemos que nos vai ouvir. Alguém que nos poderá ou não aconselhar, mas que sobretudo não irá emitir juízos de opinião levianamente. E estabelecer esta relação e nível de intimidade é sim um desafio e uma das mais gratificantes aventuras de conhecimento humano. É ao desenvolver esta intimidade que crescemos.
Por isso há tantas relações que não vingam. As pessoas preocupam-se mais em ter uma intimidade física do que em estabelecer relações de verdadeira intimidade. Já ninguém tem amigos íntimos (que até são platónicos), tem amigos coloridos.
E já tentaram fazer alguém compreender esta grande subtileza? Às vezes é muito complicado. Mas ainda bem que não sou a única a pensar deste modo.

Louras à Força

Louras à Força é mais uma demonstração do potencial dos irmãos Wayans como comediantes de pois de filmes como Scary Movie e O quinteto da Morte. Neste filme temos dois desastrados agentes do FBI que se vêem obrigados a proteger duas jovens e louras herdeiras de uma ameaça de rapto. E qual a melhor maneira de as proteger, do que se fazerem passar por elas, com todas as situações hilárias e equívocos que isso possa provocar. Temos assim um filme despretensioso e divertido, recomendado para uma sexta à noite ou simplesmente para uma reunião de amigos.

Ainda não vi, mas...




Você é "E sua mãe também" de Alfonso Cuaron. Você é imaturo e despretencioso. Mas consegue se divertir e como!!
Faça você também Que bom filme é você? Uma criação deO Mundo Insano da Abyssinia


terça-feira, novembro 16, 2004

20 Anos Live Aid15 Anos The Wall


A semana passada relembraram-se dois dos mais memoráveis concertos musicais da história: o Live Aid (há 20 anos) e o The Wall (após a queda do muro de Berlim, há 15 anos). É claro que não estive presente em nenhum deles, mas fui uma dos milhões de pessoas que por todo o mundo assistiu às suas transmissões na televisão. Foram dois concertos que marcaram uma geração, ou talvez mais, mas creio que pelo menos a geração que agora está entre os trintas e quarentas os relembra e revê com certa nostalgia.
Quando Live Aid foi transmitido era ainda uma criança, mas recordo-me perfeitamente dos meus irmãos (dez e oito anos mais velhos que eu) ficarem presos em frente à tv. De imagens concretas, lembro-me do extravagante fato do Bob Geldof.
Já do The Wall Live in Berlin tenho uma memória bem mais presente. Lembro-me de achar tudo aquilo avassalador e extraordinário. O que me levou a visitar recorrentemente a minha gravação VHS do concerto. Sim, ainda sou do tempo do VHS…
A verdade é que tudo isto me lembrou todos aqueles e-mails que recebemos ocasionalmente sobre tudo o que os jovens que agora têm 18 anos perderam. A verdade é que eles podem ter os Rock in Rio, mas nós temos outras memórias e eu sinceramente não as troco.

Cats

Pois é! Eu fui umas das pessoas a estar na plateia a aplaudir este grande musical. Depois de julgar que não tinha bilhetes, houve alguém que me surpreendeu e muito bem. Então lá fui eu ver os mais famosos gatos do mundo. Julgo eu!
Apesar de conhecer as canções e a história de outras audições, não deixa de ser mágico ver the real thing ao vivo.
Mas mais do que as minhas palavras deixo-vos uma das mais belas canções de musicais…

Midnight, not a sound from the pavement
Has the moon lost her memory?
She is smiling alone
In the lamplight, the withered leaves collect at my feet
And the wind begins to moan

Memory, All alone in the moonlight
I can smile at the old days
I was beautiful then
I remember the time I knew what happiness was
Let the memory live again

Every streetlamp seems to beat
A fatalistic warning
Someone mutters and the street lamp gutters
And soon
It will be morning

Daylight
I must wait for the sunrise
I must think of a new life
And I mustn't give in.
When the dawn comes, tonight will be a memory too
And a new day will begin

Burnt out ends of smoky days
The stale cold smell of morning
The streetlamp dies, another night is over
Another day is dawning...

Optional verse:
Sunlight through the trees in summer,
endless masquerading...
Like a flower, as the day is breaking,
The memory is fading...

Touch me,
It's so easy to leave me
All alone with my memory
Of my days in the sun...
If you touch me, you'll understand what happiness is
Look, a new day has begun.

Bigada Little Pear Tree


Lambe-Me


discover what candy you are @ quiz me

Finjo não saber

Finjo não saber o vazio que me roi a alma
Escondo-me nas noites inconsequentes
No álcool libertador de qualquer pensamento
Na ressaca que me impede de pensar
Passo de hora em hora na ilusão
De que algo me preenche
Mas só eu preencho um espaço
Um ponto minúsculo, infímo
Impossível de conter um traço que seja
Um traço de criatividade
Uma curva de dúvida
Um acento de certeza
Impeço-me de parar
Porque inevitavelmente
Percebo o nada que sou
E não consigo fugir
À opressão do vazio.

sexta-feira, novembro 12, 2004

Mas porque é que haveria de ler?

Toda a gente que me conhece sabe, ou acaba por saber, que gosto muito de ler e leio com alguma frequência. Então, digamos que a pergunta de teor literário mais frequente nos últimos tempos tem sido qualquer coisa do género: já leste o Código Da Vinci? E quando eu respondo não, as pessoas ficam espantadas. Aliás, a indagação posterior costuma ser: mas gostas tanto de ler e ainda não leste este, dizem que é muito bom.
Há que esclarecer umas coisas: já não ando na escola, logo não tenho leituras obrigatórias; o meu trabalho não implica a leitura de qualquer obra literária; e, por último mas não menos importante, o facto de um livro ser um grande sucesso editorial não me obriga em nada a lê-lo.
Gosto de ver que as pessoas estão a aderir ao livro, porque acho a leitura um exercício bastante importante. E é melhor que leiam o Código Da Vinci do que jornais sensacionalistas e revistas cor-de-rosa. Pelas críticas e comentários que já li, o livro parece ser bastante apelativo e apresenta uma boa técnica de suspense, que aliada à temática abordada são realmente os ingredientes para um grande sucesso.
Relativamente à celeuma que envolve a sua temática (uma desconstrução de certas ideias que serviram de pilar à igreja católica e aos seus dogmas) não é o que mais me apela, porque não é a primeira vez que eu leio ou vejo qualquer filme ou documentário sobre o assunto. Ou seja, o livro poder-me-á dar novas perspectivas mas o tema em si não é novo.
Quanto ao facto de que toda a gente o lê não implica que eu também o faça. Uma das coisas que mais me dá prazer é chegar às minhas prateleiras ou a uma livraria e pegar num livro que me seduza naquele momento. Seja porque gosto do autor, seja porque a história me parece interessante. É um daqueles prazeres e direitos dos quais não abdico: seguir a minha intuição e ler aquilo que em principio me vai dar algo de novo. Por isso, prefiro continuar a seguir o meu solitário e egoísta caminho de enriquecimento e prazer pessoal.
Já lá dizia o poeta: não sei por onde vou, mas sei que não vou por aí.

Erramos

Erramos
De lugar em lugar
De momento em momento
De pessoa em pessoa.
Vagamos os lugares
Escoamos os momentos
Passamos as pessoas
Tudo fugaz
Inconstante, impreciso
Sem sabermos nunca
Um destino coerente
Um porto seguro
Perdidos
No Inverno gélido
Protegidos pelo sintético
Que não aquece a alma
Nem o coração.