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sábado, fevereiro 18, 2006
Olhos de Anjo
Gosto deste filme pelo que nos faz pensar ou para o que nos sensibiliza. O ser humano necessita de um tempo de assimilação da ausência, um período de luto que deverá ocorrer sempre que há uma falta (mesmo que não seja relacionada com a morte de alguém próximo, como é o caso do filme). É a velha história de que o tempo é o melhor remédio para a dor. Pode ser difícil de compreender para quem nunca o experimentou, mas é uma das mais puras verdades do mundo. Mas se esse tempo é necessário, também é necessário reaprender a viver, reaprender a amar e por vezes é necessário um “puxão de orelhas” de alguém para que nos lembremos e voltemos a respirar. É necessário dar oportunidade à vida para que esta desponte.
quinta-feira, agosto 04, 2005
Billie Elliot

Quais os pontos de contacto entre os três? Em todos eles as suas personagens procuram fugir ao seu fatídico futuro através da “arte”, seja ela maior ou menor. A diferença de Billie Elliot é que esta procura se faz pela visão de um jovem adolescente. Este não é um filme extraordinário, mas é um filme escorreito e bem feito. Vale pelo louvor da procura e conquista de um sonho, mesmo nadando contra a maré, e a compreensão e aceitação da diferença.
quarta-feira, agosto 03, 2005
Mr. & Mrs. Smith

sábado, julho 23, 2005
Joga como Beckham

Que fazer quando os sonhos pessoais são incompatíveis com os valores tradicionais e morais de uma comunidade. Que podem uma jovem inglesa de origem indiana fazer quando o seu sonho é exactamente jogar com Beckham? E principalmente quando tem consciência das suas capacidades, mas seguir em frente com elas tem implicações não só para si, como para a sua família.
As dificuldades de adaptação à cultura ocidental, ou, mais ainda, a tentativa de manter uma identidade original, ou originária, num país para o qual se emigra é um tema recorrente no cinema britânico. E o passado colonial britânico faz com que a comunidade indiana seja a mais citada. Este mesmo conflito estava presente em Tradição é Tradição. E à baila anda também sempre o tema da homossexualidade.
Joga como Beckham é um filme engraçado e que catapultou para a ribalta Keira Knhightley, que volta e meia se encontra num cinema perto de nós, e que, desculpem lá a franqueza, não acho que seja uma actriz extraordinária. Talvez com o tempo eu mude de opinião, mas só a consigo ver como modelo anoréctica.
Connie & Carla
Connie e Carla são duas amigas cujo o sonho de infância é singrar no mundo artístico como cantoras. Quando, por acidente, assistem a um assassinato decidem fugir para L.A. e disfarçam-se de drag queens, mantendo assim via a chama desse sonho. A coisa vai resultando até que uma delas se apaixona pelo irmão de um vizinho gay.
O argumento é da autoria de Nia Vardalos (Connie) que surpreendeu ao escrever “viram-se Gregos para Casar”, que não sendo um filme extraordinário, parece-me mais conseguido que este segundo. São filmes que se vêem bem, mas que vivem sobretudo de clichés e não apresentam nehuma ideia verdadeiramente inovadora. Um explora os gags de mulheres a passarem por homens a passarem por mulheres e o outro a eterna luta entre culturas tradicionais de emigrantes e a sua adaptação às culturas urbanas nos países de recepção.
O argumento é da autoria de Nia Vardalos (Connie) que surpreendeu ao escrever “viram-se Gregos para Casar”, que não sendo um filme extraordinário, parece-me mais conseguido que este segundo. São filmes que se vêem bem, mas que vivem sobretudo de clichés e não apresentam nehuma ideia verdadeiramente inovadora. Um explora os gags de mulheres a passarem por homens a passarem por mulheres e o outro a eterna luta entre culturas tradicionais de emigrantes e a sua adaptação às culturas urbanas nos países de recepção.
A Cidade Deus

Se correr o bicho pega,
Se ficar o bicho morde.
Que diferença pode uma máquina fotográfica fazer na vida de uma pessoa? Pode salva-la de um destino fatalmente dedicado à marginalidade.
A história acompanha a vida de dois amigos criados numa das mais conhecidas favelas brasileiras, a Cidade de Deus, e como enveredar pelo crime e a marginalidade é quase tão natural como a sua sede e do qual não há saída. Mas um deles, ao ser presenteado com uma máquina fotográfica, consegue encontrar um lugar nessa sociedade clandestina de uma quase invisibilidade e que lhe permite o acesso a uma outra sociedade, a dita normal e moralmente aceitável.
As grandes “diferenças” desta narrativa são a utilização de saltos narrativos e a sua fotografia (no que agora a academia denomina de cinematografia).
Mas o melhor mesmo deste filme que foi buscar os seus actores às favelas, é que para alguns deles funcionou exactamente como a máquina fotográfica funcionou para a sua personagem principal, ou seja, livrou-os de uma vida de marginais e é possível ver vários deles em várias produções da Globo. Afinal, a arte ainda serve para modificar vidas.
A história acompanha a vida de dois amigos criados numa das mais conhecidas favelas brasileiras, a Cidade de Deus, e como enveredar pelo crime e a marginalidade é quase tão natural como a sua sede e do qual não há saída. Mas um deles, ao ser presenteado com uma máquina fotográfica, consegue encontrar um lugar nessa sociedade clandestina de uma quase invisibilidade e que lhe permite o acesso a uma outra sociedade, a dita normal e moralmente aceitável.
As grandes “diferenças” desta narrativa são a utilização de saltos narrativos e a sua fotografia (no que agora a academia denomina de cinematografia).
Mas o melhor mesmo deste filme que foi buscar os seus actores às favelas, é que para alguns deles funcionou exactamente como a máquina fotográfica funcionou para a sua personagem principal, ou seja, livrou-os de uma vida de marginais e é possível ver vários deles em várias produções da Globo. Afinal, a arte ainda serve para modificar vidas.
quarta-feira, julho 20, 2005
Madagáscar

Não é o mais divertido filme de animação com que temos sido brindados nos últimos tempos, mas é um bom entretenimento. A história tem a sua ironia e o melhor mesmo são algumas das personagens, a saber: Melvin, a girafa hipocondríaca, os pinguins psicóticos e o rei dos lémures.
A melhor piada: costeletas em versão Beleza Americana.
A lot like love

A vida é o que acontece enquanto fazemos planos para o futuro.
É uma possível tagline para este filme que me surpreendeu pela positiva. Fui ver a pensar que seria algo lamechas, como muitas das comédias românticas que para aí andam, mas afinal foi bastante divertido.
A história acompanha Oliver e Emily ao longo de quase sete anos de uma amizade colorida até que percebem que é mais do que amizade o que realmente os une. Pelo meio ficam as peripécias do florescer dessa amizade e da paixão.
O que se pode reter da história? Não adianta planificar a vida ao mínimo pormenor, porque ela encarrega-se de nos surpreender.
P.S. E não é que o Ashton Kutcher tem um sorriso muito, muito giro mesmo.
sexta-feira, julho 08, 2005
Garden State

É uma pérola de sensibilidade, cuja beleza se entranha em nós cena a cena, diálogo a diálogo e até silêncio a silêncio.
Garden State é a primeira obra de Zach Braff, mais conhecido do público português pela série Scrubs transmitida pela SIC Radical. Além de dar vida à personagem principal, Braff é igualmente realizador, argumentista e responsável pela selecção musical da banda sonora, pela qual ganhou inclusive um Grammy, apenas um dos muitos galardões granjeados por esta obra.
A história? Um jovem de 26 anos regressa a casa após nove anos para o funeral da mãe e, interrompendo uma medicação de calmantes que faz parte da sua rotina desde a infância, começa a sentir a vida e as suas peculiaridades, como o amor. Assim, acompanhamos Braff ao longo desta viagem iniciática em que se equaciona a família (e as disfuncionalidades que torna cada família única), o amor, a amizade e os sonhos.
Creio que este é um filme bastante apelativo para a geração dos 20 something que durante este período se apercebe que a vida não uma festa, mas que pode ser aquilo que nos propusermos a fazer dela. Como se diria num outro filme: you either make life a chiken salad or a shit salad.

E agora, algumas citações:
Largeman: We may not be as happy as you always dreamed we would be, but, for the first time let's just allow ourselves to be whatever it is that we are.
Sam: This is your one opportunity to do something that no one has ever done before and that no one will copy throughout human existence. And if nothing else, you will be remembered as the one guy who ever did this. This one thing.
Sam: If you can't laugh at yourself, life is going to seem a whole lot longer than you'd like.
Largeman: Fuck, this hurts so much.
Sam: This is your one opportunity to do something that no one has ever done before and that no one will copy throughout human existence. And if nothing else, you will be remembered as the one guy who ever did this. This one thing.
Sam: If you can't laugh at yourself, life is going to seem a whole lot longer than you'd like.
Largeman: Fuck, this hurts so much.
Sam: I know it hurts. But it's life, and it's real. And sometimes it fucking hurts, but it's life, and it's pretty much all we got.
Largeman: You know that point in your life when you realize that the house that you grew up in isn't really your home anymore? All of the sudden even though you have some place where you can put your stuff that idea of home is gone.
Largeman: You know that point in your life when you realize that the house that you grew up in isn't really your home anymore? All of the sudden even though you have some place where you can put your stuff that idea of home is gone.
Sam: I still feel at home in my house.
Largeman: You'll see when you move out. It just sort of happens one day, one day and it's just gone. And you can never get it back. It's like you get homesick for a place that doesn't exist. I mean it's like this rite of passage, you know. You won't have this feeling again until you create a new idea of home for yourself, you know, for your kids, for the family you start, it's like a cycle or something. I miss the idea of it. Maybe that's all family really is. A group of people who miss the same imaginary place.
terça-feira, junho 28, 2005
Lover Boy – A Educação de Paul
Lover Boy é a primeira experiência de realização de Kevin Bacon e, infelizmente, não é bem sucedida. A história relata o desejo egoísta de uma mulher em ter um filho para poder canalizar a sua necessidade de amar e que se torna incapaz de o dividir com mais alguém. Este amor obsessivo é um tema interessante, mas a sua exploração é quase penosa para o espectador. Bacon usa e abusa de flash-backs com o intuito de exemplificar as carências afectivas desta mãe o que, além de interromper o normal fluir da história, se torna demasiado repetitivo.
O filme conta com a participação de vários actores que ao longo da sua carreira trabalharam com Bacon e Kira Sedgwick, esposa deste e a intérprete desta mãe disfuncional, e que aqui mostra o seu potencial como actriz.
A quem arriscar ver, recomendo uma boa dose de paciência para não desistir pelo caminho.
O filme conta com a participação de vários actores que ao longo da sua carreira trabalharam com Bacon e Kira Sedgwick, esposa deste e a intérprete desta mãe disfuncional, e que aqui mostra o seu potencial como actriz.
A quem arriscar ver, recomendo uma boa dose de paciência para não desistir pelo caminho.
sexta-feira, junho 24, 2005
O lado bom da fúria

… é o que aprendemos depois desta passar. Conclusão a que chega uma das personagens no final da história. Uma conclusão supostamente sábia mas que se aplica a quase tudo na vida que é menos agradável. O lado bom é a lição.
O filme é interessante, mas não é nada de extraordinário. Relata a vida de uma família de mulheres após o suposto abandono da figura do pai e o modo como esta encara essa perda. O melhor ainda é Costner que apesar de alguns flops na sua carreira parece talhados para filmes românticos e de preferência a interpretar jogadores de beisebal.
Nota ainda para a jovem actriz Rachel Evan Ward, da série Começar de Novo, cujos trabalhos até ao momento auguram uma carreira promissora.
O filme é interessante, mas não é nada de extraordinário. Relata a vida de uma família de mulheres após o suposto abandono da figura do pai e o modo como esta encara essa perda. O melhor ainda é Costner que apesar de alguns flops na sua carreira parece talhados para filmes românticos e de preferência a interpretar jogadores de beisebal.
Nota ainda para a jovem actriz Rachel Evan Ward, da série Começar de Novo, cujos trabalhos até ao momento auguram uma carreira promissora.
quinta-feira, junho 23, 2005
Star Wars - A Vingança dos Sith

É verdade, finalmente o terceiro episódio e com ele o final das sagas que marcaram a nossa geração. E o mais curioso é que as grandes sagas cinematográficas tiveram início e terminam um ciclo exactamente com Star Wars. Digo terminam um ciclo porque não se sabe o que o futuro trará, mas certamente para as gerações dos thirty e fourty someting este é o final de um capítulo.
Voltando à história, é claro que este é talvez o filme com menos surpresas em termos do que irá acontecer, ficando as novidades apenas no como irão acontecer. Assim sendo, gosta do filme quem é fã e quem se deixa ainda deslumbrar pela magia do cinema. Essa magia que é feita de histórias simples e da sedução dos efeitos especiais que mais não são do que uma demonstração da nossa capacidade de imaginação.
Eu deixei me deslumbrar.
Com o crescendo de fatalidade em torno da personagem de Anakin Skywalker, que recorda as grandes tragédias gregas e seu o clímax trágico. Com a eterna luta entre o bem e o mal e como este última pode entrar tão subtilmente na vida de alguém e pouco a pouco minar uma existência. Com a beleza dos efeitos especiais e essa capacidade de nos levarem mais além. Ou como se diria numa outra série de culto: to boldly go where no man has ever been. Com as coreografias das lutas de sabre de luz que sempre me fascinaram.
Sim, a saga não poderia acabar de melhor maneira.
Agora resta-nos uma certa melancolia…
Voltando à história, é claro que este é talvez o filme com menos surpresas em termos do que irá acontecer, ficando as novidades apenas no como irão acontecer. Assim sendo, gosta do filme quem é fã e quem se deixa ainda deslumbrar pela magia do cinema. Essa magia que é feita de histórias simples e da sedução dos efeitos especiais que mais não são do que uma demonstração da nossa capacidade de imaginação.
Eu deixei me deslumbrar.
Com o crescendo de fatalidade em torno da personagem de Anakin Skywalker, que recorda as grandes tragédias gregas e seu o clímax trágico. Com a eterna luta entre o bem e o mal e como este última pode entrar tão subtilmente na vida de alguém e pouco a pouco minar uma existência. Com a beleza dos efeitos especiais e essa capacidade de nos levarem mais além. Ou como se diria numa outra série de culto: to boldly go where no man has ever been. Com as coreografias das lutas de sabre de luz que sempre me fascinaram.
Sim, a saga não poderia acabar de melhor maneira.
Agora resta-nos uma certa melancolia…
quarta-feira, março 02, 2005
Supermacia
Há cerca de 2,3 anos fui ao cinema, numa daquelas idas desportivas de ver o que calhasse, e vi o “Identidade Desconhecida – The Bourne Identity”. Não sendo um filme extraordinário, é um filme muito bem feito, com boas prestações, bons pormenores técnicos, uma edição dinâmica e um argumento sem grandes falhas.
Agora vi o “Supermacia – The Bourne Supremacy”. Comparando com o primeiro, não fica nem atrás, nem à frente. As interpretações são boas, pormenores engraçados de edição, mas relativamente ao argumento já deixa algo a desejar. Se no primeiro pouco ou nada de sabia de Jason Bourne, neste vão se sabendo mais pormenores do seu passado, o que dá mais oportunidades a que surjam incoerências. Com estes novos pormenores criou-se foi a oportunidade de uma nova aventura de Jason Bourne em busca da sua identidade. Por isso não se admirem de daqui a pouco surgir, sei lá, “The Bourne Rising” ou “the Bourne truth”, etc.
Agora vi o “Supermacia – The Bourne Supremacy”. Comparando com o primeiro, não fica nem atrás, nem à frente. As interpretações são boas, pormenores engraçados de edição, mas relativamente ao argumento já deixa algo a desejar. Se no primeiro pouco ou nada de sabia de Jason Bourne, neste vão se sabendo mais pormenores do seu passado, o que dá mais oportunidades a que surjam incoerências. Com estes novos pormenores criou-se foi a oportunidade de uma nova aventura de Jason Bourne em busca da sua identidade. Por isso não se admirem de daqui a pouco surgir, sei lá, “The Bourne Rising” ou “the Bourne truth”, etc.
quarta-feira, fevereiro 02, 2005
Gothika
É um filme de suspense falhado de tão previsível a sua sequência e conclusão. Ao abordar temas como pedofilia, abuso, violação e snuf movies, este último um território não muito explorado ainda no cinema comercial, apenas retiramos de bom o excelente desempenho de Halle Berry. É pena o argumento não ser mais coerente, este entra inclusive em contra-senso com a mensagem do filme.
“Não podemos confiar em alguém que nos considera loucos” é o slogan do filme e vemos a protagonista a ver espíritos/fantasmas, mas depois a conclusão é tão terrena, como se não houvesse sobrenatural.
sábado, janeiro 22, 2005
O Quinteto da Morte
Uma vez mais os irmãos Cohen demonstram o seu fascínio pelo sul norte-americano e as suas contradições: o sotaque, a simpatia, a coscuvilhice, o racismo. A isto mistura-se um pouco de Edgar Allen Poe: a sua ironia, a sua busca pelo crime perfeito, que se faz a partir de dentro e não deixa pistas, a justiça poética. Depois, junta-se um grupo de caricatas personagens lideradas por um excelente Tom Hanks, num impecável trabalho de composição. O resultado? Mais uma hilariante demonstração do trabalho dos irmãos Cohen, na linha do “Irmão, onde Estás?”
sábado, janeiro 15, 2005
Era uma Vez… Um Pai
Mais uma vez, Kevin Smith volta a juntar o seu gang para uma incursão cinematográfica. Desta feita, oferece-nos uma história mais tradicional, dentro dos cânones da comédia romântica, mas sem deixar de nos brindar com algumas pérolas do seu habitual humor cáustico.
No que diz respeito ao enredo propriamente dito, este fica muito aquém de outros Kevin Smiths. Um jovem publicitário de sucesso (Ben Affleck – e quem mais poderia ser?) vê a sua fulgurante carreira acabar de um momento para o outro após a morte da sua esposa ao dar à luz. Deste modo, vê-se obrigado a voltar à sua terra natal, New Jersey (o título original é Jersey Girl), e a voltar a viver com pai, que o ajudará a criar o rebento. Passados sete anos, vê-se confrontado com a escolha entre voltar à sua carreira de publicitário ou aceitar a vida simples que tem, mas de grande amor e cumplicidade familiar. Em linhas gerais, esta é a história e não se vislumbra nela grandes rasgos de originalidade, como, por exemplo, em Dogma, para mim o mais bem conseguido filme deste realizador.
Mas, mesmo assim, reconhecemos a sua criatividade em alguns diálogos absolutamente deliciosos, principalmente entre a personagem de Affleck e de Liv Taylor, uma empregada de clube de vídeo que despertará nele alguns sentimentos mais libidinosos e não só. Bem como a cena de participação dos membros do gang Jason Lee e Matt Damon, numa hilariante entrevista de emprego, e um diálogo com Will Smith.
No seu todo, é apenas razoável, salvando-se alguns excertos muito bem conseguidos. É o que dá Kevin Smith ter elevado a fasquia e agora não a ter conseguido superar. Seja como for, esperamos por mais.
XXX – Missão Radical
Desportos radicais e espionagem são o mote para este filme protagonizado por Vin Diesel, que de futuro muito dificilmente se desvinculará do cinema de acção. Sobretudo porque o seu físico a sua dicção, digamos monocórdica, não parecem muito adaptáveis a outros géneros.
Em termos de enredo, temos Xander (Diesel), um praticante de desportos radicais com algumas contravenções às costas que se vê obrigado por um agente do governo americano (Samuel L. Jackson) a participar numa missão de espionagem no Leste europeu. E lá vemos o nosso herói a rumar para terras geladas, a entrar no covil de uma máfia russa, a envolver-se com uma bela agente infiltrada (Ásia Argento), e a salvar o mundo de uma contaminação víral. Tudo coisas normais na vida de um herói.
É um filme de puro entretenimento, sem grandes novidades, na tradição de 007.
sexta-feira, janeiro 14, 2005
Amores Possíveis
Mais um resultado do recente cinema brasileiro, este filme conta-nos uma história, como o título indica, de amores possíveis. Tudo começa há 15 anos atrás, quando Carlos (Murilo Benicio) espera por Júlia (Carolina Ferraz) à porta do cinema. Volvidos esses anos, a vida pode levar imensos rumos. Talvez ela tenha aparecido, talvez não. Talvez tenham sido felizes, talvez não. 15 anos depois observamos três Carlos e três Júlias em três vidas diferentes, em três amores possíveis.
Para quem se lembra de “instantes Decisivos”, com a Gwyneth Paltrow, a ideia subjacente é semelhante, mas enquanto nesse as duas realidades apresentadas se dirigem para uma mesma resolução, aqui as realidades têm apenas um ponto inicial comum e finais diferentes.
É um interessante exercício sobre como a vida se pode desenrolar em várias direcções sem que qualquer uma delas seja propriamente errada. Apenas há que fazer escolhas e saber viver com elas.
quinta-feira, dezembro 23, 2004
A Residência Espanhola
A faculdade é um dos períodos da nossa vida onde mais aprendemos e não apenas catedraticamente. É um período de dupla aprendizagem, sendo o crescimento pessoal o mais significativo. Damos os nossos primeiros passos na vida adulta, com algumas escorregadelas pelo caminho, mas erguemo-nos e seguimos em frente.
Em “A Residência Espanhola” conhecemos um variados grupo de estudantes que durante um ano se encontram em Barcelona no âmbito do programa Erasmus. Oriundos dos mais variados países europeus, eles vão partilhar experiências, amizades, frustrações, angústias e esperanças, ou seja, conjuntamente vão aprender a ser felizes.
E como diz o slogan do filme “onde um ano pode mudar uma vida inteira.”
quarta-feira, dezembro 22, 2004
As Horas
Virgínia Woolf é uma das mais emblemáticas escritoras do modernismo e um exemplo de excelência na utilização da técnica narrativa denominada “stream of counscience”, em português “corrente de consciência”. O objectivo desta técnica é acompanhar através da escrita a complexidade e inconstância do pensamento humano.
Mrs. Dalloway é o livro que serve de cenário psicológico a este filme, onde se entrecruzam três histórias aparentemente estanques: a história de Woolf enquanto escreve o romance, uma dona de casa grávida da classe média da década de 40 e uma moderna editora, que encarna a própria Mrs. Dalloway. O que é que as três têm em comum? Todas se encontram encurraladas por uma profunda angústia e falta de sentido para a vida. E assim, de história em história, passo a passo se desenrola a corrente do filme que nos dá três perspectivas femininas sobre a vida e sobre a sua opressão.
É um filme extremamente poético e sensível, com óptimas interpretações e um argumento inteligente e subtil, com algumas surpresas.
E " Sempre o tempo, sempre o amor , sempre as horas ..."
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