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quarta-feira, novembro 17, 2004

Louras à Força

Louras à Força é mais uma demonstração do potencial dos irmãos Wayans como comediantes de pois de filmes como Scary Movie e O quinteto da Morte. Neste filme temos dois desastrados agentes do FBI que se vêem obrigados a proteger duas jovens e louras herdeiras de uma ameaça de rapto. E qual a melhor maneira de as proteger, do que se fazerem passar por elas, com todas as situações hilárias e equívocos que isso possa provocar. Temos assim um filme despretensioso e divertido, recomendado para uma sexta à noite ou simplesmente para uma reunião de amigos.

sexta-feira, novembro 05, 2004

Piratas das Caraíbas – A Maldição do Pérola Negra


Este é o regresso a um género que fez as minhas delícias na infância. Quantos Domingos à tarde não me deliciei a ver filmes de capa e espada na RTP1. Com o Errol Flynn, o Stewart Granger, e outros cujo nome nunca soube.
A verdade é que me diverti a ver este Piratas das Caraíbas. Tem algumas cenas de espada muito engraçadas, especialmente uma entre o J. Depp e o O. Bloom, interpretações jeitosas e uma história minimamente coerente e pontuada por bons momentos de acção. Gostei muito da personagem do J.Depp e só agora percebi o porquê da sua nomeação aos Óscares.
É um bom filme de Domingo à tarde.

Terminal de Aeroporto


Há quem considere que a nossa pátria é parte indistinta da nossa identidade. Ou seja, o facto de, por exemplo, ter nascido em Portugal imprimirá em mim uma qualquer marca indelével na minha personalidade e identidade.
Mas, e se, de repente, a minha pátria deixar de existir?
Deixarei eu também de existir?
Ou serei simplesmente eu, sem um dos rótulos que me podem ser associados?
No entanto, a nacionalidade é um dos rótulos sem o qual, nos dias de hoje, não podemos passar. Que o dia Viktor Navorski, a personagem interpretada por Tom Hanks, Oriundo de um pequeno pai do Leste europeu. Exactamente quando Viktor chega aos EUA, a sua pátria deixa de existir e todos os seus documentos se tornam inválidos. Sem qualquer tipo de documentação reconhecida por lei, e por isso impedido de entrar no país, bem como de sair, Viktor vê-se na contingência de viver no aeroporto durante vários meses. E é este período que vamos acompanhar. Como (sobre)viver num local de passagem?
Dificuldades à parte, desenvolvem-se amizades com direito a sacrifícios finais, há até tempo para um pequeno interlúdio amoroso, mas sobretudo podemo-nos aperceber do ridículo e das ironias que esta situação envolve.
É um filme que se vê muito bem, apesar de não ter gostado muito do final que achei bastante previsível. Gostei do genérico inicial a lembrar o Apanha-me Se Puderes, esse sim genial.

sexta-feira, outubro 29, 2004

Big Fish


Normalmente, as histórias de Tim Burton têm como protagonista alguém (homens, mulheres, crianças) inadaptado ou dotado de algum tipo de deformidade física que o impede de ser aceite pela sociedade e, mais dramático ainda, de serem muitas vezes amados pelos seus progenitores. Quem não se lembra de Eduardo Mãos de Tesoura, do primeiro Batman e o seu rejeitado Pinguim, entre outros. Aliás, no universo Burton ninguém é o que habitualmente designamos de “normal”. E esta “anormalidade” é sempre acompanhada pelo negro, pela sombra, por espectros (com talvez excepção da vivacidade cromática de Marte Ataca).
Pois bem, em Big Fish temos tudo isso, mas sob uma nova perspectiva. Uma perspectiva aparentemente mais light, mas na minha humilde opinião apenas mais esperançosa.
Big Fish conta-nos a história de um contador de histórias que devido a essa sua faceta foi repudiado pelo filho que nunca acreditou nas suas histórias de vida. Agora, com a morte do pai prestes a acontecer, o seu filho tenta reconstruir a verdade a partir da fantasia. Nessa viagem percebe que apesar de todos os seus exageros, o seu pai era realmente uma pessoa única e acarinhada por todos e cujo grande amor foi sempre a sua família. Apenas à beira da morte do pai, Will (que está igualmente prestes a ser pai) compreende a necessidade de fantasia e do despontar da mesma para dar sentido a uma vida e torna-la mais bonita e mágica.
Para mim, o que é engraçado observar é que este filme foi feito após Burton ter sido pai pela primeira. Parece que é uma tomada de consciência de que agora ele deixou de ser o filho desajustado e se tornou o pai desajustado. Resta agora ao futuro saber se será aceite ou não.
Não compartilho a opinião generalizada de que este é o menos “Burton” dos seus filmes. Tem lá todas as características dos outros, é é realmente menos negro. Mas sempre obrigatório ver.

terça-feira, junho 15, 2004

The Day After Tomorrow (2004)

Poderá alguém saber com toda a certeza onde estará no dia depois de amanhã? Poderá algum técnico prever com certeza o tempo que fará no dia depois de amanhã? E se o dia depois de amanhã não existir?
A história deste filme assenta na premissa de que o aquecimento global, ao provocar o degelo das calotas polares, poderá causar uma segunda idade do gelo. Esta teoria, tida por muitos como impossível, torna-se, no entanto, realidade. Derrubando qualquer modelo de previsão meteorológica e sem qualquer tipo de aviso, esta calamidade atinge grande parte do hemisfério norte, que se torna um imenso glaciar.
Para além do desenvolvimento desta enorme catástrofe climatérica que nos permite ter grandes cenas de efeitos visuais, a história prossegue igualmente com a sua faceta mais humana. E neste aspecto, em vez de dispersar a linearidade do filme em diversas histórias particulares, o filme segue apenas a o cientista que previu a catástrofe em busca do seu filho soterrado na biblioteca Municipal de Nova Iorque.
Gostei de vários pormenores do filme: a visualização das tempestades e o seu modo de actuação; a fuga aos efeitos pirotécnicos (acho que é o primeiro filme catástrofe que vejo sem explosões); o edifício em que os jovens se refugiam ser uma biblioteca, pois são os edifícios do ponto de vista estrutural talvez mais bem capacitados para resistir a uma calamidade; a alusão à Bíblia de Guttenberg e às leis sobre os impostos; uma nova maneira de ver Nova Iorque “destruída”.
Não gostei: da animação dos lobos; numa biblioteca há mais para queimar do que livros, por exemplo, mesa e cadeiras.

Abaixo o Amor - Down with Love

Na tradição das comédias de enganos, temos Abaixo o Amor – Down With Love, com Renée Zellwegger e Ewan McGregor. Com a história a decorrer algures na década de 60, esta história de amor entre um jornalista engatatão e uma escritora feminista tem como ponto forte a comicidade dos actores, muito bem secundados por Sarah Paulson e David Hyde Pierce.
É um filme engraçado a fazer um triângulo musical com Moulin Rouge (Ewan McGregor) e Chicago (Renée Zellwegger) e que, tal como estes, prima por um guarda roupa glamoroso e colorido, com uma influência bastante Coco Chanel, nas indumentárias femininas.

Sweet November

É um filme romântico com alguns traços de comicidade, mas com final trágico.
Não é nada de especial e, na minha singela opinião, vale apenas como ensaio na credibilidade de Charlize Theron com actriz de cariz dramático.
Quanto à história, Nelson (Keanu Reeves) é um publicitário obcecado pelo seu trabalho, perdendo o contacto com a realidade, que um dia conhece Sara, uma mulher atípica que vive a vida momento a momento. Com dois estilos de vida opostos, as suas vidas chocam literalmente e Sara propõe-lhe que durante um mês Nelson aceite viver de um modo completamente diferente. Ao ser despedido, Nelson resolve aceitar e a sua vida nunca mais será a mesma, blábláblá.
A história não surpreende e os actores também não.

Eu, tu, eles

Eu, Tu, Eles tem como base a vida real. Algures no nordeste brasileiro, uma mulher simples partilha a vida com os seus três maridos e os seus filhos.
Darlene (Regina) é uma jovem mulher para quem a vida não é fácil. Com um filho e após ter sido abandonada à porta da igreja, aceita partilhar a sua vida com Osias (Lima Duarte) um homem um pouco rude e seco que vê em Darlene a oportunidade de ter um filho e de ter alguém que lhe dirija a casa. Esta relação, de início promissora, revela-se um desapontamento para Darlene cuja saída de casa é impedida por Zezinho (Stênio Garcia), um primo de Osias que vai morar lá para casa. Sem o carinho e o respeito que esperava por parte do seu marido, Darlene acaba por ter em Zezinho o seu grande amigo e companheiro e a sua relação acaba por ter como fruto um filho. Mas a vida continua a ser difícil para Darlene, que se vê obrigada a ir trabalhar todos os dias para a apanha da cana-de-açúcar. É aí que conhece Ciro (Luiz Carlos Vasconcelos), um homem jovem que desperta nela o desejo e a paixão. E dessa paixão nasce uma nova criança.
Um filme de subtilidades e sensibilidades e uma oportunidade para sentir e ver o amor nas suas diversas acepções através do excelente trabalho dos actores.
A ver.

sábado, junho 05, 2004

Van Helsing

Quem muitos burros toca, algum lhe há-de escapar. Quem quer colocar quase todo o tipo de monstros num só filme, não tem uma história muito coerente. O que tem é uma versão “maléfica” da Liga de Cavalheiros Extraordinários (ver em registo anterior: LXG).
Tecnicamente, os filme tem pormenores muito interessantes. No entanto, não deixa de parecer um filme noir de série B da década de 40, assim estilo Ed Wood, mas a cores. Aliás os primeiros minutos de filme são exactamente uma recriação explicita do género. Na minha opinião, um dos grandes “pecados” do filme é exactamente estar demasiado preso aos clichés do género, que são misturados com todos os ingredientes dos filmes de acção. Temos, inclusive, direito a um Mr. Q, de aspecto demasiado medieval para a época.
O filme é sobretudo um veículo de promoção do actor Hugh Jackman, ou seja, vive de e para a sua personagem. As outras personagens apesar da tentativa de lhes fornecer uma densidade dramática nunca chegam a sair da sua superficialidade. E bem vistas as coisas, nem a personagem Van Helsing o atinge.
Mesmo em termos de efeitos especiais, apesar de bem feitos, não chegam a ser surpreendentes.
Ainda numa de provérbios: muita parra e pouca uva, quem tudo quer, tudo perde, etc.

Amor e Sexo

Amor é um livro - Sexo é esporte
Sexo é escolha - Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela - Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa - Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos

Amor é cristão - Sexo é pagão
Amor é latifúndio - Sexo é invasão
Amor é divino - Sexo é animal
Amor é bossa nova - Sexo é carnaval

Amor é para sempre - Sexo também
Sexo é do bom - Amor é do bem
Amor sem sexo é amizade
Sexo sem amor é vontade
Amor é um - Sexo é dois
Sexo antes - Amor depois

Sexo vem dos outros e vai embora
Amor vem de nós e demora


AMOR E SEXO
(Rita Lee / Roberto de Carvalho / Arnaldo Jabor)

sexta-feira, junho 04, 2004

Monster’s Ball – Depois do Ódio

Quando se chega ao fundo do poço pensa-se que nada mais resta senão deixarmo-nos afogar. Mas tal como a vida é cruel, também nos reserva alguma esperança. Como alguém já disse, quando Deus nos fecha uma porta, abre-nos sempre uma janela.
Este filme retrata a chegada ao fundo do poço e a janela que se entreabre depois.
Hank é um guarda prisional que faz o acompanhamento de condenados à morte, algures numa pequena cidade do sul da América. Vive com o seu pai, também ele antigo guarda prisional e extremamente preconceituoso e racista, e com o filho, a quem nunca soube amar, nem demonstrar carinho, numa atitude de punição pelo abandono da mulher. Sem nunca ter sentido qualquer tipo de emoção e de amor, Hank só se apercebe do vazio da sua vida quando o seu único filho se suicida e tenta recompor-se da sua perda - de alguém a quem nunca realmente soube amar, mas a pessoa que mais perto o levou desse sentimento.
Letícia é uma mulher negra e que num curto espaço de tempo vê o seu marido executado, perde o emprego, a sua casa e o seu único filho morre atropelado à beira da estrada. Socorrida por Hank nesse momento fatídico, os dois vão pouco a pouco desenvolvendo uma improvável relação que os vai reabilitar emocionalmente.
Extremamente poético, este filme aborda temas tão delicados como o racismo e o desamor e as consequências profundas destes dois sentimentos tão nefastos. Mas, de um modo igualmente delicado, mostra como a qualquer momento podemos mudar as linhas orientadoras da nossa vida, basta estarmos abertos a novas .
Vejam.

quinta-feira, maio 20, 2004

Avassaladoras

Para quem gosta de comédias românticas, Avassaladoras é uma boa proposta do cinema brasileiro. Este filme relata as histórias de quatro amigas em busca do amor e das suas tentativas frustradas de o encontrar. Entre a que parece não ter qualquer atractivo para os homens e que decide mesmo recorrer a uma agência de encontros, a que conhece vários homens mas é sempre deixada ou enganada, a que vai ficando com o mesmo namorado que não ama até aparecer o amor e a que tem uma vida profissional tão activa que nem tempo para encontros tem, esta história é uma excelente alternativa ao mesmo género de filmes de origem americana. Por não seguir à risca a mesma estrutura e nos apresentar várias hipóteses de histórias, não deixa de nos dar finais felizes mesmo que não cor-de-rosa. Permite ainda ver o trabalho de actores a que nos habituamos a ver somente nas novelas num outro registo. É um filme leve e divertido recomendado para uma sexta-feira à noite.

Vertigem Azul

Revi recentemente o filme que mais marcou a minha adolescência: Vertigem Azul. O filme que me mostrou que o cinema se faz de imagens poderosas e não de falas históricas, que me mostrou como se pode fazer poesia com imagens, e como se podem mostrar sentimentos apenas com olhar.
Vertigem Azul ficou marcado na minha adolescência como o filme da minha vida. Agora, passados mais de dez anos vi um outro filme. É curioso o que o tempo faz.
O filme gira em torno de Jacques Maiol, um homem invulgar e enigmático como o mar.
Com uma existência real, Maiol foi na década de 60 recordista mundial de mergulho livre, estabelecendo um recorde de profundidade de 340m, que só viria a ser quebrado pelo próprio na década de 80, quando contava já com 57 anos de idade. Luc Besson pegou nesta figura fora do vulgar, que é conhecido no seu meio como o Homem-Golfinho, devido à sua capacidade de adaptação ao ambiente aquático, e deu-lhe uma aura, mais do que mística, diria mítica.
Enquanto personagem, Maiol é um ser desajustado com o ambiente humano que o rodeia. O único ambiente em que se completa e se sente feliz é no mar, junto dos golfinhos, que considera a sua única família. Incapaz de compreender os desígnios dos homens e do amor, deixa-se seduzir pelo canto das sereias que se escondem algures no mar.
O filme que vi há mais de 10 anos, contou-me esta história de sedução pelo mar, irresistível no seu feitiço e abraço envolvente. Agora descobri um pouco mais de percurso de Maiol pelo mundo humano. Não só porque agora o filme foi visto com outra experiência, como os cerca de 30 minutos extra da versão de realizador acrescentam outros pormenores.
Seja como for, foi um filme que me marcou, mais não seja porque me deu a conhecer Luc Besson e dois extraordinários actores: Jean Marc Barr e Jean Reno. Vejam.

quarta-feira, abril 28, 2004

A Paixão de Cristo

É um filme controverso pela sua temática e pela abordagem feita, mas seria-o sempre qualquer que fosse a sua forma de retratar os últimos dias da vida de Cristo.
Ao centrar o seu filme nas últimas horas da vida de Cristo, período a que a tradição católica denomina de Paixão, Mel Gibson, um fervoroso católico, quis realçar o sofrimento sentido por este. Assim, uma das grandes críticas é o excesso de violência demonstrado no filme.
Neste aspecto não é um filme fácil, sobretudo para quem tem um estômago mais frágil ou é facilmente influenciável, devido ao extremo realismo dos efeitos especiais que nos conseguem transportar e crer na veracidade do que vemos. Mas mais importante do que dizer se é demasiado violento ou não, é tentar ver qual é o objectivo de tal demonstração e saber se esse sim é válido ou não.
Na minha visão, a violência, e neste caso acho que nem é bem a palavra adequada, tem por objectivo dar ao espectador a dimensão de todo o sofrimento, enquanto representante de todo o pecado do mundo e fardo que Cristo se propõe a suportar. E nesse sentido todo o pingo de violência tem sentido. Como é dito no filme: poderá alguém suportar o fardo de todo o pecado do mundo?
Tem também o efeito de nos fazer pensar e ver como a violência pode assumir proporções inclusive indesejadas devido ao efeito das massas. Quando uma grande mole se reúne, a mínima faísca pode originar consequências imprevisíveis.
Gostei muito de certos pormenores do tratamento das personagens, nomeadamente a personagem de Pilatos que é chamado a tomar uma decisão sobre um conflito que sabe não ter nada a ver com justiça e cuja decisão, seja ela qual for, implica derramamento de sangue. É a imagem do estadista perante uma escolha de Salomão e cuja a única saída é optar pelo mal menor, sem deixar de sentir que lhe foi armado um cerco nesse sentido, mas igualmente sem outras opções de saída. Daí o seu famoso lavar de mãos.
Aliás todas as personagens em termos de interpretação estão muito bem construídas e representadas e a escolha de actores desconhecidos do grande público revelou-se uma opção acertada. Provavelmente a corrida aos Óscares do próximo ano terá vários destes actores em competição.

sexta-feira, março 26, 2004

Bem-vindos à Selva

Sexta-feira à noite é um óptimo dia para uma ida ao cinema com os amigos, especialmente se o filme em questão for bom para as gargalhadas.
Bem-vindos à Selva é um desses filmes.
The Rock é um cobrador de cobranças difíceis cujo último trabalho (é sempre o último, meu deus) consiste em encontrar Sean William Scott, o filho de um “mafioso” armado em arqueólogo que algures na selva amazónica se meteu com um mafioso/ditador pior que o pai, bem se vê. Pelo meio misturam-se ainda uma bela mulher e um grupo de guerrilha cujo objectivo é libertar da “escravidão” os trabalhadores do garimpo do tal mafioso/ditador, interpretado por Christopher Walken, irrepreensível, se bem que sem outros registos de genialidade com que já nos habituou neste tipo de registo.
Rock/Sean são uma dupla que funciona e que alimentam o humor do filme muito bem, e não me enganarei muito se daqui a uns tempos tivermos uma sequela.
A imagem dada do Brasil demonstra o impacto de filmes como a Central do Brasil e Cidade de Deus tiveram no meio cinematográfico norte-americano. Os brasileiros são pobres e vivem numa quase escravidão, sem meios de subsistência.
Agora os defeitos: a continuidade tem algumas falhas, como por exemplo, copos de sumo vazios que se enchem quase por milagre; as falas em português/brasileiro são dobradas, as traduções e o que é dito não coincidem muito.

quarta-feira, março 17, 2004

Scary Movie 3

As maiores vítimas deste terceiro episódio são Signs, 8 Miles e The Ring. Como é que estes três filmes se fundem é fácil: o reverendo de Signs tem um irmão rapper nas horas vagas que se apaixona por uma jornalista a braços com um sobrinho que vê cassetes com avisos estranhos. Na tradição das anteriores fitas, continua a dar-nos alguns gags hilariantes, muitos óbvios, e que, no entanto, não têm a força dos primeiros dois filmes. Saliento apenas a presença de Charlie Sheen que andou meio desaparecido da ribalta durante uns anos, e pode ter neste filme a oportunidade para outros voos, mais de acordo com as provas dadas na sua juventude.

quarta-feira, março 10, 2004

Pago Para Esquecer

Paycheck – Pago para Esquecer é o novo filme do realizador John Woo, que já nos habituou a filmes de acção de ritmo frenético, tais como Missão: Impossível II e Face Off/Volte Face. John Woo que já dirigiu Tom Cruise em Missão: Impossível II pega numa história de Phillip k. Dick, cujo Relatório Minoritário já tinha sido igualmente produzido e interpretado por Cruise.
Em Paycheck – Pago para Esquecer a temática base de Relatório Minoritário está presente: a evolução da tecnologia atingiu um ponto tal que é possível antever o futuro antes mesmo de este ter acontecido. Se no primeiro caso, se anteviam crimes e procurava-se evita-los através da prisão antecipada dos seus autores, neste segundo caso o futuro é uma incógnita quase até ao final do filme.
Se para evitar uma tragédia futura é necessário aprender com o passado. O que não seria problemático, se o protagonista tivesse conhecimento do seu passado recente. Isto, porque Ben Affleck interpreta um engenheiro informático que vende a propriedade intelectual dos seus trabalhos a quem pagar melhor e uma das contrapartidas dos seus “patrões” é que a sua memória seja apagada, para que o mesmo trabalho não seja vendido a outras empresas. Mas no seu último trabalho algo correu menos bem e após a sua conclusão Affleck vê-se na contigência de descobrir o seu passado. E esta viagem é em tudo semelhante à de Guy Pearce em Memento de Christopher Nolan.
Condimentado com dinâmicas cenas de acção e perseguição e a levantar algumas questões sobre o futuro e o destino da cada um de nós, é um filme que se vê bem numa Sexta-feira feira à noite.

sexta-feira, fevereiro 13, 2004

Portugal S.A.

Onde tudo se compra e tudo se vende

Sempre disse, e torno a dizer: tudo na vida tem um preço. Há é pessoas que se vendem por um preço muito baixo e nem tudo se compra com dinheiro. O poder ou a fama são por vezes pagamentos mais aliciantes e sedutores que o dinheiro.
No caso de Portugal S.A., dinheiro e poder andam lado a lado, mas sendo o dinheiro apenas uma face visível do poder. O poder dos grupos económicos, o poder político e o poder de bastidores misturam-se provocando uma luta quase titânica.
Os ingredientes são um grande empresário nacional obrigado na década de setenta a exilar-se para o Brasil e a perder grande parte do seu património para as nacionalizações, o seu braço direito com ligações de amizade no governo, o ministro das finanças que põe toda a sua confiança no empresário e é traído, e a grande paixão do braço direito disposta a tudo para salvar o bom nome da empresa do pai. Pelo meio andam ainda uma esposa viciada em drogas e traidora, um padre que através da sua influência vai manipulando os vários peões, uma jornalista cujos escrúpulos deixam muito a desejar.
O argumento é consistente e dinâmico, apesar de dois ou três clichés, e realização é segura. As interpretações, sem serem excepcionais, são boas. Tirando a senhora Cristina Câmara, que eu ainda não percebi porque é que continua a ser chamada, única e exclusivamente, para os filmes produzidos pelo senhor Tino Navarro. A rapariga até é jeitosa, mas… Ou serão outro tipo de relações que a fazem ser cabeça de elenco? Eu não sou de intrigas…