quinta-feira, outubro 14, 2004

Pouco a pouco no amor

Há uma batalha a travar
Entre tantas batalhas vencidas
Há uma dor no olhar
Entre tantas mágoas tecidas,
Pouco a pouco no amor.

Há uma lágrima que rola
Entre tantas lágrimas perdidas
Há um soluço que assola
Entre tantos medos sentidos,
Pouco a pouco no amor.

Há um adeus que se diz
Entre tantas despedidas
Há uma dor que fiz
Entre tantas feridas,
Pouco a pouco no amor.

Julião Sarmento
(imagem inserida a 7/01/2015)

A minha personagem





Que personagem do Seinfeld é você?
Trazido a você por Blog do Idiota


quarta-feira, outubro 13, 2004

Pergunto-me se será mais um beco sem saída, com o muro colocado por mim. Coloco sempre muros mesmo que desnecessários. Fujo sempre. Sempre com medo da rejeição e quem sabe talvez ainda mais da aceitação.
E quanto mais tempo passa, mais cresce em mim o medo.
Não sinto borboletas no estômago. Não. Comigo é sempre um nó bem apertado. De pânico.

Kurasov
(imagem inserida a 07/01/2015)

É altura de balancear.

(imagem inserida a 7/01/2015)
É altura de balancear.
Balancear as pontas soltas da minha vida.
Perceber se deste emaranhado se pode tecer uma teia.
Perceber se o fio ainda dá para mais uma volta.
Se há volta a dar.
Mais uma.
Uma que tenha sentido.


terça-feira, outubro 12, 2004

quinta-feira, outubro 07, 2004

Contos Apátridas, VVAA


Um Tradutor Em Paris, B. Atxaga
“Viver é percorrer o tempo, mas percorrê-lo como quem avança por um arame, hoje desequilibrando-se para um lado, amanhã para o outro, e assim ia vivendo eu, sem conhecer o equilíbrio, procurando fugir cada vez mais para me esquecer do vazio que me rodeava e chegar quanto antes, (…) pelo menos a um lugar mais seguro do que o arame: a uma escada, a uma varanda, no fim de uma corda presa em qualquer sítio.”
“soube, graças a ti, que a vida é uma complexa mistura de luzes e sombras, e que essa complexidade é magnifica.”

Nunca lá Estive, J. M. Fajardo “… havia de tudo para remediar as tristezas, o infortúnio ou essa insaciável sede da alma que nem o mais corrosivo dos licores jamais consegue mitigar.”
“Tinha lutado com uma força que nascia do desespero, essa espécie de força que torna brilhante a derrota e admirável o derrotado. Uma força que leva uma vida inteira a conquistar-se.”
“Os pés voltaram a conduzir-me aonde a minha cabeça ainda ignorava que queria ir.”

Tragédia do Homem que amava nos Aeroportos, S. Gambôa “às vezes as histórias tristes acontecem em lugares tristes, como estações de comboios ou em aeroportos. E então as pessoas apercebem-se e comentam-no, e todos dizem que na verdade os aeroportos e as estações de comboio são lugares tristíssimos, tão tristes que não dão vontade de viajar, pois ninguém gosta de mergulhar na tristeza, e muito menos por esses preços.”
“Só se chora se antes se foi feliz. Atrás de cada lágrima esconde-se algo inesquecível.” Graham Greene
“… com o tempo, fui-me apercebendo de que os lugares onde vivemos são impermeáveis aos sonhos, e que não há nada mais disparatado do que a rua e o número onde recebemos o correio, o quarto onde nos levantamos todos os dias e o espelho quotidiano da casa de banho, o mesmo que nos devolve essa cara fatigada que já não nos convence, que nos faz pena e que, desgraçadamente, é a única que jamais nos atraiçoa.”
“Â felicidade está sempre na viagem que se segue. Ou melhor: nesse belo país aonde nunca fomos.”

Antiga Morada, A. Sarabia “É curioso como as velhas casas falam a quem se propõe ouvi-las.”
“Esta confissão alimenta-se mais de sombras do que de luzes, mais de não sei o quê, do que aquilo que compreendo perfeitamente, é natural. O que se conhece não é mais do que um insignificante fragmento da realidade. O desconhecido envolve tudo, tudo é tocado por ele, dá forma e sentido para que os olhos vejam, as mãos toquem, os ouvidos ouçam.”
“Terá sido notada alguma vibração apenas perceptível nessa subtil teia de aranha que envolve os vivos com os mortos?”

O Anjo Vingador, L. Sepúlveda “Nasce-se inocente como um burro, mas basta um leve contacto com a polícia para ficarmos a saber que somos culpados de algo. Não importa o quê. A polícia é um memorando do pecado original.”
“Para se ser transparente é preciso disfarçarmo-nos de lixo.”

quarta-feira, outubro 06, 2004

Pura inocência, P. Norte

A vida é tão diferente
Daquilo que sonhamos
Talvez o nosso mal seja acordar

Lancei o meu futuro
Para lá do firmamento
E agora não consigo lá chegar

Estou a sentir
A minha voz perdida no deserto
Mas sou quem diz

Que a vida deixa sempre a porta aberta
P'ra que eu possa lá entrar
E quem sabe regressar
À mais pura inocência

A vida é tão diferente
Dos sonhos que lembramos
Eu sei que o nosso mal é recordar

Perdi o teu futuro
P'ra lá do nosso tempo
E agora não consigo lá voltar

Estou a sentir
A minha voz perdida no deserto
Mas sou quem diz

Que a vida deixa sempre a porta aberta
P'ra que eu possa lá entrar
E quem sabe te encontrar
Na mais pura inocência

Diário de Um Killer Sentimental, L. Sepúlveda


Diário de Um Killer Sentimental
“O rosto humano nunca mente; é o único mapa que regista todos os territórios que habitámos.”

Jacaré
“Eles eram anaré e obedeciam a uma lei tão velha como o mundo, porque, no começo de todas as coisas, o mundo era de água, e os homens e os animais viviam no dorso do grande jacaré. O réptil sonhava com frutos e havia frutos, sonhava com peixes e havia peixes, sonhava com tartarugas e também as havia. Mas um dia apareceu o primeiro ieashmaré e cravou um dardo incandescente no coração do grande réptil. Este, ferido de morte, chicoteou as águas dia e noite com a cauda. Deixou mil filhos, alguns tão pequenos como uma larva e outros grandes como um caçador, mas não disse qual deles tomaria o seu lugar. Por isso os anaré tinham de cuidar de todos, para que o doce tempo dos sonhos voltasse no dorso do grande jacaré.”

Hot Line
“Os bons polícias têm qualquer coisa de suicidas, o que os impele a levar o cumprimento do dever até às últimas consequências.”
“Entre os dois somavam oitenta anos, e tal cúmulo de tempo predispõe para o amor sincero, livre de espaventos, proezas ou desculpas, e, como não há nada a perder é um enorme lucro.”
“Nós, detectives rurais, sabemos conduzir automóveis, camiões, cavalos, barcos com motor fora de borda e pilotar aviões. Mas eu prefiro andar a pé, se não se importa.”
“o tempo tem mil vozes, e muitas delas são cruéis.”
“… sem se preocupar com as lágrimas, e o automóvel tornou-se estreito, pois todos os fantasmas do medo se refugiaram nele.”

sexta-feira, outubro 01, 2004

Primeiro

Primeiro tenho de me dizer
para depois dizer os outros
mesmo que falte a coragem
mesmo que as palavras se escondam
que o medo aflore
terei de algum modo de ficar aqui.

(imagem inserida a 7/01/2015)

Deportei

Comprei uma cama para nos amarmos
deitei e aguardei.
No vazio dos lençóis delineei as tuas formas
imaginei e aguardei.
Nos meus sonhos sorri
descansei e aguardei.
Na manhã não te vi
levantei e deportei.

(imagem inserida a 7/01/2015)

quinta-feira, setembro 30, 2004

Pensamento

As Mulheres são como o nevoeiro...surgem do nada, obrigam a andar com atenção redobrada e desaparecem sem deixar rasto...
Os Homens são como a neve...nunca se sabe quando vão aparecer, quantos centímetros vão ter, e quanto tempo vão ficar...

Almost Blue, F. Young



Sirva-se de mais um drinque,
A felicidade não estará no gelo,
Mas quem sabe?
Aliás, quem sabe você não a
Encontra no próximo gole?
Lembre-se, também, de sorrir
Quando acenderem o teu cigarro
E de não deixar a chama iluminar
O descaso que você tem em viver.

quinta-feira, setembro 23, 2004

Andei milhas e milhas

Andei milhas e milhas
Em busca de um amor
Para me sentir pleno.

Passei anos e anos
à espera de um amor
que me completasse.

Percorri terras e terras
À procura de um amor
Para me compreender.

Demorei uma eternidade
A perceber que um amor
Tem de se amar.
18-06-2004

Liberalização do Aborto?

A chegada do barco holandês à nossa costa pertencente à organização “Women on Waves” provocou um grande tumulto no nosso país, pelo menos a nível político e mediático. Se a proibição do governo português para que este entrasse em águas territoriais nacionais levantou muita fleuma, esta parece-me, no entanto, correcta. Digo isto porque, pelo menos de acordo com a actual lei vigente, é uma decisão coerente.
Mas é claro, que o mais importante não é o barco em si. O mais importante é a lei propriamente dita e se esta será a mais adequada. É complicado dizer. Não consigo dizer que sou a favor da liberalização aborto, mas também não consigo deixar de pensar que em certas talvez seja a melhor solução. Talvez não para o bebé, mas… Aliás não consigo deixar de pensar em qualquer das situações (sim/não) sem um grande “mas” a acompanhar.
No passado referendo, confesso que o meu voto foi “não”. Podem até criticar-me, mas foi o que achava na altura e na verdade continuo a pensar. Não me acho com direito a tirar a vida de ninguém, porque é de uma vida que se trata. Podem pensar então que eu seria incapaz de fazer um aborto. Mas a verdade é que, em determinadas circunstâncias, seria. Podem chamar-me hipócrita, porque talvez o seja, mas a verdade é que por vezes aquilo que pensamos e idealizamos não se coaduna muito com a realidade em que vivemos. E a realidade é por vezes muito cruel. E, actualmente, se se realizar um novo referendo, é provável que a minha resposta seja “sim”, apesar do peso que esse sim me possa trazer.
Claro que o ideal é que nunca alguma mulher se tivesse de ver confrontada com uma situação de aborto. Num mundo ideal não haveria mal formações de fetos, não haveria violações, não haveria pessoas inconscientes e inconsequentes relativamente à sua sexualidade, não haveria miséria, não haveria país que não amassem os seus filhos, não haveria… Mas não vivemos num mundo ideal e temos de nos adaptar a ele.
Talvez a liberalização do aborto não seja a melhor das soluções para o nosso mundo, mas se calhar… Não sei, realmente não sei…

sexta-feira, setembro 17, 2004

As pessoas dos Livros, F. Young

“Gosto de chuva, poupa lágrimas. Não, não é isso. Não lembro ao certo, e “ao certo” significa um mundo quando se trata de um verso.”
“… os enquantos são o quântico da literatura.”
“Aquele amor foi uma alga presa em meu biquini.”
“Um livro impresso deve ser respeitado por aquilo que é: a finalização de imensa dor, exaustão e generosidade.”
“Claro, todo mundo esquece mais ou menos das coisas que viveu, no momento em que um amor deixa de ser um grande amor. Quando um amor deixa de ser grande, ele não vira pequeno amor, vira pequeno estorvo.”
“Sentiu um cubo de gelo escorrer pelo meio do corpo – seria o prenúncio da morte? Um cubo de gelo?”

quarta-feira, setembro 15, 2004

Encerro em mim mais um capítulo...


Os estores a três quartos emprestam uma luminosidade ténue às paredes outrora brancas. As cortinas encardidas ameaçam desfazer-se ao mínimo toque, que nem sequer ouso. O pó de anos acumulado impede o reconhecimento da antiga familiaridade dos objectos. Olho e não reconheço neste o meu quarto de infância, perdido, algures, numa outra existência.
Permaneço sob a ombreira de um portal em que não há viagem de regresso à magia. Duvido mesmo que esta tenha existido em tempo algum. Tudo é tão distante. Redobro o esforço. Concentro-me. Mas perdi a ligação.
Percebo que não era ali que vivi anos que todos querem dourar. Está tudo tão vazio de vida, que nem a imaginação consegue florir.
Tento lembrar o momento preciso em que a alegria se esvaiu, mas não consigo fixa-lo na memória. Talvez nem tenha dado por ele – impossível de reconhecer, impossível de alcançar.
O relógio na parede há muito que parou de contar seja o que for e olhamo-nos imóveis: dois desconhecidos outrora íntimos e cúmplices.
Um último olhar em redor e fecho a porta. Encerro em mim mais um capítulo, rasgado e atirado a um canto onde ficará até ao seu fim.

sábado, setembro 11, 2004

As longas lágrimas derramadas

As longas lágrimas derramadas
em solidariedade se juntam
lamentando a má fortuna
dos homens inspirados
que ao enxergar mais longe
mais não vêem que a sua pequenez
tão doída e difícil de enfrentar.
29/10/2003

sexta-feira, setembro 10, 2004

Pessoa

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

Letreiro, M. Torga

Porque não sei mentir,
Não vos engano:
Nasci subversivo.
A começar por mim – meu principal motivo
De insatisfação -,
Diante de qualquer adoração
Ajuízo.
Não me sei conformar.
E saio, antes de entrar,
De cada paraíso.

quinta-feira, setembro 02, 2004

Ser Mejor, R. Williams

Llename la vida
Dame tranquilidad
Calma el temporal
Que hay en mi piel

Dame primaveras
Para disfrutar
Dias que se van
No han de volver

Puede ser que la voz
De tu paz y el amor
Me ayuden a cambiar
Y me hagan ser mejor

Perdona mis manias
No doy para mas
No se aparentarS
oy como soy

Angel de la guarda
Ven y salvame
Salvame del mal
Ayudame

Puede ser que la voz
De tu paz y el amor
Me ayuden a cambiar
Y me hagan ser mejor

Siempre hay en la vida (oportunidad)
Para amar mejor
No hay que amar de mas
Muchos an caido de tanto dar (de tanto dar)
Y de tanto amar

LLename la vida
Dame tranquilidad
Calma el temporal
Que hay en mi piel

Dame primaveras
Para disfrutar
Dias que se van
No han de volver

Puede ser que la voz
De tu paz y el amor
Me ayuden a cambiar
Y me hagan ser mejor

Better man, R. Williams

Send someone to love me
I need to rest in arms
Keep me safe from harm
In pouring rain

Give me endless summer
Lord I fear the cold
Feel I'm getting old
Before my time

As my soul heals the shame
I will grow through this pain
Lord I'm doing all I can
To be a better man

Go easy on my conscience
'Cause it's not my fault
I know I've been told
To take the blame

Rest assured my angels
Will catch my tears
Walk me out of here
I'm in pain

As my soul heals the shame
I will grow through this pain
Lord I'm doing all I can
To be a better man

Once you've found that lover
You're homeward bound
Love is all around
Love is all around

I know some have fallen
On stony ground
But Love is all around

Send someone to love me
I need to rest in arms
Keep me safe from harm
In pouring rain

Give me endless summer
Lord I fear the cold
Feel I'm getting old
Before my time

As my soul heals the shame
I will grow through this pain
Lord I'm doin' all I can
To be a better man

Aldeia Nova, M. Fonseca

“Saem os homens para o trabalho ainda a manhã vem do outro lado do mundo.”
“… e sabe-se lá que noite escura é o passado dessa gente!”
“tudo lhe parece em miniatura. Tudo tal e qual, à parte um ou outro pormenor, mas inexplicavelmente diminuto em relação à recordação que lhe ficara. Decerto está errada a sua memória.”
“Bem vê que é o passado, o passado que enche a casa, desde os vestidos negros da avó até aos retratos suspensos das paredes. O passado que faz silêncio em todas as salas para melhor viver na quietude dos móveis, nos corredores escuros.”
“Na calma da noite o luar nasce quase lua cheia. Traz luminosidades e sombras como um sol já velhinho, amarelo, cansado e alumiar o mundo.”
“E, quando o presente é feio e o futuro incerto, o passado vem-nos sempre à ideia como o tempo em que fomos felizes.”

quinta-feira, agosto 12, 2004

Noturno Indiano, Tabuchi

“…, mas as fotografias fecham o visível num rectângulo. O visível sem moldura é sempre uma coisa diferente. E depois aquele visível tinha um cheiro demasiado forte. Melhor dizendo, muitos cheiros.”
“Não seu quem disse que no puro acto de olhar há sempre um pouco de sadismo.”
“…, nunca se deve tentar saber demasiado das aparências dos outros.”
“Na altura poderá parecer-nos um acontecimento não particularmente feliz, mas na recordação, como sempre nas recordações, purificada das sensações físicas imediatas, dos cheiros, das cores, da vista daquele bicharoco debaixo do lavatório, a circunstância perde os contornos e a imagem melhora. A realidade passada é sempre menos má do que efectivamente foi: a memória é uma falsária espantosa. É-se desonesto mesmo sem querer.”
“São tão estranhas as coisas.”

Le corps humain pourrait il bien n’être qu’une apparence. Il cache notre réalité, il s’épaissit sur notre lumière ou sur notre ombre.
Victor Hugo

quarta-feira, agosto 04, 2004

Haverá algo pior?

Haverá algo pior do que discutirmos com a pessoa que nos criou?
Sim. O já não podermos discutir. O já não termos oportunidade de mais nada. Nem de pedir desculpas pelos erros. Nem simplesmente de dizer ou mostrar o quanto precisamos ainda dela.
Discute-se porque são duas pessoas diferentes. Uma a achar-se no mundo e a perder-se do ninho. A outra que nem sempre está preparada para os voos da sua cria. É o rumo natural, apesar da dor que por vezes implica.
Infelizmente, há dores mais doídas.

Absolute Beginners, D. Bowie

I've nothing much to offer
There's nothing much to take
I'm an absolute beginner
And I'm absolutely sane
As long as we're together
The rest can go to hellI
absolutely love you
But we're absolute beginners
With eyes completely open
But nervous all the same

If our love song
Could fly over mountains
Could laugh at the ocean/sail over heartaches (second time)
Just like the films
There's no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It's absolutely true

Nothing much could happen
Nothing we can't shake
Oh we're absolute beginners
With nothing much at stake
As long as you're still smiling
There's nothing more I need
I absolutely love you
But we're absolute beginners
But if my love is your love
We're certain to succeed

If our love song
Could fly over mountains
Could laugh at the ocean/sail over heartaches (second time)
Just like the films
There's no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It's absolutely true

Marly de Oliveira

A função do poema: conhecer.
A função do teorema: desafio
Que leva à abstração, à conjetura.
A função da esperança: convencer
Que o poema, o teorema, a ciência, a invenção,
O semáforo, a história, a explosão
De Hiroshima, Picasso e sua glória;
O decalque, a estrutura, a rachadura,
A ruptura, a eternidade, a desmemória;
A ignorância, a pobreza, a riqueza,
A insuficiência, a morte têm sentido.

sexta-feira, julho 30, 2004

Esclarecimento, Mário-Henrique Leiria

Quando estamos cansados
Deitamos o corpo
E adormecemos

Às vezes não

Procuramos outra mão
Outros olhos
Que nos limpem a fadiga
E evitem o sono
Que nos vem antigo

Quando estamos cansados
Podemos erguer o corpo
E acordar
E morrer acordados
Sem cansaço

Never Terar Us Apart, INXS

Don't ask me
What you know is true
Don't have to tell you
I love your precious heart

I..........I was standing
You were there
Two worlds collided
And they could never tear us apart

We could live for a thousand years
But if I hurt you
I'd make wine from your tears
I told you
That we could fly
Cause we all have wings
But some of us don't know why

I..........I was standing
You were there
Two worlds collided
And they could never tear us apart

I don't ask me
I was standing
You know it's true
You were there
Worlds collided
Two worlds collided
We're shining through
And they could never tear us apart

You don't ask me
You were standing
You know it's true
I was there
Worlds collided
Two worlds collided
We're shining through
And they could never tear us apart

quarta-feira, julho 28, 2004

Por outro Lado

Saber entrevistar alguém é, acima de tudo, saber conversar. E saber conversar é saber ouvir o respectivo interlocutor, respeitar os seus silêncios, as suas opiniões, sem atropelamentos, deixar fluir sem impor respostas.
 É raros vermos entrevistas assim, como deviam ser. Por isso, é de aproveitar essas raras oportunidades. E elas acontecem semanalmente na :2 por volta das 24:00/24:30 pela mão de Ana Sousa Dias.
Por outro lado…

Viciada?

6.25 %

My weblog owns 6.25 % of me.
Does your weblog own you?

The Music of the Night, A.L.W.

Nighttime sharpens, heightens each sensation
Darkness stirs and wakes imagination
Silently the senses abandon their defences

Slowly, gently, night unfurls its splendour
Grasp it, sense it, tremulous and tender
Turn your face away from the garish light of day
Turn your face away from cold, unfeeling light
And listen to the music of the night

Close you eyes and surrender to your darkest dreams
Leave all thoughts of the world you knew before
Close your eyes, let your spirit start to soar
And you'll live as you've never lived before

Softly, deftly, music shall caress you
Hear it, feel it, secretly possess you
Open up your mind, let your fantasies unwind
In this darkness which you know you cannot fight
The darkness of the music of the night

Let your mind start a journey through a strange, new world
Leave all thoughts of the world you knew before
Let your soul take you where you long to go
Only then can you belong to me

Floating, falling, sweet intoxication
Touch me, trust me, savour each sensation
Let the dream begin, let your darker side give in
To the harmony which dreams alone can write
The power of the music of the night

You alone can make my song take fligh
tHelp me make the music of the night

quinta-feira, julho 22, 2004

Sim/Não

Quantas vezes dissemos sim e na verdade queríamos dizer não?
Quantas vezes dissemos não e na verdade queríamos dizer sim?
Quantas vezes pesamos mais a opinião dos outros do que as nossas preferências ao responder sim ou não?
Quantas respostas foram regidas mais por queremos ser como os outros do que por ser fiéis a nós, aos nossos desejos e, inclusive, aos nossos receios?
Quantas vezes oprimidos pelas circunstâncias nos sentimos obrigados a uma resposta indesejada?
Quantas respostas indevidas ao longo de uma vida demasiado curta para estas perdas de tempo e oportunidade?

terça-feira, julho 20, 2004

Chanson, Jacques Prévert

Quel jour sommes-nous
Nous sommes  tous les jours
Mon amie
Nous sommes toute la vie
Mon amour
Nous nous aimons et nous vivons
Nous vivons e nous nous aimons
Et nous ne savons pas ce que c’est que la vie
Et nous ne savons pas ce que c’est que le jour
Et nous ne savons pas ce que c’est que l’amour.

O vendedor de passados, Agualusa

“já nos liga, suspeito, um fio de amizade.”
“Creio que o fazem para provar o risco. Amanhã o risco há-de, talvez, saber-lhes a nêsperas maduras.
“… são os muros que fazem os ladrões.”
“Os homens ignoram quase tudo sobre os pequenos seres com os quais partilham o lar.”
“… todos os meus dias são inúteis, cavalheiro, eu os passeio.”
“Acho que nessa época era uma premonição. Agora é talvez uma confirmação.”
“Julga que a vida nos pede compaixão? Não creio. O que a vida nos pede é que a celebremos.”
“Às vezes sinto o mesmo. Dói-me na alma um excesso de passado e vazio.”
“tenho vai para quinze anos a alma presa a este corpo e ainda não me conformei. Vivi quase um século vestindo a pele de um homem e também nunca me senti inteiramente humano.”
“Um nome pode ser uma condenação. Alguns arrastam o nomeado … por mais que este resista, impõem-lhe um destino. Outros, pelo contrário, são como máscaras: escondem, iludem. A maioria, evidentemente, não tem poder algum.”
“O pior pecado é não amar.”
“Os meus sonhos são, quase sempre, mais verosímeis do que a realidade.”
“a última luz da tarde morria docemente na parede de trás.”
“A única coisa que em mim não muda é o meu passado: a memória do meu passado humano. O passado costume ser estável, está sempre lá, belo ou terrível, e lá ficará para sempre.”
“Ao chegarmos a velhos apenas nos resta a certeza de que em breve seremos ainda mais velhos.”
“A coragem não é contagiosa; o medo, sim.”
“A literatura é a maneira que um mentiroso tem para se fazer aceitar socialmente.”
“A verdade é uma superstição.”
“Deus deu-nos os sonhos para que possamos espreitar o outro lado.”
“Desconheço imensa gente. Nunca fui muito popular.”
“As pessoas morriam de tristeza. Até os cães se enforcavam.”
“… a natureza tem horror ao vazio.”
“Ninguém é um nome!”
“A minha infância está cheia de bons sabores. Cheira bem a minha infância.”
“Só somos verdadeiramente felizes quando é para sempre, mas só as crianças habitam esse tempo no qual todas as coisas duram para sempre. Eu fui feliz para sempre na minha infância.”
“Na grande literatura são raros os amores felizes.”
“A realidade fere, mesmo quando, por instantes, nos parece um sonho.”
“A felicidade é quase sempre uma irresponsabilidade. Somos felizes durante os breves instantes em que fechamos os olhos.”
“… e em particular aqueles que por essa triste pátria nos desgovernam, governando-se.”
“Não havia na sua vida nada de interessante, excepto as vidas interessantes de duas ou três pessoas que encontrara no caminho.”
“Há verdade, ainda que não haja verosimilhança, em tudo o que um homem sonha.”
“A nossa memória alimenta-se, em larga medida, daquilo que os outros recordam de nós.”
“A memória é uma paisagem contemplada de um comboio em movimento.”
“Fui quem fui porque me faltou coragem para ser diferente.”
“A felicidade nunca é grandiosa.”
“Decidi começar a escrever este diário, hoje mesmo, para persistir na ilusão de que alguém me escuta.”

Déjeuner du Matin, Jacques Prévert

Il a mis le café
Dans la tasse
Il a mis le lait
Dans la tasse de café
Il a mis le sucre
Dans le café au lait
Avec la petite cuiller
Il a tourné
Il a bu le café au lait
Et il a reposé la tasse
Sans me parler
Il a allumé
Une cigarette
Il a fait des ronds
Avec la fumée
Il a mis les cendres
Dans le cendrier
Sans me parler
Sans me regarder
Il s’est levé
Il a mis
Son chapeau sur sa tête
Il a mis
Son manteau de pluie
Parce qu’il pleuvait
Et il est parti
Sous la pluie
Sans une parole
Sans me regarder
Et moi j’ai pris
Ma tête dans ma main
Et j’ai pleuré.

Dali



 


    Faça você também Que
  gênio-louco é você?
Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia



quinta-feira, julho 15, 2004

Poema Duplo

Não te amo mais.
Estarei mentindo se disser que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
não significas nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais.

OBS: Agora lê de baixo para cima.

Cromos Sociais

A nossa vida social é como uma caderneta, vulgo agenda, na qual se vão colando vários cromos que nos vão saindo nas saquetas. A ideia é juntar cromos pessoas com cromos locais, por exemplo: o cromo amiga de infância com o cromo cinema. O objectivo é fazer associações o mais variadas possíveis, no entanto, e não sei bem porquê, no que me diz respeito, os cromos que mais saem são os melgas e cinema.
Na categoria cromos humanos existem muitas sub-espécies: amigos da rua, da escola (vários graus incluídos, como jardim-de-infância, pré-primária, secundário, faculdade, mestrados), do desporto (futebol é o mais comum, mas podem ainda encontrar-se badmington, berlinde, sumo – de uva, claro, matrecos, e muitos mais), dos tempos livres (ponto de cruz, apicultura, cunicultura, canto gregoriano – que normalmente é a seguir aos encontros do clube do sumo de uva), da família, do trabalho.
Depois, na categoria dos cromos geográficos o mais vulgar é: local de trabalho, casa, cinema, café. E é nesta categoria que existem talvez dos cromos mais raros de encontrar, como Caraíbas, Nova Zelândia, Katmandu. Nós bem nos fartamos de comprar carteiras para nos sair um destes cromos, de preferência em conjunto com aquele igualmente raro cromo do gajo bom (em todos os aspectos).
Mas enquanto não nos calha tal sorte, bem lá vamos nós andando por estas páginas…

sexta-feira, junho 18, 2004

Fazes-me Falta, Inês Pedrosa

“Deus procura primeiro os que sofrem antes do conhecimento específico da dor, talvez porque os outros sabem demasiado para poderem ser salvos.”
“Não era a morte que te incomodava, mas o vagar dela, a tortura da doença.”
“Mas o estilo é uma maneira de ser, não uma farda de fim-de-semana.”
“… mas tudo aquilo de que duvidamos é possível,…”
“A morte é um segredo bem guardado, o único de cujos os direitos de autor Ele não prescindiu.”
“… ampliações máximas de pormenores mínimos.”
“eras uma tese de doutoramento existencial em movimento.”
“Mas rala-me pensar que posso não ter mais do que ideias-de-reacção.”
“Pai nosso, eu não quero já o céu. Aos vivos, incomoda-os o cheiro dos mortos.”
“… cheiro a medo que é talvez o cheiro derradeiro.”
“Passei a vida inteira a querer interpretar-te – oh! delicioso desperdício! – e nem sequer era por amor.”
“… ficámos a ver a primeira demão do sol sobre os telhados…”
“… a relatividade das entregas como regra de entrega absoluta.”
“… em busca dessas palavras a menos…”
“… nessa coragem da incompletude…”
“… uma alma capaz de acrescentar cor à tela que lhe apresentamos.”
“Coxeavas um bocadinho da alma, lá aparecia um rasto de lama debaixo da bainha, mala feita à pressa, com a roupa engelhada de quem muito viaja.”
“… nesse rascunho de nuvens…”
“Só para os vivos os mortos têm passado – o pior da morte é este presente obrigatório…”
“Amar em abstracto é muito mais ágil do que amar em concreto.”
“Não há entendimento para o sofrimento dos outros…”
“Um desespero pelo bem que lança pó de estrelas nos olhos e apaga os pequenos ressentimentos quotidianos.”
“A alma é um vício.”
“e aquilo que nos transforma é nosso, meu traste, queira ou não queira.”
“Quando as coisas deixam de durar, alteram-se.”
“… o amor que sobrevive é o das apoteoses obscuras, que não aguentam sequências.”
“… o Bem … prefiro chamar capacidade de renovação humana.”
“Os semeadores de horror sempre foram uma minoria – uma minoria eficaz, sim…”
“Uma memória que me fala sobretudo, como todas as memórias, daquilo que não existiu. Nesta fotografia não te esqueço. Meticulosamente, de cada vez que me esforço por reter-te e começo a inventar-te. Tudo em ti tem asas, agora – o teu riso, os teus passos. Até nas poucas frases que de ti recordo há um restolhar de penas.”

Relembro Roma...

A Lia está em Itália a desfrutar de uma merecida semana de férias e a conhecer um país interessantíssimo do qual somente pude apreciar umas horas de Roma. Foi uma experiência curta, mas agradável.
A minha foi uma curta visita. Um passeio com cerca de três horas em que somente percorri algumas ruas que não recordo sequer os nomes. Fui guiada por três colegas de trabalho que me acolheram com a maior das simplicidades e das simpatias em algumas das minhas viagens de trabalho ao estrangeiro: o Frank da Irlanda, a Mirja da Finlândia e o Luciano da Itália.
Como a visita foi curta, eles fizeram questão de me levar primeiro a uma das mais típicas fontes da cidade, na qual atirei uma moeda. Conta a tradição que quem para lá atira uma moeda não morre sem lá voltar novamente. Agora, só falta lá voltar. Não sei quando, mas voltarei certamente.
Passeando pelas poucas ruas que passei, deu para comprovar as habilidades automobilísticas dos italianos. Ou direi dos romanos? Sim, porque agora percebo porque é que os romanos são loucos. Atravessar nas passadeiras? Claro! Mas isso não implica que os carros parem nelas. E o pior não são os carros. São as famosas lambretas e vespas, tradição seguida em Portugal pelos nossos telepizzas. Se for uma estrada mais larga é quase uma aventura épica passar para o outro lado. Na minha opinião, a melhor opção é ver onde está o maior grupo de turistas pronto a atravessar, metermo-nos no meio e aproveitar a maré.
Depois, quando menos se espera, podemos encontrar no meio de uma pequena praça um obelisco egípcio oferecido por um faraó de renome a um imperador, igualmente de renome. Eu acho que foi uma oferta da Cleópatra ao Júlio César, mas não me lembro, por isso pode ter sido doutro qualquer.
Passei igualmente por uma praça bastante ampla e luminosa cheia de pintores, mais ou menos profissionais, exactamente como vemos nos filmes. Depois foi tempo de sentar numa pequena e escondida esplanada e aproveitar mais uma oportunidade, que se revelou ser a última, de estar com o meu trio de acompanhantes.

Relembro Roma como uma cidade quente e banhada pelo sol, a lembrar tempos primitivos em que nada separava os homens do calor impiedoso a não ser a sua própria roupa. Aliás, andar por Roma é desafiar a nossa própria imaginação a colocar-nos noutros tempos, noutras realidades.
Relembro Roma com um sorriso…

quinta-feira, junho 17, 2004

Requisitos

Namorado procura-se. De seguida, apresentam-se os requisitos mínimos de candidatura. Aos interessados, que deixem contacto.

Importante:
- sem atachos, vulgo asteriscos, envolventes, namorados, maridos, amantes, esponjas e afins (obrigatório)
- Sentido de humor (obrigatório)
- Inteligente (preferencial)
- Gosto por cinema (obrigatório)
- Não fumador(obrigatório)
- bebedor de álcool ocasional
- capacidade para maratonas de Trivial (preferencial)

Aspecto:
- Idade Mínima/Máxima: 23/33 (a considerar, consoante o candidato)
- Altura: condizente com o meu 1,56m
- Moreno (preferencial)

Concessões:
- dispensa para jogos de futebol semanais com os amigos
- dispensa para saídas semanais com os amigos. Com a amigas só se estas tiverem atachos.

Nós? Complicadas?


Se nos insinuamos, somos atiradiças;
Se ficamos na nossa, estamos a fazer-nos de difíceis.
Se aceitamos fazer amor no início do relacionamento, somos mulheres fáceis; Se não queremos ainda, estamos a fazer-nos de difíceis.
Se pomos limitações no namoro, somos autoritárias;
Se concordamos com o que o namorado diz, somos lerdas.
Se lutamos por estudos e profissões, somos ambiciosas;
Se adoramos falar de política e economia, somos feministas;
Se não ligamos para estes assuntos, somos desinformadas.
Se corremos para matar uma barata, não somos femininas;
Se fugimos de uma barata, somos medrosas.
Se aceitamos tudo na cama, somos vulgares;
Se não aceitamos, somos difíceis.
Se adoramos roupas e cosméticos, somos fúteis;
Se não gostamos, somos desleixadas.
Se nos chateamos com alguma atitude dele, somos mimadas;
Se aceitamos tudo o que ele faz, estamos no papo.
Se queremos ter 4 filhos, somos inconsequentes malucas.
Se gostamos de música light, somos umas românticas sem graça.
Se usamos saias curtas, também somos vulgares
Se usamos roupa composta,somos crentes.
Se estamos brancas, eles dizem para apanharmos um bocadinho de sol;
Se estamos bem bronzeadas, eles olham para a primeira loira que passa, que normalmente é branca.
Se fazemos uma cena de ciúmes, somos neuróticas
Se não fazemos, não sabemos defender seu amor
Se falamos mais alto que eles, somos descontroladas
Se falamos mais baixo, somos submissas
E depois vêm dizer que a mulher é que é complicada!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

The Reason, Hoobastank

I'm not a perfect person
There's many things I wish I didn't do
But I continue learning
I never meant to do those things to you
And so I have to say before I go
That I just want you to know

I've found a reason for me
To change who I used to be
A reason to start over new
and the reason is you

I'm sorry that I hurt you
It's something I must live with everyday
And all the pain I put you through
I wish that I could take it all away
And be the one who catches all your tears
Thats why i need you to hear

I've found a reason for me
To change who I used to be
A reason to start over new
and the reason is You

and the reason is you
and the reason is you
and the reason is you

I'm not a perfect person
I never meant to do those things to you
And so I have to say before I go
That I just want you to know

I've found a reason for me
To change who I used to be
A reason to start over new
and the reason is you

I've found a reason to show
A side of me you didn't know
A reason for all that I do
And the reason is you

In the Shadows, The Rasmus

Oou-oou oou-oou
Oou-oou oou-oou

No sleep,
No sleep, until I'm done with finding the answer
Won't stop,
Won't stop, before I find the cure for this cancer

Sometimes I feel like going down I'm so disconnected
Somehow I know that I am haunted to be wanted

I've been watching, I've been waiting
In the shadows for my time
I've been searching, I've been living
For tomorrows all my life

Oou-oou oou-oou
Oou-oou oou-oou
In the shadows...

Oou-oou oou-oou
Oou-oou oou-oou
In the shadows...

They say that I must learn to kill before I can feel safe
But I, I'd rather kill myself than turn into their slave

Sometimes I feel that I should go and play with the thunder
Somehow I just don't wanna stay and wait for a wonder

I've been watching, I've been waiting
In the shadows for my time
I've been searching, I've been living
For tomorrows all my life

Lately, I've been walking, walking in circles
Watching, waiting for something
Feel me, touch me, heal me
Come take me higher

I've been watching, I've been waiting
In the shadows for my time
I've been searching, I've been living
For tomorrows all my life

I've been watching..........
I've been waiting..........
I've been searching..........
I've been living..........
for tomorrows.....

Oou-oou oou-oou
Oou-oou oou-oou
In the shadows.....

Oou-oou oou-oou
Oou-oou oou-oou
In the shadows.....

I've been waiting...

terça-feira, junho 15, 2004

Inquérito Mil Folhas

Qual foi o último livro que leu ?
O último que terminei de ler foi Contos do Nascer da Terra, de Mia Couto.
O último que abandonou a meio?
Livros por acabar de ler são alguns. Ou porque naquele momento a minha atenção foi desviada para um outro livro, ou simplesmente porque se calhar não é a melhor altura para o ler. Às vezes, o interregno é de anos, mas acabam por ser lidos.
E o último que ofereceu?
Os últimos foram Mia Couto.
Lê vários ao mesmo tempo?
Actualmente não tenho tanto esse hábito, ou sim. Talvez por isso tenha vários por finalizar. Mas em tempos de faculdade era o prato do dia.
Como é que arruma os seus livros?
Por secções temáticas e dentro das mesmas por ordem alfabética.
Tem mais ficção, poesia, ensaio…?
Ficção.
Onde é que prefere ler (cama, praia, etc.)?
Em casa no quarto. Já li muito no comboio, fui lá que fiz as leituras da faculdade.
Que livro gostaria de ver traduzido em Portugal?
Actualmente raramente leio sem ser em português.
Sublinha os livros, escreve nas margens, usa marcadores?
Sou incapaz de ler um livro sem um lápis por perto. Foi um hábito adquirido na faculdade que não perdi e faço questão em não perder. Sublinho e faço apontamentos, se achar necessário.
Consegue escolher o livro da sua vida?
Não “o”, mas existem “os”. Foram vários os livros que me tocaram. Por uma ordem mais ou menos cronológica: O Monte do Ventos Uivantes de Emily Brontë; Como Água Para Chocolate de Laura Esquível, pela história e a estrutura culinária; Clube dos Anjos/Os Orangotangos de Borges de Luís Fernando Veríssimo, pelo humor dos dois livros, o apelo gastronómico do primeiro e a revisitação de Allen Poe e Borges no segundo; O Chão que Ela Pisa de Salman Rushdie, pelo conhecimento que me deu do mundo oriental e pela fusão com o mundo ocidental; e Loucos Por Amor de Sam Shepard, pelo sentimento através da economia de palavras.

The Day After Tomorrow (2004)

Poderá alguém saber com toda a certeza onde estará no dia depois de amanhã? Poderá algum técnico prever com certeza o tempo que fará no dia depois de amanhã? E se o dia depois de amanhã não existir?
A história deste filme assenta na premissa de que o aquecimento global, ao provocar o degelo das calotas polares, poderá causar uma segunda idade do gelo. Esta teoria, tida por muitos como impossível, torna-se, no entanto, realidade. Derrubando qualquer modelo de previsão meteorológica e sem qualquer tipo de aviso, esta calamidade atinge grande parte do hemisfério norte, que se torna um imenso glaciar.
Para além do desenvolvimento desta enorme catástrofe climatérica que nos permite ter grandes cenas de efeitos visuais, a história prossegue igualmente com a sua faceta mais humana. E neste aspecto, em vez de dispersar a linearidade do filme em diversas histórias particulares, o filme segue apenas a o cientista que previu a catástrofe em busca do seu filho soterrado na biblioteca Municipal de Nova Iorque.
Gostei de vários pormenores do filme: a visualização das tempestades e o seu modo de actuação; a fuga aos efeitos pirotécnicos (acho que é o primeiro filme catástrofe que vejo sem explosões); o edifício em que os jovens se refugiam ser uma biblioteca, pois são os edifícios do ponto de vista estrutural talvez mais bem capacitados para resistir a uma calamidade; a alusão à Bíblia de Guttenberg e às leis sobre os impostos; uma nova maneira de ver Nova Iorque “destruída”.
Não gostei: da animação dos lobos; numa biblioteca há mais para queimar do que livros, por exemplo, mesa e cadeiras.

Abaixo o Amor - Down with Love

Na tradição das comédias de enganos, temos Abaixo o Amor – Down With Love, com Renée Zellwegger e Ewan McGregor. Com a história a decorrer algures na década de 60, esta história de amor entre um jornalista engatatão e uma escritora feminista tem como ponto forte a comicidade dos actores, muito bem secundados por Sarah Paulson e David Hyde Pierce.
É um filme engraçado a fazer um triângulo musical com Moulin Rouge (Ewan McGregor) e Chicago (Renée Zellwegger) e que, tal como estes, prima por um guarda roupa glamoroso e colorido, com uma influência bastante Coco Chanel, nas indumentárias femininas.

Sweet November

É um filme romântico com alguns traços de comicidade, mas com final trágico.
Não é nada de especial e, na minha singela opinião, vale apenas como ensaio na credibilidade de Charlize Theron com actriz de cariz dramático.
Quanto à história, Nelson (Keanu Reeves) é um publicitário obcecado pelo seu trabalho, perdendo o contacto com a realidade, que um dia conhece Sara, uma mulher atípica que vive a vida momento a momento. Com dois estilos de vida opostos, as suas vidas chocam literalmente e Sara propõe-lhe que durante um mês Nelson aceite viver de um modo completamente diferente. Ao ser despedido, Nelson resolve aceitar e a sua vida nunca mais será a mesma, blábláblá.
A história não surpreende e os actores também não.

Eu, tu, eles

Eu, Tu, Eles tem como base a vida real. Algures no nordeste brasileiro, uma mulher simples partilha a vida com os seus três maridos e os seus filhos.
Darlene (Regina) é uma jovem mulher para quem a vida não é fácil. Com um filho e após ter sido abandonada à porta da igreja, aceita partilhar a sua vida com Osias (Lima Duarte) um homem um pouco rude e seco que vê em Darlene a oportunidade de ter um filho e de ter alguém que lhe dirija a casa. Esta relação, de início promissora, revela-se um desapontamento para Darlene cuja saída de casa é impedida por Zezinho (Stênio Garcia), um primo de Osias que vai morar lá para casa. Sem o carinho e o respeito que esperava por parte do seu marido, Darlene acaba por ter em Zezinho o seu grande amigo e companheiro e a sua relação acaba por ter como fruto um filho. Mas a vida continua a ser difícil para Darlene, que se vê obrigada a ir trabalhar todos os dias para a apanha da cana-de-açúcar. É aí que conhece Ciro (Luiz Carlos Vasconcelos), um homem jovem que desperta nela o desejo e a paixão. E dessa paixão nasce uma nova criança.
Um filme de subtilidades e sensibilidades e uma oportunidade para sentir e ver o amor nas suas diversas acepções através do excelente trabalho dos actores.
A ver.

terça-feira, junho 08, 2004

XV Festival de Teatro Amador de Sintra

A edição deste ano do Festival de Teatro Amador de Sintra foi um grande motivo de alegria para o Grupo de Teatro A.C.to. A peça que levamos a concurso foi “A Árvore dos Desejos”, uma história com personagens do universo infantil e com preocupações ambientais.
A história tem início com a apresentação do projecto “Bólis” ao conselho beringélico por parte dos bruxos poluidores. Apesar de parecer um excelente projecto, este revela-se destruidor da floresta Beringela. Então, para a salvar, os seus vários habitantes (Fada, Pássaro Mágico, Rúfia, Cogumelos e Rodolfo) juntam-se num acto de coragem e solidariedade. Pelo meio vão vivendo várias aventuras e momentos de humor.
Foi com esta história que o A.C.to ganhou três prémios: Melhor Texto Original, Melhores Efeitos Teatrais e Melhor Figurino. O Grupo está de parabéns. Todos! Porque nada disto seria possível sem o empenho de cada um. Obrigado.

sábado, junho 05, 2004

Van Helsing

Quem muitos burros toca, algum lhe há-de escapar. Quem quer colocar quase todo o tipo de monstros num só filme, não tem uma história muito coerente. O que tem é uma versão “maléfica” da Liga de Cavalheiros Extraordinários (ver em registo anterior: LXG).
Tecnicamente, os filme tem pormenores muito interessantes. No entanto, não deixa de parecer um filme noir de série B da década de 40, assim estilo Ed Wood, mas a cores. Aliás os primeiros minutos de filme são exactamente uma recriação explicita do género. Na minha opinião, um dos grandes “pecados” do filme é exactamente estar demasiado preso aos clichés do género, que são misturados com todos os ingredientes dos filmes de acção. Temos, inclusive, direito a um Mr. Q, de aspecto demasiado medieval para a época.
O filme é sobretudo um veículo de promoção do actor Hugh Jackman, ou seja, vive de e para a sua personagem. As outras personagens apesar da tentativa de lhes fornecer uma densidade dramática nunca chegam a sair da sua superficialidade. E bem vistas as coisas, nem a personagem Van Helsing o atinge.
Mesmo em termos de efeitos especiais, apesar de bem feitos, não chegam a ser surpreendentes.
Ainda numa de provérbios: muita parra e pouca uva, quem tudo quer, tudo perde, etc.

Amor e Sexo

Amor é um livro - Sexo é esporte
Sexo é escolha - Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela - Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa - Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos

Amor é cristão - Sexo é pagão
Amor é latifúndio - Sexo é invasão
Amor é divino - Sexo é animal
Amor é bossa nova - Sexo é carnaval

Amor é para sempre - Sexo também
Sexo é do bom - Amor é do bem
Amor sem sexo é amizade
Sexo sem amor é vontade
Amor é um - Sexo é dois
Sexo antes - Amor depois

Sexo vem dos outros e vai embora
Amor vem de nós e demora


AMOR E SEXO
(Rita Lee / Roberto de Carvalho / Arnaldo Jabor)

sexta-feira, junho 04, 2004

Monster’s Ball – Depois do Ódio

Quando se chega ao fundo do poço pensa-se que nada mais resta senão deixarmo-nos afogar. Mas tal como a vida é cruel, também nos reserva alguma esperança. Como alguém já disse, quando Deus nos fecha uma porta, abre-nos sempre uma janela.
Este filme retrata a chegada ao fundo do poço e a janela que se entreabre depois.
Hank é um guarda prisional que faz o acompanhamento de condenados à morte, algures numa pequena cidade do sul da América. Vive com o seu pai, também ele antigo guarda prisional e extremamente preconceituoso e racista, e com o filho, a quem nunca soube amar, nem demonstrar carinho, numa atitude de punição pelo abandono da mulher. Sem nunca ter sentido qualquer tipo de emoção e de amor, Hank só se apercebe do vazio da sua vida quando o seu único filho se suicida e tenta recompor-se da sua perda - de alguém a quem nunca realmente soube amar, mas a pessoa que mais perto o levou desse sentimento.
Letícia é uma mulher negra e que num curto espaço de tempo vê o seu marido executado, perde o emprego, a sua casa e o seu único filho morre atropelado à beira da estrada. Socorrida por Hank nesse momento fatídico, os dois vão pouco a pouco desenvolvendo uma improvável relação que os vai reabilitar emocionalmente.
Extremamente poético, este filme aborda temas tão delicados como o racismo e o desamor e as consequências profundas destes dois sentimentos tão nefastos. Mas, de um modo igualmente delicado, mostra como a qualquer momento podemos mudar as linhas orientadoras da nossa vida, basta estarmos abertos a novas .
Vejam.

TOP #5

Nota: A listagem poderá sofrer alterações a qualquer momento.

Livros
1. O Monte do Ventos Uivantes, Emily Brontë
2. Como Água Para Chocolate, Laura Esquível
3. Clube dos Anjos/Os Orangotangos de Borges, Luís Fernando Veríssimo
4. O Chão que Ela Pisa, Salman Rushdie
5. Loucos Por Amor, Sam Shepard

Autores
1. Mia Couto
2. Luís Fernando Veríssimo
3. Jacinto Lucas Pires
4. Eduardo Agualusa
5. Inês Pedrosa

Filmes
1. Vertigem Azul
2. E Tudo o Vento Levou
3. Sete Pecados Mortais
4. Monster’s Ball – Depois do Ódio
5. Plattoon

Séries

1. 7 Palmos de Terra
2. Anjos na América
3. Testemunha Silenciosa
4. Orgulho e Preconceito
5. ER

Actores/Actrizes
1. Willem Dafoe / Susan Sarandon
2. Colin Firth /
3. John Cusack /
4. Alan Rickman /
5. Ewan McGregor /

Realizadores
1. Luc Besson
2. Kevin Smith
3. Pedro Almodovar
4. Woody Allen
5. Coen Bros.

Música
1. The Hands That Built America, U2
2. I’m Going Slightly Mad, Queen
3. No Meu Quarto, Delfins
4. Daughter, Peral Jam
5. Wicked Games, Chris Isaak

Grupos
1. Delfins
2. U2
3. Simple Red
4. The Goo Goo Dolls
5. Red Hot Chilli Peppers

Cantores/Cantoras
1. Marisa Monte
2. Chris Isaak
3. André Sardet
4. Bruce Springsteen
5. Robbie Williams

quarta-feira, maio 26, 2004

Contos do nascer da terra

… mutilado de Guerra e incapacitado de paz.
A cozinha é onde se fabrica a casa inteira.
É que o tempo namora com ele próprio. Só finge que gosta de nós.
Eu nasci na arrecadação da paisagem, num lugar bem desmapeado do mundo.
Como se esse nó de forca fosse o meu cordão desumbilical.
Que o amor é como o mar: sendo infinito espera ainda em outra água se completar.
Os que beijam são sempre príncipes. No beijo todas são belas e adormecidas.
Na vida tudo chega de súbito. O resto, o que desperta tranquilo, é aquilo que, sem darmos conta, já tinha acontecido.
Domingo não é dia. É uma ausência de dia.
Você tem doença da água: mesmo da nuvem sempre regressa.
A morte gosta muito de ouvir cantar. Se distrai de mim e dança.
Velhos são aqueles que não visitam as suas próprias idades.
De improvável a vida é uma goteira pingando ao avesso.
Nessa altura eu receava o amor. Não sei se temia a palavra ou o sentimento. Se o sentimento me parecia insuficiente, a palavra soava a demasiado.
Eu quero a paz de pertencer a um só lugar, a tranquilidade de não dividir memórias. Ser todo de uma vida. E assim ter a a certeza que morro de uma só única vez.
Me deram o caso para que lhe desvendasse os acasos.
Demorei em coisas nenhumas.
A punição do sonho é aquela que mais dói.
Em sua maior parte, o matrimónio é um maltrimónio. Os dois pensando somar, afinal, se traem e subtraem.
O que o homem tem do pássaro é inveja. Saudade é o que o peixe sente da nuvem.
O cansaço é um modo do corpo ensinar a cabeça.
Há mulheres que buscam um homem que lhes abra o mundo. Outras buscam um que as tire do mundo. A maior parte, porém, acaba se unindo a alguém que lhes tira o mundo.
A vida é um por enquanto no que há-de vir.
… a água corre com saudade do que nunca teve: o total, imenso mar.
… suas vestes eram a sujidade. Havia quase nenhuma roupa em seu sarro.
… o vagabundo se ergueu e apressou umas passadas para alcançar o longe. Se entrecruzou com a sua sombra, assustado de haver escuro e luz.
… os homens se comportam, neste mundo, como estrangeiros. A machice é arrogância dos que têm medo, mais excluídos que emigrantes. Só as mulheres são indígenas da vida.
Tal pai, fatal filho.
A tristeza é uma janela que se abre nas traseiras do mundo.
Estrangeiro é o lugar onde não se espera ninguém.
- homem não deve mexer em sangue. Só a mulher.
- e porquê?
- em vocês, homens, o sangue anda sempre junto com a morte.
- você fala coisa que não sabe.
- a mulher é que pega no sangue e faz nascer uma outra vida.
Sempre onde chego é um lugar. Mas abrigo maior não encontrei senão nas paragens da memória.
Verdade é como ninho de cobra: se confirma apanhando não o ovo, mas a fatal picada.
A gente nasce grão. Morre terra.
Deus é bonito de lhe não vermos, Padre. Mesmo eu estou negar de ir para o céu para não sofrer desilusão.
Entendo só de raízes, vésperas de flores.
Formigas transportam infinitamente a terra. Estarão mudando eternamente de planeta? Estarão engolindo o mundo?
Sei só escrever palavras que não há.
… a lua morre e é grande enquanto as estrelas, ainda que pequeninas, ficam a brilhar.
Nem tudo se explica, para que se compreenda melhor.
Quando não se podem tomar decisões só se tomam decisões erradas.
Quando o pão é magro quem escasseia é o homem.

Mia Couto, Contos do nascer da terra

quinta-feira, maio 20, 2004

Avassaladoras

Para quem gosta de comédias românticas, Avassaladoras é uma boa proposta do cinema brasileiro. Este filme relata as histórias de quatro amigas em busca do amor e das suas tentativas frustradas de o encontrar. Entre a que parece não ter qualquer atractivo para os homens e que decide mesmo recorrer a uma agência de encontros, a que conhece vários homens mas é sempre deixada ou enganada, a que vai ficando com o mesmo namorado que não ama até aparecer o amor e a que tem uma vida profissional tão activa que nem tempo para encontros tem, esta história é uma excelente alternativa ao mesmo género de filmes de origem americana. Por não seguir à risca a mesma estrutura e nos apresentar várias hipóteses de histórias, não deixa de nos dar finais felizes mesmo que não cor-de-rosa. Permite ainda ver o trabalho de actores a que nos habituamos a ver somente nas novelas num outro registo. É um filme leve e divertido recomendado para uma sexta-feira à noite.

Mudar é preciso

Mudar é preciso. Não podemos ficar sempre na mesma, por isso resolvi mudar o blog. Espero que gostem do novo aspecto. Ainda há uns pormenores para afinar e melhorar, mas hei-de lá chegar. Entretanto, se tiverem sugestões, já sabem. Estou aqui para as ler.

Vertigem Azul

Revi recentemente o filme que mais marcou a minha adolescência: Vertigem Azul. O filme que me mostrou que o cinema se faz de imagens poderosas e não de falas históricas, que me mostrou como se pode fazer poesia com imagens, e como se podem mostrar sentimentos apenas com olhar.
Vertigem Azul ficou marcado na minha adolescência como o filme da minha vida. Agora, passados mais de dez anos vi um outro filme. É curioso o que o tempo faz.
O filme gira em torno de Jacques Maiol, um homem invulgar e enigmático como o mar.
Com uma existência real, Maiol foi na década de 60 recordista mundial de mergulho livre, estabelecendo um recorde de profundidade de 340m, que só viria a ser quebrado pelo próprio na década de 80, quando contava já com 57 anos de idade. Luc Besson pegou nesta figura fora do vulgar, que é conhecido no seu meio como o Homem-Golfinho, devido à sua capacidade de adaptação ao ambiente aquático, e deu-lhe uma aura, mais do que mística, diria mítica.
Enquanto personagem, Maiol é um ser desajustado com o ambiente humano que o rodeia. O único ambiente em que se completa e se sente feliz é no mar, junto dos golfinhos, que considera a sua única família. Incapaz de compreender os desígnios dos homens e do amor, deixa-se seduzir pelo canto das sereias que se escondem algures no mar.
O filme que vi há mais de 10 anos, contou-me esta história de sedução pelo mar, irresistível no seu feitiço e abraço envolvente. Agora descobri um pouco mais de percurso de Maiol pelo mundo humano. Não só porque agora o filme foi visto com outra experiência, como os cerca de 30 minutos extra da versão de realizador acrescentam outros pormenores.
Seja como for, foi um filme que me marcou, mais não seja porque me deu a conhecer Luc Besson e dois extraordinários actores: Jean Marc Barr e Jean Reno. Vejam.

quinta-feira, maio 13, 2004

Fica Comigo Esta Noite, Inês Pedrosa

“E tive-te, atrás do espelho, todas as manhãs.”
“A mesma, com a luz das rugas que me faltavam no tempo…”
“Não acreditavas em nada, vivias num aquário de sonhos impossíveis que faziam de ti um anjo negro, abismo de lágrimas congeladas. ”
“… e foi esse que o meu corpo ensinou aos outros homens, aos vários em que tentou enganar a tua ausência, ao único que soube contornar a tua ausência para permanecer em mim. ”
“Os olhos da mulher de um homem que nos ama são indiscretos. ”
“… parece-me que a ausência de memória é a grande quaestio do nosso tempo. ”
“E depois vamos os dois ter saudades da vida que não partilhámos. ”
“É uma questão de sorte, e a sorte não diz muito da pessoa. Não lhe pertence. ”
“Acreditamos naquilo que precisamos, não é? ”
“Mas as regras do jogo de Deus são outras, …: temos apenas a liberdade das nossas escolhas, os anjos observam, anotam os pontos que as pequenas peças cá em baixo vão somando, suspirarão talvez diante da absoluta previsibilidade da violência, do infinito tédio da violência, e é tudo. ”
“Há muitas maneiras de escolher o mesmo destino. ”
“Ainda não havia estrelas esquecidas pelo céu…”
“Agora posso escrever-te, porque te escrevo para mim. ”
“Só nos livros o amor racha corações em relâmpago. ”
“… eternidade, que é o sitio onde todas as recordações desapareceram. ”
“Deixei de ter caves e sótãos dentro de mim, corredores escuros onde o vento do medo uivava. ”
“O bom advogado é o mais eficaz na defesa da injustiça. ”
“Todo o amor é uma prisão, minha querida, uma prisão inventada por nós contra a escancarada brutalidade da vida. ”
“A beleza está é no coração de quem a sente…”
“Os homens são todos faro, como as mulheres faróis. ”
“O esplendor da Europa fez-se da teimosia de dobrar o mundo até o fazer coincidir com os sonhos. ”
“… a ilusão do domínio, a maior e a mais masculina das ilusões. ”
“Mas há sempre uma noite mais escura do que a escuridão do mundo…”
“A dor entra pelas pregas do tempo, molda-lhe o tecido, dá-lhe corpo.”

Amor, António Mega Ferreira

“… achava a utopia uma forma de vaidade pessoal,…”
“… o conhecimento do mundo devia servir-nos para compreender a razão das diferenças, …”
“… e as cores todas ficam em ti como tu ficas no mundo: exactamente.”
“… a indiferença vaga e casual com que um homem se refere a coisas passadas verdadeiramente importantes, …”
“às vezes, como náufragos, precisamos de nos agarrar a uma reminiscência banal, para evitarmos que tudo se dissolva na falsa enunciação da memória, na sua trágica encenação de efeitos sem correspondência com a realidade.”
“… morrer nem sequer é uma surpresa contingente, apenas uma circunstância: morremos aos poucos, pouco a pouco,…”
“… todo o amor é um acto de identificação e reconhecimento. Encontramos na pessoa amada, não um reflexo, o que seria pobre, mas uma ressonância da nossa própria alma.”
“E ter todo o tempo do mundo é que é amar.”
“Alguma coisa eu queria ter escrito aqui, abri a entrada, deixei-a assim dias a fio. O que se perdeu? O que ficou por dizer? A percepção desta ausência, a sensação de que algo desapareceu sem deixar rasto, dá-me a medida de tudo o que ficará por escrever, das coisas e dos dias, e das pessoas, e das ideias, e isso é uma dor e uma desolação. Era Inverno, devia estar frio, talvez chovesse. E é tudo.”
“… uma mulher atormentada pela sua própria incapacidade de gerar o drama que julgava ser necessário para alimentar a escrita?”
“… cheia unicamente de coisas singulares, destinadas apenas a serem conhecidas por um único ser e certamente inexplicáveis.”
“… entre o passado e o futuro, que é apenas a outra metade do que nunca há-de acontecer.”
“… porque se convencera que era preciso viver uma vida para poder escrevê-la. O seu romance, esse sim, é que talvez desse uma vida.”

quinta-feira, abril 29, 2004

Trombeta de Casal da Burra

Para rirem com humor inteligente e sarcástico e acompanhar as desventuras de uma pequena aldeia alentejana em quase, quase, tudo igual a esta nossa aldeia global. Visitem Casal da Burra e delirem.

Love's Divine

de Seal

Then the rainstorm came, over me
And I felt my spirit break
I had lost all of my, belief you see
And realize my mistake
But time through a prayer, to me
And all around me, it came still

I need love, loves divine
Please forgive me now I see that I've been blind
Give me love, loves is what I need to help me know my name

Through the rainstorm came, century
And I felt my spirit fly
I had felt, all of my, reality
I realize what it takes

'Cause I need love, love's divine
Please forgive me now I see that I've been blind
Give me love, loves is what I need to help me know my name

Oh I, don't bet (don't bet), don't bet (don't bet)
Show me how to live a promise me you won't forsake
'Cause love can help me know my name

Well I try to say there's nothing wrong
But inside felt that all in all
But the message here was plain to see
Believe:

'Cause I need love, love's divine
Please forgive me now I see that I've been blind
Give me love, loves is what I need to help me know my name

Oh I, don't bet (don't bet), don't bet (don't bet)
Show me how to live a promise me you won't forsake
'Cause love can help me know my name

Love can help me know my name.

Behind Blue Eyes

de Limp Biskit

No one knows what it's like
To be the bad man
To be the sad man
Behind blue eyes
And no one knows
What it's like to be hated
To be faded to telling only lies

But my dreams they aren't as empty
As my conscious seems to be
I have hours, only lonely
My love is vengeance
That's never free
No one knows what its like
To feel these feelings
Like i do, and i blame you!
No one bites back as hard
On their anger
None of my pain woe
Can show through

No one knows what its like
To be mistreated, to be defeated
Behind blue eyes
No one know how to say
That they're sorry and don't worry
I'm not telling lies

No one knows what its like
To be the bad man, to be the sad man
Behind blue eyes.

Mad World

de Gary Jules

All around me are familiar faces
Worn out places, worn out faces
Bright and early for their daily races
Going nowhere, going nowhere
Their tears are filling up their glasses
No expression, no expression
Hide my head I want to drown my sorrow
No tomorrow, no tomorrow

And I find it kinda funny
I find it kinda sad
The dreams in which I'm dying
Are the best I've ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles
It's a very, very mad world mad world

Children waiting for the day they feel good
Happy Birthday, Happy Birthday
Made to feel the way that every child should
Sit and listen, sit and listen
Went to school and I was very nervous
No one knew me, no one knew me
Hello teacher tell me what's my lesson
Look right through me, look right through me

And I find it kinda funny
I find it kinda sad
The dreams in which I'm dying
Are the best I've ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles
It's a very, very mad world ... world
Enlarge your world
Mad world

quarta-feira, abril 28, 2004

A Paixão de Cristo

É um filme controverso pela sua temática e pela abordagem feita, mas seria-o sempre qualquer que fosse a sua forma de retratar os últimos dias da vida de Cristo.
Ao centrar o seu filme nas últimas horas da vida de Cristo, período a que a tradição católica denomina de Paixão, Mel Gibson, um fervoroso católico, quis realçar o sofrimento sentido por este. Assim, uma das grandes críticas é o excesso de violência demonstrado no filme.
Neste aspecto não é um filme fácil, sobretudo para quem tem um estômago mais frágil ou é facilmente influenciável, devido ao extremo realismo dos efeitos especiais que nos conseguem transportar e crer na veracidade do que vemos. Mas mais importante do que dizer se é demasiado violento ou não, é tentar ver qual é o objectivo de tal demonstração e saber se esse sim é válido ou não.
Na minha visão, a violência, e neste caso acho que nem é bem a palavra adequada, tem por objectivo dar ao espectador a dimensão de todo o sofrimento, enquanto representante de todo o pecado do mundo e fardo que Cristo se propõe a suportar. E nesse sentido todo o pingo de violência tem sentido. Como é dito no filme: poderá alguém suportar o fardo de todo o pecado do mundo?
Tem também o efeito de nos fazer pensar e ver como a violência pode assumir proporções inclusive indesejadas devido ao efeito das massas. Quando uma grande mole se reúne, a mínima faísca pode originar consequências imprevisíveis.
Gostei muito de certos pormenores do tratamento das personagens, nomeadamente a personagem de Pilatos que é chamado a tomar uma decisão sobre um conflito que sabe não ter nada a ver com justiça e cuja decisão, seja ela qual for, implica derramamento de sangue. É a imagem do estadista perante uma escolha de Salomão e cuja a única saída é optar pelo mal menor, sem deixar de sentir que lhe foi armado um cerco nesse sentido, mas igualmente sem outras opções de saída. Daí o seu famoso lavar de mãos.
Aliás todas as personagens em termos de interpretação estão muito bem construídas e representadas e a escolha de actores desconhecidos do grande público revelou-se uma opção acertada. Provavelmente a corrida aos Óscares do próximo ano terá vários destes actores em competição.

sexta-feira, abril 23, 2004

LXG

A Liga de Cavalheiros Extraordinários teve a sua origem na banda desenhada e passou o ano passado para as telas de cinema.
Qual a premissa da história? Juntar grandes heróis da literatura de aventuras numa liga com o objectivo de derrotar o mal. E quem são esses heróis? Allan Quatermain, Capitão Nemo, Dorian Grey, Mina Harker, Dr. Jekyll, Mr. Hide, O Homem Invísivel e Tom Sawyer.
E o que farão estes heróis, alguns deles picarescos, juntos? O seu objectivo é salvar a humanidade, redimindo-se assim de alguns erros de percurso.
Se a premissa é bastante interessante, no entanto, o resultado final fica aquém das expectativas.
Não conheço a história em banda desenhada, por isso não me posso pronunciar sobre esta. Mas a versão cinematográfica tem um argumento fraco, muito óbvio, com falta de coesão e sem um necessário aprofundamento das personagens. É claro que todas elas têm os seus próprios espaços nos livros de que são originárias, mas neste filme parece somente que foram recortadas e coladas às outras com fita-cola e sem um cuidado mínimo de coerência. Somente a personagem de Allan Quatermain tem direito a um aprofundamento de perfil psicológico, sem que este seja mesmo assim suficiente.
Quanto à intriga que junta estas personagens é muito insonsa. Se atendermos ao facto de que alguns destes personagens estão mais para vilões do que para heróis propriamente ditos, é já de início pouco credível que estes se juntem para salvar a humanidade.
E qual é a grande ameaça à humanidade? Alguém está a criar um exército de “mutantes” e a desenvolver armas com capacidade de destruição maciça.
(Novidade? Pelo menos actualmente não há novidade alguma neste diabólico plano.)
Depois, mesmo em termos de efeitos especiais e de fotografia, já vimos aquilo algures. Por exemplo, o Mr. Hyde é uma versão não verde do Hulk e o esconderigio do vilão-mor (a saber James Moriarty, arqui-inimigo de Sherlock Holmes) também não é novidade.
É pena que o filme não cumpra as expectativas. Talvez a galeria de personagens se adequasse mais ao formato televisivo. Como série, haveria mais tempo e oportunidade para desenvolver as personagens e também de explorar outras possibilidades de aventuras. Assim, numa espécie de A-team ou Missão: Impossível do século XIX.


sábado, abril 03, 2004

Sábado à Noite

É Sábado à noite e estou em casa.
É verdade.
Se bem que na verdade é um dos poucos Sábados em que nos últimos tempos tenho ficado em casa. Está a saber bem descansar um pouco e quiçá até me deite a uma hora decente.
Sim, a uma hora decente porque a porcaria do pdi já se começa a sentir.
Já actualizei o blog.
Já fiz um zapping televisivo, no qual constatei:
Novelas na TVI, entre as quais um anúncio ao Coração Malandro. Pergunta: mas isso não era coisa para já ter acabado no século passado?
Sic: Air Force 1. OK filme decente a horas minimanente decentes, mas já visto pelo menos duas vezes.
RTP1: OK, filme em que um submarino mete água.
Na :2 há a Brit Com e Na Minha Família o casal Harper acaba de ser avô. (Algo me diz que esta construção frásica não foi muito feliz, mas assim como assim, não há-de ser a única). Depois há as meninas do canal Viver, que ainda não está descodificado a esta hora, a falar de valores machistas. Ok. Talvez até fosse interessante, dispenso é o sotaque “bragacence”.
Lol. Toparam? Este toque de humor linguístico? Fui eu que escrevi. Lol.
Euronews? Há depressivos melhores.
Disney codificado. Bem sei que a pedófilia está nas bocas do mundo (mais um comentário infeliz), mazzzz.. zá chegou à caza Dizneiiii, meuz amigoz, não habia nexexidade, hum.
Cana 21? ??????
Panda? Nunca compreendi muito bem estas séries jubenis deste canal. São piores que os Dallas doutras décadas e não sei muito bem porquê são quase sempre de origem australiana. Porquê? E depois ainda há as tartarugas ninja.
Do TCM eu gosto. Sempre se revê uns filmes interessantes e como não tenho guito para pôr os Canais Premiére, tenho de me aguentar à bronca.
Canal saúde. Olha outro codificado. Hoje deve ser a história da enfermeira mamalhuda, sim aquela especialista no tratamento de sintomas pré e pós traumáticos genitais masculinos.
MCN e MTV. OK. Vou parar um bocadito aqui para ver Red Hot.
SIC Notícias. Epá. Não está a dar o João Adelino Faria. Não sei se está dentro de todos os meus requisitos, mas que faz muito bem à menina dos olhos, aaahhh, à isso faz.
O GNT está em PUB. Eu é mais TPM.
Eurosport. Bem agora é que isto está lindo. Gajos grandes, em calções, suados, com caras de mau, algumas cicatrizes. Olha se eu fosse gay?
Na Odisseia há três milhões de anos os movimentos da crosta terrestre fizeram qualquer coisa. Mas como cheguei atrasada, já não vi nada de especial.
TV religião. Saravá. Deus é grande. Eu vi a luz. (Por favor, dizer em voz alta em sotaque “bragacençe”. Obrigado).
RTP África. Declaração de deputado português Carlos almeida em Cabo Verde. Karful, iu are véri uaite, put some sancrime on.
E não é que a porra da telenovela continua.

Bem, e como agora não me apetece ver o Monstro e Cia, vou mesmo para a cama.

Eu gosto de...

Eu gosto de Luís Fernando Veríssimo.
Eu gosto de Sam Shepard.
Eu gosto de Musicais.
Eu gosto de Jacinto Lucas Pires.
Eu gosto de José Eduardo Agualusa.
Eu gosto de Teatro.
Eu gosto de Woody Allen.
Eu gosto de Kevin smith.
Eu gosto de Luc Besson.
Eu gosto de Pedro Almodovar.
Eu gosto de Das palmas e das luzes e dos bastidores e da magia e algumas lágrimas do teatro.
Eu gosto de Ser cogumelo.
Eu gosto de Literatura.
Eu gosto de Amendoas de chocolate.
Eu gosto d’E Tudo o Vento Levou.
Eu gosto de Cinema.
Eu gosto do Vertigem Azul.
Eu gosto do meu Imac.
Eu gosto da Andreia, do David e do André.
Eu gosto de Escrever.
Eu gosto de Road movies (que me lembram a minha infância).
Eu gosto de Ler.
Eu gosto de Caracóis.
Eu gosto de Laranjas.
Eu gosto da Minha cama nova.
Eu gosto do Cheiro a terra molhada.
Eu gosto de Humor caústico.
Eu gosto do Chilrear dos pássaros.
Eu gosto de Brit-coms.
Eu gosto do Willem Dafoe.
Eu gosto de Água do poço.
Eu gosto das Absolutamente Fabulosas.
Eu gosto de Dormir em cima de dois colchões.
Eu gosto de Simply Red.
Eu gosto de Pipocas salgadas.
Eu gosto da Voz do Carlos do Carmo.
Eu gosto de Torresmos e couratos.
Eu gosto do 7 Palmos de Terra.
Eu gosto de Comer.
Eu gosto de Ser surpreendida.
Eu gosto de Smint’s Limão.
Eu gosto de Ganga.
Eu gosto de Straciatella.
Eu gosto de Massagens.
Eu gosto de Calças e camisolas.
Eu gosto de Beijos e mordidelas.
Eu gosto de Vermelho sangue, amarrelo torrado, verde seco, azul claro, guerná, bbordeaux, preto, pérola, castanho.
Eu gosto do Calor da lareira.
Eu gosto de Jogar Trivial.
Eu gosto de Andar acompanhada.
Eu gosto de Demorar no duche quente.
Eu gosto de Aterrar em Lisboa à noite.
Eu gosto de Rir com os amigos.
Eu gosto de Fogo de artificio.
Eu gosto da Santa Terrinha.
Eu gosto de Bayley’s, café com natas (muitas), martini rosso, sangria, caipirinha, ponchas.
Eu gosto de Karaoke: Like a Virgin e Don’t Cry For Me Argentina.
Eu gosto da Minha camisola vermelha de decote sexy.
Eu gosto de Nadar.
Eu gosto da Minha mala de ganga.
Eu gosto de Leite.
Eu gosto de Pézinhos de porco de coentrada.
Eu gosto do Meu Yaris.
Eu gosto de Céu estrelado.
Eu gosto da Liberdade de ter o meu carro.
Eu gosto de Dormir.
Eu gosto do Toy Story.
Eu gosto dos Meus caracóis.
Eu gosto de Ténis e botas com look Miss Ema Peel.
Eu gosto de Céu azul e nuvens brancas.
Eu gosto de Desenhos animados.
Eu gosto de Pita-shoarma.
Eu gosto de Dançar a noite toda.
Eu gosto de Ir aos bolos.
Eu gosto da Ladie’s Night no Gringo’s.
Eu gosto de Puré de castanhas.
Eu gosto do Estrada Velha.
Eu gosto de Chocolate negro.
Eu gosto de Bares irlandeses.
Eu gosto da Trombeta de Casal da Burra.
Eu gosto de Praia numa noite de verão.
Eu gosto de Publicidade.
Eu gosto de Comida chinesa.
Eu gosto de Camurça.

Não gosto de...

Não gosto de Ver a selecção perder.
Não gosto de Maracujá, melão e pepino.
Não gosto de Cheiro e sabor a tabaco.
Não gosto de Certo tipo de jornalismo.
Não gosto de Cerveja.
Não gosto de Falta de humildade.
Não gosto de Lavar o carro.
Não gosto da Atitude “coitadinho”.
Não gosto de Aspirar.
Não gosto de Casacos de peles verdadeiras.
Não gosto de Picar o ponto.
Não gosto de Me ver no meio de fogo cruzado.
Não gosto de Dar satisfações.
Não gosto de Intrigas extra-cinematográficas.
Não gosto de Filmes de terror.
Não gosto de Jazz.
Não gosto de Me dar a conhcer.
Não gosto de Blusas.
Não gosto de Ser pitosga.
Não gosto do Preço das bebidas.
Não gosto de Mentes obtusas.
Não gosto de Conduzir com o sol a encadear.
Não gosto de Não gosto de Muito barulho.
Não gosto de Correr.
Não gosto da IC19 em hora de ponta.
Não gosto de Bolas de Berlim.
Não gosto de Whisky.
Não gosto de Sapatos com solas finas.
Não gosto de Cachecóis e luvas.
Não gosto de Condutores inconsequentes.
Não gosto de Bebedeiras.
Não gosto de Filmes demasiado previsiveis.
Não gosto de Demagogia.
Não gosto de Pesadelos.
Não gosto de Vários bichos.
Não gosto de Amendoas de açúcar.
Não gosto de Homens de fato.
Não gosto de Louros.
Não gosto de Falta de humor.
Não gosto de Cabelo espigado.

Eu já...

Eu já Conheço alguns aeroportos europeus.
Eu já Andei mais de dez minutos no aeroporto de Schippol.
Eu já Deixei as chaves em casa demasiadas vezes.
Eu já Mandei fazer chaves numa lavandaria.
Eu já Deitei uma moeda na Fontana di …
Eu já Fui a Roma.
Eu já Fiz de chauffer.
Eu já Vi neve
Eu já Fugi de possíveis amores.
Eu já Comi num restaurante medieval numa pequena cidade alemã.
Eu já Fui para Torres vedras em vez de Torres Novas.
Eu já Fui ao Quem Quer Ser Milionário.
Eu já Copiei.
Eu já Tive 18 a Latim.
Eu já Me inscrevi no Um Contra Todos.
Eu já Fiz o casting para o Elo Mais Fraco, mas não me chamaram.
Eu já Tive uma nega a Educação física.
Eu já Tentei a dança do ventre.
Eu já Fui contra um poste (e sem carro).
Eu já Tentei escrever uma peça.
Eu já Acabar coisas.
Eu já Assisti Portugal a ser campeão do mundo.
Eu já Estive no velhinho Estádio da Luz a rebentar pelas costuras.
Eu já Ser boa dona de casa.
Eu já Vi o Lichenstein a perder 9-0.
Eu já Fui ao Museu de Arte Moderna de Sintra.
Eu já Reconheci jogadores de futebol pelo corte de cabelo.
Eu já Suspirei pelos New Kids On The Block.
Eu já Eu já Soube quase todas as letras dos Delfins de cor.
Eu já Subi à Torre Eiffel ao anoitecer.
Eu já Subi ao Arco do Triunfo num dia de sol sublime.
Eu já Estive à porta do Moulin Rouge.
Eu já Vi a cadeira da montra do Museu do Erotismo ao pé do Moulin Rouge.
Eu já Fui à Disneyland Paris.
Eu já Vi o Robbie Williams ao vivo.
Eu já Voei no mundo do Peter Pan.
Eu já Visitei a casa da família Robinson.
Eu já Voei em primeira classe.
Eu já Chorei ao som de uma música.
Eu já Chorei com tantos filmes.
Eu já Comi vegetariano.
Eu já Tentei deixar de roer as unhas.
Eu já Andei à procura de travestis numa madrugada de quinta-feira.
Eu já Enchi balões por causa da minha religião.
Eu já Tive um grupo restrito.
Eu já Andei no cemitério de Oeiras à procura de um jazigo.
Eu já Joguei Trivial até às cinco da manhã.
Eu já Andei de gaivota.
Eu já Perdi lentes de contacto.
Eu já Tenho um autografo do Willem Dafoe.
Eu já Roubei chocolates.
Eu já Dei muitas voltas a rotundas.
Eu já Dormi numa estação de serviço.
Eu já Cheguei tarde demais à casa de banho.
Eu já Mergulhei a cabeça numa fonte pública de Évora.
Eu já Escrevi tentativas de poemas.
Eu já Tenho um blog.
Eu já Andei com adesivo nos óculos
Eu já andei de trotinete.
Eu já Escrevi uma letra de música que ninguém musicou.
Eu já Andei de buggy.
Eu já Escrevi um soneto.
Eu já Plantei uma àrvore, mas não vingou.
Eu já Comi churros na Costa.
Eu já Vi revistas porno no meio da praia.
Eu já Bati com o carro.
Eu já Apanhei escaldões.
Eu já Tive dores de dentes.
Eu já Perdi a confiança em algumas pessoas.
Eu já Descobri algumas pessoas.
Eu já Comi castanhas às seis da manhã.
Eu já Estive no centro Geodésico de Portugal.
Eu já Visitei o Museu das aldeias.

Eu Nunca...

Eu nunca Fui à Austrália.
Eu nunca Vi o Sunset Boulevard.
Eu nunca Consegui a perfeição.
Eu nunca vi o Citizen Kane.
Eu nunca Acordei às 5 da manhã e peguei no carro para pensar na vida.
Eu nunca Vi o Papa ao vivo.
Eu nunca Pensei estar onde estou.
Eu nunca Fiz danças de salão.
Eu nunca Planeei tudo ao mínimo pormenor.
Eu nunca Fui à américa.
Eu nunca Fui ao Taj Mahal.
Eu nunca Li a Biblia.
Eu nunca Fui operada.
Eu nunca Fui aos Clérigos.
Eu nunca Fui ao Concento de Cristo.
Eu nunca Fui ao Castelo de Almorol.
Eu nunca Andei de TGV.
Eu nunca Andarei de Concorde
Eu nunca Andei no Expresso do Oriente.
Eu nunca Fui a Matchu Pitchu.
Eu nunca Fui ao Norte.
Eu nunca Andei de patins.
Eu nunca Saltei de para-quedas.
Eu nunca Farei bungee-jumping.
Eu nunca Comprei lingerie vermelha.
Eu nunca Vi pegadas de dinossauro.
Eu nunca Andei de foguetão.
Eu nunca Escrevi um livro.
Eu nunca Tive um filho.
Eu nunca Fui pedida em namoro.
Eu nunca Tive coragem para seguir alguns sonhos.
Eu nunca Tive coragem para assumir possíveis amores.
Eu nunca Chumbei (excepto os dentes).
Eu nunca Deixei de roer as unhas.
Eu nunca Raptei alguém, devidamente raptado.
Eu nunca Fumei uma ganza.
Eu nunca Deixei de sonhar acordada.
Eu nunca Deixei de fantasiar.
Eu nunca Andei de mão dada sob as estrelas.
Eu nunca Pedi desculpas ao Miguel.
Eu nunca Fui a um motel.

quarta-feira, março 31, 2004

Sobre a amizade

"Se você viver cem anos eu quero viver cem anos menos um dia, assim nunca terei de viver sem vocë"- Winnie Pooh.
"A verdadeira amizade é como a saúde perfeita, seu valor raramente é reconhecido até que seja perdida" -Charles Caleb Colton.
"O verdadeiro amigo é aquele que aparece quando o resto do mundo desaparece".
"A amizade é um espírito em dois corpos"- Mencius.
"Se você morrer antes de mim, pergunte se pode levar um amigo"- Stone Temple Pilots.
"Me apoiarei em você e você se apoiará em mim, e nós estaremos bem"- Dave Mathew's Band.
"Os amigos são a forma de Deus cuidar de nós"
"Se todos meus amigos tivessem que pular de uma ponte, eu não pularia com eles; eu estaria no fundo para pegá-los"
"Todos ouvem o que você diz. Os amigos escutam o que você fala. Os melhores amigos prestam atenção ao que você não diz".
"Todos nós tomamos diferentes trilhas na vida; mas, não importa aonde vamos, aproveitamos um pouco de cada uma delas em toda parte". Tim cGrew.
"Meu pai costuma dizer sempre: quando você morrer, se tiver (feito) cinco amigos verdadeiros, então você teve uma vida notável"- Lee Iacocca.
"Segure um verdadeiro amigo com ambas as mãos"-Provérbio Nigeriano.
"Um amigo é alguém que sabe a canção de seu coração e pode cantá-la quando você tiver esquecido a letra" - Autor desconhecido.

terça-feira, março 30, 2004

Saia Justa

As mulheres são complicadas? Sim, são. E o facto de ser mulher permite-me dizê-lo com toda a sinceridade e conhecimento de causa. Somos mais complicadas que os homens? Talvez. Porque existem alguns espécimes que também conseguem ser muito complicados.
E o que é que nos faz complicadas? Nada mais do que a diversidade. Somos todas diferentes, iguais apenas no facto de sermos mulheres. Todas temos aspirações diferentes, reacções diferentes, sonhos diferentes, emoções diferentes, etc. diferentes. E não faz mal nenhum sê-lo, temos apenas de ter a consciência que assim somos e ser tolerantes connosco e com os outros. Ou seja, aceitar as nossas próprias diferenças.
E porquê todo este discurso? Porque existe na TV Cabo, mais propriamente no canal GNT, um programa chamado Saia Justa, que recomendo a quem quer conhecer um pouco mais do universo feminino e da sua diversidade.
O programa reúne semanalmente quatro mulheres num ambiente de tertúlia em que são abordados os mais variados temas: desde política à religião, passando pelos problemas inerentes à mulheres e inclusivamente algumas críticas à classe masculina. Tudo isto é transmitido de um modo divertido por quatro mulheres com perspectivas diferentes, são elas: Fernanda Young (romancista), Rita Lee (cantora), Marisa Orth (actriz) e Monica Waldwoguel (jornalista).
Um dia destes, passem pelo GNT num deste horários: Domingo às 23:30 e Segunda às 13:30. É possível que hajam mais horários, mas não os conheço.

sábado, março 27, 2004

Mil Folhas

Há sempre alguém que vem antes de alguém e há sempre alguém que vem depois de alguém.
Richard Ford, in Pecados Sem Conta

- As lembranças são peixes nadando ao invés da corrente.
- A aranha ateia diz ao aranho na teia: o nosso amor está por um fio.
Mia Couto

sexta-feira, março 26, 2004

Bem-vindos à Selva

Sexta-feira à noite é um óptimo dia para uma ida ao cinema com os amigos, especialmente se o filme em questão for bom para as gargalhadas.
Bem-vindos à Selva é um desses filmes.
The Rock é um cobrador de cobranças difíceis cujo último trabalho (é sempre o último, meu deus) consiste em encontrar Sean William Scott, o filho de um “mafioso” armado em arqueólogo que algures na selva amazónica se meteu com um mafioso/ditador pior que o pai, bem se vê. Pelo meio misturam-se ainda uma bela mulher e um grupo de guerrilha cujo objectivo é libertar da “escravidão” os trabalhadores do garimpo do tal mafioso/ditador, interpretado por Christopher Walken, irrepreensível, se bem que sem outros registos de genialidade com que já nos habituou neste tipo de registo.
Rock/Sean são uma dupla que funciona e que alimentam o humor do filme muito bem, e não me enganarei muito se daqui a uns tempos tivermos uma sequela.
A imagem dada do Brasil demonstra o impacto de filmes como a Central do Brasil e Cidade de Deus tiveram no meio cinematográfico norte-americano. Os brasileiros são pobres e vivem numa quase escravidão, sem meios de subsistência.
Agora os defeitos: a continuidade tem algumas falhas, como por exemplo, copos de sumo vazios que se enchem quase por milagre; as falas em português/brasileiro são dobradas, as traduções e o que é dito não coincidem muito.

Geografia

Eu não venho de lado nenhum, mas o mundo inteiro pertence-me.

Hugo de Saint-Victor

quarta-feira, março 17, 2004

Scary Movie 3

As maiores vítimas deste terceiro episódio são Signs, 8 Miles e The Ring. Como é que estes três filmes se fundem é fácil: o reverendo de Signs tem um irmão rapper nas horas vagas que se apaixona por uma jornalista a braços com um sobrinho que vê cassetes com avisos estranhos. Na tradição das anteriores fitas, continua a dar-nos alguns gags hilariantes, muitos óbvios, e que, no entanto, não têm a força dos primeiros dois filmes. Saliento apenas a presença de Charlie Sheen que andou meio desaparecido da ribalta durante uns anos, e pode ter neste filme a oportunidade para outros voos, mais de acordo com as provas dadas na sua juventude.

quinta-feira, março 11, 2004

Os Fantasmas de Pessoa, Manuel Jorge Marmelo

A morte é a curva na estrada, morrer é só não ser visto.
Fernando Pessoa

-… o destino é uma estrada cheia de curvas e contra-curvas.
-… o número de crédulos será tanto maior quanto mais ousada for a mentira.
-A vida deixa de fazer algum sentido se nos abandona a certeza de que alguém vela por nós e cuida para que a maldade do mundo não fique impune.
-Talvez fosse ele, talvez fosse eu. Sucede-me muitas vezes não saber quem sou.
-A mais importante característica das coisas secretas é que elas permaneçam efectivamente em segredo.
-…, não vendo e não sabendo, sequer, que coisa seja a felicidade, aqueles que a escuridão oprime não podem sequer aspirar a ser felizes, conhecendo como conhecem, a angústia do medo e a servidão.
-…, a necessidade de viver tudo de todas as maneiras, inteira e profundamente, como forma de conhecimento da verdade que há dentro de cada homem.
-… a vida é isto: a eterna incerteza.
-Pois bem: a procura da plenitude. A face de todas as coisas e também o seu contrário. A verdade toda e a impossível verdade, a oculta, aquela que jamais alcançaremos.
-Nós estamos na confluência do tempos e do espaço, no sítio onde o mistério último, a palavra perdida, se manifesta.
-Eu não sou um iniciado. Simplesmente sinto-me múltiplo. Sinto crenças que não tenho. Sinto-me viver vidas alheias a mim, incompletamente, como se participasse na vida de todos os homens. Mas não sou um iniciado.
-A mentira é só uma das metades da verdade e só conhecendo a ambas e negando-as depois chegaremos perto de conhecer tudo.
-Porque é que, para ser feliz, é preciso não o saber?
-…, o raciocinador nunca crê que a razão possa ser substancialmente irracional.
-Às vezes não sei se enlouqueço deveras ou se apenas vivo demasiado intensamente a loucura das personagens.

Literatura ou Morte

Literatura ou Morte é uma das mais interessantes colecções literárias que vi nos últimos tempos, e que sigo incondicionalmente.
A colecção é originalmente da responsabilidade de um editora brasileira e em Portugal a edição está a cargo da Asa. A proposta inicial foi contactar autores contemporâneos vivos e desafia-los a escrever um livro em que estivessem obrigatoriamente envolvidos uma morte e um escritor já falecido. Existem já oito livros editados e todos eles muito curiosos, porque é possível sempre ficar a conhecer um pouco da escrita de novos autores vivos (alguns nem sequer sabia da sua existência), um pouco da vida dos já falecidos e também entrar no espírito da sua escrita.
Desde modo recomendo todos os livros:
Adeus Hemingway, Leonardo Padura Fuentes
Os Orangotangos de Borges, Luis Fernando Veríssimo
Os Leopardos de Kafka, Moacyr Scliar
A Morte de Rimbaud, Leandro Konder
Os Fantasmas de Pessoas, Manuel Jorge Marmelo
O Doente Moliére, Rubem Fonseca
Medo de Sade, Bernardo Carvalho
Stevenson Sob as Palmeiras, Alberto Manguel

quarta-feira, março 10, 2004

Pago Para Esquecer

Paycheck – Pago para Esquecer é o novo filme do realizador John Woo, que já nos habituou a filmes de acção de ritmo frenético, tais como Missão: Impossível II e Face Off/Volte Face. John Woo que já dirigiu Tom Cruise em Missão: Impossível II pega numa história de Phillip k. Dick, cujo Relatório Minoritário já tinha sido igualmente produzido e interpretado por Cruise.
Em Paycheck – Pago para Esquecer a temática base de Relatório Minoritário está presente: a evolução da tecnologia atingiu um ponto tal que é possível antever o futuro antes mesmo de este ter acontecido. Se no primeiro caso, se anteviam crimes e procurava-se evita-los através da prisão antecipada dos seus autores, neste segundo caso o futuro é uma incógnita quase até ao final do filme.
Se para evitar uma tragédia futura é necessário aprender com o passado. O que não seria problemático, se o protagonista tivesse conhecimento do seu passado recente. Isto, porque Ben Affleck interpreta um engenheiro informático que vende a propriedade intelectual dos seus trabalhos a quem pagar melhor e uma das contrapartidas dos seus “patrões” é que a sua memória seja apagada, para que o mesmo trabalho não seja vendido a outras empresas. Mas no seu último trabalho algo correu menos bem e após a sua conclusão Affleck vê-se na contigência de descobrir o seu passado. E esta viagem é em tudo semelhante à de Guy Pearce em Memento de Christopher Nolan.
Condimentado com dinâmicas cenas de acção e perseguição e a levantar algumas questões sobre o futuro e o destino da cada um de nós, é um filme que se vê bem numa Sexta-feira feira à noite.