quinta-feira, outubro 28, 2004

Como Seduzir Gémeos


Como um signo de Ar, regido pelo planeta Mercúrio, comporta-se como o metal que tem esse nome e, por isso, não vale a pena esforçar-se para o tentar prender.
Eloquentes, são capazes de ficar a falar durante horas, não para se exibir mas porque gostam de compartilhar as suas ideias e informações com as pessoas. Ficam fascinados pelas palavras e pelos mundos que elas trazem em si e adoram conversar. Mas não espere, a não ser que o tema seja muito interessante, que ele consiga ficar a conversar sobre o mesmo assunto durante muito tempo. Não se esqueça que o que ele mais gosta são novidades, e que são precisamente estas novidades que atraem a toda a sua atenção.
Não o obrigue a ficar parado por muito tempo no mesmo lugar a fazer a mesma coisa e muito menos o afogue em jogos emocionais complicados, porque isso vai deixá-lo completamente nervoso e poderá fazer com que o Geminiano desapareça sem deixar rastos.
Lúdicos e bem-humorados, têm muito sentido de humor e adoram rir; por isso, brinque com eles. Eles gostam muito mais do diálogo e do intelecto do que da aparência física.
Para conquistar um nativo de Gémeos, primeiro seduza-o com palavras, faça-o pensar, partilhe com ele actividades culturais, dê-lhe a conhecer lugares e pessoas interessantes e não lhe conte toda a sua vida sem mais nem menos. Depois, evite relatórios e jamais lhos peça, pois ele adora e preza a sua liberdade.
Para o convencer a ficar sossegado, mostre-lhe, por exemplo, alguma música que ele não conheça, mas uma música calma, caso contrário ele vai começar a dançar loucamente no meio da sala. Se está disposto a conquistar alguém do signo Gémeos e se procura alguém que esteja sempre ao seu lado, completamente dependente de si, que chegue sempre a horas, que cumpra o que estava programado, que diga várias vezes ao dia que o ama.... Desista. Mas se quer uma vida sem rotinas, abra as suas asas e permita-se voar...

American Pie


find your inner PIE @ stvlive.com

terça-feira, outubro 26, 2004

I Am Mine, P. Jam

The selfish, they’re all standing in line
Faithing and hoping to buy themselves time
Me, I figure as each breath goes by
I only own my mind

The north is to south what the clock is to time
There's east and there's west and there's everywhere life
I know I was born and I know that I'll die
The in between is mine
I am mine

And the feeling, it gets left behind
All the innocence lost at one time
Significant, behind the eyes
There's no need to hide,....
We're safe tonight

The ocean is full cause everyone's crying
The full moon is looking for friends at high tide
The sorrow grows bigger when the sorrow's denied
I only know my mind
I am mine

And the meaning, it gets left behind
All the innocents lost at one time
Significant, behind the eyes
There's no need to hide,....
We're safe tonight

And the feelings that get left behind
All the innocence broken with lies
Significance, between the lines
(We may need to hide)

And the meanings that get left behind
All the innocents lost at one time
We're all different behind the eyes
There's no need to hide

Nas noites em que tenho o teu corpo

Nas noites em que tenho o teu corpo
Em quartos anónimos
E esqueço o mundo lá fora
Nas noites indistintas
Em que outro eu
Te procura e aplaca o desejo
Nos quartos quentes sem ar
Em que os nossos sons se juntam
Aos de um qualquer programa de TV
Em que sim é a única palavra
E o gosto salgado da tua pele fica em mim
Com o cheiro de nós
E o teu peso impresso em mim.
Sentes tu também o mesmo gosto de mim
Quando sais para as luzes da noite
Sentes as minhas mãos
Percorrerem o teu corpo satisfeito
Quando entras no carro cansado
Antes de seguires o teu caminho.
Não me digas em que pensas
Quando pensas em mim
Fá-lo com voracidade
Arrebata-me em cada encontro
Para que apenas sinta
Uma vez mais o teu corpo em mim.

Andrew Bell
(imagem inserida 07/01/2015)

quinta-feira, outubro 14, 2004

Pouco a pouco no amor

Há uma batalha a travar
Entre tantas batalhas vencidas
Há uma dor no olhar
Entre tantas mágoas tecidas,
Pouco a pouco no amor.

Há uma lágrima que rola
Entre tantas lágrimas perdidas
Há um soluço que assola
Entre tantos medos sentidos,
Pouco a pouco no amor.

Há um adeus que se diz
Entre tantas despedidas
Há uma dor que fiz
Entre tantas feridas,
Pouco a pouco no amor.

Julião Sarmento
(imagem inserida a 7/01/2015)

A minha personagem





Que personagem do Seinfeld é você?
Trazido a você por Blog do Idiota


quarta-feira, outubro 13, 2004

Pergunto-me se será mais um beco sem saída, com o muro colocado por mim. Coloco sempre muros mesmo que desnecessários. Fujo sempre. Sempre com medo da rejeição e quem sabe talvez ainda mais da aceitação.
E quanto mais tempo passa, mais cresce em mim o medo.
Não sinto borboletas no estômago. Não. Comigo é sempre um nó bem apertado. De pânico.

Kurasov
(imagem inserida a 07/01/2015)

É altura de balancear.

(imagem inserida a 7/01/2015)
É altura de balancear.
Balancear as pontas soltas da minha vida.
Perceber se deste emaranhado se pode tecer uma teia.
Perceber se o fio ainda dá para mais uma volta.
Se há volta a dar.
Mais uma.
Uma que tenha sentido.


terça-feira, outubro 12, 2004

quinta-feira, outubro 07, 2004

Contos Apátridas, VVAA


Um Tradutor Em Paris, B. Atxaga
“Viver é percorrer o tempo, mas percorrê-lo como quem avança por um arame, hoje desequilibrando-se para um lado, amanhã para o outro, e assim ia vivendo eu, sem conhecer o equilíbrio, procurando fugir cada vez mais para me esquecer do vazio que me rodeava e chegar quanto antes, (…) pelo menos a um lugar mais seguro do que o arame: a uma escada, a uma varanda, no fim de uma corda presa em qualquer sítio.”
“soube, graças a ti, que a vida é uma complexa mistura de luzes e sombras, e que essa complexidade é magnifica.”

Nunca lá Estive, J. M. Fajardo “… havia de tudo para remediar as tristezas, o infortúnio ou essa insaciável sede da alma que nem o mais corrosivo dos licores jamais consegue mitigar.”
“Tinha lutado com uma força que nascia do desespero, essa espécie de força que torna brilhante a derrota e admirável o derrotado. Uma força que leva uma vida inteira a conquistar-se.”
“Os pés voltaram a conduzir-me aonde a minha cabeça ainda ignorava que queria ir.”

Tragédia do Homem que amava nos Aeroportos, S. Gambôa “às vezes as histórias tristes acontecem em lugares tristes, como estações de comboios ou em aeroportos. E então as pessoas apercebem-se e comentam-no, e todos dizem que na verdade os aeroportos e as estações de comboio são lugares tristíssimos, tão tristes que não dão vontade de viajar, pois ninguém gosta de mergulhar na tristeza, e muito menos por esses preços.”
“Só se chora se antes se foi feliz. Atrás de cada lágrima esconde-se algo inesquecível.” Graham Greene
“… com o tempo, fui-me apercebendo de que os lugares onde vivemos são impermeáveis aos sonhos, e que não há nada mais disparatado do que a rua e o número onde recebemos o correio, o quarto onde nos levantamos todos os dias e o espelho quotidiano da casa de banho, o mesmo que nos devolve essa cara fatigada que já não nos convence, que nos faz pena e que, desgraçadamente, é a única que jamais nos atraiçoa.”
“Â felicidade está sempre na viagem que se segue. Ou melhor: nesse belo país aonde nunca fomos.”

Antiga Morada, A. Sarabia “É curioso como as velhas casas falam a quem se propõe ouvi-las.”
“Esta confissão alimenta-se mais de sombras do que de luzes, mais de não sei o quê, do que aquilo que compreendo perfeitamente, é natural. O que se conhece não é mais do que um insignificante fragmento da realidade. O desconhecido envolve tudo, tudo é tocado por ele, dá forma e sentido para que os olhos vejam, as mãos toquem, os ouvidos ouçam.”
“Terá sido notada alguma vibração apenas perceptível nessa subtil teia de aranha que envolve os vivos com os mortos?”

O Anjo Vingador, L. Sepúlveda “Nasce-se inocente como um burro, mas basta um leve contacto com a polícia para ficarmos a saber que somos culpados de algo. Não importa o quê. A polícia é um memorando do pecado original.”
“Para se ser transparente é preciso disfarçarmo-nos de lixo.”

quarta-feira, outubro 06, 2004

Pura inocência, P. Norte

A vida é tão diferente
Daquilo que sonhamos
Talvez o nosso mal seja acordar

Lancei o meu futuro
Para lá do firmamento
E agora não consigo lá chegar

Estou a sentir
A minha voz perdida no deserto
Mas sou quem diz

Que a vida deixa sempre a porta aberta
P'ra que eu possa lá entrar
E quem sabe regressar
À mais pura inocência

A vida é tão diferente
Dos sonhos que lembramos
Eu sei que o nosso mal é recordar

Perdi o teu futuro
P'ra lá do nosso tempo
E agora não consigo lá voltar

Estou a sentir
A minha voz perdida no deserto
Mas sou quem diz

Que a vida deixa sempre a porta aberta
P'ra que eu possa lá entrar
E quem sabe te encontrar
Na mais pura inocência

Diário de Um Killer Sentimental, L. Sepúlveda


Diário de Um Killer Sentimental
“O rosto humano nunca mente; é o único mapa que regista todos os territórios que habitámos.”

Jacaré
“Eles eram anaré e obedeciam a uma lei tão velha como o mundo, porque, no começo de todas as coisas, o mundo era de água, e os homens e os animais viviam no dorso do grande jacaré. O réptil sonhava com frutos e havia frutos, sonhava com peixes e havia peixes, sonhava com tartarugas e também as havia. Mas um dia apareceu o primeiro ieashmaré e cravou um dardo incandescente no coração do grande réptil. Este, ferido de morte, chicoteou as águas dia e noite com a cauda. Deixou mil filhos, alguns tão pequenos como uma larva e outros grandes como um caçador, mas não disse qual deles tomaria o seu lugar. Por isso os anaré tinham de cuidar de todos, para que o doce tempo dos sonhos voltasse no dorso do grande jacaré.”

Hot Line
“Os bons polícias têm qualquer coisa de suicidas, o que os impele a levar o cumprimento do dever até às últimas consequências.”
“Entre os dois somavam oitenta anos, e tal cúmulo de tempo predispõe para o amor sincero, livre de espaventos, proezas ou desculpas, e, como não há nada a perder é um enorme lucro.”
“Nós, detectives rurais, sabemos conduzir automóveis, camiões, cavalos, barcos com motor fora de borda e pilotar aviões. Mas eu prefiro andar a pé, se não se importa.”
“o tempo tem mil vozes, e muitas delas são cruéis.”
“… sem se preocupar com as lágrimas, e o automóvel tornou-se estreito, pois todos os fantasmas do medo se refugiaram nele.”

sexta-feira, outubro 01, 2004

Primeiro

Primeiro tenho de me dizer
para depois dizer os outros
mesmo que falte a coragem
mesmo que as palavras se escondam
que o medo aflore
terei de algum modo de ficar aqui.

(imagem inserida a 7/01/2015)

Deportei

Comprei uma cama para nos amarmos
deitei e aguardei.
No vazio dos lençóis delineei as tuas formas
imaginei e aguardei.
Nos meus sonhos sorri
descansei e aguardei.
Na manhã não te vi
levantei e deportei.

(imagem inserida a 7/01/2015)

quinta-feira, setembro 30, 2004

Pensamento

As Mulheres são como o nevoeiro...surgem do nada, obrigam a andar com atenção redobrada e desaparecem sem deixar rasto...
Os Homens são como a neve...nunca se sabe quando vão aparecer, quantos centímetros vão ter, e quanto tempo vão ficar...

Almost Blue, F. Young



Sirva-se de mais um drinque,
A felicidade não estará no gelo,
Mas quem sabe?
Aliás, quem sabe você não a
Encontra no próximo gole?
Lembre-se, também, de sorrir
Quando acenderem o teu cigarro
E de não deixar a chama iluminar
O descaso que você tem em viver.

quinta-feira, setembro 23, 2004

Andei milhas e milhas

Andei milhas e milhas
Em busca de um amor
Para me sentir pleno.

Passei anos e anos
à espera de um amor
que me completasse.

Percorri terras e terras
À procura de um amor
Para me compreender.

Demorei uma eternidade
A perceber que um amor
Tem de se amar.
18-06-2004

Liberalização do Aborto?

A chegada do barco holandês à nossa costa pertencente à organização “Women on Waves” provocou um grande tumulto no nosso país, pelo menos a nível político e mediático. Se a proibição do governo português para que este entrasse em águas territoriais nacionais levantou muita fleuma, esta parece-me, no entanto, correcta. Digo isto porque, pelo menos de acordo com a actual lei vigente, é uma decisão coerente.
Mas é claro, que o mais importante não é o barco em si. O mais importante é a lei propriamente dita e se esta será a mais adequada. É complicado dizer. Não consigo dizer que sou a favor da liberalização aborto, mas também não consigo deixar de pensar que em certas talvez seja a melhor solução. Talvez não para o bebé, mas… Aliás não consigo deixar de pensar em qualquer das situações (sim/não) sem um grande “mas” a acompanhar.
No passado referendo, confesso que o meu voto foi “não”. Podem até criticar-me, mas foi o que achava na altura e na verdade continuo a pensar. Não me acho com direito a tirar a vida de ninguém, porque é de uma vida que se trata. Podem pensar então que eu seria incapaz de fazer um aborto. Mas a verdade é que, em determinadas circunstâncias, seria. Podem chamar-me hipócrita, porque talvez o seja, mas a verdade é que por vezes aquilo que pensamos e idealizamos não se coaduna muito com a realidade em que vivemos. E a realidade é por vezes muito cruel. E, actualmente, se se realizar um novo referendo, é provável que a minha resposta seja “sim”, apesar do peso que esse sim me possa trazer.
Claro que o ideal é que nunca alguma mulher se tivesse de ver confrontada com uma situação de aborto. Num mundo ideal não haveria mal formações de fetos, não haveria violações, não haveria pessoas inconscientes e inconsequentes relativamente à sua sexualidade, não haveria miséria, não haveria país que não amassem os seus filhos, não haveria… Mas não vivemos num mundo ideal e temos de nos adaptar a ele.
Talvez a liberalização do aborto não seja a melhor das soluções para o nosso mundo, mas se calhar… Não sei, realmente não sei…

sexta-feira, setembro 17, 2004

As pessoas dos Livros, F. Young

“Gosto de chuva, poupa lágrimas. Não, não é isso. Não lembro ao certo, e “ao certo” significa um mundo quando se trata de um verso.”
“… os enquantos são o quântico da literatura.”
“Aquele amor foi uma alga presa em meu biquini.”
“Um livro impresso deve ser respeitado por aquilo que é: a finalização de imensa dor, exaustão e generosidade.”
“Claro, todo mundo esquece mais ou menos das coisas que viveu, no momento em que um amor deixa de ser um grande amor. Quando um amor deixa de ser grande, ele não vira pequeno amor, vira pequeno estorvo.”
“Sentiu um cubo de gelo escorrer pelo meio do corpo – seria o prenúncio da morte? Um cubo de gelo?”